Números que ajudam a colocar em perspectiva o tamanho do setor de tecnologia — em vários sentidos.
Em 2023, o projeto Thunderbird levantou US$ 8,6 milhões em contribuições de +300 mil indivíduos. A soma representa um aumento de 34,5% em relação ao total arrecadado no ano anterior. / blog.thunderbird.net (em inglês)
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A Cloudflare neutralizou o maior ataque distribuído de negação de serviço (DDoS) já registrado. No pico, o volume foi de 3,8 terabits por segundo. O Brasil contribuiu com 4,7% dos pacotes disparados contra empresas de telecomunicação e do setor financeiro. / bleepingcomputer.com (em inglês)
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De acordo com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, o custo operacional do Pix é de US$ 10 milhões por ano (~R$ 55 milhões). / convergenciadigital.com.br
Alguns leitores chamaram a minha atenção ao aplicativo Vincular ao Celular, do Windows, em resposta à dica do scrcpy, um app de código aberto para espelhar celulares Android em computadores.
O Vincular ao Celular tem essa função, mas — segundo a Microsoft — ela é restrita a alguns modelos Android da Samsung e Honor.
Para todos os demais, os recursos do Vincular ao Celular lembram os do KDE Connect, como acesso a mensagens, ligações, notificações e fotos pelo computador Windows. O mesmo vale para o iPhone.
Nos comentários do post original, o Victor deu uma dica legal para o scrcpy: usando o parâmetro -S, ou seja, scrcpy -S, a tela do celular não fica ligada no espelhamento.
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Novidades e atualizações
[Android, iOS, web, Windows] Repaginada no Copilot, que ganhou voz, visão e uma estética mais “calma”, herança da startup Inflection, adquirida pela Microsoft. / theverge.com
[iOS] Croissant é um novo app que permite postar no Bluesky, Mastodon e Threads ao mesmo tempo. / croissantapp.com
[macOS] Daily é um novo app de listas de tarefas baseado em datas e cheio de atalhos no teclado. Ah, e é gratuito. / dscp.team
[Linux, macOS, Windows] O Firefox 131 traz permissões temporárias para sites, miniatura de abas ao passar o mouse sobre elas e um novo ícone para a lista de abas. / mozilla.org
[Terminal] Kew é um player de música estiloso que roda na linha de comando. / github.com
[Android] Quer testar o Thunderbird para Android? A versão beta foi disponibilizada aos interessados. / blog.thunderbird.net
Toda semana, faço uma curadoria de links legais que encontro nas minhas andanças pela web. Quer mais? Acesse o arquivo.
Este cara imprime seu próprio “jornal” em papel, todo dia, com uma impressora matricial (lembra delas?), um Raspberry Pi e um pequeno script em PHP. / aschmelyun.com (em inglês)
O OpenWrt, projeto que desenvolve um firmware de roteadores de código aberto, lançou um roteador Wi-Fi em parceria com a Banana Pi. Tomara que seja sucesso. / banana-pi.org (em inglês)
Outro gadget legal “open source”: a caixinha de som Bluetooth da Teufel, apresentada na IFA, na Alemanha. / heise.de (em inglês)
Não sei quem fez esta O pessoal do Controles Voadores fez esta tabelona de jogos digitais brasileiros independentes com datas, links e até o estado (!) de cada estúdio, mas parabéns pela iniciativa. / docs.google.com
Um mapa interativo que mostra as áreas das cidades que atendem àquela ideia de que as coisas estejam a 15 minutos de caminhada. / whatif.sonycsl.it
Se a Microsoft não traz o Clippy de volta, o Notion traz — ainda que numa versão mais “artsy”. / fastcompany.com
Alguém escondeu um celular Android barateza em um poste, em São Francisco, com o app Shazam aberto e o microfone apontado para baixo. Ele capta as músicas que tocam por ali e as expõem neste site. / walzr.com
A entrada do navio de Teseu na Wikipédia inglesa já foi editada ~1,8 mil vezes e não tem uma palavra sequer da primeira versão. / wikis.world (em inglês)
Em junho de 2023, o Reddit parecia estar prestes a implodir. Protestos motivados por uma rasteira que a empresa passou em desenvolvedores de aplicativos alternativos levaram a um “apagão” de comunidades — convertidas para “privadas” por moderadores voluntários, elas ficaram inacessíveis ao público.
Apesar da pressão, o Reddit resistiu. Sem apps de terceiros, consolidou a experiência do usuário nos canais oficiais e, em março, fez a sua esperada abertura de capital na Bolsa de Nova York.
Na quarta (2), a WP Engine ajuizou uma ação contra Matt Mullenweg e a Automattic na Califórnia1. A petição começa dizendo que “trata-se de um caso de abuso de poder, extorsão e ganância”; depois, lista mais de dez acusações.
Não sei como funciona a Justiça estadunidense, por isso não arrisco traçar paralelos com a brasileira para tentar explicar. (Acho fascinante como o “juridiquês” deles soa mais coloquial, compreensível, o que torna peças do tipo quase entretenimento.) Chamo a atenção a três detalhes:
Toda semana, faço uma curadoria de links legais que encontro nas minhas andanças pela web. Quer mais? Acesse o arquivo.
Um passeio pelos novos papéis de parede do Gnome 47. / blog.jimmac.eu (em inglês)
O diretório de hidrantes, com paleta de cores, representação 3D e até a localização no Google Maps. Dica do Rick Machado. / dayroselane.com
“Como eu projetei uma doca para iPhone inspirada em Dieter Rams.” Ficou tão legal que queria uma. / arslan.io (em inglês)
Uma tela LCD que se parece com e-ink, atualiza a 60 Hz e consome 80% menos energia que uma comum? Quando teremos um tablet ou celular de uma marca popular com essa tela da HANNspree? / androidauthority.com (em inglês)
Uma peça digital que é “uma exploração contemplativa de cor e percepção, que te convida a imergir na sutil arte da interação entre cores”. Não entendo muito de arte, mas bateu mó paz aqui. / albers.elastiq.ch
Números que ajudam a colocar em perspectiva o tamanho do setor de tecnologia — em vários sentidos.
Após três anos no escuro, o X voltou a liberar um relatório de transparência, este referente ao primeiro semestre de 2024. Apenas 2.361 contas foram punidas por publicar conteúdo de ódio. É um número bem menor que o do último relatório do Twitter pré-Musk, quando 1,043 milhão de contas foram punidas pelo mesmo motivo. / wired.com (em inglês)
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A Microsoft anunciou o investimento no Brasil de US$ 14,7 bilhões, em três anos, em chips da Nvidia e AMD destinados à inteligência artificial. / folha.uol.com.br
O macOS 15 Sequoia e o iOS 18 chegaram com uma nova integração: espalhamento do iPhone na tela do computador. É legal. Testei aqui e funciona bem.
A turma do Android não precisa ficar com inveja. Tem um equivalente bacana, o scrcpy (lê-se “screen copy”), de código aberto e tudo mais.
Embora o espelhamento não seja tão ~fluído como o nativo da Apple (durante o uso, a tela fica ligada e o celular desbloqueado, por exemplo), o scrcpy tem uma grande vantagem: funciona nos três principais sistemas operacionais, Linux, macOS e Windows. Ah, e não precisa instalar coisas no celular.
Fiz um teste aqui com um MacBook rodando o macOS 14 Sonoma e um Moto G7 Play com Android 13/LineageOS 20. E… funcionou!
A instalação varia de acordo com o sistema — os detalhes de cada um podem ser acessados no repositório. No celular, apesar da dispensa de apps, é preciso ativar as opções do desenvolvedor e, nelas, a depuração USB. Esta página do Android explica como fazer.
Com tudo pronto, conecte o celular ao computador por cabo USB, abra o terminal e digite scrcpy. Se estiver tudo certo, a tela do seu celular aparecerá espelhada em uma janela no computador.
“Mas na Apple é sem fios!” O scrcpy também permite isso. O comando, nesse caso, é scrcpy --tcpip.
Estando ambos os dispositivos na mesma rede, a conexão acontecerá magicamente. Se não funcionar, existe um método alternativo “manual”, mais chato, mas com maiores chances de funcionar.
Conecte novamente o celular via cabo USB e, no terminal, execute o comando adb tcpip 5555. Depois, desconecte o celular e, no terminal do computador, digite adb connect DEVICE_IP:5555, substituindo DEVICE_IP pelo IP local do Android. (Esse número, que geralmente começa com 192.168…, pode ser encontrado nas configurações de rede do Android.)
Por fim, rode o comando scrcpy.
Quando terminar, execute o comando adb disconnect para desconectar seu celular do computador.
Ok, mas…
É bem maneiro ver o celular espelhado na tela do computador e poder interagir por ali, mas não acho que seja o tipo de integração mais útil. Mesmo com dispositivos da Apple, prefiro outras integrações, como a área de transferência universal.
O Android tem um app para isso, o KDE Connect. Ele possibilita:
Área de transferência compartilhada/universal;
Sincronia de notificações;
Compartilhamento de arquivos e URLs (tipo o AirDrop da Apple);
Controles multimídia remotos;
Touchpad virtual (use a tela do celular como touchpad e/ou teclado);
Modo de apresentação remota;
Executar comandos no computador a partir do celular; e
Ler, responder e enviar mensagens de texto (SMS).
Tudo isso sem fios e de modo criptografado.
O KDE Connect demanda a instalação de um app no celular e outro no computador. Quem usa o ambiente gráfico Gnome no Linux pode optar pela extensão Gsconnect, que coloca uma “casca” GTK+ no KDE Connect, ou seja, deixa-o mais integrado ao Gnome.
Existe uma versão do KDE Connect para iOS, com limitações. A maior delas, e o que acho que inviabiliza seu uso, é que as interações só funciona com o iPhone desbloqueado e o app do KDE Connect aberto.
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Novidades e atualizações
[Linux, macOS, Windows] caniuse-cli é uma versão offline, em linha de comando, do ótimo site homônimo que indica a compatibilidade de recursos web com os principais navegadores do mercado. / bram.us (em inglês)
[iOS] O povo no fediverso anda inspirado: saiu outro app novo para Mastodon, o Sabertooth. / apps.apple.com
[Windows] Liberaram o código-fonte do Winamp clássico, aquele de 1997. Talvez o pessoal que faz o Spotify aprenda uma coisa ou outra sobre como fazer um player de música leve. / github.com
Alguns projetos de software livre têm a figura do “ditador benevolente vitalício”: seu criador assume esse título e age de ofício e tem a última palavra na tomada de decisões.
Em alguns casos, funciona. Vide o de Linus Torvalds, criador do Linux que, até hoje, escreve código, revisa contribuições e anuncia as novas versões do kernel em uma lista de e-mail.
Líderes de plataformas sociais abertas na internet lançaram a Social Web Foundation com o objetivo de promover o fediverso — nesse contexto, o ecossistema de plataformas que adotam o protocolo ActivityPub. Boa sorte para explicar o que é “instância” e como usar o Mastodon! / socialwebfoundation.org (em inglês)
Entre as empresas apoiadoras há tanto as nativas do fediverso (Mastodon e Write.as) quanto comerciais (Medium, Automattic, Flipboard, até a Meta). Com o apoio da Ford Foundation, a Social Web Foundation nasce com US$ 1 milhão em apoio financeiro. / techcrunch.com (em inglês)
O nome da fundação e a insistência em tratar como sinônimos “fediverso” e “web social” incomodou tem incomodado algumas pessoas, que alegam que “web social” precede o ActivityPub, tendo blogs e mesmo as redes sociais comerciais como precursores. A crítica é válida. / bix.blog (em inglês)
Sugestão de Dave Winer: “Escolham outro nome mais humilde. Se algum dia [o ActivityPub] alcançar a utilidade da web, aí revisitamos o assunto.” / scripting.com (em inglês)
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