Lá se vão três anos que o Spotify prometeu músicas em alta qualidade e, até agora, nada. Deu tempo de todos os rivais se adiantarem. O Tidal abrirá uma nova frente no próximo dia 10/4, quando os formatos de alta qualidade (HiRes FLAC, Dolby Atmos e Sony 360 Reality Audio) serão liberados no plano básico, de R$ 21,90 no Brasil, que passa a ser o único individual.
Fica a pergunta se esse fator de diferenciação tem alguma relevância fora dos círculos de audiófilos. (Arrisco dizer que não.)
Eu cheguei a assinar o Qobuz como alternativa ao Spotify. Comparando o Spotify na qualidade máxima com o Qobuz na qualidade CD (não era a máxima) eu percebia o som mais cristalino e menos embolado (coisa pouca) em relação ao Spotify. Já na qualidade máxima do Qobuz (que nem lembro qual era, acho que 24 bits) em relação à qualidade CD dele tb, eu não percebi absolutamente nada de diferença (a não ser o tempo maior pra carregar a faixa). Considerando que eu escuto música geralmente lavando louça ou cozinhando, nem valeria a pena manter um segundo serviço pela “experiência” que eu só via diferente mesmo na qualidade CD (e olhe lá).
Meu equipamento: Amplificador Cambridge Audio CXA81 + Chromecast Audio (ligado via saída ótica) + Caixas Monitor Audio Bronze 2 (as caixas nem são essa loucura toda).
Usem o tidal-dl
Esse assunto me lembra a frase do Alan Parsons, engenheiro de som do Dark Side do Pink Floyd (ao menos até onde consegui checar):
> Audiophiles don’t use their equipment to listen to your music. Audiophiles use your music to listen to their equipment.
em tradução livre:
> Audiófilos não usam seu equipamento para ouvir música. Audiófilos usam música para ouvir seu equipamento.
O problema dos serviços de streaming é a super compressão de áudio. Afinal, mesmo que tenha CDN, ainda tenha que sair de algum lugar.
Mesmo pros audiófilos, a diferença entre 320K e FLAC não vai fazer muita diferença na prática. Mas fingir que faz, deve fazer bem pra alguns deles. Vai saber…
Agora quando se volta a engenharia e produção, a coisa muda de figura. Com arquivos com mais qualidade, é possível manipular melhor arquivos de áudio, trabalhar com mais precisão com manipulação de fases e até recriar sons usando wavetables.
Poh, não só fingir que faz diferença, precisa justificar tamanho gasto com equipamentos jkkkk.
Vejo comportamento similar com donos de Harley, é um culto, como se fosse a melhor moto do mundo, mas só é excelente em transformar gasolina em barulho.
Alta Resolução pode não fazer a menor diferença. Mas normalmente esses arquivos são extraídos direto da master, o que pode dar mais qualidade ao som. Mas o Spotify é sacanagem, com os arquivos ultra comprimidos.
Aqui eu troquei pro Qobuz, que tb tem esses formatos, mas tem sua curadoria toda feita por humanos, sem apelar pra algoritmos, além de ser tb mais baseada em álbuns ao invés de faixas soltas.
Os audiófilos amam o Tidal. Assinei por dois meses e comparado ao Spotify, é péssimo. Uso muito a função de download do Spotify para ouvir na rua e essa função no Tidal é péssima, não faz os downloads corretamente, sempre dá um erro inesperado, etc. Se eu estiver usando o Spotify no PC e abrir o app no celular eu consigo controlar o app do PC, dar pause, mudar música, etc. No Tidal isso não é possível. Mas gostei da interface e da usabilidade, do foco nos artistas ao invés de focar em playlists (que tem umas capas pavorosas no Tidal).
Como audiófilo eu te digo que não, não faz a menor diferença usar o então chamado ‘áudio de alta resolução’. Isso é fruto de marketing e ignorância no assunto. Mais aqui: https://medium.com/@fulalas/o-mito-do-%C3%A1udio-de-alta-resolu%C3%A7%C3%A3o-f15cdfa01a61
Se o Spotify disponibilizar isso, será apenas pra atender a uma demanda, e não para melhorar a experiência efetivamente.
Não sou grande conhecedor do assunto, mas pelo artigo citado, me parece ser uma comparação entre músicas em ‘alta resolução’ x ‘qualidade das gravações em Cds’.
No caso do Spotify, tenho a impressão que a qualidade do áudio não chega ao nível dos Cds, parece ser inferior.
Se eu estiver certo, daria pra notar a diferença.
Pena que o artigo foi praticamente refutado em um comentário no próprio artigo.
Comentários esses que foram refutados na tréplica, se você olhar com calma :)