A caixa-preta da influência: ser criador de conteúdo dá dinheiro mesmo?  uol.com.br

Os novos profissionais multimídia (criadores de conteúdo) não têm vida fácil. Rafaela Polo tentou desvendar os segredos da “caixa preta” do faturamento dos influenciadores. Encontrou dados desanimadores, como os da Influency.me, uma plataforma de de influência:

Só na plataforma Influency.me havia mais de dois milhões cadastrados em 2025 — um número que cresceu 64% em relação ao levantamento de 2024.

Isso significa que há dois milhões de pessoas vivendo de dinheiro que ganham com as redes sociais? Não é bem assim. Pelo contrário: é complicado ganhar dinheiro com internet. Desses que estão no Influency.me, só 1,5% declaram ganhar mais de R$ 50 mil por mês. A maioria ganha pouco: 25% diz que recebe R$ 500 e 33% entre R$ 500 e R$ 2.000 mensalmente.

Traduzindo em números absolutos, cerca de 30 mil ganham mais de R$ 50 mil/mês. Os que praticamente pagam para trabalhar (ganhos de até R$ 2 mil/mês) são mais de 1,1 milhão.

Tenho comigo a teoria de que trabalhar com influência digital é o mesmo que virar vendedor. A CEO da Mynd, Fátima Pissarra, concorda:

[…] para a CEO da Mynd, todo influenciador tem que partir da premissa de que é um vendedor, já que resultados de links afiliados podem trazer receita de forma mais imediata. “A afiliação está crescendo muito. Tem perfis com 100 mil seguidores ganhando cerca de R$ 300 mil só de comissão por mês”, diz.

 

iOS 26 ainda patina para ganhar espaço entre usuários de iPhone  cultofmac.com

Ed Hardy encontrou um dado interessantíssimo nos números do StatCounter:

[…] Cerca de quatro meses após o lançamento [do iOS 26], em meados de setembro, apenas ~15% dos usuários de iPhone têm alguma versão do novo sistema instalada. Isso segundo dados de janeiro de 2026 da StatCounter. Em vez disso, a maioria dos usuários permanece em versões anteriores.

A título comparativo, em janeiro de 2025, cerca de 63% dos usuários de iPhone tinham alguma versão do iOS 18 instalada.

A curva de adoção do iOS 26 é atípica, e por uma larga margem. Anos anteriores (2023, 2022) entregaram números mais parecidos com os de 2024, do iOS 18.

Agradeço a todos os amigos que seguem firmes no iOS 18. Eu não resisti e atualizei o meu e, embora ache o Liquid Glass do iOS o menos pior entre todos os dispositivos com que tive contato, ainda assim é a versão mais esquisita desde que comecei a usar iPhone, há mais de uma década.

Espero que esses números acendam um alerta no departamento de design da Apple.

Atualização (17h10): É possível, embora não confirmado, que uma alteração no “user-agent” do Safari esteja causando distorções nos números do StatCounter. Outras fontes, porém, reforçam a suspeita de adoção mais lenta do iOS 26, mesmo que numa intensidade menor.

Sua vida digital não é sua: a batalha oculta pela liberdade do software  fsf.org

Sou muito simpático ao software livre. (E lamento não usar mais softwares do tipo.) No blog da Free Software Foundation, Jason Self reforça a importância das quatro liberdades do FOSS em face do aprendizado de máquina — que, neste contexto, se confunde com o que chamam por aí de “inteligência artificial”. Ele o define assim:

[…] software que não apenas segue instruções, mas aprende e toma decisões autônomas. É um novo e poderoso tipo de código, e se tornou a caixa preta mais profunda já criada.

O texto apresenta a IA como uma ameaça para revisitar as bases do movimento. O que é sempre bom e, vez ou outra (como neste caso), revela histórias desconhecidas do público (ou a mim, pelo menos). É por uma dessas, a da criação do conceito de software livre, que trouxe este link para cá:

No Laboratório de Inteligência Artificial do MIT, um programador chamado Richard Stallman ficou frustrado com uma nova impressora a laser da Xerox que vivia emperrando. Sua solução era simples: modificar o programa para notificar automaticamente os usuários na rede sobre o congestionamento, economizando tempo e frustração de todos. O problema era que ele não tinha permissão; o código-fonte do programa era um segredo. Embora um programador em outra universidade tivesse o código, ele estava vinculado a um acordo de confidencialidade e se recusou a compartilhá-lo. Isso não foi apenas um inconveniente; foi uma crise ética em miniatura. Um problema prático se tornou impossível de resolver, não por razões técnicas, e definitivamente não porque era melhor assim. Uma barreira foi colocada intencionalmente para negar aos usuários o controle sobre o software que eles usavam.

Esse momento de frustração acendeu a centelha para o movimento do software livre.

Na próxima vez que a minha impressora emperrar, encararei a situação com um pouco mais de animação. Forçando um pouco a barra, ela tem um quê de sagrado, pois reproduzem o momento da criação do software livre. Amém!

2025 foi um ano desastroso para o Windows 11  windowscentral.com

Zac Bowden cometeu um textão afirmando que os fãs de Windows (definição do autor) entubaram um “2025 desastroso para o Windows 11”. Faz uns anos que não uso Windows, mal toquei na versão 11, por isso li com atenção redobrada.

Tenho certeza que você consegue adivinhar o problema mais óbvio do Windows 11 em 2025:

(mais…)

Evolução da AltStore PAL

A AltStore, que mantém uma loja de aplicativos alternativa para iOS, recebeu um investimento de US$ 6 milhões e, com ele, trouxe ótimas notícias, das quais destaco duas:

  • Abertura de uma instância no fediverso (Mastodon) combinada com uma injeção de US$ 500 mil em vários projetos relacionados ao fediverso.
  • Planos de expansão da AltStore PAL para além da União Europeia ainda em 2025, incluindo o Brasil (a depender, obviamente, do cenário legal por aqui).

Links do dia

Toda semana, faço uma curadoria de links legais que encontro nas minhas andanças pela web. Quer mais? Acesse o arquivo.

Nick Clegg: Demanda de artistas em relação a direitos autorais é impraticável (em inglês), The Times. Obrigar as empresas a pedirem permissão para capturar os dados usados para treinar IAs “basicamente acabaria com a indústria de IA neste país [Reino Unido] da noite para o dia.” Não sabia que Clegg tinha saído da Meta.

CEO da Cloudflare: bloqueios motivados por pirataria de futebol pode custar vidas; “Rezo para que ninguém morra” (em inglês), TorrentFreak. Pirataria de livros e audiovisual para treinar IA, pode. Pirataria de transmissões esportivas, não — nem que se tenha que derrubar meia web para barrar os piratas.

CGI.br lança proposta de princípios para a regulação de redes sociais e abre consulta para receber contribuições da sociedade, NIC.br.

Huawei lança tablets MatePad no BrasilMobile Time. É o primeiro dispositivo em cinco anos que a Huawei lança no Brasil. Saem com o HarmonyOS.

iFood firma parceria e traz viagens do Decolar para usuários do seu appMobile Time. Primeiro a Uber, agora a Decolar… estaria o iFood tentando virar um “super app”?

WhatsApp para iPad. Do nada, “boom”: WhatsApp para iPad.

Raízes russas e profissionais brasileiros são vantagem contra cibercrime, diz CEO da KasperskyFolha de S.Paulo. Sempre saudável saber mais de uma perspectiva diferente da hegemônica.

powRSS (em inglês). Inspirado no “Discovery” do Bear Blog, este feed público é atualizado diariamente para “dar a todo site uma chance honesta de se destacar”.

Lazy Tetris. Uma variante do famoso Tetris que tira todos os fatores geradores de estresse (pontuação, tempo, gravidade) para focar no que a pessoa que criou o jogo mais gosta: empilhar peças.

Links do dia

Toda semana, faço uma curadoria de links legais que encontro nas minhas andanças pela web. Quer mais? Acesse o arquivo.

iFood agora cobra taxa de serviço em todos os pedidosTecnoblog. Antes, a “taxa de serviço” de R$ 0,99 só incidia em pedidos de baixo valor. Agora, vale para todos os +100 milhões de pedidos mensais.

Planos do iCloud+ e do Apple One ficam até 33% mais caros no BrasilMacMagazine.

Kernel Linux 6.15 lançado; estas são as novidades (em inglês), OMG! Ubuntu.

Hosting-Checker. Quer saber onde um site está hospedado e qual provedor de e-mail ele usa? Este site promete revelar tais informações. (No caso do Manual, confundiu a CDN como hospedagem, mas vale pela curiosidade.)

Desktop Survivors 98. Um “bullet hell” (leia-se: jogo de navinha muito difícil) baseado na área de trabalho de versões antigas do Windows. ~R$ 17, somente para Windows.

IntoWallet. App para criar cartões compatíveis com o Carteira, do iOS, a partir de códigos de barra e QR codes. (Nem sabia que usuários podiam criar cartões para o Carteira!)

uBlock Origin Lite para Safari. Que dia feliz! Ainda está em testes, mas já pode ser usado via TestFlight.

Nunca grave um lidar porque ele pode quebrar sua câmera, Reddit.

Just a QR Code. Um gerador de QR codes simples, sem firulas, anúncios ou rastreamento, e gratuito. Todo o processo acontece no próprio dispositivo.

Links do dia

Toda semana, faço uma curadoria de links legais que encontro nas minhas andanças pela web. Quer mais? Acesse o arquivo.

OpenAI teme impacto da regulação de IA no treinamento em língua portuguesaMobile Time. Seria uma pena se a OpenAI e outras empresas de IA fossem obrigadas a… sabe, cumprirem a lei no Brasil.

Conversas por voz no WhatsApp para grupos de todos os tamanhos, WhatsApp. O novo formato de conversas por voz do WhatsApp agora é acionado “puxando” a janela para cima, o que deverá resultar em muitas salas abertas sem querer por senhorzinhos e senhorinhas incautos. (Já aconteceu aqui, em um dos grupos do condomínio.)

Atualizando alguns recursos legais (no sentido jurídico) (em inglês), Mastodon. A próxima versão do Mastodon (4.4) trará várias mudanças para aperfeiçoar a base legal das instâncias em diferentes jurisdições.

CEOs começam a usar avatares de IA em conferências de resultados (em inglês), TechCrunch. Em defesa do Eric Yuan, CEO do Zoom, foi ele que disse em 2024, no podcast Decoder, que vislumbrava um futuro em que avatares seus fariam o serviço 🥲

“Um bilhão de reproduções e nenhum fã”: Por dentro do caso de fraude com música feita por IA US$ 10 milhões (em inglês), Wired. Subir música feita por IA não é ilegal. O problema é empregar robôs para “ouvirem” as tais músicas.

Livro Overclocked: An archive of graphics card box art (em inglês). Mais de 300 fotos das artes ~peculiares que estampavam caixas de placas de vídeo dos anos 1990 até o início dos anos 2010. O livro sai na gringa no dia 31 de maio.

Deathwatch do Archive Team (em inglês). Uma wiki que serve de “indicador central de sites e redes que estão fechando e do que aconteceu com sites específicos que fecham rapidamente”. Descobri lendo a respeito do encerramento do Pocket.

A face do risco: o rosto como senha

Por falar em reconhecimento facial, ouvi com grande interesse o podcast O Assunto desta segunda (19), que trata do… assunto, e terminei a audição um pouco decepcionado.

Gostei da crítica que o Ronaldo Lemos, um dos entrevistados, fez à banalização do uso do rosto como senha. Quando a Natuza pediu dicas de prevenção contra golpes que exploram brechas do reconhecimento facial, a primeira que Ronaldo deu foi evitar expor seu rosto a esse sistema, o que é meio óbvio e, ao mesmo tempo, muito difícil em vários casos — um deles comentado pelo próprio Ronaldo minutos antes, que admitiu que quando precisa entrar em um prédio que exige reconhecimento facial, acaba cedendo.

As dicas de segurança do outro convidado, Álvaro Massad Martins, me pareceram meio anacrônicas, como “criar senhas com pelo menos dez caracteres” (que tal indicar gerenciadores de senhas e não se preocupar com isso?) e VPN para “navegar com segurança em redes públicas”, o que é dispensável com HTTPS onipresente e, de qualquer modo, está longe de ser uma panaceia.

Ao fim do podcast, continuei incomodado com a banalização e sem saber muito bem o que fazer. Dicas?