Sobre podcasts, jornalismo de tecnologia e o ano de 2019

No último Guia Prático do ano, um especial. Nesta edição, Rodrigo Ghedin, Guilherme Felitti do Tecnocracia e os amigos do Gizmodo Brasil, Guilherme Tagiaroli e Giovanni Santa Rosa, se reunem para conversar sobre podcasts (um “meta-podcast”!), jornalismo de tecnologia, o que aconteceu em 2019 e o que esperamos de 2020. Bônus: participações especiais de amigos que ajudaram a fazer o Manual do Usuário este ano.

Links citados no programa

O governo deveria proteger seus dados, mas é excelente em expô-los

Toda profissão depende de informação, mas algumas dependem mais do que outras. Um cirurgião, por exemplo, precisa conhecer os novos métodos e equipamentos na sua área, mas a maneira como ele vai operar se mantém mais ou menos a mesma. A informação é importante, mas não é o eixo ao redor do qual a profissão gira.

Existem profissões onde o principal capital é a informação. Jornalismo, por exemplo. Você vive para buscar, contextualizar e reportar informações. Não é a única atividade que segue a regra. Investidores também precisam consumir vorazmente informações para tomar decisões sobre o que fazer com aquela ação — vender por que a perspectiva é uma merda ou comprar mais já que o futuro tende a ser brilhante. Quer outra? Vigaristas, estelionatários e bandidos.

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Mulher abre aplicativo de aluguel de patinetes e se depara com corrida de R$ 110 mil

No último sábado (2), a jornalista Gabriela Valente tomou um susto ao abrir o aplicativo da Grin, marca de aluguel de patinetes elétricos da empresa Grow, e descobrir uma corrida em curso que já estava em mais de R$ 110 mil. Seu comentário em uma rede social com um print da cobrança ainda em andamento viralizou. O Manual do Usuário conversou com a Grow para saber o que aconteceu.

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A sina do Brasil é exportar commodity e a internet não vai mudar isso

No final do século XVII, Portugal tinha um problemão nas mãos.

Em 1695, ano da morte de Zumbi dos Palmares, o outrora grandioso, aventureiro e rico Império Colonial Português parecia estar com os dias contados. Sessenta anos de União Ibérica (a fusão com a Espanha por falta de herdeiros do trono português) e quase um século de guerra contra os holandeses haviam dilapidado os recursos, aniquilado o comércio de especiarias no Oriente e reduzido substancialmente a vastidão dos territórios ultramarinos do reino. A economia do açúcar no Nordeste brasileiro (até então a maior fonte de receita na colônia) estava em crise devido à concorrência dos novos engenhos ingleses, franceses e holandeses na região do Caribe. Os preços caíam em virtude do excesso de oferta. Havia também novos concorrentes no tráfico de escravos, atividade na qual Portugal tinha sido virtualmente monopolista até um século antes. Por toda a costa da África despontavam agora novas fortificações e feitorias de outros povos europeus, incluindo até mesmo suecos, dinamarqueses e alemães.

O trecho vem de Escravidão, um livro fundamental em que Laurentino Gomes mergulha no processo que mais profundamente impactou e moldou a sociedade brasileira. O livro deveria ser leitura obrigatória a todos os brasileiros.

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A ameaça do super banco de dados do governo federal; as empresas do Ocidente que cedem à censura da China

No podcast de hoje, Rodrigo Ghedin, Guilherme Tagiaroli e Alessandro Feitosa Jr. conversam com Yasodara Córdova, especialista em governo digital e participação cidadã, sobre o Cadastro Base do Cidadão, um super banco de dados criado via decreto pelo presidente Jair Bolsonaro. No segundo bloco, o assunto é a China e as concessões indigestas que empresas ocidentais com negócios lá, como Apple e Blizzard, fizeram nas últimas semanas para não irritar o governo chinês.

Mande o seu recado para o podcast! Pode ser pelo e-mail podcast@manualdousuario.net ou enviando um áudio no Telegram para @ghedin.

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Como o jogo mais popular do Brasil caiu nas graças do povo

No final de julho, centenas de milhares de brasileiros se ligaram no YouTube para assistir a uma mesma transmissão ao vivo na plataforma. Em dado momento, quase 800 mil pessoas acompanhavam, simultaneamente, a grande final de um campeonato de Free Fire, uma das maiores audiências da história da plataforma no Brasil, superior à de jogos de futebol badalados como a partida entre Corinthians e Racing pela Copa Sul-americana, que juntou 438 mil espectadores simultâneos no início do ano. Free Fire é um joguinho de celular.

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