O computador da família

Durante ~20 anos, entre os anos 1990 e 2010, o computador de mesa foi o símbolo da modernidade nos lares brasileiros, pré-requisito para futuros promissores e única porta de entrada da internet. Disputava espaço com a TV ou, nas casas maiores, ganhava um cômodo próprio, onde os residentes faziam trabalhos escolares, pesquisas triviais, jogavam e matavam o tempo em sites primitivos de uma web onde o texto escrito reinava.

Era o “computador da família”.

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“Novos” atalhos no teclado do velho macOS

Eu adoro e faço bom uso de atalhos no teclado, o que me leva a aprendê-los com grande interesse e a “treinar” seus usos a fim de assimilá-los à minha rotina. Isso explica, também, meu apreço pelo macOS e seus atalhos globais — alguns são complicados à primeira vista, um problema menor que é compensado pela uniformidade.

Mesmo usando o macOS há mais de dez anos, descobri dia desses, nesta lista, alguns novos (para mim).

Por exemplo, Command + Shift + /, um atalho para a busca nas opções do menu do aplicativo em foco. (Esse é outro recurso muito maneiro do macOS.) Em apps com muitas opções, como editores de vídeo, áudio e planilhas, às vezes é mais fácil usar essa busca do que fuçar nos menus. Agora consigo acioná-la sem tirar as mãos do teclado!

Os “novos” atalhos mais úteis, porém, são os das caixas de diálogo para salvar/descartar alterações em arquivos.

Até agora, eu só conhecia o Return para confirmar a opção em destaque (o botão azul). Quando queria apagar o arquivo ou descartar as alterações, precisava do mouse. Não mais:

  • Command + Backspace apaga o arquivo.
  • Command + D descarta as alterações/não salva o arquivo.

Bônus: o atalho Command + . (ponto final) cancela a opção. (É o mesmo resultado de apertar a tecla Esc, que me parece mais fácil.)

A lista é enorme e recheada de atalhos pouco óbvios. No mesmo site há outra de ferramentas de linha de comando para o macOS e 40 dicas para o iOS.

O Signal para computadores e iPad agora permite importar mensagens e mídias dos últimos 45 dias ao ser conectado ao dispositivo principal (celular com Android ou iOS). Antes disso, não havia sincronia do histórico — opção que permanece disponível.

O trabalho feito para viabilizar essa transferência do histórico ajudará na aguardada migração entre Android e iOS — e vice-versa. O trabalho já começou, segundo o blog do Signal. / signal.org (em inglês)

Ano do Linux (ou do SteamOS)

A “bostificação” do Windows, com publicidade invasiva, poluição visual e IA, é o maior incentivo em décadas para alguém buscar por alternativas. Ou pela alternativa, o Linux.

A Microsoft conta com algumas fortalezas que seguram pessoas no Windows. Consigo pensar em algumas: o Microsoft Office, os aplicativos da Adobe e jogos.

A Valve, dona do Steam, há anos investe em uma camada de compatibilidade, chamada Proton, que habilita jogos criados para o Windows a rodarem no Linux. É a base do seu SteamOS, sistema operacional baseado no Arch Linux e que vem instalado no Steam Deck, o bem sucedido computador portátil da Valve.

Na CES 2025, a Valve anunciou a expansão do SteamOS para outras fabricantes. O primeiro dispositivo de terceiro oficialmente licenciado é o Legion Go S, da Lenovo. / store.steampowered.com

E não deve parar por aí:

[…] o nosso esforço em torná-lo compatível com o Lenovo Legion Go S também aprimorará a compatibilidade com outros computadores portáteis. Antes do lançamento do Legion Go S, lançaremos uma versão beta do SteamOS que deverá melhorar a experiência em outros dispositivos portáteis e poderá ser baixada e testada pelos usuários. E claro que também continuaremos aumentando a compatibilidade e aprimorando a experiência em atualizações futuras.

Os números do Steam confirmam a tendência de crescimento (embora ainda tímida). / gamingonlinux.com (em inglês)

Ouvi alguém dizer “ano do Linux”?

A Dell aproveitou a CES 2025 para anunciar uma mudança na nomenclatura dos seus computadores. Até aí, tudo bem. Só que se a intenção era simplificar, acho que… deu errado? São três linhas — Dell, Dell Pro e Dell Pro Max —, e cada uma comporta três padrões de qualidade — Premium, Plus e Base. (Se precisa de um infográfico para entender, não é simples.) Isso implica a existência futura de um notebook chamado Dell Pro Max 16 Premium (sim, ainda tem o tamanho da tela no nome dos notebooks). / dell.com (em inglês)

A Apple tirou a semana para atualizar alguns computadores. Entre eles o Mac mini com chips M4 ou M4 Pro, anunciado nesta terça (29), com um novo visual que faz dele o menor computador que a empresa já lançou (2×12,7×12,7 cm, pouca coisa maior que um Apple TV). No Brasil, os preços começam em R$ 8 mil — e, finalmente, 16 GB de RAM passa a ser o mínimo nas linhas da Apple. / apple.com, youtube.com/@Apple (em inglês)

Quase dá para pensar em um desses como “portátil”, no sentido de levá-lo por aí para plugar em um monitor e teclado/mouse. (O peso também ajuda; é cerca de 50% mais leve que um MacBook Air.)