Primeiras impressões do Zenfone 5

Não é de hoje que a Asus produz e comercializa smartphones. Bom, pelo menos do outro lado do mundo. Aqui, no Brasil especificamente, a fabricante taiwanesa se prepara para entrar nesse disputado segmento com três aparelhos da linha Zenfone. O intermediário, Zenfone 5, chegou para eu testar e enquanto brinco e analiso suas virtudes e defeitos, segue um rápido hands-on misturado com primeiras impressões.

Acabamento bonito do Zenfone 5.

Gostei: do visual. É um smartphone bem bonito e isso ajuda a disfarçar um pouco a espessura — no ponto mais grosso, chega a 10,3 mm. Minha unidade tem a tampa branca e a frente escura, com um efeito metalizado em radial na base. Parece uma mistureba descrevendo assim, mas o resultado é de bom gosto. A empunhadura, mesmo sendo um smartphone de 5 polegadas, parece ok; para ter certeza, só usando por mais tempo mesmo.

Zenfone 5, estreia da Asus em smartphones no Brasil.

Não gostei: não é um Android puro e isso é sempre motivo de desconfiança — mesmo com a Asus alardeando que a ZenUI, sua interface personalizada, é um diferencial positivo. Apesar dos meus receios, a primeira impressão não foi ruim. Existem uns apps meio inúteis (Espelho?) e a identidade visual foi bastante alterada, mas, novamente, é preciso tempo e uso para dizer se as mudanças foram para melhor ou, no mínimo, se não atrapalham. Outra coisa preocupante no papel e que precisa ser vista na prática é a resolução da tela, HD (1280×720). Pode ser que esses pixels não sejam suficientes para cobrir satisfatoriamente a superfície de 5 polegadas do Zenfone 5. A conferir.

A marca da Intel no Zenfone 5.

O que mais? O Zenfone 5 tem coração Intel. Trata-se de um SoC Clover Trail+ (modelo Atom Z2560), com processador x86 “quad core” (dual core + Hyper-threading) rodando a 1,6 GHz. A menos que minha memória esteja me traindo, este é o primeiro smartphone com SoC Intel a passar por aqui, então será interessante vê-lo em ação. O Zenfone 5 ainda vem com 2 GB de RAM, o que é bem legal, e em opções de 8 ou 16 GB de memória interna — minha unidade tem 8 GB. Pelo menos tem slot para cartão microSD. A câmera, com uma tal PixelMaster, também aguçou minha curiosidade.

Você já sabe como funciona: usarei o Zenfone 5 por algum tempo e, quando formar uma opinião sobre o aparelho, um review completo, com fotos, vídeo e dúvidas esclarecidas será publicado. Nesse meio tempo, se tiver alguma questão sobre ele, o espaço para comentários é nosso amigo.

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9 comentários

  1. Essa carcaça branca fica encardida ou ta aguentando bem?

  2. Rodrigo, não entendi sua observação sobre a definição (resolução HD 1280×720) da tela não ser suficiente. O Moto G (2014) não tem a mesma? O povo que o analisou encheu de elogios e diz que ‘é impossível ver pixels’. Você acha que estão sendo ‘bonzinhos’ demais?

    1. Não posso dizer porque ainda não vi o novo Moto G ao vivo. A do original, com 4,5 polegadas, era estupenda.

      Existem outros fatores, também, como proporção dos elementos do sistema, que podem amenizar o efeito e que podem fazer a diferença na prática. (O Xperia T2 Ultra Dual, por exemplo, é bem passável mesmo com uma tela de 6 polegadas e essa resolução.)

      E, claro, é preciso considerar o preço: por R$ 600, uma tela HD é um negocião mesmo que a definição não seja perfeita. Como ainda não sabemos quanto o Zenfone 5 custará aqui, isso fica em suspenso.

      1. Se ele tivesse 4G seria um ‘negócio da china’. Seu modelo é 1GB de RAM ou 2? Ah, há um outro modelo de 5′ com resolução HD a disputar esse mercado mid range: LG G3 Beat.

  3. O review vai ser bacana pela inevitável comparação com o atual Moto G.

  4. Sei que agora eles andam em baixa pelo advento da Motorola, mas nesse caso eu estaria interessado em benchmarks já que os Intel são novidades por aqui.

  5. O Motorola Razr i com um processador Intel Atom foi lançado por aqui também!