Achados e perdidos #20

Todo sábado, pego uns links que acumulei ao longo da semana e que, embora curiosos e/ou interessantes, não renderam nem notinhas, e os publico num compilado que chamo de “achados e perdidos”. É um conteúdo mais leve, curto, quase lúdico — a cara do fim de semana.

***

— A Panic, um estúdio de aplicativos para plataformas da Apple, resolveu partir para o hardware e inventou um adorável video game portátil, o Playdate. Ele tem uma tela de alta qualidade e, além dos botões tradicionais, tem uma manivela (!) para interagir com os jogos. A pré-venda abre em julho e este vídeo com as últimas notícias do projeto (em inglês) ficou muito simpático — e muito mais legal que os comerciais de horas da Apple e do Google.

— Falando em jogos, descobri esta semana o OldUnreal, um projeto voluntário e de código-aberto que moderniza o jogo Unreal Tournament 99. Depois de me debater para conseguir os arquivos necessários do jogo original, consegui jogar o bom e velho UT no macOS Big Sur! Coisas que só o voluntariado é capaz de oferecer. Não conhece UT? Um vídeo/homenagem recente do LGR (em inglês).

— Última de ~games: Segundo um ex-funcionário da Microsoft, o jogo Campo Minado sempre recebeu críticas por banalizar o problema das minas terrestres em países arrasados por guerras. No Windows Vista, foi acrescentada uma opção que trocava as minas por flores (em inglês, site lento e instável).

— Aparentemente, o “polvo do humor” faz tanto sucesso em redes sociais que virou produto de alta procura no comércio popular de São Paulo.

— Vivemos tempos tão distópicos que até detalhes das primeiras temporadas de Black Mirror estão aparecendo, a sério, nas empresas de tecnologia.

— Na condição de apreciador de uma boa pipoca, saúdo os cientistas brasileiros que estão à procura da pipoca perfeita.

— A natureza sempre encontra um caminho, mesmo que ele demore milhões de anos como no caso dos dinossauros.

— Linus Torvalds, o criador do Linux, desce o sarrafo em um negacionista(em inglês) na lista de discussão do kernel Linux. “Por favor, guarde para si mesmo seus comentários antivacina insanos e tecnicamente incorretos.”

— A Lari Cel, operadora de telefonia móvel da atriz Larissa Manoela (sim, também estou intrigado), vendeu 2,5 mil chips em 6 dias. Carlos Slim que se cuide!

Um robô que reproduz expressões faciais humanas (em inglês). Assustador, mas melhor que muito ator, viu.

— Um programador de 18 anos recriou a interface do iOS 4 na forma de um aplicativo para iPhones modernos. Dificilmente o OldOS, nome do app, será publicado na App Store, mas vale pela curiosidade.

— O KDE lançou a versão 5.22 do Plasma, um ambiente gráfico para Linux. Poucas mudanças, mas o que me chamou a atenção foi o post de anúncio(em inglês), com “imagens” da interface montadas com tecnologias web.

— Um projeto que altera e “corrige” levemente a interface do Firefox, caso a padrão não lhe agrade.

— Um robô no Twitter que mistura emojis e cria novos.

— Um dos maiores eventos de bitcoin do mundo, que reuniu 12 mil pessoas em Miami, tornou-se um “covidário” (em inglês) porque a organização não exigiu o uso de máscaras nem fez controle de não-vacinados. É esse povo que quer mudar o sistema financeiro global 🥴

— Saíram os ganhadores do concurso de design de apps da Apple (em inglês).

— O jogo Control, da Remedy, está saindo de graça na Epic Games Store até dia 17. O preço regular é R$ 113. Para Windows.

— Dois novos livros esta semana. Paula Gomes, que já publicou crônicas hilárias neste Manual do Usuário, colocou em pré-venda (a ser liberado dia 15), no formato e-book, a história termina com um carro vazando óleo no fundo do lago de um pesque-pague abandonado [Amazon]1. Segundo a autora, é a história de uma professora universitária que decide tomar cogumelos mágicos para curar sua ansiedade. O outro é O silêncio [Amazon, Americanas, Magalu, editora]1, do norte-americano Don DeLillo — 84 anos, vividos até hoje sem computadores nem celulares. Segundo a crítica da Folha de S.Paulo, o livro “relata [uma] pane geral que evidencia como a humanidade virou refém das telas”.

— Debates legais que estão rolando no post livre desta semana:
– Onde alugar filmes?
– Ajuda para configurar o Pi-Hole (bloqueador de anúncios).
– Bê-a-bá de investimentos.
– Dá para usar o Android sem as coisas do Google?
– Vale a pena comprar bateria de notebook em loja chinesa?
– Os riscos (e vantagens) de se abrir o código-fonte.

— No podcast Guia Prático desta semana (ouça!), eu indiquei o livro Americanah [Amazon, Americanas, editora]1, da Chimamanda Ngozi Adichie, publicado aqui pela Companhia das Letras, e Jacque veio com indicação dupla: o jogo de tabuleiro Splendor [Amazon, Americanas, Magalu]1 e o video game Overcooked [Amazon, Americanas, Magalu]1.

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3 comentários

  1. impressionante o post do Plasma com aqueles gráficos em perspectiva feitos em código

    mas aproveitando para falar do próprio plasma/kde: é engraçado como ele parece hoje um sistema “feio”, “antiquado”, fora de lugar. O esquema geral imita o windows, mas a estrutura interna das janelas parece tentar imitar o mac (o dolphin parece uma cópia ruim do Finder num ambiente windows)

    1. Sim! Eu leio elogios ao visual do Plasma (muitos!) e fico encafifado, porque acho ele feião. Talvez seja bom de usar, leve e tal, mas bonito? Não entendo. O Gnome me parece mais resolvido. Até o XFCE, com alguma personalização, me parece mais agradável visualmente que o Plasma.

      1. Eu também acho o Plasma feião. Assim como o Gabriel disse, acho ele meio bagunçado, muita informação em tudo quanto é canto. É estranho, não sei, não desce aqui.

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