Pessoa de sexo não identificado, com cabelo roxo e pele azul, segurando uma xícara de café com vários ícones em alusão ao Manual do Usuário na fumaça e um celular na outra mão. Embaixo, o texto: “Apoie o Manual pelo preço de um cafezinho”.
Estava ouvindo os companheiros falarem e fiquei impressionado com a quantidade de gente no celular. Parece que a reunião aqui não estava acontecendo. […] A Gleisi estava falando [em outro evento] e tinha 27 pessoas no celular. Eu sinceramente fico muito puto.

— Luis Inácio Lula da Silva, em reunião na Federação Única dos Petroleiros (FUP), no Rio de Janeiro. E quem não fica? Via Bernardo Mello Franco/O Globo.

LinkedIn testa botão que remove conteúdo de política do feed

O LinkedIn está testando um botão que eliminará conteúdo de política do feed, promete a rede social. A informação foi divulgada por Ryan Roslansky, CEO do LinkedIn, em entrevista para o Wall Street Journal.

Roslansky disse que o algoritmo da rede é capaz de distinguir conteúdo político graças à “equipe editorial, classificadores semânticos e pelo que a comunidade nos diz querer ou não”. Ele acrescentou que se os testes mostrarem que o recurso ajuda as pessoas a fazerem o que têm que fazer no LinkedIn, a opção, por ora restrita, será expandida a todos os usuários. Via Wall Street Journal (em inglês).

Possível expansão dos limites de disparo de mensagens no WhatsApp preocupa em ano de eleição

Uma funcionalidade do WhatsApp ainda em desenvolvimento, com o potencial de expandir o alcance de grupos na plataforma, foi apresentada a seis representantes de setores estratégicos no Brasil em 9 de dezembro e causou apreensão, relata O Globo. São as “comunidades”, flagradas pelo XDA-Developers e WABetaInfo no segundo semestre do ano passado, uma espécie de “grupo de grupos”. Pouco se sabe, por ora, do que as comunidades serão capazes, nem quando (ou se) serão lançadas. Via O Globo, XDA-Developers (em inglês), WABetaInfo (em inglês).

Uber enfrenta um concorrente improvável no Brasil: o app de táxi do governo

Uber enfrenta um concorrente improvável no Brasil: o app de táxi do governo (em inglês), por Charlotte Peet no Rest of World:

Martins Delcourt faz parte de um número crescente de brasileiros que estão abandonando a Uber em prol dos táxis, que agora estão ficando mais baratos e fáceis de encontrar. De acordo com a Sindicato dos Taxistas Autônomos da cidade do Rio, a demanda pelos serviços do Taxi.Rio, que agora opera em várias cidades do Brasil, aumentou em 60% no final de 2021. O Taxi.Rio ganhou cerca de 38.000 usuários mensais em 2021, de acordo com dados oficiais da prefeitura.

No aplicativo Taxi.Rio, a mordida que a prefeitura dá no faturamento dos motoristas é de 5%. Nos apps comerciais, a das empresas pode chegar a 30%.

É uma pena que esses apps sejam tão negligenciados. O Taxi.Rio, que agora pode ser usado por outras cidades interessadas na tecnologia e que parece ser dos melhores, tem uma nota baixíssima na App Store (2,8) e muitas reclamações ali e na Play Store. Baixei o URBS Taxi Curitiba (2,2 na App Store) e o estado é abismal. Não faz login nem completa o cadastro. Veja o estado do formulário de cadastro. É pedir muito um app minimamente funcional?

É hora de abandonar a popular crítica esquerdista de que as plataformas, como os parasitas, apenas se alimentam dos dados dos usuários e não fazem nada. Isso nos deixa de mãos atadas quando se trata de imaginar e articular políticas industriais e públicas progressistas. Não há problema em dizer que as plataformas fazem coisas grandes — mal feitas.

— Evgeny Morozov, no Twitter.

Grupo do MPF quer impedir propaganda eleitoral no Telegram

Um grupo do Ministério Público Federal (MPF) quer impedir que o Telegram seja usado para o disparo de propaganda na campanha eleitoral de 2022. O app desperta preocupações junto às autoridades brasileiras pela ausência de diálogo, moderação frágil ou inexistente e a forte adoção pela população brasileira e por políticos — uma combinação explosiva que remonta ao uso do WhatsApp no pleito de 2018. O argumento do MPF é frágil, porém, como explicam especialistas ouvidos pela reportagem. Via Estadão (com paywall).

Esta é a nova urna eletrônica do Brasil

Foto da nova urna eletrônica, modelo UE2020, de frente. Agora, a tela ocupa toda a extensão e fica na parte superior do dispositivo, com o teclado abaixo, levemente à direita.
Foto: TSE/Divulgação.

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), esteve em Ilhéus (BA) nesta terça (14) para conhecer a nova urna eletrônica brasileira, modelo UE2020, produzida pela Positivo Tecnologia.

A nova urna já será usada nas eleições de 2022. Serão 225 mil do novo modelo de um total de 577 mil. Além do visual diferente, a nova urna traz uma série de melhorias, como processador mais rápido, novos recursos de acessibilidade, suporte a pen drive e uma nova bateria de Lítio Ferro-Fosfato que exige menos recursos de conservação.

Mais detalhes das urnas e fotos de outros ângulos nos links ao lado. Via TSE (2), @tsejusbr/Flickr.

16 mil restaurantes do iFood foram vandalizados em propaganda pró-Bolsonaro

Algo muito estranho aconteceu no iFood nesta terça (2). Milhares de restaurantes, em várias cidades do Brasil, foram vandalizados e tiveram seus nomes trocados por ataques ao PT e à esquerda, propaganda anti-vacina e ovações a Jair Bolsonaro (sem partido).

Pelo Twitter, o iFood disse que “o incidente foi causado por meio da conta de um funcionário de uma empresa prestadora de serviço de atendimento que tinha permissão para ajustar informações cadastrais dos restaurantes na plataforma, e que o fez de forma indevida.” A empresa afirma que seus sistemas não foram invadidos indevidamente e que não houve vazamento de dados dos clientes.

A história está mal contada. Em nota à Folha de S.Paulo, o iFood informou que o problema afetou 6% da sua base de restaurantes. Considerando que, segundo a própria empresa, ela tem 270 mil restaurantes parceiros, estamos falando de pouco mais de 16 mil restaurantes vandalizados num espaço curto de tempo. Como isso é possível? Via @iFood/Twitter, Folha de S.Paulo.

Facebook e Instagram derrubam live em que Bolsonaro associou Aids a vacina da Covid

O Facebook derrubou a live do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) da última quinta-feira (21) das plataformas Facebook e Instagram. Na transmissão, Bolsonaro dizia que vacinados contra a COVID-19 estariam contraindo AIDS. É quase ridículo ter que explicar isto, porém: é mentira. À Folha de S.Paulo, um porta-voz do Facebook justificou que “nossas políticas não permitem alegações de que as vacinas de Covid-19 matam ou podem causar danos graves às pessoas”.

Apesar de distorcer, desinformar e mentir praticamente em todas as suas lives semanais, esta é a primeira live e apenas o segundo vídeo de Bolsonaro que Facebook/Instagram derruba. O primeiro derrubado foi um de março de 2020, em que Bolsonaro alardeava o uso da cloroquina no combate à COVID-19. Via Folha de S.Paulo.

Vale notar que o YouTube ainda não tirou o vídeo (com +200 mil views) do ar até as 9h desta segunda-feira (25), apesar de ter mudado suas regras recentemente para ser mais duro com desinformação sobre vacina.

Algoritmo do Twitter amplifica mais conteúdos de direita, revela pesquisa

Uma choradeira recorrente de pessoas à direita no espectro político é a de que os algoritmos de redes sociais comerciais — Twitter, YouTube, Facebook — privilegiariam conteúdos de esquerda. Uma pesquisa feita pelo Twitter, porém, revela um cenário diferente. Ao analisar milhões de posts de políticos eleitos e de usuários comuns com links para publicações jornalísticas, o Twitter detectou que conteúdos à direita foram mais amplificados pelo algoritmo da timeline.

A análise compreendeu sete países (Alemanha, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França, Japão e Reino Unido) e as classificações de políticos e publicações jornalísticas — em esquerda ou direita — vieram de fontes externas.

“Conseguimos ver que isso está acontecendo; não temos certeza de por que isso está acontecendo”, disse ao site Protocol Rumman Chowdhury, que lidera a equipe de aprendizagem de máquina, ética, transparência e responsabilidade do Twitter. Em outras palavras (dela também), o Twitter descobriu “o que [acontece], não o porquê”.

No comunicado oficial, o Twitter compartilhou a íntegra da pesquisa (PDF) e prometeu avançar a análise aos “porquês”. Ao Protocol, Rumman sugeriu, sem entrar em detalhes, um anúncio iminente do Twitter que facilitará a replicação dos seus estudos científicos por terceiros. Uma postura bem diferente da do Facebook, né? Via Protocol (em inglês), Twitter (em inglês).

Este site apaga seus posts antigos no Twitter de graça, mas só se você não curte fascistas

Quando o Cardigan encerrou suas atividades, deixei de apagar automaticamente posts antigos no meu perfil pessoal no Twitter. Foi uma decisão pragmática: somente alguém lacônico e extremamente organizado conseguiria apagar seus próprios posts de uma rede social em intervalos regulares. O Cardigan fazia isso, tão bem que eu havia pago uns trocados pelo serviço. Após […]

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