As explosões de pagers e walkie-talkies no Líbano chocaram o mundo. Primeiro, por ainda ter quem use pagers em 2024. Segundo, pela insanidade de quem quer que tenha perpetrado esse ataque (Israel?). Além da covardia e das vítimas inocentes, o ataque inaugura uma era de medo de dispositivos cotidianos, um cenário que, até hoje, não preocupava ninguém, nem mesmo os donos de celulares Samsung no fatídico ano das baterias do Galaxy Note 7. (As pessoas ainda se lembram disso?)
“Transformar objetos do dia a dia em bombas é uma péssima ideia”, escreveu Andrew “bunnie” Huang, um doutor pelo MIT com um blog (e interesses) fascinantes e que tem experiência em fabricar baterias de íons de lítio. No texto, ele argumenta que “a erosão da confiança do público em coisas do dia a dia não vale [o uso dessas coisas como armas de guerra”, e que é isso que desencorajava, até agora, exércitos, agências de espionagem e grupos terroristas de adotarem a estratégia, não uma suposta dificuldade técnica — que, como ele explica, não existe. / bbc.com, bunniestudios.com (em inglês)
“Primeiro, por ainda ter quem use pagers em 2024.” Os terroristas usavam pager e WT para não serem rastreados facilmente, como seriam via celular.
Infelizmente não foi o suficiente pra fugir do terrorismo israelense.