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Eleições nos Estados Unidos: Os números da desinformação no Facebook e Twitter

Na semana em que o Twitter agiu e rotulou o tuíte de um político brasileiro — uma política, no caso —, números das eleições norte-americanas ajudam a dar a dimensão do desafio que temos pela frente.

O BuzzFeed News conseguiu dados de um relatório interno do Facebook sobre as postagens rotuladas de Donald Trump se autodeclarado vencedor da eleição presidencial. Os rótulos ajudaram a reduzir os compartilhamentos em 8%, mas a redução não se refletiu em menor alcance/engajamento. “Entretanto, dado que Trump tem muitos compartilhamentos em qualquer post, a diminuição não altera os compartilhamentos em ordens de magnitude”, disse um cientista de dados da empresa. Ele emenda que o objetivo dos rótulos não é diminuir o espalhamento de desinformação, mas sim “oferecer informações factuais no contexto do post”.

Dias antes, o Twitter fez o mesmo exercício, só que publicamente. Foram 300 mil tuítes rotulados entre 27 de outubro e 11 de novembro, ou 0,2% do total de tuítes relacionados às eleições. Do total de visualizações desses tuítes, 74% ocorreram após a aplicação dos rótulos, e houve uma redução de 29% nos retuítes comentados.

Note-se que o Twitter aplica restrições ao alcance de alguns tuítes rotulados, desativando o retuíte direto e as curtidas — apenas o retuíte comentado fica disponível. O Facebook não age nesse sentido.

Maus perdedores tentam minar a credibilidade da Justiça Eleitoral

Supostos ataques hacker, a centralização da contagem de votos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e uma falha no super computador responsável pelo trabalho impediram que o resultado das eleições municipais deste domingo (15) fosse divulgado com a agilidade habitual.

A confluência de fatores abasteceu discursos antidemocráticos, vindos de maus perdedores, de que teria havido fraude. A SaferNet fala em “ação coordenada” a fim de minar a credibilidade da Justiça Eleitoral. Isso é grave e deve ser encarado como tal. Redes sociais rotularam alguns desses posts conspiratórios, mas é preciso fazer mais; é preciso repudiar veementemente ataques levianos que, sem qualquer fundamento, só servem para tumultuar e fragilizar um sistema que, até agora, e apesar da gritaria, tem se mostrado confiável. Via Folha, O Globo.

Facebook e Twitter rotulam posts de Donald Trump declarando vitória antes da hora

Tuítes de Trump com um rótulo dizendo que a mensagem pode conter informações incorretas a respeito das eleições.
Imagem: @realDonaldTrump/Twitter.

Sem surpresa nem fundamento, Donald Trump já se declarou vencedor da eleição presidencial dos Estados Unidos. A autodeclaração de vitória não tem valor lá, mas pode causar tumulto, motivo pelo qual Facebook e Twitter rotularam e reduziram o alcance das mensagens de Trump. Mais um capítulo da série “não somos árbitros da verdade”. Via The Verge.

Facebook, Google e Twitter e a liberdade de expressão / Os (muitos) golpes de WhatsApp

Na volta do Guia Prático, Rodrigo Ghedin e Jacqueline Lafloufa comentam a audiência no Senado norte-americano em que os CEOs Jack Dorsey (Twitter), Mark Zuckerberg (Facebook) e Sundar Pichai (Alphabet/Google) foram questionados sobre a maneira com que lidam com liberdade de expressão e moderação em suas plataformas. No segundo bloco, falamos dos muitos, alguns bem novos, […]

256 contas de WhatsApp denunciadas pelos eleitores foram banidas

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o WhatsApp divulgaram os primeiros resultados da parceria feita para combater a desinformação no app nas eleições municipais. Entre 27 de setembro e 26 de outubro, o WhatsApp recebeu 1.037 denúncias no canal criado para este fim. Descartadas as duplicadas e com erros, sobraram 720 denúncias válidas; desse universo, 256 contas de WhatsApp foram banidas — 80% delas, segundo o WhatsApp, foram proativas, ou seja, feitas automaticamente pelos sistemas de prevenção de abusos da plataforma. Via TSE.

Mais da metade dos órgãos federais brasileiros ainda usam Windows 7

O Ministério da Economia abriu uma consulta pública para a contratação de licenças de sistemas operacionais para órgãos federais no valor de R$ 113,5 milhões. Um estudo da Controladoria Geral da União (CGU) constatou que “em um universo de 141 órgãos mais da metade afirmou em pesquisa que utiliza o sistema operacional Windows 7”. O problema? A Microsoft deixou de prestar suporte e lançar atualizações de segurança ao Windows 7 em 14 de janeiro deste ano, o que, segundo a CGU (e qualquer um com bom senso), “implica em riscos e brechas de segurança da informação associados à descontinuidade do suporte de atualização do Windows 7”.

O termo de referência indica 17 sistemas operacionais como referências. São listadas soluções da Microsoft, Oracle, Red Hat/IBM e SUSE. Via Convergência Digital.

Após redução do IPI para video games, Microsoft baixa preços dos novos Xbox

Dois dias depois de o governo federal anunciar um corte no IPI que incide em video games, a Microsoft anunciou uma redução no preço dos seus novos video games que serão lançados no dia 10 de novembro. O Xbox Series X passa de R$ 5 mil para R$ 4,6 mil (redução de 8%) e o Xbox Series S, de R$ 3 mil para R$ 2,8 mil (-6,6%). Quem já comprou na pré-venda deve solicitar o reembolso à loja, segundo a empresa. Via @XboxBR/Twitter (2).

A garotada ano passado resolveu reclamar do preço de jogos eletrônicos, chips, etc. E tinha um degrau de imposto, e nós conseguimos passar o maior degrau de 50% para 40%. E agora a molecada voltou a chiar novamente e com razão. Já conversei com o Paulo Guedes, e ele deu o sinal verde.

— Jair Bolsonaro No Brasil, em plena pandemia com quase 160 mil mortes e com todos os problemas que enfrentamos, incluindo o desemprego e o fantasma da fome, o presidente encontra tempo e disposição para se dedicar pessoalmente à redução de impostos de video game. Prioridades. Segundo o próprio, o decreto com as reduções deverá […]

Governo envia projeto de lei ao Congresso para “destravar” startups

O governo federal envia ao Congresso, na manhã desta terça (20), o projeto de lei que trata do Marco Legal das Startups, que traz regras específicas para empresas do tipo que pretendem “destravar” o setor no Brasil. O país tem, hoje, 14 mil startups, equivalente a 0,2% do total de micro e pequenas empresas, abaixo da média de outros países, que fica em 1%. Com as novas regras, o governo e o setor esperam alcançar a média global.

O Marco Legal das Startups define o que é uma startup (empresas de até seis anos, com faturamento anual de até R$ 16 milhões e que adote modelos de negócio inovadores), cria regras especiais para que a administração pública contrate startups e novos mecanismos para reduzir o risco de investidores (o investimento não faz parte do capital social e o investidor não vira sócio nem se sujeita a responder por dívidas da startup). O texto também mexe na Lei das S/A, a fim de facilitar o acesso de empresas de menor porte ao mercado de capitais. Faltou a parte tributária, que o governo espera seja tratado junto à reforma mais ampla que vem sendo debatida no Congresso.

O projeto precisa ser aprovado nas comissões do Congresso e ser apreciado pelas duas casas legislativas. Antes, ele deve ser unido ao PL 146/2019, do deputado JHC (PSB-AL) e relatado por Vinicius Poit (Novo-SP). Alguns líderes acreditam que ele possa ser votado e sancionado ainda em 2020. Via Startups.com.br, Estadão (paywall); análise do Felipe Matos no Estadão (paywall).

Os brasileiros vão pagar um preço mais alto pelos serviços [de 5G]. Acho que qualquer tipo de banimento contra a Huawei só vai trazer impactos negativos e nenhum ponto positivo.

— Sun Baocheng, presidente da Huawei do Brasil A entrevista de Sun à Folha não traz novidades. É uma resposta quase que necessária depois de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ter sinalizado, outra vez, que poderá banir a Huawei do país às vésperas da implementação do 5G.

Bolsonaro nomeia três militares para autoridade de proteção de dados

Três dos cinco indicados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para compor a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), órgão responsável por fazer valer a LGPD, são militares. Levantamento do Data Privacy indica que somente em dois outros países entre as 20 maiores economias do mundo há militares em órgãos do tipo: China e Rússia. Não são exatamente referências em respeito à privacidade dos cidadãos. Via Folha.

Twitter e Facebook restringem disseminação por usuários de matéria do New York Post sobre Biden

Facebook e Twitter removeram links a uma reportagem do jornal New York Post que liga a família Biden, do candidato democrata à Presidência dos EUA, a negociações suspeitas com a Ucrânia. No Facebook, o bloqueio à URL veio antes que verificadores de fatos independentes avaliassem o material; já o Twitter se embasou em uma política sua que proíbe a veiculação de dados pessoais obtidos via hacking.

Sem entrar no mérito da reportagem, é uma situação que merece atenção. Aparentemente, Facebook e Twitter não cometeram qualquer ilegalidade à luz da legislação norte-americana (via The Verge), porém uma ação forte e abrupta do tipo coloca em xeque o argumento das redes de que elas não são árbitras da verdade. E dado o poder que têm no debate público, há quase um consenso de que se abriu um precedente perigoso.

No Twitter, que sequer deixa postar a URL em tuítes e DMs, o CEO Jack Dorsey disse que a comunicação da medida foi ruim e que o bloqueio da URL sem qualquer contexto é “inaceitável”. Via Reuters.

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