Saiu o LineageOS 21, baseado no Android 14. Desta vez, graças a um trabalho mais simples para portar alterações das versões anteriores à nova, os desenvolvedores focaram nos aplicativos nativos do projeto, que passaram por profundas reformulações. Tem um novo também, a galeria de imagens Glimpse.

Atenção: ainda levará algum tempo para todas as builds (imagens) serem liberadas. Confira se a do seu dispositivo já está disponível neste site.

Mais detalhes e imagens no link ao lado. Via LineageOS (em inglês).

Em 2024, os mapas do OpenStreetMap serão convertidos para vetores, o padrão nesse tipo de aplicação. Os mapas de lá não são assim ainda devido ao fluxo de atualização, que publica alterações feitas por voluntários quase em tempo real. Por isso, dizem os mantenedores, o OpenStreetMap teve que criar sua própria tecnologia de mapas vetoriais. Ainda não há data para a implementação. Via Blog do OpenStreetMap (em inglês).

Não demorou muito para a Meta sacanear jornalistas no Threads, repetindo um roteiro já gasto de… sacanear jornalistas. Na sexta (9), Adam Mosseri disse que “contas políticas” não serão recomendadas pelo algoritmo do Threads e do Instagram. (O que define uma conta como “política”? Boa pergunta.)

Muita gente que apostou na rede da Meta diante da decadência do Twitter se sentiu traída. O que é estranho, porque não é a primeira nem a segunda vez que a Meta sacaneia jornalistas. Via @mosseri@threads.net, Washington Post (em inglês).

A Microsoft começou a extirpar o suporte a realidade mista do Windows. A versão de testes liberada nesta quinta quebra o suporte a headsets de realidade mista; a mudança alcançará todos os usuários no fim do ano, com o Windows 11 24H2.

Embora não impacte o HoloLens, é uma regressão à tentativa de popularizar headsets de realidade mista/aumentada/virtual. E num momento curioso, logo após o lançamento do Vision Pro, da Apple.

Parece que estamos em um ponto de inflexão, só não sei quem está certa, se a Apple ou a Microsoft. Via Pixel Envy (em inglês).

Importante lembrar que na criptografia de ponta a ponta — como o termo sugere — as duas pontas têm acesso livre ao conteúdo. Se uma das pontas faz backup descriptografado de conversas à nuvem, como fez o tenente-coronel Mauro Cid, as conversas podem ser acessadas por terceiros, como fez a Polícia Federal.

Não deve ter sido intencional, mas a insistência de Mauro Cid em usar o Signal para tratar de assuntos… “sensíveis”, poderia ter livrado o bando de produzir provas contra si mesmo. O Signal não faz backup na nuvem.

Mais uma vez, o backup salva (a democracia, neste caso). Via G1, O Globo.

O Google rebatizou todas as suas coisas de inteligência artificial para Gemini. Ótimo. Mais fácil criticar uma coisa só do que ter que especificar um dos 354 produtos do Google — que serão encerrados daqui a um ano, de qualquer forma. Via Blog do Google.

Para anotar na agenda: o julgamento da acusação contra o Google de monopólio do setor de publicidade digital, feita pelo Departamento de Justiça e uma coalização de estados estadunidenses, foi marcado para 9 de setembro de 2024. Via Reuters (em inglês).

O LibreOffice 24.2 é a primeira versão que adota o novo esquema de numeração baseado no calendário — similar ao do Ubuntu. No esquema antigo, esta seria a versão 7.7. A The Document Foundation alega que o novo “ajudará os usuários a manterem suas instalações do LibreOffice atualizadas”. Embora o número se refira a fevereiro (o .2 de 24.2), o lançamento ocorreu em 31 de janeiro. Detalhes. Via Blog da The Document Foundation (em inglês).

O site The Markup fez um experimento com 709 usuários do Facebook e descobriu que, em média, 2.230 empresas enviam dados de cada um deles para cruzar com os da rede social da Meta. Mas, ok, a Meta diz que não vende os dados dos usuários…

Não é o único caso.

Vez ou outra me deparo com comentários surpresos de gente que topa com avisos de quantidades inconcebíveis de “parceiros” para quem empresas que dependem de publicidade invasiva repassam dados dos usuários:

Parece que o Nitter, front-end alternativo (entenda) e com mais privacidade do Twitter, subiu no telhado. Outras formas alternativas de acesso ao Twitter, como Fritter e Squawker, também pereceram.

Ainda existem algumas instâncias do Nitter de pé. Deve ser questão de tempo até elas caírem também.

O momento exige o reforço a um pedido que eu e muitos outros fazemos há anos: não publique somente em plataformas fechadas.

Instagram, Reddit, Twitter não são “praças públicas”, não são espaços democráticos. São locais privados, muitas vezes inacessíveis a quem não topa estar lá por qualquer motivo. Via nitter/GitHub, squawker/GitHub, Órbita.