Logo da NordVPN Anúncio Assine a NordVPN com 68% de desconto e acesse a internet sem preocupações por dois anos.

Milícias digitais como o QAnon ameaçam, com a ajuda das redes sociais, o pacto civilizatório

Quando eu entrei no jornalismo e, especificamente, no jornalismo de tecnologia, o clima que conduzia a área era de otimismo. Meu primeiro texto foi publicado em 2003, quando eu estava no terceiro ano de faculdade, o Google ainda era uma startup a se provar, Microsoft e GE se alternavam como maior empresa do mundo, a Nokia estava a quatro anos de lançar seu primeiro smartphone realmente popular, o N951, e Mark Zuckerberg era apenas um estudante de Harvard que fundaria o Facebook no ano seguinte2. O mundo ainda estava escalando a ladeira do “tecno-otimismo”, incentivado por algumas novidades que soavam, à primeira vista, como se fossem piadas.

Continue lendo “Milícias digitais como o QAnon ameaçam, com a ajuda das redes sociais, o pacto civilizatório”

O manual de eleição digital para o fascista moderno chegar ao poder


Ouviu o Tecnocracia e veio aqui em busca dos links citados?


Poucas semanas antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2018, um dos candidatos, Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT), anunciou que havia registrado seu plano de governo em uma blockchain, a tecnologia por trás do bitcoin. No site da campanha, já fora do ar, mas ainda disponível na Wayback Machine, o comunicado oficial explicava que o registro na blockchain era uma forma de garantir que as propostas, “constantemente modificadas para a manipulação de eleitores”, chegariam a eles na íntegra. Eleitores em dúvida sobre as “teorias criadas pela rede de desinformação do candidato opositor” poderiam, em tese, conferir se era mentira ou não.

Continue lendo “O manual de eleição digital para o fascista moderno chegar ao poder”

Cabe falar de política em um site de tecnologia?

Neste podcast, aproveito o gancho deixado por um leitor no último Tecnocracia para falar da incidência de temas políticos na pauta do Manual do Usuário. Pode? Não pode? É ruim? No fim, indico uma série documental brasileira.

Continue lendo “Cabe falar de política em um site de tecnologia?”

O Sleeping Giants brasileiro chegou causando (bons) estragos

Uma reportagem publicada pelo El País sobre o Sleeping Giants no último fim de semana rendeu. Mais gente passou a conhecer o trabalho capitaneado por Matt Rivitz — que entrevistei ano passado — e um deles foi além: transformou a admiração em ação e criou uma versão brasileira da iniciativa.

Continue lendo “O Sleeping Giants brasileiro chegou causando (bons) estragos”

A (falta de?) inovação da Apple; O que esperar da CPMI das fake news

Neste Guia Prático, eu (Rodrigo Ghedin), Guilherme Tagiaroli e Giovanni Santa Rosa falamos de iPhone 11 e da pergunta que há anos gera debates acalorados em caixas de comentários de sites especializados: a Apple não inova mais? No segundo bloco, o assunto é política, ou as possíveis implicações da CPMI das fake news, iniciada no último dia 9 de setembro, nas empresas de internet que estão no centro da crise da desinformação que aflige o mundo.

Continue lendo “A (falta de?) inovação da Apple; O que esperar da CPMI das fake news”

Algoritmo do YouTube impulsionou canais de extrema-direita nas eleições de 2018

O YouTube tem uma área nobre em sua interface para promover vídeos que estão viralizando. Chamada “Trending” lá fora, aqui no Brasil ela atende por “Em alta”. Os critérios para que um vídeo seja destacado ali são vagos, resultado da opacidade do algoritmo que monta as listas de vídeos automaticamente. Uma análise inédita do Manual do Usuário e The Intercept Brasil mostra como o YouTube contribuiu para o sucesso de candidatos de extrema-direita nas eleições brasileiras de 2018. Além disso, ela revela incongruências entre os vídeos promovidos e as políticas do próprio YouTube.

A empresa de data analytics Novelo analisou todos os mais de 17 mil rankings “Em alta” veiculados pelo YouTube no Brasil durante o segundo semestre de 2018. (O YouTube libera um novo ranking do tipo a cada 15 minutos.) Os resultados mostram que dos dez canais que mais cresceram no total de aparições nos rankings “Em alta”, metade era de extrema-direita e de apoio ao candidato que viria a eleger-se presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL).

Continue lendo “Algoritmo do YouTube impulsionou canais de extrema-direita nas eleições de 2018”

Do NOT follow this link or you will be banned from the site!