Achados e perdidos #18

Todo sábado, pego uns links que acumulei ao longo da semana e que, embora curiosos e/ou interessantes, não renderam nem notinhas, e os publico num compilado que chamo de “achados e perdidos”. É um conteúdo mais leve, curto, quase lúdico — a cara do fim de semana.

***

— Gosto é pessoal, mas pessoalmente achei o PlayStation 5 feio. Matthew Perks também. A diferença entre nós é que ele é um carpinteiro de mão cheia e tem um canal no YouTube. Neste vídeo, ele transplanta um PS5 para uma carcaça bem elegante, feita por ele mesmo, com madeira e fibra de carbono.

“Nem nos seus maiores sonhos George Orwell imaginou isto aqui.” Dica do Luis Oliveira.

— Não é todo dia que vemos um celular com tela de safira, caso do Duraforce Ultra 5G, da Kyocera. Zack Nelson, que vive maltratando celulares em seu canal no YouTube, aprovou (em inglês).

— A Acer anunciou uma tonelada de novos notebooks esta semana. Um deles, o Vero, é o primeiro “sustentável” da companhia: usa plásticos recicláveis e outros materiais menos agressivos ao meio ambiente. Pena que garantia e vida útil sejam iguais às de qualquer outro notebook 🤷‍♀️ (em inglês)

— O Freesound, repositório de efeitos sonoros gratuitos, bateu a marca de 500 mil arquivos de áudio (em inglês).

— Quão bizarro o Facebook pode ser? Que tal uma notificação sugerindo uma arrecadação de fundos para a sua lua de mel porque o Facebook achaque você vai se casar? (em inglês).

— Como perder o cliente com apenas um e-mail desnecessariamente babaca.

(Mais) Um motivo para usar máscara PFF2. Por tudo que é mais sagrado, use máscara PFF2.

— Um aplicativo para iPhone foi pego no flagra obrigando o usuário a dar uma nota de no mínimo três estrelas para poder ser usado. O app foi removido (em inglês), mas fica a lição: nem todas as avaliações da App Store são legítimas.

— Jogadores de Roblox estão comprando bolsas virtuais da Gucci de segunda mão (em inglês) por preços similares aos das bolsas reais. Lembra do Second Life? Não. Então.

Among Us para Windows está grátis na lojinha da Epic Games até 3/6. O preço normal é R$ 9,99.

— Um aplicativo que te ajuda a salvar no computador e depois excluir da nuvem anexos grandes no Gmail. US$ 9,99, para Linux, macOS e Windows.

— Um aplicativo que te ajuda a acompanhar candidaturas a entrevistas de emprego e faculdades no exterior. Web, sem preço.

— Um aplicativo para Nintendo Switch que transforma um dos controles em um sistema de alarme (em inglês). Custa US$ 10 (~R$ 52).

— Livro novo na área: Os laboratórios do trabalho digital: entrevistas, organizado pelo Rafael Grohmann e publicado pela Boitempo, “traça um panorama dos estudos sobre trabalho e tecnologia por meio de 38 entrevistas com os principais pesquisadores da área no Brasil e no mundo”.

— Debates legais que estão rolando no post livre desta semana:
– Notebook bom e com preço razoável: ainda existe?
– O fim precoce do canal Loading.
– HBO Max: você vai assinar?
– Relato de adaptação e dicas do macOS.

— No Guia Prático desta semana (ouça!), a Jacque indicou a série The bold type [Netflix], de Sarah Watson, e eu, o filme O novíssimo testamento[Globoplay], dirigido por Jaco Van Dormael. Confira a nossa lista de indicações de livros.

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13 comentários

      1. Ok. Vim dar o braço a torcer nessa porque de fato está explicado:

        “Em contrapartida, reservo-me o direito de apagar, de pronto, qualquer comentário considerado ofensivo ou com sinais de spam ou que, de qualquer outra forma, contribua para desestabilizar o ambiente. Sempre que possível e conveniente, aviso o autor da exclusão e do que a motivou (pelo e-mail fornecido junto ao comentário).”

        Não que eu concorde. Mas pouco importa: é teu espaço, tuas regras.

  1. O DIY Perks é um ótimo canal com um apresentador carismático, diga-se de passagem. Ele é meio que um “Rodrigo Hilbert Nerd”.

    Um dia espero fazer algo no nivel do PC embuido na mesa. É uma premissa sensacional.

  2. de todas as palavras que o capitalismo inventou para tentar salvar-se de si mesmo, “sustentabilidade” é uma das mais intragáveis

    1. “Consumo consciente”, “economia circular”, “economia colaborativa”… dá para fazer um glossário das mentiras que as empresas inventam para maquiar a destruição do meio ambiente em prol do acúmulo de capital.

      1. Não por mal, mas as vezes acho que os termos foram criados com boa intenção, mas surrupiados por marqueteiros…

          1. mais ou menos.

            Lembro-me que quem usava palavras sobre sustentabilidade e tal era geralmente a galera que é progressista – gente de esquerda, galera que trabalha em comunidades autogeridas, etc… Os marqueteiros foram lá e pegaram estas palavrinhas para transformar em algo que signifique moralidade e benefício ecológico / social / econômico.

            Tipo a questão do “agro é pop” que a Globo sempre joga no ar. Galera já cansou desta propaganda pois sabe que é só pano de fundo para deixar quieto as defesas que emissoras (Globo inclusa) acaba de alguma forma fazendo para o grande agronegócio.

            Ou a questão que há ONGs de fachada que se usam deste tipo de marketing para tentar ganhar dinheiro sem fazer trabalhos sociais. Ou fazem algum mínimo de trabalho só de fachada.

        1. essa é uma boa pergunta e também sempre fico pensando nisso

          à primeira vista nossa tendência seria responder que “não”: tudo levaria a crer que as movimentações internacionais em grandes eventos e em organismos multilaterais, seja por parte de empresas, governos e grupos lobistas, teriam por base um interesse de mascaramento desde o início

          mas olhando para certos discursos e personagens nos anos 70 e 80 dá pra perceber que a coisa é bem mais complicada e misturada: a mítica Conferência de Estocolmo, por exemplo, que é sempre lembrada como uma espécie de marco inicial do movimento ambientalista (e que lançaria as bases para, anos depois, surgir na Comissão Brundtland a expressão “desenvolvimento sustentável”) era permeada por discursos anti-coloniais e pós-coloniais, ligados à emancipação dos povos periféricos em associação com a preservação do mundo natural.

          inclusive há pesquisadores que vêm discutindo justamente essa questão há alguns anos e os debates são acalorados

          estudei um pouco disso no meu mestrado, fica aqui o registro para quem quiser conhecer :)

          https://teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16135/tde-19122017-115011/pt-br.php

          1. rapaz, vc escreve bem hein! sofri pra escrever menos da metade de vc no meu TCC, heheh

        2. Eu concordo! E esse movimento é bem característico: na história tem vários movimentos e símbolos da contracultura que são capturados. Vejam os hippies, as calças jeans, vários estilos musicais (punk, grunge, rap, reggae etc)

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