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Medium oferece programa de demissão voluntária a jornalistas após minar tentativa de sindicalização

Ev Williams anunciou um “pivot” no Medium. A empresa dará menos ênfase às suas nove publicações próprias e os jornalistas que trabalham nelas, e passará a dar apoio a “vozes independentes da plataforma” com “acordos, suporte, edição e feedback”. Em outras palavras, tentará emular o Substack.

A guinada deixará estragos e vítimas, como sempre acontece quando Ev acorda indisposto e decide mudar tudo no Medium, algo um tanto frequente. Siobhan O’Connor, VP responsável pelo editorial do Medium, se desligou da empresa, e o Medium está oferecendo uma espécie de programa de demissão voluntária aos funcionários do editorial, ou seja, convidando jornalistas a se demitirem.

Segundo a Vice, suspeita-se que o desmantelamento da unidade editorial do Medium seja uma retaliação à tentativa dos funcionários (todos eles) de se sindicalizarem. A direção do Medium, incluindo Ev, trabalhou ativamente para minar o processo, e conseguiu: a tentativa foi malfadada por apenas um voto de diferença. Via Vice (em inglês).

Novo Google Pay repete os mesmos erros do Google Allo

A bagunça em produtos do Google não está restrita aos apps de mensagens. Além da migração do Google Play Music para o YouTube Music, a empresa resolveu agora migrar a base do Google Pay para para uma nova versão que mantém o nome, mas exige um recadastro vinculado ao número do celular e passa a cobrar por transferências a partir do cartão de débito.

Por ora, o novo app só vale para Índia, onde foi gestado e estreou com o nome Tez em 2017, e Estados Unidos, onde chegou em novembro passado e passará a ser obrigatório para transferências a partir de 5 de abril (o recurso sumirá da versão web/desktop). Via Ars Technica (em inglês).

Bônus: a nova versão traz um serviço de troca de mensagens (!) embutido.

Policial toca “Santeria” enquanto é filmado para que Instagram derrube o vídeo

Em Beverly Hills, um policial ligou em volume alto a música Santeria, hit do Sublime dos anos 1990, enquanto era filmado por um ativista. Suspeita-se que o policial estava tentando alavancar o sistema de detecção de direitos autorais de plataformas como YouTube e Instagram para que o vídeo fosse derrubado. Nem William Gibson conseguiria prever esse tipo de distopia. Via Vice (em inglês).

Nos EUA, às vezes sai mais barato reembolsar e deixar o produto indesejado com o consumidor

Grandes lojas virtuais nos Estados Unidos, como Amazon, Walmart e Target, estão usando inteligência artificial para determinar quando vale a pena receber de volta um produto comprado online que o consumidor não quis ficar. Em muitos casos, sai mais barato reembolsar a compra e deixar o produto indesejado/errado com o consumidor do que fazer a logística reversa. Via Wall Street Journal (em inglês, com paywall).

 

Ações do Twitter caem 7% após banimento de Trump

A Bolsa de Nova York abriu nesta segunda (11) com as ações Twitter desvalorizadas em ~7% devido ao banimento de Donald Trump da plataforma. (Neste momento, a queda foi amenizada e o papel é negociado a -4,2% em relação a sexta.) O mercado entendeu o movimento como uma decisão eleitoral, o que pode atrair mais regulação à empresa. Não foi à toa que o Twitter anunciou o banimento numa noite de sexta-feira, dia e horário preferido das empresas de capital aberto para dar más notícias ao mercado. Via Reuters (em inglês).

Acreditamos que os riscos de permitir que o Presidente [Donald Trump] continue usando o nosso serviço durante este período são simplesmente grandes demais. Portanto, vamos prolongar o bloqueio que fizemos de suas contas no Facebook e no Instagram por tempo indeterminado e durante pelo menos as próximas duas semanas até que a transição pacífica do poder esteja concluída.

— Mark Zuckerberg Fácil depois que o cara deixou o poder e, portanto, não tem mais a influência que poria em risco seu negócio. Via Facebook. Mais cedo, o Snapchat havia anunciado a suspensão por tempo indefinido de Trump. Facebook copiando outra vez. Via Engadget (em inglês).

Funcionários do Google criam sindicato nos Estados Unidos

Pouco mais de 200 funcionários da Alphabet, a holding do Google, anunciaram nesta segunda (4) a criação de um sindicato. Batizado de Alphabet Workers Union, o objetivo do sindicato é um pouco diferente daqueles clássicos: este pretende estruturar e dar base para o ativismo crescente dentro do Google, já visível em casos como a paralisação de 20 mil funcionários contra denúncias de assédio sexual dentro da empresa em 2018 e a manifestação pública após a controversa demissão da cientista de dados Timnit Gebru, em dezembro. O sindicato dos funcionários do Google pode se tornar paradigmático em um ambiente (Vale do Silício) e setor (tecnologia) sempre avesso à sindicalização. Tomara que a moda pegue. Via New York Times (em inglês), tradução na Folha.

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