O grande guia para comprar em lojas da China, EUA e Europa via internet sem ter surpresas desagradáveis

As fronteiras no mundo das compras continuam se ofuscando. Nós sentimos isso no Brasil de hoje. O novo sistema dos Correios foi implementado e agora temos a facilidade de pagar os impostos pela internet e receber encomendas internacionais em casa. Temos acesso a um novo mundo de compras do conforto das nossas casas, mas o acesso a ele nem sempre é intuitivo ou fácil de entender. Neste artigo, pretendo explicar como comprar em lojas de fora via internet e receber os produtos sem surpresas.

Continue lendo “O grande guia para comprar em lojas da China, EUA e Europa via internet sem ter surpresas desagradáveis”

Apps da Semana #5: Este app monitora e recompensa o seu sedentarismo

Quando os smartphones passaram a empregar chips de movimento e sensores como giroscópio, começaram a surgir aplicativos e recursos embutidos nos sistemas que monitoram o nosso movimento: passos dados, calorias gastas, degraus de escada subidos.

A oferta é grande, não faltam apps para monitorar atividades e até competir com os amigos. O Couch Potato se destaca por fazer diferente: o contrário. Em vez de monitorar atividades, ele registra quanto tempo você fica parado.

Para ser exato, o aplicativo monitora quanto tempo seu celular permanece imóvel, sem ser tocado. A interface é tão simples quanto o funcionamento. Basta deixar o celular quietinho para que o Couch Potato registre esses períodos e informe quanto tempo você/seu celular (existe essa distinção ainda?) conseguiu ficar imóvel a cada dia.

O Couch Potato parece uma piada, mas é, na realidade, um aplicativo promocional da Burrow, empresa norte-americana moderninha que vende sofás de qualidade diretamente aos consumidores. Faz sentido que uma fábrica de sofás use um app que evangeliza o sedentarismo para se promover!

Nos Estados Unidos, o Couch Potato é mais do que uma brincadeira. O tempo acumulado pode ser trocado por cupons de descontos em lojas de vinhos e, claro, nos sofás da Burrow. Por aqui, é só uma piadinha engraçada, mas que deve ser encarada com cuidado: não há política de privacidade e o app exige acesso aos dados de mobilidade do iOS (só tem para iPhone, aliás), o tipo de coisa que você não quer que caia nas mãos de qualquer um.

Novos aplicativos

SmartLens
Criado por um estudante norte-americano, este app é uma versão mais leve do Google Lens. Aponte a câmera para um objeto e, se ele for um dos 17 mil do banco de dados do app, feito a partir de um algoritmo treinado com milhões de imagens, o aplicativo diz o que é o objetivo enquadrado. Ele ainda se conecta à Wikipédia e à Amazon, dando mais informações de alguns itens. // iOS, gratuito.

Ava Lockscreen
Uma das vantagens do Android é a personalização: se você não gosta da tela de bloqueio ou do launcher do seu smartphone, basta baixar outro na Play Store. O Ava Lockscreen promete traz “os melhores recursos do Android e do iOS em uma tela de bloqueio”. O que seria isso? Além das esperadas notificações, com ele você também pode enviar respostas em apps de mensagens, colocar widgets e personalizar os atalhos rápidos. // Android, gratuito (com compra in-app de R$ 9,99).

Google Cameo
Provavelmente o app menos útil da lista, já que é direcionado a pessoas famosas. (Alguém famoso lê o Manual do Usuário?) Trata-se de uma ferramenta de perguntas e respostas do Google para que as pessoas gravem, em vídeo, respostas a buscas populares sobre elas feitas buscador. Curiosamente, o app está disponível apenas para iOS. // iOS, gratuito.

Atualizações

LINER 5
Este aplicativo/extensão para navegadores ganhou uma grande atualização. Não há changelog nem qualquer post em blog detalhando o que mudou, mas um dos cofundadores afirma que o app foi refeito do zero “com tudo o que aprenderam desde 2015” [quando lançaram a primeira versão] e que “estão confiantes de que este app será um dos melhores que você já usou”. Ousado, mas parece um negócio útil. // Android (beta), iOS e navegadores web, freemium (recursos extras por US$ 4,99/mês).

Newton Mail
Não é bem uma atualização, mas sim um “adeus”. O Newton Mail, antigo CloudMagic, deixará de funcionar a partir de 25 de setembro. O app, um cliente de e-mail cheio de recursos incomuns em outros apps, chegou a ter 4 milhões de usuários, mas a competição contra Apple, Google e Microsoft mostrou-se difícil demais. Assinantes podem pedir o reembolso proporcional até 18 de setembro. // Android, iOS, macOS e Windows, descontinuado.


Faltou algum app? Comente ou mande um e-mail.

O papel do Facebook na eleição de Donald Trump

Quase todas as pesquisas eleitorais apontavam a vitória da democrata Hillary Clinton na corrida pela presidência dos Estados Unidos. Assim, o triunfo do candidato republicano Donald Trump, eleito presidente nesta madrugada, foi uma surpresa. Analistas estão revendo suas previsões e muita reflexão terá que ser feita daqui em diante. Não tenho bagagem para entrar no debate político, mas creio que alguns dados sobre o papel do Facebook no pleito podem ajudar a entender o fenômeno. Continue lendo “O papel do Facebook na eleição de Donald Trump”

Como funciona a segurança do iPhone que o FBI quer que a Apple quebre

A Apple está envolvida numa grande polêmica nos EUA. A justiça do país solicitou à empresa o desbloqueio de um iPhone 5c usado por Syed Rizwan Farook, um dos dois atiradores do massacre de San Bernardino em dezembro de 2015, suspeitos de terem ligação com o grupo terrorista Estado Islâmico. A Apple já se posicionou dizendo, em uma carta aberta assinada pelo CEO Tim Cook, que não cumprirá a ordem por entendê-la prejudicial aos interesses dos seus clientes. Como funcionam as proteções do iPhone que o FBI quer que sejam quebradas pela própria Apple? Continue lendo “Como funciona a segurança do iPhone que o FBI quer que a Apple quebre”

O que a maioria entende errado sobre a economia colaborativa

Enquanto no Brasil as discussões sobre terceirização do trabalho e legalidade dos serviços da dita economia colaborativa correm em paralelo, nos EUA elas convergiram. Isso nos deixa numa posição confortável para analisar, com antecedência, um debate que não deve tardar a chegar aqui.

No Wall Street Journal, Christopher Mims defende o argumento de que serviços como o Uber não são os pioneiros de uma nova economia, mas sim máquinas de produzir empregos baratos: Continue lendo “O que a maioria entende errado sobre a economia colaborativa”

O iPhone 5c de menos de US$ 1 d’O Globo

*Suspira*

Vez ou outra alguém levanta o argumento do iPhone barato nos EUA para criticar os preços (caros, de fato) brasileiros. Ontem foi a vez d’O Globo soltar a matéria acima.

Ela não está errada. O Walmart realmente baixou o preço do iPhone 5c, de US$ 29 para US$ 0,97. É quase uma tradição por lá essa queima em agosto, já que tradicionalmente a Apple lança um novo iPhone no mês seguinte.

Se você está ligado, notou que o preço anterior era de US$ 29, o que ainda assim é muito barato. Smartphone em geral, nos EUA, passa essa impressão — lançamentos custam US$ 199, no máximo US$ 299. A pegadinha para quem leu e se impressionou e compartilhou o post d’O Globo ou outros que citam o mítico “iPhone barato” norte-americano são as letras (não tão) miúdas: esses preços são atrelados a um plano de operadora de dois anos. Você leva um iPhone quase de graça, mas se compromete a pagar 24 mensalidades a uma AT&T da vida. E isso não sai barato.

O iPhone 5c desbloqueado, como o que é vendido por aqui, custa US$ 549 na loja oficial da Apple dos EUA. Convertendo para a nossa moeda e somando o imposto de… digamos… Nova York (8,875%), o preço final fica em R$ 1.357. Repito: é mais barato do que aqui, mas está longe de ser de graça.

A título comparativo, o mesmo modelo de iPhone custa R$ 1.999 na loja oficial da Apple brasileira e, no momento, está em promoção na Saraiva, saindo por R$ 1.444 — salvo engano, o valor mais baixo que ele já atingiu aqui.

US$ 0,97? Experimente US$ 549.

A respeito da promoção do Walmart, O Globo faz apenas uma tímida menção ao GRANDE asterisco da questão do contrato:

A oferta começou nesta quinta-feira em todas as lojas da rede nos EUA e vale para todas as opções de cores, mas precisam de contrato de dois anos com alguma operadora local.

Na Quartz, uma publicação norte-americana, o título do post diz: “Não compre o iPhone de US$ 0,97” e traz, no final, uma explicação que lá todo mundo meio que sabe e que eu esperaria de qualquer site brasileiro ao se referir ao “iPhone de um dólar”:

De qualquer forma, é importante lembrar que US$ 0,97 — ou mesmo US$ 29 — não é o custo real do iPhone. Ambos os preços exigem a assinatura de um contrato com operadora móvel de dois anos, que normalmente varia de US$ 60 a US$ 100 por mês — facilmente mais de US$ 1.000 ao longo do contrato, quase sempre acima dos US$ 2.000. Nesse contexto, economizar US$ 28,03 não é um negócio tão bom assim.

As pesquisas em redes sociais financiadas pela Darpa

Ben Quinn e James Ball, no Guardian:

Pouco antes da controvérsia do Facebook emergir, a Darpa publicou uma longa lista de projetos financiados sob o programa SMISC (Comunicação Estratégica em Mídia Social), incluindo links para os resumos e papers completos.

A lista de projetos inclui um estudo sobre como os ativistas do movimento Occupy usaram o Twitter, bem como um apanhado de pesquisas de monitoramento de memes na Internet e algumas sobre a compreensão de como o comportamento de influência (curtir, seguir, retuitar) acontece em um grupo de plataformas de mídias sociais como Pinterest, Twitter, Kickstarter, Digg e Reddit.

A reportagem faz uma boa recapitulação de projetos fascinantes (e meio assustadores) da Darpa e especifica alguns dos divulgados nessa lista. Desses, destaque para dois: um, com a participação do Facebook, que analisou como as pessoas assimilavam e consumiam informações no Twitter. Outro, sobre o espalhamento de informações no Twitter, por incitar comportamentos através da interação direta em vez de apenas observar os pesquisados.

Pesquisas do gênero não são novidade, nem nada do outro mundo. No Brasil, nomes como Alex Primo e Gabriela Zago há anos analisam comportamentos em redes sociais, especialmente no Twitter, e escrevem artigos a respeito. Só que no caso das pesquisas financiadas pela Darpa, há um ingrediente extra que pode azedar a mistura: a finalidade.

Pode parecer roteiro de filme B dos anos 1980, mas suspeitas reforçadas pelos vazamentos de Edward Snowden, ano passado, apontam que as agências de inteligência podem estar usando os resultados dessas pesquisas para propaganda governamental, propagação da desinformação e outras práticas questionáveis.

Do NOT follow this link or you will be banned from the site!