Em janeiro de 2012, a política de uso de dados do Facebook não continha a palavra “pesquisa”

Ótimo achado de Kashmir Hill, da Forbes:

Críticos disseram que o Facebook deveria obter o “consentimento” [dos usuários] para um estudo desses — perguntar às pessoas se elas aceitariam ser parte de um estudo e então dizer a elas posteriormente o que estava sendo estudado. Defensores disseram, “Hey, o feed de notícias é manipulado o tempo todo. Qual a novidade?” Ambos apontaram que a “permissão” do Facebook veio da Política de Uso de Dados, que entre suas milhares de palavras informa as pessoas que suas informações podem ser usadas para “operações internas”, incluindo “pesquisa”. Entretanto, estávamos todos confiando no que a política de dados do Facebook diz hoje. Em janeiro de 2012, a política não dizia nada sobre usuários sendo potencialmente transformados em ratos de laboratório para terem um dia miserável em nome da ciência, nem que “pesquisa” era algo que poderia ocorrer na plataforma.

Ao final, uma citação bem clara de Pam Dixon, do Fórum Mundial da Privacidade, sobre o principal problema de toda essa polêmica envolvendo o estudo conduzido pelo Facebook:

“Eles na verdade fizeram um teste para ver se teria efeitos nocivos em seus usuários. Isso não é teste A/B. Eles não queriam apenas mudar o comportamento dos usuários, eles queriam mudar o humor deles.”

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