O pagamento por NFC foi o mais popular em compras presenciais no Brasil no terceiro trimestre, segundo a Abecs, com 52,3% de participação. Na subdivisão da modalidade, o plástico lidera com folga (81% dos brasileiros dizem usá-lo), seguido do celular (26%) e relógios inteligentes (1%). Via Mobile Time, Abecs (PDF).

Unprocrastinator

Ícone do Unprocrastinator: bonequinho branco, com os braços atrás da cabeça, relaxando, com um símbolo de proibido sobre ele. Fundo escuro.

A extensão Unprocrastinator cria um pedágio de 30 segundos quando você tenta acessar algum site. É tempo suficiente para refletir: eu quero mesmo me expor à radioatividade do Twitter de novo?

O tempo é fixo, e isso é de propósito. Segundo o criador da extensão, Zhenyi Tan, 30 segundos “é demorado o bastante a ponto de ser pouco irritante, mas não tão demorado para te fazer querer desativar a extensão imediatamente”.

Dica dele: não cadastre muitos sites de uma vez. “Pode ser mais frustrante do que útil”, diz.

Unprocrastinator / Safari (iOS, macOS) / R$ 2,90 (App Store).

Se você estava ansioso para conversar com a inteligência artificial do Google enquanto tenta achar alguma coisa lá, a empresa liberou sua IA gerativa para 120 países (Brasil entre eles) em quatro novos idiomas (incluindo o português). Precisa se cadastrar aqui, esperar a aprovação, daí ativar a opção “Search Generative Experience (SGE)” e usar o Chrome e vender sua alma. Via Google (em inglês).

O ótimo Element X ganhou uma atualização substancial no iOS (versão 1.4.0) nesta terça (7). Ela trouxe videochamadas via Element Call (VoIP) incorporadas, mensagens de áudio, proteção do aplicativo por senha ou biometria e suporte parcial a @menções. Via Element (em inglês).

O Manual tem um espaço bacana no Matrix. Apareça lá!

O Tutanota, serviço de e-mail criptografado com sede na Alemanha, anunciou um rebranding e agora se chama apenas Tuta. Curiosidade: o domínio tuta.com era de um brasileiro que topou transferi-lo aos alemães por intermédio do Vitor (sem sobrenome?!), amigo do pessoal do Tutanota/Tuta, que encontrou com o detentor do domínio em uma viagem a São Paulo e fechou o negócio. A história está documentada no blog do Tuta (em inglês).

Files

Ícone do aplicativo Files, para Windows.

Files é um gerenciador de arquivos alternativo para os Windows 10 e 11. Foca em beleza e recursos poderosos que não são encontrados no Explorador de Arquivos, o aplicativo nativo do sistema da Microsoft.

Nesta quarta (8), os desenvolvedores liberaram a versão 3.0 do Files com algumas novidades interessantes, como cantos arredondados, renomear drives em rede, uma paleta de comandos e um visual alternativo/moderno para a janelinha de transferência de arquivos.

Há, ainda, a promessa de melhorias no desempenho, um dos principais problemas apontados por alguns usuários. O Files tem o código-fonte aberto.

Files / Windows 10/11 / R$ 34 (Microsoft Store) ou gratuito (instalador clássico).

Relatório de transparência (agosto–setembro de 2023) dos comentários do Manual do Usuário

O relatório de transparência referente ao bimestre agosto–setembro de 2023, do Comitê de Supervisão do Manual do Usuário, pode ser baixado aqui (PDF).


Apenas três situações ensejaram minha intervenção no período entre agosto e setembro de 2023 nos comentários do Manual do Usuário — um deles (2023-35), um pouco mais grave.

O número baixo não decorreu de redução no total de comentários, nem de negligência da moderação. Talvez os assuntos abordados tenham sido mais leves? Não sei. De qualquer forma, é um bom sinal, mas não um absoluto. Uma comunidade sadia deve ter divergências e debates acalorados, sem cair em ofensas e desrespeito.

Sem dados precisos, só no “achômetro”, creio que a do Manual esteja trilhando esse caminho.

Agradeço à Cíntia Reinaux, ao Emanuel Henn e à Michele Michele Strohschein pelo apoio e incrível trabalho que vêm desempenhando no comitê.

Como limitar o volume dos fones para não estragar seus ouvidos

Um estudo publicado no final de 2022 na revista científica BMJ Global Health soou o alerta: mais de 1 bilhão de jovens correm o risco de perda de audição devido a fones de ouvido e ambientes com som muito alto.

Estudos anteriores analisados pelos pesquisadores descobriram que, com frequência, o volume em fones de ouvido chega a 105 dB, bem acima dos limites recomendados — 80 dB para adultos e 75 dB para crianças para intervalos curtos; até 70 dB para longa exposição, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.

Pode parecer um pequeno incremento, mas a escala de decibéis (dB) é logarítmica.

É difícil detectar de ouvido esses limites e a depender do ambiente ou da empolgação com a música ou podcast sendo ouvido, extrapolá-los.

Felizmente, existem maneiras de impedir que os fones de ouvido atinjam volumes danosos aos nossos ouvidos.

Tela de “Segurança de Fone de Ouvido” nas configurações/Ajustes do iOS.
Opção nativa no iOS.

O iOS tem um limitador nativo. Entre em Ajustes, depois em Som e Tato, role a tela até o final e toque em Segurança de Fone de Ouvido.

Na tela seguinte você verá a opção Limite de Volume. Ative-a e defina o volume máximo no “slider” imediatamente abaixo, que vai de 75 a 100 dB.

No Android, até onde sei, não existe um limitador nativo. (Ao menos, não no Android 13, versão que tenho instalada no meu celular de testes.)

Atualização (13h50): O leitor Victor K mencionou, nos comentários, que celulares Android da Samsung com a One UI oferecem um limitador de volume nativo. Este vídeo demonstra como configurá-lo.

Existem, porém, vários aplicativos de terceiros com essa funcionalidade. Dos que encontrei, o Voli parece o mais acertado. É gratuito e não exibe anúncios e, embora seja voltado a crianças, funciona ok com adultos também.

Para quem quiser maior controle, o Volume Lock permite configurar limites e travar volumes por tipo — mídia/música, ligações, notificações etc.

O aplicativo é gratuito e exibe anúncios. O Volume Lock Pro, versão paga, remove os anúncios por R$ 23.

Spot the Station

Ícone do aplicativo Spot the Station: imagem monocromática da Estação Espacial Internacional contra um fundo azul escuro.

No próximo dia 6/12 a Estação Espacial Internacional (EEI) completa 25 anos. Um novo aplicativo da NASA, a agência espacial norte-americana, facilita a observação da estação.

Batizado Spot the Station, o aplicativo usa realidade aumentada e outros recursos do celular, como as notificações, para guiar a pessoa interessada em observar a EEI. (Note que ela só é observável à noite.)

O aplicativo foi lançado no início de novembro e tem o código-fonte aberto. Via NASA (em inglês).

Spot the Station / Android, iOS / gratuito.

A OpenAI fez seu primeiro evento para desenvolvedores nesta segunda (6) e anunciou um caminhão de novidades. Destaque para o gerador de GPTs, uma solução “no-code” para personalizar IAs gerativas com direito a lojinha (em breve) e divisão de receitas com quem criar os GPTs mais populares/úteis.

A empresa também anunciou versões “turbinadas” dos seus modelos de linguagem (GPT-4 Turbo, GPT-3.5 Turbo), com reduções significativas no custo das APIs, e uma nova API para a criação de IAs assistentes para terceiros.

Concentrar todos esses anúncios em um dia passa a sensação de que a OpenAI está atenta às ameaças externas e pronta para jogar pesado a fim de manter sua liderança. Via OpenAI (2), The Verge (2) (em inglês).

Game Boy clássico de madeira e outros links legais

Uma pasta de documentos que se desdobra em suporte para notebooks, tablets, celular e até livros de papel. Está no Kickstarter (em inglês).

A Vercel tem sua própria fonte: Geist, em versões sem serifa e monoespaçada. Gratuita.

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As melhores ideias dos investidores de risco do Vale do Silício nos anos 2020

  • Colocar um drone em alguma coisa;
  • Gerador de erros 3000 (gasta mais energia do que um pequeno país);
  • Fraude;
  • Poluição do espaço;
  • Carros que trombam sozinhos;
  • Um aplicativo que é, na real, trabalhadores recebendo salários baixíssimos em outro país;
  • Um aplicativo que é, na real, trabalhadores recebendo salários baixíssimos neste país;
  • Fascismo;
  • Chat em realidade virtual, mas 20x mais caro e é uma merda;
  • Demissões em massa.

Via @chrisisgr8@tech.lgbt (em inglês).

Dez 2.0, a nova versão do leiaute do Manual

Há cerca de duas semanas, abri o código do leiaute do Manual para padronizar os tamanhos das fontes.

Aquele trabalho virou uma bola de neve que, na sexta (27/10), culminou no que chamei de “versão 2.0” do leiaute.

(mais…)

E acho que, com o tempo, talvez até cheguemos ao ponto em que possamos gerar conteúdo [por inteligência artificial, em feeds] diretamente para as pessoas com base no que elas possam estar interessadas.

— Mark Zuckerberg, CEO da Meta.

Compartilhei um texto fantástico no Órbita em que o autor argumenta que os avanços tecnológicos não facilitam a nossa vida, mas sim a torna mais rápida. A IA é um belo exemplo (mencionado lá) dessa percepção equivocada que se tem da tecnologia.

Talvez seja menos um problema da tecnologia, mais dos negócios. O tempo ganho costuma ser apropriado por gente como Zuckerberg, executivos de modo geral, ávidos por mais, mais e mais. Sempre mais.

Não é preciso ir muito longe, nem imaginar cenários futuristas, para medir o impacto que a IA terá na economia.

A brasileira Wine, um clube de assinaturas de vinhos, já usa e abusa de IA gerativa em seu marketing:

“Normalmente [a campanha] é com influenciador e, neste ano, em vez de influenciador usamos a IA”, apontou [Paulo Boesso, head de e-commerce]. “Tivemos um ganho de produtividade de 80% dentro do universo tangível; diminuímos um trabalho de dez horas para duas horas para esta campanha do Sr. Desconto em junho.”

Via The Verge (em inglês), Convergência Digital.

LookAway

Ícone do aplicativo LookAway.

O LookAway é um pequeno aplicativo para a menubar que te lembra de se afastar do monitor a intervalos regulares para cuidar dos olhos.

Existem vários do tipo; o que me chamou a atenção neste é a elegância e o cuidado evidente do desenvolvedor Kushagra Agarwal. Os alertas são suaves, com avisos prévios e a possibilidade de adiá-los ou ignorá-los. O LookAway fica atento a períodos de inatividade e a videochamadas, e adapta o timer nessas circunstâncias.

A descrição do site oficial faz todo sentido: “É sutil, esperto e totalmente personalizável.”

  • Site oficial.
  • Plataforma: macOS.
  • Licença: Proprietário.
  • Preço: US$ 6,99 (1 licença), US$ 11,99 (2) ou US$ 19,99 (5), com 7 dias de teste gratuito.