E acho que, com o tempo, talvez até cheguemos ao ponto em que possamos gerar conteúdo [por inteligência artificial, em feeds] diretamente para as pessoas com base no que elas possam estar interessadas.

— Mark Zuckerberg, CEO da Meta.

Compartilhei um texto fantástico no Órbita em que o autor argumenta que os avanços tecnológicos não facilitam a nossa vida, mas sim a torna mais rápida. A IA é um belo exemplo (mencionado lá) dessa percepção equivocada que se tem da tecnologia.

Talvez seja menos um problema da tecnologia, mais dos negócios. O tempo ganho costuma ser apropriado por gente como Zuckerberg, executivos de modo geral, ávidos por mais, mais e mais. Sempre mais.

Não é preciso ir muito longe, nem imaginar cenários futuristas, para medir o impacto que a IA terá na economia.

A brasileira Wine, um clube de assinaturas de vinhos, já usa e abusa de IA gerativa em seu marketing:

“Normalmente [a campanha] é com influenciador e, neste ano, em vez de influenciador usamos a IA”, apontou [Paulo Boesso, head de e-commerce]. “Tivemos um ganho de produtividade de 80% dentro do universo tangível; diminuímos um trabalho de dez horas para duas horas para esta campanha do Sr. Desconto em junho.”

Via The Verge (em inglês), Convergência Digital.

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2 comentários

  1. A aceleração é o coração da computação. Tudo o que a computação fez desde o início da sua história foi acelerar processos – automatizando cálculos, resolvendo problemas matemáticos que nas mãos “consumiria horas ou dias”, na comunicação instantânea, e agora criação de conteúdos, e tudo mais.