Pague para trabalhar: Rappi agora cobra taxa semanal dos entregadores no Brasil
A Rappi está cobrando R$ 12 por semana dos seus entregadores no Brasil. Eles começam a jornada no negativo e precisam pagar a dívida (é assim que a taxa é chamada no app) antes de começarem a faturar.
Fico pensando onde foi que o brilhante executivo que teve essa ideia se inspirou — se em golpistas do WhatsApp, traficantes de seres humanos ou nos casos modernos de trabalho análogo à escravidão.
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Rest of World
É triste ter que pagar pra trabalhar graças a Deus que apareceu esse espaço pra gente poder ter direito a expressar o que agente pensa sobre isso.
A rappi eo pior aplicativo que já trabalhei e um li…….
Tem que ter uma fiscalização nesse caso a justiça do trabalho tem que ir na rappi turbo sul e norte em recife (pe) a loja que tem vários motoqueiro que fica lá exclusivo sem direito a nada ainda fica sofrendo assédio moral do supervisor Valdir Reis de não cumprir a jornada de trabalho estabelecido por um líder que e pau mandado do mesmo .ou até ser suspenso do app ele fica falando que tem milhares pra ficar Na loja e virar OL feito os motoca são chamados por ele. E tem outro que e muito bravo um tal de Nilson vulgo cabeça. que só falta da chicotada nos motoqueiro que não cumprir horário nos supermercados que eles colocar como OL tem que ter fiscalização.
Essa Taxa de $12,00 É Que Cobra o APP. BOX DELIVERY,Que a Rappi Comprou no Início do Ano Passando , Não Se Espantei Caso Lançarem Liderança Por Regiões Que Ficam Fiscalizando se Entregador Sobe Até a Porta do Apartamento do Cliente, ESSES LÍDERES São Entregadores.
Essa Taxa de $12,00 Semanais é Que a BOX DELIVERY, APP Que a Rappi Comprou no Início do Ano Passado Não Se Espantei se Inventarem Uma Liderança por Regiões que Obriga o Entregador a Subir até a porta do Apartamento e Se Não Achar o Cliente Tem Que Voltar e Devolver a Entrega Ao Estabelecimento,Funciona Como Um CAPATAZ Desta Fazenda que o Dono Obriga o Empregado a Compra Na Loja Dele,
Chega ser um deboche fazerem isso à luz do dia. Essa música, de 2006, continua mais atual do que nunca:
Ratos de Porão – Expresso da Escravidão – YouTube
A democracia está cada vez mais ameaçada, pela falta de união em torno de quem enfrenta com coragem e sabedoria, elites e governos.
Passei por uma experiência um pouco parecida em uma indústria em que tinha um tal banco de horas de 80h e você só começa a receber por horas extras depois de encher o banco , ou seja trabalhando 80 horas sem receber
triste e abusivo
Isso é o modelo clássico de escravidão por dívida. O dono de uma fazenda, por exemplo, obriga que os empregados comprem na vendinha da fazenda (afinal, pela distância, não tem como comprar em outro lugar), os preços são exorbitantes, o “funcionário” cria uma dívida e não pode sair do emprego enquanto não quitá-la. Tem também o modelo em que o “empregador” paga a passagem e outros custos dos trabalhadores de outros locais, que também ficam presos a essa dívida. Que uma multinacional tão conhecida tenha a cara de pau de fazer um troço desses é de cair o queixo (pra não falar um palavrão).
Exatamente, mas tem gente que vai gritar “não mexam com o meu direito de empreender”, mesmo que isso signifique neo-escravidão.
Rappi sempre foi a pior delas para trabalhar. A prática do rappi de entrega ser cancelada no meio do caminho e não ressarcido, da obrigatoriedade do celular não ter modo desenvolvedor habilitado, da demora no repasse, dos problemas de contato com o suporte entre outros.
Pra quem não conhece de entrega (do lado da bike, do lado de quem pede é outra história), recomendo vocês ler nos comentários da loja de aplicativos do google os relatos de entregador.
Essa daí é só mais uma pra pilha de crimes contra o trabalhador exercido por essa empresa.
Isso é literalmente uma das coisas que caracteriza o trabalho análogo à escravidão no Brasil. Impressionante.
Vai tomar uma multinha da justiça do trabalho.
Infelizmente, a prática não é nova. A música “Sixteen Tons” já mostrou que isso era verdade no Centro do Império.