O problema do SafetyCore, app que “brotou” em celulares Android

Seu celular é Android? Se sim, é provável que tenha aparecido um novo app aí chamado SafetyCore. Anunciado pelo Google em outubro de 2024, a empresa expandiu sua disponibilidade por esses dias.

O SafetyCore se destina a dispositivos que rodam Android 9 ou posterior, ocupa ~2 GB do armazenamento e, segundo o Google, “fornece infraestrutura comum que apps podem usar para proteger os usuários de conteúdo indesejado”. Ainda segundo a documentação (somente em inglês), “a classificação do conteúdo roda exclusivamente no dispositivo e os resultados não são compartilhados com o Google”.

Quase ninguém lê avisos, alertas, quiçá a documentação de um app ou sistema operacional. O que não passa batido é um novo ícone entre os apps do celular que “brota” da noite para o dia. O SafetyCore é motivo para preocupação?

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“Novos” atalhos no teclado do velho macOS

Eu adoro e faço bom uso de atalhos no teclado, o que me leva a aprendê-los com grande interesse e a “treinar” seus usos a fim de assimilá-los à minha rotina. Isso explica, também, meu apreço pelo macOS e seus atalhos globais — alguns são complicados à primeira vista, um problema menor que é compensado pela uniformidade.

Mesmo usando o macOS há mais de dez anos, descobri dia desses, nesta lista, alguns novos (para mim).

Por exemplo, Command + Shift + /, um atalho para a busca nas opções do menu do aplicativo em foco. (Esse é outro recurso muito maneiro do macOS.) Em apps com muitas opções, como editores de vídeo, áudio e planilhas, às vezes é mais fácil usar essa busca do que fuçar nos menus. Agora consigo acioná-la sem tirar as mãos do teclado!

Os “novos” atalhos mais úteis, porém, são os das caixas de diálogo para salvar/descartar alterações em arquivos.

Até agora, eu só conhecia o Return para confirmar a opção em destaque (o botão azul). Quando queria apagar o arquivo ou descartar as alterações, precisava do mouse. Não mais:

  • Command + Backspace apaga o arquivo.
  • Command + D descarta as alterações/não salva o arquivo.

Bônus: o atalho Command + . (ponto final) cancela a opção. (É o mesmo resultado de apertar a tecla Esc, que me parece mais fácil.)

A lista é enorme e recheada de atalhos pouco óbvios. No mesmo site há outra de ferramentas de linha de comando para o macOS e 40 dicas para o iOS.

O sucessor do querido iPhone SE, o recém-anunciado iPhone 16e, tem preço sugerido no Brasil começando em R$ 5,8 mil.

O novo celular da Apple junta a carcaça do iPhone 14, especificações do iPhone 16 e limitações da finada linha SE (a câmera solitária na parte de trás, ausência de MagSafe), além de marcar a estreia do modem “da casa”, o Apple C1, no lugar dos fornecidos pela Qualcomm.

Apps novos e atualizados

Atualizações de apps importantes e novidades que podem ganhar um espaço no celular ou computador.

Apple TV: O aplicativo do streaming da Apple, até então disponível apenas para o Android das TVs, foi liberado para celulares e tablets. Outra novidade é que agora dá para assinar o Apple TV+ pelo Android e pagar a mensalidade pelo Google. / Android

KDE Plasma 6.3: Cheio de pequenos refinamentos e com o slogan promissor “It’s pixel perfect”, a nova atualização do KDE Plasma chegou. / Linux

Kindly RSS Reader: Um novo agregador de feeds “self-hosted” com leiaute otimizado para telas E-Ink, como as do Kindle. / Web

Pano: Um gerenciador de área de transferência “da próxima geração”, esta extensão lembra bastante o Paste do macOS. / Linux (Gnome)

WhatsApp: Tenho a impressão de que quando um site ou app se abre para personalização em excesso, é sinal de que acabaram as ideias e estão apelando para o artifício mais manjado a fim de estimular engajamento. Nessa semana, o WhatsApp ganhou… temas. / Android, iOS

Apps novos e atualizados

Atualizações de apps importantes e novidades que podem ganhar um espaço no celular ou computador.

Apple Convites: A Apple lançou um app para agendar eventos. Todo mundo (até, veja só, quem usa Android) pode responder convites, mas para criar um evento tem que ter um iPhone e ser assinante do iCloud+. Acho que vai flopar. / iOS

Cryptomator 1.15.0: A janela principal ganhou um novo visual e a versão para Linux em AppImage não tem mais dependências. / Linux, macOS, Windows

Firefox 135: Traz novos idiomas no tradutor embutido e offline, e expande o novo leiaute da página de novas abas para o mundo todo (estava em testes nos EUA). A opção “Do Not Track” foi removida. / Linux, macOS, Windows

Instapaper 9.1: Agora funciona com sites que exigem login, consegue detectar paywalls e teve a tela de configurações redesenhada. / iOS

KTool: Serviço que envia artigos salvos da web para o Kindle. É pago, com 7 dias de testes. / Android, iOS, Web

le Chat: A Mistral, startup francesa de IA generativa, lançou seu app móvel. / Android, iOS

LibreOffice 25.2: Suporte ao ODF 1.4, melhorias na compatibilidade com arquivos da Microsoft e pequenas mudanças estéticas. Ah, e o aviso de que a próxima versão (25.8) não será compatível com os Windows 7, 8 e 8.1. / Linux, macOS, Windows

Mastodon Moderation: Um app para administradores de instâncias do Mastodon lidarem com tarefas de manutenção. É para pouca gente; coloco aqui mais a título de curiosidade. / iOS

Microsoft Teams: A Microsoft está testando uma espécie de LinkedIn interno para o Teams, com direito a posts, curtidas e o conceito de seguir/ser seguido. Nada é tão ruim que não possa piorar. / Todos os sistemas (infelizmente)

Opera Air: O primeiro (e provavelmente último, pois ???) navegador web do mundo “centrado em mindfulness”. / Linux, macOS, Windows

OnlyOffice Docs 8.3: Ganhou compatibilidade com arquivos dos apps de escritório da Apple (Keynote, Numbers e Pages), carimbos para *.pdf e outras novidades menores. / Linux, macOS, Windows

Tapestry: Virou moda esse tipo de app que agrega várias timelines em uma tela só, não? Este é da Iconfactory, responsáveis pelo finado Twiterrific. / iOS

Usar o ChatGPT consome uma garrafa d’água de 500 ml; e daí?

Das óbvias às delirantes, é longa a lista de preocupações com a inteligência artificial surgidas desde o final de 2022, quando o ChatGPT tomou do metaverso ou dos NFTs o título de “tecnologia do futuro”.

Tenho pensado muito a respeito de uma delas: o uso excessivo de energia e água, necessários para dar conta da sede insaciável de big techs e startups por mais dinheiro1.

Qual o custo ambiental de terceirizar tarefas ingratas ao ChatGPT, como escrever relatórios que ninguém lê ou gerar uma imagem de feliz aniversário àquela tia, com quem você não fala há seis anos, no grupo da família no WhatsApp?

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O aplicativo plSSStream monitora, em tempo real, o nível do tanque de urina da…

O aplicativo plSSStream monitora, em tempo real, o nível do tanque de urina da Estação Espacial Internacional e o exibe na barra de menu do macOS. Por quê? “Pelo ridículo”, explica a mente por trás do app — que, aliás, também funciona no iOS e no visionOS, embora você tenha que compilar o app para rodá-lo nesses sistemas.

MOS estende rolagem suave/cinética do macOS a qualquer mouse

Ícone do MOS: um círculo roxo com semi-círculos azuis e um ponto verde, contra fundo escuro.

O maior (único?) problema em usar outro mouse que não o da Apple no macOS é a perda da rolagem suave, também chamada de “rolagem cinética”.

Talvez seja um detalhe bobo, mas um tão agradável que sinto falta quanto não está disponível.

Anos atrás, quando troquei o trackpad do notebook por um mouse barateza, encontrei a solução em um aplicativo esquisito, gratuito e de código aberto, chamado MOS.

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Entrou em vigor no Brasil, nesta segunda (16), um sistema que envia automaticamente a localização de celulares usados para acionar serviços de emergência — 190 (polícia), 192 (serviço médico), 193 (bombeiros) etc. Funciona em qualquer celular com Android 5.0 ou posterior e no iOS 18.2 em diante. / gov.br

Trata-se de um recurso “opt-out”, ou seja, ativado por padrão. O Google diz que é possível desativá-lo. No iOS, existe uma opção “Emergência e SOS” nas permissões de localização do sistema, mas não sei dizer se ela atinge o novo recurso brasileiro. / blog.google

Apps novos e atualizados

Atualizações de apps importantes e novidades que podem ganhar um espaço no celular ou computador.

alto.daily: Transforme uma tarefa recorrente do Apple Lembretes em um monitor de hábitos. / iOS, macOS

Cinnamon Desktop 6.4: O ambiente gráfico padrão do Linux Mint passa a ter, nesta versão, um tema padrão bem cuidado para quando usado em outras distribuições Linux. (O tema do Mint é outro, exclusivo.) / Linux

iCloud Passwords: A Apple assumiu a extensão das Senhas do iCloud para Firefox. Por algum motivo desconhecido, ela só funciona no macOS. / Firefox (macOS)

Telegram: O cassino online, digo, app de mensagens Telegram ganhou um programa de afiliados para miniapps, busca de figurinhas com IA (!?) e colagens nos stories. / Android, iOS, Linux, macOS, Windows

Trace: App gratuito e com a promessa de ser simples, o Trace te ajuda a entender o tempo gasto no uso do computador. / macOS

ungoogled-chromium: O macOS agora tem instaladores “notarizados” deste navegador, uma espécie de Chrome sem vestígios do Google. / macOS

Unhinged: App relativamente novo para registrar o humor. UI/UX super agradável, mas senti falta de estatísticas e correlações. É um dos do Marcel Wichmann, que tem outros igualmente adoráveis. / iOS

Decisão do Cade equipara App Store brasileira à da União Europeia

O Cade, em decisão preliminar de um processo movido pelo Mercado Livre contra a Apple, em 2022, determinou uma série de medidas que quebram os monopólios da distribuição e das compras dentro de apps da Apple no iOS e iPadOS. / gov.br

A notícia veiculada primeiro pela agência Reuters cita apenas que a Apple está obrigada a, em até 20 dias, permitir a compra de serviços ou produtos fora de apps (ou seja, publicizar links para seus próprios sites) e a permitir o uso de opções alternativas de pagamentos dentro de apps. / reuters.com

A pena pelo não cumprimento das determinações é de multa de R$ 250 mil por dia.

A notificação do Cade lista uma medida mais profundas: a distribuição de apps por lojas alternativas e via download direto (“sideloading”) (cláusula 5, I, d), equiparando o cenário brasileiro ao europeu. / sei.cade.gov.br

O TechCrunch lembra que decisões similares já foram ou serão impostas na Europa, Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos. Em cada um desses casos, a Apple instituiu regras específicas restritas às jurisdições. / techcrunch.com (em inglês)

Quantos países mais precisarão obrigar a Apple a ajustar as regras da App Store para que a empresa as mude no mundo inteiro?

O egoísmo na inteligência artificial

Neste comercial da Apple Intelligence1, a inteligência artificial generativa da Apple, vemos um pai recebendo presentes mambembes das duas filhas, e a mãe, na cozinha, alarmada por ter esquecido do aniversário e/ou do presente do marido.

A mãe pega o seu iPhone com Apple Intelligence e pede à IA para gerar um vídeo de memórias do pai com as filhas. Por fim, deixa celular com os três no sofá, hipnotizados e/ou emocionados com a obra artificial, enquanto ela caminha triunfante de volta ao que quer que estivesse fazendo, nos encarando como se fôssemos cúmplices da trapaça.

A Apple — que não é de hoje vem perdendo a mão com comerciais — apresenta a IA como um passe-livre de toda e qualquer demanda externa, incluindo as afetivas. Uma tecnologia tão poderosa que é capaz de distrair pessoas queridas com um conteúdo pasteurizado que você nem se dá ao trabalho de revisar.

Não é à toa que a IA generativa fascina tanto executivos e funcionários de grandes empresas, público que lida com toneladas de textos ruins, do tipo que ninguém lê porque quer — isso, quando lê.

O chamariz da Apple Intelligence extrapola essa dinâmica amalucada para os afetos mais profundos — no caso, o seio de uma família. Os presentes toscos das filhas, mas feitos de coração, passam a ser apenas toscos. A intenção não importa. O cliente ideal da Apple não tem coração.

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Print da barra de menu do macOS, com o ícone da previsão do tempo expandido.
Imagem: MacRumors/Reprodução.

O macOS ganhará um item na barra de menu na versão 15.2 (ainda em testes, com previsão de lançamento para dezembro). Nada que mude o mundo ou que já não fosse possível com software de terceiros, mas legal ver tal funcionalidade nativa. Sou muito seletivo com a minha barra de menu (no momento, tem apenas um app/ícone); creio que a previsão do tempo será o segundo. / macrumors.com (em inglês)

O lucro trimestral somado das cinco big techs estadunidenses (Alphabet, Amazon, Apple, Meta e Microsoft), que divulgaram seus relatórios nesta semana, chegou a US$ 96,7 bilhões. O faturamento no período foi de US$ 448,1 bilhões. / businesswire.com (Amazon), abc.xyz, businesswire.com (Apple), investor.fb.com, microsoft.com (todos em inglês)

Embora o grosso da receita venha de negócios tradicionais, essas empresas estão apostando alto na inteligência artificial generativa.

Levantamento da Bloomberg apontou que quatro delas (Alphabet, Amazon, Meta e Microsoft) caminham para um “capex” recorde de US$ 200 bilhões em 2024, puxadas pela corrida da IA. / bloomberg.com (em inglês)

A Apple tirou a semana para atualizar alguns computadores. Entre eles o Mac mini com chips M4 ou M4 Pro, anunciado nesta terça (29), com um novo visual que faz dele o menor computador que a empresa já lançou (2×12,7×12,7 cm, pouca coisa maior que um Apple TV). No Brasil, os preços começam em R$ 8 mil — e, finalmente, 16 GB de RAM passa a ser o mínimo nas linhas da Apple. / apple.com, youtube.com/@Apple (em inglês)

Quase dá para pensar em um desses como “portátil”, no sentido de levá-lo por aí para plugar em um monitor e teclado/mouse. (O peso também ajuda; é cerca de 50% mais leve que um MacBook Air.)