Anúncio Acesse versões internacionais da Netflix com a VPN do Surfshark

Disney+ chega ao Brasil

O Disney+ está disponível no Brasil. Custa R$ 27,90 — plano único, com resolução 4K e até quatro telas simultâneas — e, antes de se comprometer com a assinatura, o usuário interessado pode testar o serviço gratuitamente por sete dias.

Disney+ vem com tudo para o Brasil / O dilema da moderação em redes sociais

Acesse a edição 20#41: https://manualdousuario.net/20-41/ Apoie o Manual do Usuário: https://manualdousuario.net/apoie/ Neste podcast, Rodrigo Ghedin e Jacqueline Lafloufa falam de streaming. A Disney anunciou o preço do Disney+, seu serviço de streaming, no Brasil, e um punhado de parcerias com grandes empresas para impulsionar. Foi uma chegada agressiva, compatível com a alta competitividade do setor. […]

Disney+ poderá ser assinado em “combos” com rivais Globoplay e Amazon Prime Video

A estratégia de lançamento do Disney+ no Brasil é agressiva. Nesta terça (3), a empresa anunciou seus preços no país, a pré-venda com desconto e uma série de parcerias que concedem vantagens ao assinante: com banco (Bradesco e Next), varejista (Mercado Livre), operadora de telefonia (Vivo) e — as que mais chamaram a atenção — rivais diretas no mercado de streaming, Globoplay e Amazon Prime Video.

Parece consolidar-se, com isso, a ideia de que a Netflix é a líder a ser batida no país. E que, com todas essas ofertas e possibilidades a preços mais acessíveis, a base de assinantes da TV por assinatura continuará minguando.

Atualização às 10h08: Aparentemente, a “parceria” com a Amazon foi uma brincadeira do social media, ou seja, não há parceria oficial entre as duas empresas. Não deixa de ser curiosa, porém, essa recepção calorosa de uma rival nas redes sociais.

Spotify permitirá que músicas sejam “impulsionadas” em seu algoritmo

O Spotify permitirá que artistas e gravadoras sinalizem músicas que gostariam que fossem mais recomendadas pelo algoritmo da plataforma. Parece muito com o impulsionamento de redes sociais, só que em vez de pagar, o artista/gravadora topa receber menos royalties do Spotify. (Lembremos que os royalties do Spotify e de outras plataformas de streaming já são baixos e fonte frequente de reclamações dos artistas.)

Já é palpável como o streaming mudou a maneira como ouvimos músicas de diferentes formas — da prevalência das playlists à duração das músicas (quanto mais curtas, melhor), até à pressão explícita para que artistas produzem mais e num ritmo constante. Como tudo sempre pode piorar, agora entra em cena um componente explicitamente financeiro. Via Spotify, Fader (em inglês).

NetMovies agora é grátis

A NetMovies, uma espécie de Netflix brasileira que não teve a sacada de migrar dos DVDs pelos correios para o streaming na hora certa, e que acabou comprada pela Looke em 2015, anunciou que a partir da próxima sexta (30) passará a ser totalmente gratuita, com sua operação bancada por anúncios.

A notícia é mais a consolidação de uma estratégia do que uma novidade em si. A empresa já disponibiliza filmes e séries completos em seu canal no YouTube; agora, a gratuidade passa a valer também para os apps próprios, incluindo os de TVs. O acervo da NetMovies tem ~2,5 mil filmes, mas não espere ver nada muito conhecido ou celebrado — com exceção, talvez, de uns filmes do Tarzan. Via @henriquemartin/Twitter.

Quibi encerra operações seis meses após lançamento

Um figurão de Hollywood e uma executiva da tecnologia se unem e levantam US$ 1,75 bilhão em investimentos para lançar uma plataforma paga de streaming de vídeos curtos de alta qualidade, para serem consumidos pelo celular e em trânsito, naqueles intervalos de 10, 15 minutos que muitos de nós (ainda) temos ao longo do dia. Essa era a premissa do Quibi, startup de mídia que nesta quarta (21), apenas seis meses depois de ser lançada, fechou as portas.

Estava fácil prever o fracasso do Quibi. A ideia em si já era questionável, afinal não é como se houvesse escassez de vídeos curtos, “de alta qualidade” ou não, mas que a que as pessoas assistiam. Mas não só por esse motivo, porque o momento é bastante receptivo ao streaming — estamos escalando a montanha do streaming audiovisual e o pico, embora já seja visível, ainda não chegou.

Tudo indicava que o Quibi estava fadado ao fracasso porque, mesmo de longe (não deu tempo de chegar ao Brasil), o que se via era uma sucessão de decisões ruins, para dizer o mínimo.

O Quibi foi lançado em abril, quando a pandemia virou realidade no mundo inteiro. O plano inicial, de só funcionar em celulares, poderia fazer algum sentido no mundo pré-pandêmico. Com uma fatia relevante do público-alvo presa em casa, manter esse limitador artificial soou… esquisito, contraintuitivo. Os apps para Apple TV, Roku e Fire TV Stick (em resumo, para TVs) só foram lançados nesta terça, na véspera do encerramento das operações. E havia o elefante na sala: o fato de que, apesar da grana torrada em conteúdo e de ter levado dois Emmy, a única produção do Quibi que chegou (mais ou menos) ao mainstream foi uma de humor involuntário (acho?), do tipo que de tão ruim fica boa.

Só consigo pensar no tempo e no dinheiro gasto nisso. É um caso emblemático de tudo que há de errado com a cultura de capital de risco do Vale do Silício. Parafraseando uma sacada popular nas redes sociais, a existência do Quibi foi tão curta quanto os vídeos que ele prometeu entregar. Via Quibi/Medium, Wall Street Journal (em inglês, paywall).

Do NOT follow this link or you will be banned from the site!