Um aviso: este não é um modelo de raciocínio e não vai esmagar benchmarks. É um tipo diferente de inteligência e há uma magia nela que eu nunca senti antes. Estou animado para que as pessoas experimentem!

— Sam Altman, cofundador e CEO da OpenAI, no anúncio do novo (e caríssimo) modelo GPT 4.5.

O tom messiânico parece ter dado lugar à mágica — que, como se sabe, é pura ilusão de ótica.

O GPT 4.5 não é melhor que qualquer outro modelo, incluindo os da própria OpenAI e os da DeepSeek. A “boa notícia”, segundo Altman, é que trata-se do “primeiro modelo que, para mim, parece falar como uma pessoa atenciosa”. Aquela conversa de não antropomorfizar IAs? Bobagem.

Via Pivot to AI.

Talvez devêssemos parar de chamá-las de *Notificações* e, em vez disso, nos referirmos a elas como *Interrupções*. “Trabalhando em umas coisas, por isso desativei as interrupções por um tempo.” “Tudo bem.”

@praxeology@post.lurk.org (em inglês).

Embora incentivemos as pessoas a usarem sistemas de IA em suas atribuições para ajudá-las a trabalhar de forma mais rápida e eficaz, não use assistentes de IA para se candidatar [a um emprego]. Queremos entender seu interesse pessoal na Anthropic sem a mediação de um sistema de IA e também queremos avaliar suas habilidades de comunicação não assistidas por IA. Por favor, indique “Sim” se você leu e concordou.

Formulário de inscrição para vagas abertas na Anthropic, uma startup de IA (dona do Claude).

Via Simon Willison.

Algo que você aprende quando tenta explicar o fediverso às pessoas comparando-o ao e-mail é que ninguém entende como o e-mail funciona também.

— Hannah Isopod / @root@isopod.zone (em inglês)

[…] O chamado “boom da IA” em que estamos agora na real vende duas coisas, e nenhuma precisa ser muito boa: uma maneira de automatizar o trabalho que você não valoriza o suficiente para contratar um ser humano para fazê-lo ou, no mínimo, uma maneira de esconder os seres humanos que fazem esse trabalho para que você possa se sentir melhor a respeito da miséria que você paga a eles.

— Ryan Broderick.

Bom resumo — ainda que meio cínico — do que a inteligência artificial generativa, e talvez num geral, representa de fato.

O comentário foi feito em um texto sobre os robôs Optimus, da Tesla, mostrados na última quinta (10), desta vez controlados remotamente por seres humanos. / garbageday.email (em inglês)

Eu detesto IA generativa. Não gosto do que está acontecendo com a indústria, e não gosto do que ela está fazendo com os artistas. Não vamos introduzir nenhuma IA generativa em nossos produtos.

— James Cuda, CEO da Procreate.

A Procreate desenvolve aplicativos de criação para o iPad — um homônimo, de pintura digital, e o Dreams, de animação. A fala dele foi celebrada pela gente anti-IA. / x.com (em inglês)

O Google decidiu que o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, ir para casa mais cedo e trabalhar em casa era mais importante do que vencer.

— Eric Schmidt, ex-CEO e ex-chairman do Google.

A fala de Eric foi para justificar, a estudantes da Universidade de Stanford, por que o Google, mesmo à frente em pesquisa e desenvolvimento em inteligência artificial, está comendo poeira da OpenAI. / fortune.com (em inglês)

O vídeo foi excluído do YouTube após a repercussão negativa. Ao TechCrunch, Eric disse por e-mail que “Errei minha fala sobre o Google e a jornada de trabalho deles. Lamento meu erro”. / techcrunch.com (em inglês)

Cookies de terceiros não são bons para a web. […] Essa coleta às escondidas de dados pessoais prejudica a privacidade de todos.

— Hadley Beeman, membro do Grupo de Arquitetura Técnica (TAG) do W3C.

A frase acima vem de uma publicação do W3C criticando a decisão do Google de manter cookies de terceiros no Chrome. Segundo Hadley, a decisão do Google foi inesperada e “prejudica muito do trabalho que fizemos juntos para fazer a web funcionar sem cookies de terceiros”. Via W3C (em inglês).