Três imagens de pessoas, sem mostrar o rosto, com roupas básicas/essenciais, com os escritos (um em cada imagem) “Esporte”, “Dia a dia” e “Underwear”. À direita, as frases “O básico que você precisa tem na Insider” e “Clique aqui e use o cupom de 12% off: MANUALDOUSUARIO12”.

Signal busca novo CEO

Moxie Marlinspike não é mais CEO do Signal. No anúncio, Moxie explicou que após uma década à frente do aplicativo, acha que chegou a hora de passar o bastão a outra pessoa — e que a estrutura atual da Fundação Signal, com 30 pessoas trabalhando, agora lhe permite isso. Enquanto buscam por um substituto, Brian Acton, que co-fundou o WhatsApp, será o CEO interino. Os dois, Moxie e Brian, seguem no conselho administrativo da fundação. Via Signal (em inglês).

Signal lança programa de assinatura

O Signal lançou um programa de apoio recorrente (assinatura) para se sustentar. São três planos e, ao se tornar um apoiador, o(a) usuário(a) ganha um distintivo para exibir no app. Em reais, os planos custam R$ 15, 50 e 100 por mês. Via Signal (em inglês).

Toda a sua história

Em sua última atualização, o Signal ganhou um recurso que, ao ser ativado, passa a excluir automaticamente mensagens antigas, sendo “antigas” um período definido por você, usuário(a). Isso me deixou pensativo.

O crescimento de Telegram e Signal em 2021, em gráfico

Gráfico em barras, de setembro de 2020 a abril de 2021, mostrando os volumes totais de downloads do Telegram e do Signal, com um grande pico em janeiro.
Imagem: Sensor Tower/Divulgação.

O impacto da nova política de privacidade do WhatsApp nos downloads dos apps rivais Telegram e Signal foi mensurado. Segundo a Sensor Tower, em janeiro deste ano o Telegram foi baixado 63,5 milhões de vezes, aumento de 283% em relação a janeiro de 2020, e o Signal, 50,6 milhões de vezes, aumento de 5.001%.

O crescimento desacelero nos meses seguintes, a ponto do Telegram voltar ao platô anterior. O Signal, porém, até abril ainda experimentava volumes de downloads acima do patamar pré-2021. No mesmo intervalo, os downloads do WhatsApp caíram levemente — embora no acumulado dos quatro primeiros meses eles ainda superem os dos rivais. Via Sensor Tower (em inglês)

Signal dedura a usuários do Instagram os dados pessoais que o Facebook usa para segmentar anúncios

Três anúncios do Signal, em texto e em inglês, detalhando características dos usuários que os receberam.
Imagem: Signal/Divulgação.

O Signal comprou anúncios segmentados no Instagram para mostrar aos usuários atingidos como seus dados são usados pelo Facebook. Os anúncios não tentam vender nada; eles apenas mostram, em texto, quais dados pessoais o Facebook usou para decidir exibi-los. “A maneira como a maior parte da internet funciona hoje seria considerada intolerável se traduzida em analogias do mundo real compreensíveis, mas ela permanece porque é invisível”, escreveu Jun Harada no blog do app.

Em um dos anúncios (o primeiro acima), lê-se:

Você recebeu este anúncio porque é um engenheiro químico que ama K-Pop.

Este anúncio usou sua localização para ver que você está em Berlim.

E você acabou de ter um bebê. E mudou-se. E tem sentido pra valer aqueles exercícios para gravidez recentemente.

A conta do Signal no Facebook foi bloqueada e os anúncios, desabilitados. Curioso que, nesses casos, os sistemas de moderação funcionam e as regras se aplicam.

“O Facebook quer muito vender uma visão das vidas das pessoas, a menos que você conte às pessoas como seus dados estão sendo usados”, prosseguiu Jun. Genial. Via Signal (em inglês).

Explorando vulnerabilidades nos softwares da Cellebrite

Moxie Marlinspike, fundador do Signal e notório hacker, teve acesso aos softwares da Cellebrite, empresa israelense especializada em desbloquear celulares, incluindo iPhones — eles foram usados, por exemplo, para recuperar as conversas apagadas dos celulares da mãe e da empregada doméstica no caso do assassinato do menino Henry, no Rio, em março.

No relato, Moxie comenta que o software da Cellebrite está recheado de vulnerabilidades, e que uma delas, se explorada, é capaz de comprometer a integridade de todas as extrações, já feitas e futuras, a partir do software. Além disso, usa pedaços de código da Apple, provavelmente sem autorização. Em nota “totalmente não relacionada”, ele avisou que o Signal gerará arquivos periodicamente cuja função não tem a ver nem interfere no uso do app, mas que são bonitos, “e estética é importante em software”. Via Signal (em inglês).

Signal testa transferências de dinheiro usando criptomoeda

O Signal começou a testar um recurso de transferência de dinheiro usando a MobileCoin, uma “privacy coin”, ou criptomoeda que se esforça para preservar o anonimato dos usuários e das transações (ao contrário do bitcoin, esses dados não ficam expostos numa blockchain pública). Por ora, as transferências só estão disponíveis no Reino Unido, pelos apps para Android e iOS.

A notícia preocupa. Em entrevista à Wired, Moxie Marlinspike, criador do Signal e CEO da fundação responsável pelo aplicativo, argumenta que o objetivo é dar às transações financeiras o mesmo tratamento privado existente para a comunicação, o que parece uma premissa falha — existem numerosos cenários que justificam conversas privadas; já para transações financeiras, só consigo imaginar cenários ilegais, como lavagem de dinheiro. Ao misturar as duas coisas, periga enfraquecer o argumento da privacidade nas comunicações em vez de fortalecer o da privacidade como um todo.

A novidade também borra o foco do Signal, que sempre foi um app de mensagens, e com certeza atrairá um escrutínio pesado de governos e órgãos reguladores. Moxie dá a entender que a oferta de transferências financeiras seja um imperativo competitivo, como se o destino de todos os apps de mensagens fosse virar os super apps chineses. Não precisa ser assim.

O maior impacto, porém, é na confiança. Para muita gente — e eu me incluo nesse grupo —, é forte a associação entre criptomoedas e atividades suspeitas e ideias malucas. O Signal sempre teve um foco cirúrgico em manter conversas privadas. Agora, não mais. O clima no tópico de discussão da novidade está péssimo. Via Signal (em inglês), Wired (em inglês).

Signal ganha papéis de parede e mensagem de status

Dia desses, sites especializados anteciparam uma nova leva de recursos do Signal, como papéis de parede nas conversas e um campo para inserir uma mensagem de status. A graduação para a versão final foi rápida — pelo menos no iOS, todas elas já estão disponíveis na versão 5.3 do app. (No Android, a Play Store ainda mostra a versão 5.2.3 como a mais recente.) O Signal está aproveitando o momento e lançando recursos em um ritmo inédito. Via App Store.

Signal fica fora do ar na tarde desta sexta (15)

Hoje o Signal ficou fora do ar e tive que usar o WhatsApp. Horrível quando isso acontece.

Falando sério, durante toda a tarde desta sexta (15) o Signal enfrentou problemas técnicos. No meu celular, ele morreu — o indicador de envio de mensagens fica girando e girando… e só. Às 13h33, o perfil do Signal no Twitter informou que o aplicativo passava por dificuldades técnicas e que, mesmo acrescentando novos servidores e expandindo a capacidade do serviço sem parar ao longo da semana, a carga de novos usuários de hoje excedeu mesmo “as previsões mais otimistas.” Logo o serviço deve ser estabilizado. Via @signalapp/Twitter.

Use o Signal

— Elon Musk Não é o garoto-propaganda dos sonhos para fomentar o uso do Signal, mas toda ajuda é bem-vinda. O tuíte de Musk (que ontem se tornou a pessoa mais rica do mundo) e a mudança na política de privacidade do WhatsApp causaram um aumento súbito de novas contas no Signal, a ponto de […]

Criptografia de ponta a ponta não é tudo

Um dos poucos acertos do Facebook no que diz respeito à privacidade foi ter implementado a criptografia de ponta a ponta como padrão e obrigatória no WhatsApp em 2016. O recurso é útil, mas não é uma panaceia a despeito do que a empresa diz em seus comunicados e ao responder críticas.

Os “rótulos nutricionais” para apps que a Apple implementou em suas lojas em dezembro evidenciam isso. Dos de mensagens mais populares, o WhatsApp é o que mais coleta meta dados — que revelam muito sem quebrar a criptografia, e que o Facebook usa para direcionar anúncios e refinar recomendações automáticas em outras propriedades, como a rede social Facebook e o Instagram.

Acesse a página do WhatsApp na App Store, role até o subtítulo “Privacidade do app” e toque no link “Ver detalhes”, à direita. Em contrapartida, veja quais dados e para quê iMessage (da própria Apple), Telegram e Signal (o melhor deles) coletam. A diferença é chocante. Via Forbes (em inglês).

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