Deezer

Novo ícone da Deezer: coração roxo estilizado, com o nome da plataforma em letras maiúsculas, contra um fundo preto.

A Deezer está de cara nova. A plataforma de streaming francesa ganhou um novo logo, repaginada nos aplicativos e até um slogan, “Viva a música”, que destaca o foco renovado em experiências.

Há uma nova fonte também, usada em títulos e outros elementos destacados na interface. O aplicativo traz novos ícones e um visual mais despojado — ou, segundo a empresa, “uma personalidade ousada, antenada e excêntrica”.

Por baixo dos panos, a Deezer continua fazendo o que sempre fez: oferecer milhões de músicas e de podcasts a ouvintes do mundo inteiro.

Deezer / Android, iOS / Freemium (gratuito com anúncios ou a partir de R$ 22,90/mês).

Um memorando vazado de Matt Mullenweg, CEO da Automattic, anunciando uma redução no escopo do Tumblr, foi confirmado pelo próprio.

Os 139 funcionários dedicados à plataforma serão remanejados para outros produtos da empresa em 2024, e o trabalho no Tumblr será mais de manutenção do básico, sem grandes planos de expansão, para que ele funcione de modo “suave e eficiente”.

Mullenweg comentou que, em quatro anos, ~200 pessoas se dedicaram integralmente ao Tumblr, e que os esforços na plataforma deram prejuízo de US$ 100 milhões.

É como diz o título do memorando: ou você vence, ou você aprende. Via @photomatt/Tumblr (em inglês).

Na terça (7), o site de conversas anônimas Omegle fechou as portas. No lugar das salas, o fundador Leif K-Brooks deixou uma longa mensagem lamentando o encerramento, que atribuiu a “ataques” contra serviços de comunicação.

A Wired descobriu que o fechamento se deve a um acordo firmado na Justiça entre o Omegle e uma vítima de abuso sexual perpetrado pela plataforma. (Eu nem sabia que o Omegle tinha virado uma espécie de Chat Roulette, com videochamadas entre anônimos.)

Essa parte ficou de fora da mensagem derradeira de K-Brooks. Talvez não fosse uma boa ideia colocar anônimos aleatórios em contato imediato e irrestrito, afinal. Via Wired (em inglês).

O efêmero como padrão no digital

Quem tinha mais de 30 anos em 2013 provavelmente nunca usou ou sequer entende o Snapchat.

Hoje, porém, todos sentimos a influência do aplicativo de mensagens efêmeras. Os stories, grande legado do Snapchat à humanidade, rejeitam uma máxima da internet comercial: a de que todos os dados devem ser guardados “ad aeternum”, para sempre.

O efêmero no digital é um conceito não intuitivo. Com os preços de armazenamento em queda e as promessas de novas tecnologias capazes de extrair insights de grandes volumes de dados — big data, machine learning, LLMs! —, dispensá-los se torna uma atitude quase subversiva.

(mais…)

ogpk (opengraph peek)

Ícone do Terminal do pacote de ícones Papirus.

O protocolo Open Graph é quase onipresente na web: tags que são lidas por redes sociais, aplicativos de mensagens e outros, que se convertem em cartões mais bonitos que o link cru (subjetivo; eu prefiro links crus).

Existem diversas maneiras de verificar as tags OpenGraph. O aplicativo ogpk (de “opengraph peek”), criado por Alasdair Monk, é uma delas: com ele, é possível visualizar tais tags pelo terminal, incluindo a imagem (og:image).

A sintaxe é bem simples:

ogpk [link]

Caso queira exibir a imagem na saída, adicione o parâmetro --p, assim:

ogpk [link] --p

Também é possível criar um arquivo *.json com os resultados:

ogpk [link] --json

ogpk / Linux, macOS / Gratuito.

Já está em testes o sistema de nomes de usuário no Signal. (Ainda é um “pré-beta”, não recomendado para uso normal.) A expectativa é que a novidade seja lançada no início de 2024.

O Signal tem um dos melhores modelos de privacidade entre os apps de mensagens, mas a dependência exclusiva do número de telefone para as interações é seu calcanhar de Aquiles. Os nomes de usuários fecham essa brecha. Eles serão opcionais e, se usados, ocultarão por completo o número de telefone dos contatos. Via Comunidade do Signal (em inglês).

Brasil é o país do WhatsApp

Uma das muitas promessas da Meta que não resistiram ao tempo foi a de não mexer no WhatsApp. Ela foi feita por Mark Zuckerberg após a aquisição do aplicativo, por US$ 19 bilhões, em 2014.

Nessa semana, Zuckerberg (que era e ainda é CEO da Meta) e Will Cathcart (diretor à frente do WhatsApp) concederam entrevistas a grandes jornais daqui e dos EUA para falarem do app de mensagens.

Nos EUA, Zuck disse ao New York Times que posicionou o WhatsApp como o “próximo capítulo” da história da sua companhia.

A onipresença do WhatsApp só escapa a dois países: a China, por motivos óbvios, e os EUA, o que é difícil de explicar.

A Meta diz que mais da metade dos jovens adultos norte-americanos já tem o WhatsApp instalado. É um primeiro passo para superarem o SMS e o debate batido de “balões verdes/azuis”.

No Brasil, Cathcart concedeu uma entrevista ensaboada à Folha de S.Paulo, onde exaltou o nosso vício no app: somos o país que mais manda áudios (quatro vezes mais que qualquer outro!), mensagens que somem e mensagens no geral.

Em outro momento, Cathcart garantiu que o WhatsApp jamais terá anúncios, com um asterisco: nas conversas. Outras áreas, como Status (stories) e canais, estão em aberto.

Anúncios no Facebook e Instagram que direcionam usuários aos aplicativos de mensagens da Meta (WhatsApp, Messenger e DMs do Instagram) já são um negócio de US$ 10 bilhões, e continuam crescendo.

A Meta precisa continuar entregando crescimento a cada três meses a seus acionistas. O WhatsApp é um “gigante adormecido”, um aplicativo com +2 bilhões de usuários e um potencial inexplorado de receita enorme. Com Zuck torrando bilhões em metaverso e outros negócios estagnando, parece que chegou a hora de acordá-lo. As entrevistas em jornalões são o alarme tocando.

O Manual tem um canal no WhatsApp. Siga para receber comentários, imagens e links por lá.

O pagamento por NFC foi o mais popular em compras presenciais no Brasil no terceiro trimestre, segundo a Abecs, com 52,3% de participação. Na subdivisão da modalidade, o plástico lidera com folga (81% dos brasileiros dizem usá-lo), seguido do celular (26%) e relógios inteligentes (1%). Via Mobile Time, Abecs (PDF).

Unprocrastinator

Ícone do Unprocrastinator: bonequinho branco, com os braços atrás da cabeça, relaxando, com um símbolo de proibido sobre ele. Fundo escuro.

A extensão Unprocrastinator cria um pedágio de 30 segundos quando você tenta acessar algum site. É tempo suficiente para refletir: eu quero mesmo me expor à radioatividade do Twitter de novo?

O tempo é fixo, e isso é de propósito. Segundo o criador da extensão, Zhenyi Tan, 30 segundos “é demorado o bastante a ponto de ser pouco irritante, mas não tão demorado para te fazer querer desativar a extensão imediatamente”.

Dica dele: não cadastre muitos sites de uma vez. “Pode ser mais frustrante do que útil”, diz.

Unprocrastinator / Safari (iOS, macOS) / R$ 2,90 (App Store).

Se você estava ansioso para conversar com a inteligência artificial do Google enquanto tenta achar alguma coisa lá, a empresa liberou sua IA gerativa para 120 países (Brasil entre eles) em quatro novos idiomas (incluindo o português). Precisa se cadastrar aqui, esperar a aprovação, daí ativar a opção “Search Generative Experience (SGE)” e usar o Chrome e vender sua alma. Via Google (em inglês).

O ótimo Element X ganhou uma atualização substancial no iOS (versão 1.4.0) nesta terça (7). Ela trouxe videochamadas via Element Call (VoIP) incorporadas, mensagens de áudio, proteção do aplicativo por senha ou biometria e suporte parcial a @menções. Via Element (em inglês).

O Manual tem um espaço bacana no Matrix. Apareça lá!

O Tutanota, serviço de e-mail criptografado com sede na Alemanha, anunciou um rebranding e agora se chama apenas Tuta. Curiosidade: o domínio tuta.com era de um brasileiro que topou transferi-lo aos alemães por intermédio do Vitor (sem sobrenome?!), amigo do pessoal do Tutanota/Tuta, que encontrou com o detentor do domínio em uma viagem a São Paulo e fechou o negócio. A história está documentada no blog do Tuta (em inglês).

Files

Ícone do aplicativo Files, para Windows.

Files é um gerenciador de arquivos alternativo para os Windows 10 e 11. Foca em beleza e recursos poderosos que não são encontrados no Explorador de Arquivos, o aplicativo nativo do sistema da Microsoft.

Nesta quarta (8), os desenvolvedores liberaram a versão 3.0 do Files com algumas novidades interessantes, como cantos arredondados, renomear drives em rede, uma paleta de comandos e um visual alternativo/moderno para a janelinha de transferência de arquivos.

Há, ainda, a promessa de melhorias no desempenho, um dos principais problemas apontados por alguns usuários. O Files tem o código-fonte aberto.

Files / Windows 10/11 / R$ 34 (Microsoft Store) ou gratuito (instalador clássico).

Relatório de transparência (agosto–setembro de 2023) dos comentários do Manual do Usuário

O relatório de transparência referente ao bimestre agosto–setembro de 2023, do Comitê de Supervisão do Manual do Usuário, pode ser baixado aqui (PDF).


Apenas três situações ensejaram minha intervenção no período entre agosto e setembro de 2023 nos comentários do Manual do Usuário — um deles (2023-35), um pouco mais grave.

O número baixo não decorreu de redução no total de comentários, nem de negligência da moderação. Talvez os assuntos abordados tenham sido mais leves? Não sei. De qualquer forma, é um bom sinal, mas não um absoluto. Uma comunidade sadia deve ter divergências e debates acalorados, sem cair em ofensas e desrespeito.

Sem dados precisos, só no “achômetro”, creio que a do Manual esteja trilhando esse caminho.

Agradeço à Cíntia Reinaux, ao Emanuel Henn e à Michele Michele Strohschein pelo apoio e incrível trabalho que vêm desempenhando no comitê.