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Quantas pessoas usam bloqueadores de anúncios na web?

Semana passada o alerta de “perigo” foi ligado em redações digitais mundo afora. Segundo matéria do Financial Times, operadoras móveis da Europa estariam trabalhando na implantação de bloqueadores de anúncios no nível da rede. A tecnologia, desenvolvida pela israelense Shine, entrará em operação no final do ano e funcionará por uma hora, todo dia, a fim de forçar empresas como Google e Yahoo a negociarem uma divisão dos lucros obtidos com publicidade.

Preocupar-se com a exibição de anúncios é, em muitos casos, o mesmo que preocupar-se com a subsistência da publicação. O crescente uso de bloqueadores de anúncios, em especial do AdBlock Plus, pode ser fatal para muitos sites pequenos e médios daqui a algum tempo. Além da maior exposição, o pessoal de Colônia, Alemanha, onde fica a sede do ABP, não para: recentemente eles lançaram um navegador para Android com a função de bloquear anúncios nativa e criaram uma “versão corporativa” da extensão, que facilita a instalação e o seu gerenciamento em grandes redes.

Qual o impacto, hoje, desse tipo de software? Varia de acordo com alguns critérios, como o geográfico. Na Alemanha, berço do ABP e dentro da Europa, que tem uma rixa quase histórica com o Google, o uso da extensão alcança cerca de 40% dos usuários. A informação vem de um estudo, que ainda será divulgado, comentado brevemente por Frederic Filloux. Ali ele também adianta que a penetração dos bloqueadores de anúncios varia com a temática do site: quanto mais versada em tecnologia, maior o índice. “O pior caso é o dos sites de jogos, com entre 80% e 90% das visitas privadas de anúncios.” Faixa etária é outro fator — entre os millennials, gente nascida no intervalo de 1980 a 2000, a probabilidade de uso do ABP é duas vezes maior que a média.

No total, ainda segundo essa pesquisa, “300 milhões de pessoas no mundo inteiro já baixaram uma extensão que bloqueia anúncios e metade a instalou.” É um número que bate com outro, relativo a junho de 2014, aferido pela PageFair, uma startup que luta contra a ação dos bloqueadores de anúncios a fim de viabilizar negócios online dependentes deles.

Há culpados dos dois lados. No dos publicitários e publicadores de conteúdo, o exagero em todos os sentidos — peças ruins, que demoram a carregar e consomem a banda do usuário e que apelam para a quantidade e frequência a fim de ganhar a atenção do usuário por insistência. Desse, do usuário, uma certa insensibilidade em entender que escrever, embora pareça simples e barato, ainda é um serviço que precisa ser pago e que tem, por trás, uma estrutura que também não surge do nada, muito menos é gratuita.

Ilustração com uma mãozinha depositando uma moeda em uma caixa com o logo do Manual do Usuário em uma das faces, segurada por dois pares de mãos. Ao redor, moedas com um cifrão no meio flutuando. Fundo alaranjado.

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Aqui, no Manual do Usuário, sempre busquei financiar o site via métodos alternativos. Após alguns meses operando, instalei anúncios contextuais que só aparecem em condições específicas — posts acessados via buscadores, não por acaso a maior parcela dos acessos e o meio de acesso menos significativo para quem acompanha o site de perto. Embora ele se sustente, o faturamento ainda é baixo. Pensar em outros meios de ser pago pelo meu trabalho é, ao mesmo tempo, estimulante e amedrontador. E à luz dessas perspectivas do mercado de anúncios online para um futuro próximo, em breve será, também, uma necessidade.

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45 comentários

  1. Bloqueio mesmo, é chato o tal do anuncio atrapalhar a sua liberdade de manuseio. Até acabar o anuncio ja me desanimei para o que eu ia fazer, não sei vcs, mas comigo é assim mesmo.

  2. é tão difícil deixar os sites com os anúncios bem posicionados no canto com mini banners, um no topo e outro no rodapé como antigamente? Não, tem que tacar na nossa cara uma janela flutuante e forçada com anúncio de “aumentar pênis, instalar flash, mulher feia também trepa, blablabla”, e pra piorar tem esses MALDITOS redirecionamentos, onde só move o mouse e já abre 3 a 4 páginas na cara, sendo que a maioria é pornô?
    Assim não dá, uso Adblock mesmo enquanto essa palhaçada não acabar.
    E de brinde uso o Ublock e o Ghostery junto. Se um não bloqueia outro vai bloquear.

  3. Aí o google bloqueia o funcionamento dessas redes no android e outros produtos deles e a festa está feita….
    Usuário só se ferra mesmo :/

  4. Tentando descobrir se o ovo ou a galinha, o paradoxo aqui é:

    – No começo, muitos anúncios eram recheados de pega-incautos (clique aqui para download, 3,4,5 frutas que lhe fazem bem;. clique aqui e converse comigo, etc…), fora que muitos destes anúncios também redirecionam para programas que instalam adwares.
    – Os ad-blocks foram criados DEPOIS disto, não antes.
    – Novos anúncios agora buscam fazer “block” do ad-block.
    – Ad-block cria blocks dos blocks dos ad-blocks.

    Paradoxo criado.

    Acho interessante usar o Ad-Block, pois pelo menos ele filtra e até dá a sensação que a internet carrega mais rápido. E protege dos “catch-clicks (ou alguns deles)”.

    Ghedin, tava pensando aqui: não sei qual país na Europa se paga um imposto para custear as emissoras de TVs. Você sabe ou se interessa em pesquisar sobre isso?

      1. “This includes viewers who watch real-time streams of the BBC’s channels online or via their mobile phone. ” (Incluí quem acompanha via transmissão em tempo real online).

        Quer dizer que se tenho um celular, também pago. Eita.

        É que me lembrei que uma vez sugeriram isso, de fazer um “imposto de conteúdo” para repassar a produtores de conteúdo online

  5. Uso bloqueador, mas nem em todos os sites.
    Tenho uma whitelist bem grande na verdade, mas existem lugares em que é impossível navegar sem, vide os portais de notícias, que mais parecem o interior de um orelhão de rodoviária.

  6. O maior problema são aqueles sites, como o kickass torrent que a cada página aberta ou link clicado abrem quase várias outras páginas de anúncios, muitas com som que iniciam a tocar automaticamente.

    Não existe um pingo de bom senso para muitos anunciantes, o que faz com que o AdBlock seja uma necessidade.

  7. Uso AdBlock pois alguns sites que acesso, exageram muito! E o principal deles, é o Youtube.
    Nos sites que sei que os anúncios são “normais”, faço questão de desativar.

    1. Você aqui também Vitor?! Eu também uso o AdBlock, mas deixo desativado em sites pequenos e/ou que presam pelo usuário e sabem como colocar uma propaganda sem atrapalhar a noticia, que bem, é o principal motivo de se ler um site/blog, eu não entro num site querendo comprar (exceção dos sites de compras, óbvio), mas uma boa propaganda, links com desconto, noticias sobre promoções e posts com parceiros do site não me atrapalham e muitas vezes me levam a comprar bons produtos, um exemplo é o “dealzmodo” lá no Gizmodo e as matérias aqui sobre “o que há na mochila do…”, eu sempre dou uma olhada nos eletrônicos e procuro na net um referência/preço. Creio que se os sites soubessem usar a propaganda do jeito certo atrairiam até mais leitores, pois quem não gosta de um bom desconto? E ainda por cima num site com boas matérias e um visual bacana,

  8. Eu particularmente baixei o adblock devido as propagandas do youtube, entendo que é necessário a veiculação de publicidade em sites, tanto que libero nos sites que eu sigo, mas muitos ad’s são extremamente irritantes e invasivos.
    Quando gosto de um trabalho, não me importo de o realizador do mesmo ganhar seu dinheiro, se isso é feito de forma sincera e comedida.

  9. Devido as propagandas serem extremamente intrusivas utilizo bloqueadores até no smartphone. É um absurdo abrir uma página do navegador e uma propaganda tentar redirecionar dizendo que é vírus.

  10. Como já dependi de acessos para manter meu emprego eu não sou favorável ao uso de bloqueadores, mas hoje em dia, tem certos sites que estão exagerando nos Ads. O Gizmodo não tem mais uma área não clicável no site, as laterais hoje são links para as páginas dos Ads, e se a matéria é de games, as laterais são dedicadas a te levar para a seção de games deles. Está é uma atitude extremamente desagradável, não vejo o porquê um site grande como ele é precisa disso. Sei que o mercado publicitário está difícil, e a contenção de gastos se faz necessária, mas os extremos cansam. Espero ansioso por um youtube pago para quando eu quiser ouvir playlists não tenha que clicar nos anúncios a cada música.

  11. Sempre venho usando AdBlock, há muitos anos.

    Mas um artigo que li um tempinho atrás me deixou intrigado, ao dizer que há um paradoxo no uso de extensões desse tipo: eles fazem a página ficar mais pesada na maioria dos casos testados por eles. O motivo seria o excesso de iframes, tão comuns nos sites hoje em dia (não conheço muita coisa de web, então alguém me corrija se falei bobagem). Como cada iframe precisa ser tratado individualmente pela extensão, confrontado com a lista do banco de dados, e receber um enxerto massivo de CSS para renderizar a página direito, acaba havendo um gasto maior de memória e até mesmo de tempo! Eu fiz os testes ativando e desativando aqui em uns poucos sites, e pude constatar que em alguns isso realmente ocorria, em outros compensava (em termos de consumo de memória e de tempo de carregamento) usar o AdBlock. Mas variava demais de um para outro, não encontrei uma tendência geral clara. Teria de fazer um teste mais amplo, e automatizado, do tipo… pegar os 10000 sites mais visitados do mundo.

    Independentemente de o estudo se aplicar à maioria dos sites mais visitados ou não, é interessante ver como o consumo de recursos computacionais é ignorado por nós que queremos apenas nos livrar da propaganda invasiva. Na verdade, até ler o tal artigo, eu não fazia a mínima ideia de que isso poderia ocorrer.

  12. Esse assunto é complicado, mas penso da seguinte forma: se existe um site (app, ou o que seja) que esta lhe oferecendo conteúdo GRATUITAMENTE, o mínimo que você tem que fazer é aturar os anúncios, já que isso é uma forma de pagamento para o site em questão. Vejo o uso do AdBlock anti ético, se você não quer ver anúncios e quer consumir conteúdo, então pague por ele, todos precisam lucrar de alguma forma para sobreviver. Não tiro o direito de sites que se infestam de publicidade, porém, acho que uma legislação que forçaria as empresas de publicidade a seguir regras para não “poluir” o utilizador e assim não atrapalhar a experiência do usuário, seria muito bem vindo.

  13. Não uso, mas desativei o flash do navegador.
    Porém, se o site é muito invasivo (ou até mal diagramado) com o tempo eu acabo esquecendo da existência dele. Exemplo são IGN, IG e provavelmente a UOL.

    O do UOL é até curioso, porque é a publicidade interna do próprio UOL: sempre imagens do Belas da Torcida, mesmo se estou lendo sobre o aumento do superávit primário no Canadá (???).

    Gosto do modelo de ads tipo Deck ou Carbon Ads, usados em sites como o Daring Fireball, que são extremamente discretos.

  14. Já usei bastante, mas hoje não uso mais por consideração. Somente desabilito o flash no chrome.
    Dá pra conviver com anúncios assim, mas quando vejo que um site abusa da ferramenta já deixo de acessar.

  15. Tenho a sensação de que banners terão declínio com o passar do tempo, porque cada vez mais as pessoas usarão bloqueadores (para a página ficar mais rápida/limpa), e forçando os criadores de conteúdo a se financiar de outras formas.

    No eco4planet retirei os banners também, aliás faz tanto tempo que tô pensando em recolocar só pra ver quanto renderia haha, e tenho focado em publieditoriais, ou seja, o caminho é colocar o anúncio no conteúdo (devidamente identificado), ao invés do anúncio num bloquinho que ninguém presta atenção.

  16. Uso uBlock no desktop, com alguns sites na whitelist. Porém não utilizo nenhum bloqueador de propaganda nos meus dispositivos móveis, têm alguns site que utilizam uma barra estúpida permanente que flutua sobre o que você está lendo (ou pior ocupam a página toda). Resultado que eu evito acessar esses sites, simples assim.

  17. Durante muito tempo usei AdBlock e afins. De uns tempos para cá comecei a deixar desabilitado. Acesso muitos blogs que dependem bastante desses ads e percebi que estava sendo bastante egoísta privando-os dessa cada vez menor fonte de renda.

  18. Olha, isso fere bastante alguns princípios. Primeiro a inexistência de neutralidade da rede e depois sobre censura de conteúdo. Sim, pouquíssimas pessoas realmente gostam de ads, mas é um direito individual da pessoa escolher tê-los ou não, caso eu não queira usar o ad-block por um questão de ajudar financiamento dos sites que uso é uma opção minha, do mesmo jeito que se eu não quiser. Vejo isso ultrapassando os limites. Ainda tenho muita dificuldade em entender a razão disso, não vejo porque seria necessário o intermédio de operadoras de telefonia se o usuário, caso deseje já pode fazer isso por conta própria, e mais ainda o google dividir os lucros… como assim, qual contribuição das operadoras na popularidade do googe? fornecer internet paga pro usuário pode acessar o buscador? Piada, né?

  19. Sou um feliz usuário do uBlock (uma dessas versões do AdBlock) e não me vejo mais navegando pela internet sem o uso da extensão. Infelizmente eu sei (inclusive sinto na pele) que isso machuca grande parte dos sites mas a verdade é que a turma cometeu exageros (o caso mais recente é essa propaganda absurda do TheNextWeb).

    Agora mesmo assim considero uma sacanagem sem tamanho as empresas de telefonia usarem o recurso como chantagem. Acho que isso ainda não vai acabar bem mas vamos acompanhar.

    1. @ghedin:disqus Ghedin, pode pedir música aqui?
      Sugestão para matéria: as guerras internas que levaram Adblock e AdblockPlus se dividirem em dois e recentemente o novo queridinho uBlock e uBlock Origins. As histórias são muito curiosas e eles lavam roupa suja em público.

      1. Parece um assunto interessante, @adginksonbloquernes:disqus, mas não garanto. Tem outras pautas grandes na fila e por já estarem meio encaminhadas, têm preferência. Mas deixarei anotado aqui na listinha de possíveis :)

      2. Só para constar, o uBlock não tem nada a ver com AdBlock ou AdBlock Plus, ele é um projeto independente.

        Em um certo momento o desenvolvedor original do uBlock ficou de saco cheio de pedido de suporte, passou o bastão para outro time e fez um fork pessoal (o uBlock Origin), mas não teve nenhuma roupa suja, foi tudo feito amigavelmente.

  20. Já fui hard user.. hoje eu tenho instalado mas não uso. A não ser que o site seja 90% de ads, ai se não bloquear, é pedir pra passar raiva.

  21. Já fui hard user.. hoje eu tenho instalado mas não uso. A não ser que o site seja 90% de ads, ai se não bloquear, é pedir pra passar raiva.

  22. Jornalismo em crise, paywall pra tudo quanto é lado, Ad´s que dizem que meu celular está infectado, click-baits, torneiras publicitárias fechadas, ad block, sites que fazem post´s patrocinados e escondem isso em letras miúdas, etc. É a tipica mistura que tem tudo pra dar errado e provavelmente dará. Teremos mais problemas em breve. A solução acho que ninguém sabe, mas o método pague para ver é interessante, porém precisa se achar melhor….o paywall da forma como é colocado não acho interessante. Enfim. não sei a solução. mesmo… hehe

    Eu não uso esses bloqueadores porque acho que o anuncio ajuda a pagar o site. Mas as vezes me sinto um pouco sacaneado quando quero ver um blog como o “Mensageiro Sideral” da folha e paro no Paywall, ou qdo algum maldito AD de site respeitado me diz que meu celular Android está infectado, ou o site com mais patrocínio que deveria. Ou banners/scripts imensos se jogando na frente de tudo… argh!

      1. Já fui brindado com uma pérola dessas também. No meu caso ao pressionar o “ok”, fui redirecionado a um aplicativo, supostamente um antivirus, na play store.

  23. Eu uso o adblock para sites específicos e, sendo da área de publicidade, acho isso extremamente estranho da minha parte, ao mesmo tempo que justificado. Isso porque eu – e a maior parte das pessoas que estão se formando comigo, novos publicitários com uma mente diferente – penso que anúncios contextuais já perderam seu lugar para product placement.

    O que muitas pessoas e empresas não entendem – claramente o Google ainda está forçando uma barra – é que o anúncio contextual, embora incrivelmente poderoso em certas ocasiões, se torna extremamente chato em outras. Como o Hebert postou mais aqui embaixo, ver 5 anúncios na minha timeline do Facebook sobre o mesmo smartphone que procurei segundos atrás não vai me fazer comprá-lo. Isso só implica numa má publicidade do site que está fazendo isso e não precisa ser um gênio pra entender o porque disso, né.

    Como falei, product placement é o caminho para uma publicidade menos invasiva e muito mais contextual do que temos atualmente. Tanto é que muitos criadores de conteúdo, principalmente no Youtube estrangeiro (alguns no Brasil também, mas bem menos), já perceberam isso e correm atrás de marcas dispostas a divulgar um conteúdo relevante aos seus usuários sem trazer uma degradação na experiência.

    1. Rodrigo, não sou publicitário, sou economista, e acho que o product placement muito interessante e claramente manos invasivo, mas ao mesmo tempo eu nunca comprei nada na minha vida que tenha sido estimulado via product placement, mas já comprei muito através de outros anúncios.

      Como funciona essa transição, é realmente viável pra todas as marcas ou o MercadoLivre deve continuar com sua bannerização infinita?

      1. Iago, a publicidade da forma como a gente conhece hoje é tão intrínseca e comum que é normal a gente ter mais casos de compra por um anúncio chato do Mercado Livre do que um product placement – ainda mais no Brasil que ainda tá começando a discutir esse modelo.

        Quanto ao fato de ser viável para todas as marcas não posso responder concretamente porque depende de muitos fatores. Entretanto eu posso afirmar que a publicidade como a gente conhece não vai morrer em detrimento do product placement. Isso porque da mesma forma que a TV é um modelo de publicidade antigo e caro para os anunciantes, mas funciona. Os banners e publicidade contextual, de uma forma ou de outra, funcionam, então não é algo que vai ser largado de uma hora pra outra. Quanto tempo essa adaptação vai levar não se sabe, né.

        Então sim, bannerização infinita do MercadoLivre continuará, pelo menos pelo futuro próximo, até que agências e marcas se adaptem a esse novo modelo.

  24. Se as propagandas fossem mais comedidas (não serem banners monstruosos piscantes na tela, não terem áudio, não cobrirem a tela toda) provavelmente muita gente não usaria adblock.

    Eu, particularmente, só uso em alguns sites onde a navegação fica insuportável sem adblock.

  25. Semana passada estava pesquisando sobre o Lumia 830 pelo IE do pc, especificações, preço e resolvi comprar.
    Já estou usando o aparelho e sempre que acesso o browser do pc aparece um banner informando que o Lumia 830 é melhor aparelho e bla bla bla…
    Sei que muitos sites dependem disso mas é como diz na matéria, eles exageram muito.

    1. É, essa é uma falha dos sistemas de monitoramento e criação de perfis. Eles não conseguem identificar quando o usuário fez a compra, então ficam mostrando coisas relacionadas ao nosso histórico de navegação mesmo depois de já termos comprado o bem.

      1. Eu trabalho com mídia de performance no Facebook Ads. Esse é um dos maiores desafios da maioria dos players, fazer um remarketing de produtos que consiga pegar quando os caras já compraram. O Facebook lançou uma solução há pouco tempo (chamada DPA) que está começando a ser utilizada agora, mas outros players menores (principalmente networks de display) ainda não conseguiram ter êxito nisso

  26. Tem sites que “estupram” o ads, assim como alguns aplicativos. Pra mim, é preciso encontrar um meio termo entre bloquear e anunciar, assim criam-se mais opções para os publishers, visto que empresas como Google e Yahoo não seriam beneficiadas com essa mudança, o que aumentaria a participação de outras empresas no ramo (que atuam com outros formatos).

    É preciso encontrar um formato novo de monetizar, não digo isso para quem publica, mas para quem intermedia os anúncios, exibir banners é chato, precisam encontrar uma nova forma de ganhar anunciar.

  27. Tem sites que “estupram” o ads, assim como alguns aplicativos. Pra mim, é preciso encontrar um meio termo entre bloquear e anunciar, assim criam-se mais opções para os publishers, visto que empresas como Google e Yahoo não seriam beneficiadas com essa mudança, o que aumentaria a participação de outras empresas no ramo (que atuam com outros formatos).

    É preciso encontrar um formato novo de monetizar, não digo isso para quem publica, mas para quem intermedia os anúncios, exibir banners é chato, precisam encontrar uma nova forma de ganhar anunciar.

  28. Uso somente as listas de proteção do IE, Não bloqueia tudo, mas é suficiente pra mim, além de funcionar no Modern IE.

  29. Não uso bloqueadores justamente por entender que se quero conteúdo grátis, o mínimo a fazer é deixar que os sites vendam meus olhos para anunciantes. Antigamente eu bloqueava anúncios em flash (anuncie sem gastar a minha bateria, por favor), hoje como os browsers fazem isso sozinhos, nem isso preciso mais.

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