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Comitê de Supervisão do Facebook ratifica suspensão de Trump; no Brasil, Bolsonaro ameaça (de novo) radicalizar

Saiu a decisão do Comitê de Supervisão do Facebook sobre a suspensão por tempo indefinido do ex-presidente norte-americano Donald Trump das redes sociais do grupo — Facebook e Instagram. Em linhas gerais, o Comitê ratificou a decisão de suspender os direitos de publicação de Trump, mas cobrou do Facebook uma posição definitiva em relação ao caso em até seis meses, pois a pena aplicada não é prevista em lugar algum. Via Comitê de Supervisão (em inglês).

Nesta segunda, Trump revelou sua nova “plataforma social”, que é… bem, um blog. Além da suspensão por tempo indefinido do Facebook, ele foi banido do YouTube, do Twitter, do Snapchat e de outras redes sociais. Como disse John Gruber, “isto demonstra que ser banido do Twitter e suspenso do Facebook não silenciou ou censurou Trump, da mesma maneira que ser banido de um restaurante não leva ninguém à fome”.  Via Daring Fireball (em inglês).

Enquanto isso, no Brasil, Jair Bolsonaro (sem partido) ameaçou publicar um decreto que alteraria o Marco Civil da Internet a fim de proibir as plataformas digitais de banirem ele próprio. Via @caffsouza/Twitter.

YouTube exclui live de Jair Bolsonaro após proibir vídeos que defendam o “tratamento precoce” da COVID-19

No último dia 16, o YouTube atualizou sua política de informações médicas incorretas relacionadas à COVID-19 e passou a prever a exclusão de vídeos que defendam o chamado “tratamento precoce”. (Via Época.) O documento cita diretamente medicamentos populares, ainda que ineficazes e potencialmente danosos à saúde de infectados com a COVID-19, e exige que os usuários da plataforma não publiquem vídeos, entre outras coisas, que sejam:

  • Conteúdo que recomenda o uso de Ivermectina ou Hidroxicloroquina para o tratamento da COVID-19.
  • Afirmações de que Ivermectina ou Hidroxicloroquina são tratamentos eficazes contra a COVID-19.

A nova política levou à primeira exclusão de um vídeo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), segundo o levantamento da Novelo: uma live de 14 de janeiro de 2021, em que Bolsonaro aparece junto ao ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e ambos desatam a propagar mentiras sobre o “tratamento precoce”.

Foi dia foi marcante: era o ápice da crise em Manaus (AM) e, finalmente, os grandes jornais adotaram o verbo “mentir” para se referir às mentiras letais que o presidente conta. Confira a checagem da Agência Lupa do vídeo agora indisponível.

TrateCov, do Ministério da Saúde, só indica remédios ineficazes contra a COVID-19

Não sem surpresa, o TrateCov, aplicativo do Ministério da Saúde para auxiliar médicos e enfermeiros na pandemia de COVID-19, só recomenda remédios comprovadamente ineficazes no trato da doença, como ivermectina, cloroquina, hidroxicloroquina e dois antibióticos (azitromicina e doxiciclina).

Nesta quarta (20), uma força-tarefa informal esmiuçou o código-fonte do ambiente de simulação do TrateCov, publicado no site do Ministério da Saúde. O jornalista Rodrigo Menegat extraiu o código-fonte e o hospedou no GitHub. O sistema, um grande formulário que pede dados e sintomas do paciente, um “teste do BuzzFeed de mau gosto”, como definiu o Gizmodo, devolve ao profissional de saúde uma pontuação do paciente analisado. O “tratamento precoce” é indicado àqueles com 6 ou mais pontos e, ao que parece, os remédios comprovadamente ineficazes sempre são sempre indicados, como observou Joselito Júnior no Twitter, mesmo em cenários surreais, como bebês com sintomas gripais. Após a repercussão, o Ministério da Saúde tirou o formulário do ar. Via @RodrigoMenegat/Twitter, @breakzplatform/Twitter, Gizmodo Brasil, Medscape.

Na segunda (18), o ministro Eduardo Pazuello mentiu em coletiva ao afirmar que nunca havia indicado remédios ineficazes contra a COVID-19. O TrateCov, anunciado na semana anterior pelo próprio, durante sua passagem por Manaus (AM), é mais uma prova do modo trágico, potencialmente criminoso, com que o governo federal tem enfrentado (ou ajudado?) a pandemia. Via Uol.

Estamos fazendo o rádio no celular. Para cada telefone fabricado no Brasil, vem o rádio de graça sem precisar instalar pelo Wi-Fi ou plano de dados.

— Fabio Faria, ministro das Comunicações. A declaração do ministro foi dada em um evento em Natal (RN). Como lembra o Telesíntese, o sonho (dos radiodifusores) de transformar todo celular em um radinho FM não é novo — há um projeto de lei de 2017 parado na Câmara, por exemplo. Seria legal ter esse recurso […]

Huawei deverá estar no 5G brasileiro; na dúvida, Michel Temer ajudará com o lobby

Um auxiliar da Presidência da República teria dito que o caminho da Huawei para participar da implementação do 5G no Brasil está liberado. Os custos para trocar os equipamentos em uso da chinesa, somado à derrota de Donald Trump nos Estados Unidos, teriam frustrado o discurso ideológico do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Via Estadão.

Na dúvida, a Huawei fez uma contratação de peso para fazer seu lobby em Brasília: o ex-presidente Michel Temer. A informação é do colunista d’O Globo Lauro Jardim.

Twitter rotula e oculta post de Bolsonaro promovendo “tratamento precoce” à COVID-19

Print do post de Bolsonaro, com um aviso do Twitter informando que ele viola regras da plataforma sobre desinformação relacionada à COVID-19.
Imagem: Twitter/Reprodução.

O Twitter rotulou um post do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), publicado nesta sexta (15), por violar as regras sobre a publicação de informações enganosas e potencialmente prejudiciais relacionadas à COVID-19. No post, que ainda pode ser visto, um vídeo de Alexandre Garcia e um link para um site estranho, ambos defendendo o “tratamento precoce” que, informa o próprio Twitter, não tem eficácia cientificamente comprovada.

  • Alexandre Garcia, bom lembrar, negacionista de marca maior e colunista da Gazeta do Povo, entre outros jornais e rádios Brasil afora.
  • No Facebook, o mesmo post segue no ar sem qualquer aviso, com 72 mil curtidas e 25 mil compartilhamentos.

Twitter bane @realDonaldTrump permanentemente

O Twitter seguiu os passos do Facebook e, na noite desta sexta-feira (8), estendeu a suspensão de 12 horas de Donald Trump na plataforma para um banimento permanente. Segundo o comunicado da empresa, devido ao “risco de mais incitação à violência.”

No texto, o Twitter lembra que dá uma espécie de passe livre para líderes eleitos de burlarem as regras, mas que “essas contas não estão totalmente acima das nossas regras e não podem usar o Twitter para incitar violência, entre outras coisas.” Trump ainda é presidente dos Estados Unidos, mas não por muito tempo — a posse de Joe Biden acontece no próximo dia 20. Antes tarde do que nunca, mas como demorou… via Twitter (em inglês).

Acreditamos que os riscos de permitir que o Presidente [Donald Trump] continue usando o nosso serviço durante este período são simplesmente grandes demais. Portanto, vamos prolongar o bloqueio que fizemos de suas contas no Facebook e no Instagram por tempo indeterminado e durante pelo menos as próximas duas semanas até que a transição pacífica do poder esteja concluída.

— Mark Zuckerberg Fácil depois que o cara deixou o poder e, portanto, não tem mais a influência que poria em risco seu negócio. Via Facebook. Mais cedo, o Snapchat havia anunciado a suspensão por tempo indefinido de Trump. Facebook copiando outra vez. Via Engadget (em inglês).

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