TimeDeposit registra o tempo gasto em projetos em qualquer dispositivo Apple

Ícone de uma ampulheta com rosto contra fundo rosa.

Precisando registrar o tempo gasto em tarefas de projetos distintos? Se você usa sistemas da Apple, o TimeDeposit é uma boa pedida.

A característica mais legal é que tem aplicativo para tudo: iPadOS, iOS, macOS e watchOS. A sincronização dos dados é feita via iCloud e os apps se integram bem aos respectivos sistemas — ícone na barra de menus do macOS, Atividades Ao Vivo no iOS, widgets no watchOS.

O TimeDeposit funciona com tarefas e projetos. É possível fazer os registros em tempo real, iniciando um cronômetro no app, ou depois (em caso de esquecimento), com a criação de sessões completas.

O único contra é que esta solução não funciona para equipes. É somente para uso individual. Outro ponto negativo é a tradução da interface para o português, aparentemente feita por alguém que não fala português. Não se pode ter tudo…

Em dias normais, o TimeDeposit tem limitações e não sincroniza com calendários na versão gratuita. Para liberar esses recursos, é exigido um pagamento único. Nesta terça (16), porém, o app sai de graça, via Indie App Santa.

TimeDeposit / iPadOS, iOS, macOS e watchOS / Freemium

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O site da Wikipédia é bom. O aplicativo para celulares é melhor

Logo da Wikipédia, um grande “W” em fonte serifada.

O site da Wikipédia funciona super bem em telas pequenas. Apesar disso, existem bons motivos para instalar o aplicativo oficial.

Na verdade, o principal motivo — ao menos para mim — são os widgets maravilhosos da versão para iOS. São três: foto do dia, o que aconteceu neste dia no passado e os itens mais lidos.

(Aliás, alguém sabe por que o verbete do filme xXx, com Vin Diesel, passou dias como mais lido na Wikipédia em português?)

Infelizmente a versão para Android carece de widgets legais.

Fora isso, o app permite baixar verbetes para lê-los sem conexão à internet, mostrar assuntos geograficamente próximos (é preciso dar permissão de geolocalização) e personalizar a experiência de leitura.

E é, antes de qualquer coisa, um bom aplicativo: leve, rápido, gostoso de usar. Como todo app deveria ser.

Atualização (17h20): O fato do aniversário da Wikipédia ser nesta segunda (15) é, acredite, uma total coincidência. (Só soube agora.)

Wikipédia / Android, iOS / Gratuito

Little File Explorer, para Android, é um app funcional de apenas 40 KB

Ícone do Little File Explorer: pasta amarela/baunilha pixelada.

Quão compacto um aplicativo moderno pode ser? O Little File Explorer (LFE) leva esse questionamento a sério: o pequeno explorador de arquivos para Android tem menos de 40 KB.

A descrição oficial, ou o slogan do LFE, é “um pequeno e simples explorador de arquivos, projetado com a compatibilidade em mente”. Faz sentido.

Instalei o LFE para ver qual é a dele. Sem surpresa, o visual é bem espartano, mas as funcionalidades são as esperadas em um aplicativo básico do tipo.

É possível copiar, colar, mover, renomear e excluir arquivos; filtrar arquivos por nome; ordená-los por nome ou última modificação; acessar cartões SD; compartilhar arquivos.

Uma função meio avançada é o gerador e verificador de checksum md5, que garante a fidelidade de um arquivo compartilhado.

Ademais, o Little File Explorer tem o código aberto, exige o mínimo de permissões (só uma, a óbvia, de acesso aos arquivos) e, talvez o feito mais curioso, é compatível com o Android 1.0 (!) e superiores. Ah, e é um projeto ativo — a atualização mais recente saiu no final de novembro de 2023.

Little File Explorer / Android / Gratuito

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Clear 2.0 está de volta com sua interface agradável para listas de tarefas simples

Ícone do Clear 2.0: sinal de “check” com degradê marcado ao fundo do vermelho para o amarelo.

Em 2012, o aplicativo Clear, para iOS, fez barulho com suas listas de tarefas bonitas, em um visual marcante, animações agradáveis e interface baseada em gestos.

Apesar do barulho, ele ficou mais de uma década sem grandes atualizações. Até que nesta segunda (8), do nada, apareceu o Clear 2.0.

A história da nova versão, contada pelo The Verge, é curiosa. Ele passou anos sem grandes novidades, mas sendo atualizado, porque seus criadores consideravam-no um app completo.

Dois anos atrás, um deles, Phill Ryu, comprou os direitos do app de colegas da empresa que desenvolveu o Clear, a Realmac Software, para recriar o app em seu atual estúdio, o Impending.

A estrutura básica do Clear 2.0 é similar à da antiga versão. Fora uma bem-vinda repaginada visual, a grande novidade é que, agora, o aplicativo é gratuito.

A geração de receita do Clear vem da venda de itens cosméticos, como temas e ícones. A loja interna do app altera os itens à venda todo dia.

Para quem procura por um aplicativo de listas de tarefas “radicalmente simples”, como dizem os desenvolvedores, é uma boa pedida.

Detalhe: estranhei o tamanho do app, 423 MB. No Twitter, os desenvolvedores disseram haver muita margem para comprimir arquivos dentro do app, e que mudanças de última hora colaboraram para o inchaço.

Clear 2.0 / Gratuito / iOS, iPadOS

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Switcheroo, um simpático conversor de imagens para Linux

Ícone do aplicativo Switcheroo. Uma imagem colorida, com borda branca e duas setas arredondadas no meio.

Não faltam sites e aplicativos para converter imagens entre os vários formatos disponíveis. O Switcheroo é mais um, mas um honesto (que apenas faz o seu trabalho) e bem feito.

Na real, o Switcheroo é uma interface gráfica para o ImageMagick, talvez o mais completo conjunto de ferramentas para trabalhar com imagens. O aplicativo facilita as coisas, porque para usar diretamente o ImageMagick, só decorando um monte de comandos em texto no terminal.

Na prática, o Switcheroo trabalha com estes formatos de arquivo: jpeg, png, webp, svg+xml, heif, image/heic, bmp, avif, jxl, pdf, tiff, gif e x-icon. Ufa!

E, além de converter imagens entre esses formatos, ainda traz alguns truques legais, como definir a qualidade da imagem, alterar a densidade de pixels em imagens svg e alterar a resolução e proporção. Ah, e trabalha em lotes.

O Switcheroo é um aplicativo para Linux, parte do Gnome Circle, uma iniciativa do projeto Gnome para destacar e oferecer suporte a bons apps independentes. O código é aberto e o download, feito via Flathub.

Switcheroo / Linux (Gnome) / Gratuito

Download (Flathub) »

NewPipe, o melhor (?) aplicativo de YouTube para Android

Ícone do NewPipe: círculo vermelho com um triângulo/seta branca apontando à direita.

O Google subiu o tom de suas investidas contra bloqueadores de anúncios no YouTube. Boa sorte com isso, Google, porque no que depender daqueles que rejeitam o esquema de publicidade à custa da nossa privacidade, os métodos alternativos continuarão de pé por um bom tempo.

O NewPipe é um ótimo app para Android. Leve, de código aberto, sem anúncios e com foco em privacidade, os desenvolvedores ainda fazem um esforço para entregar uma experiência familiar, e melhorada, a quem vem do app oficial do YouTube.

Em outras palavras, o NewPipe é o que o YouTube poderia ser se o maior interesse do Google não fosse sugar até o último centavo dos usuários.

Dadas as suas características, não é surpresa que o NewPipe não está disponível na Play Store. Existem dois métodos para obtê-lo: baixando o instalador (arquivo *.apk) direto do site oficial, ou adicionando o repositório do NewPipe à F-Droid, uma loja de aplicativos Android muito maneira. Recomendo a segunda opção. Se tiver dúvidas, não hesite em perguntar ali nos comentários.

NewPipe / Android / Gratuito

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Mammoth 2

Ícone do Mammoth 2. O Mammoth é um aplicativos de Mastodon dos mais interessantes. Antes do oficial simplificar o cadastro (pré-selecionando um servidor/instância) e sugerir pessoas para seguir, o Mammoth já fazia isso. E é, até onde sei, o único que oferece um feed algorítmico, nos moldes do (e também chamado de) “For You” — com a vantagem de oferecer opções para personalizar o algoritmo.

Nesta quinta (7), foi lançado o Mammoth 2, “a maneira mais fácil de largar o Twitter e ingressar no Mastodon”, segundo co-fundador Bart Decrem.

Lançada um ano após a estreia do aplicativo, a segunda versão traz uma bela repaginada visual (incluindo um novo ícone/logo) e mais recursos para facilitar a adaptação de quem está chegando do Twitter, como “listas inteligentes” temáticas, com curadoria de usuários, integração com o braço editorial do Flipboard e com o Newsmast e Press.coop, que trabalham para levar conteúdo noticioso de fontes confiáveis ao fediverso.

Uma grande novidade “extra-app” é que ele agora tem o código aberto. O código está previsto para ser liberado nesta sexta (8).

O Mammoth 2 continua gratuito, só que agora oferece um plano pago (R$ 14,90/mês ou R$ 99,90/ano) que confere alguns benefícios aos assinantes, como ícones diferentes, acesso antecipado a novos recursos e participação nas decisões do projeto.

Vale lembrar que o Mammoth recebeu um investimento semente em seu início, em uma rodada liderada pela Mozilla. O valor levantado não foi divulgado.

Mammoth 2 / iOS, iPadOS / Gratuito

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Onrise

Ícone do Onrise: dois círculos brancos, um pontilhado (externo) e outro grosso, contra um fundo preto. O Onrise é um aplicativo simples, gratuito e sem anúncios, para acompanhar e/ou forjar novos hábitos.

Ele é baseado no método “hábitos atômicos”, do escritor James Clear. A interface é simples, e conseguiram até colocar uma espécie de Pomodoro sem polui-la.

Não sei qual é o truque, se é que há algum, para o Onrise ser gratuito e sem anúncios. A política de privacidade é bem ok, e informa que dados são compartilhados com a Amplitude, uma empresa de estatísticas para software. Os dados coletados são anonimizados.

E mesmo sem modelo de negócio e tendo sido lançado em 2021, o Onrise continua recebendo atualizações — a mais recente foi há cinco meses.

Onrise / iOS (iPhone) / Gratuito

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Ansel

Ícone do Ansel: um diafragma de câmera semi-aberto.

Pessoas que fotografam por profissão ou hobbistas usam aplicativos especializados em edição e organização de imagens — como o Lightroom, da Adobe, ou o Photomator.

Entre os de código aberto, o Darktable talvez seja o mais robusto e conhecido. Só que nem todos estão satisfeitos com ele, a começar por Aurélien Pierre, desenvolvedor e designer que, desde 2018, contribuía com o código do Darktable.

Pierre ficou tão irritado com os rumos do projeto que decidiu criar um “fork”, ou seja, um novo projeto a partir do Darktable. Nasceu ali o Ansel.

Ele ficou, tipo… realmente irritado. Neste textão, Pierre explica os motivos do seu desencanto e por que o Ansel é melhor. Eu não sei, mas a justificativa faz sentido e ele parece se importar.

Ansel / Linux (Appimage) e Windows / Gratuito

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Imprint, o aplicativo do ano para Android

Ícone do Imprint, apenas um “I” maiúsculo em fonte serifada, branco, contra um fundo verde escuro.

O Google também elegeu os melhores aplicativos e jogos do ano de 2023 para Android. No lado verde da Força, o grande vencedor foi o Imprint.

Trata-se de um aplicativo de ensino com uma abordagem bem visual e em pequenas doses, meio parecido com o Duolingo, referência no assunto.

O Imprint promete ensinar matérias de assuntos tão diversos quanto psicologia, negócios, tecnologia e finanças, além de livros best-sellers de auto-ajuda e produtividade.

A lições só estão disponíveis em inglês.

Curiosidade: a exemplo do melhor app do ano para iOS (AllTrails), o Imprint também é multiplataforma e está disponível no sistema da Apple. Cadê os exclusivos, gente?

O anúncio dos demais vencedores da premiação do Google pode ser visto aqui.

Imprint / Android e iOS / Pago

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