As principais novidades do Gnome 48 “Bengaluru”, lançado nesta quarta (19), são invisíveis, com destaque para o buffering triplo dinâmico, otimização que levou cinco anos (!) para ficar pronta e promete uma interface mais suave em computadores fracos/antigos.

A mais visível, arrisco dizer, deve ser as novas fontes da interface, Adwaita Sans (modificação da famosa Inter) e Adwaita Mono (baseada na Iosevka).

Esta página lista estas e outras novidades, com várias imagens. Por ora, o Gnome 48 está disponível no Gnome OS. Até o fim do ano deverá chegar a distros populares, como Fedora e Ubuntu.

“Aguente firme!”

Neste texto (em inglês), a Rach conta que conversava por mensagem com um amigo a respeito de um tema delicadíssimo (o câncer da mãe dele; ela perdeu a mãe para um câncer há 13 anos), quando, em um momento de hesitação/reflexão, a “IA” do aplicativo de mensagens sugeriu uma resposta para ela enviar:

Aguente firme!

A reação dela:

Meu fluxo de pensamento foi imediatamente interrompido enquanto eu contemplava como aquilo [a sugestão] seria uma coisa absolutamente imprópria de enviar naquele momento.

O exemplo me chamou a atenção para algo que as empresas de IA omitem: quando elas falam que a tecnologia “entende o contexto”, o que querem dizer é, na verdade, que ela entende o contexto que está documentado/codificado. O que, não raro, é insuficiente. Das inevitáveis lacunas brotam sugestões impróprias, como o “aguente firme!” sugerido à Rach.

Será que uma IA, ainda que alimentada por todo o conhecimento codificado que a humanidade já produziu, será um dia capaz de entender a dor de ver um ente querido ser devorado por uma doença agressiva?

Se você [pai/mãe] não estiver confortável, não deixe seus filhos no Roblox.

Foto de David Baszucki: homem branco, de cabelo curto grisalho, com óculos de grau de aros grossos.Dave Baszucki
cofundador e CEO do Roblox

Imagine o CEO da Ambev dizendo às famílias de alcoólatras que se não estiverem confortáveis, é só não deixar as pessoas beberem.

Em 2024, Roblox atraía ~80 milhões de pessoas todos os dias, cerca de 40% crianças com menos de 13 anos.

Via BBC (em inglês).

Dois relógios lado a lado: Core Time 2 (preto, com tela colorida) e Core 2 Duo (branco, com tela preto e branco).
Foto: Core Devices/Divulgação.

Olha quem voltou! E que rápido — não faz dois meses que o Google abriu o código do PebbleOS. Os relógios são produtos da Core Devices, a nova empresa de Eric Migicovsky, fundador da finada Pebble.

O Core 2 Duo (US$ 149) é um Pebble 2 com componentes internos atualizados. Já o Core Time 2 é o “relógio dos sonhos” do Eric, com tela colorida, caixa e botões de metal e sensor de batimentos cardíacos.

São relógios para um público bem específico. Neste post, Eric diz que eles não são para quem precisa de “um relógio perfeito e bem acabado”, para atividades esportivas/exercícios físicos, e que não devem ser comparados ao Apple Watch. Ainda assim, bem bacana. Parece que a loja rePebble envia para o Brasil (frete de US$ 25), mas ai meu bolso com esse dólar caro…

Eric publicou outro post para ajustar as expectativas de quem tem iPhone. As limitações artificiais da Apple torna a experiência com os novos relógios pior. “A solução mais fácil é comprar um celular Android”, segundo ele 😁

“Devlands” ensina e permite usar o git em uma “interface gamificada”

Imagem de divulgação do jogo “Devlands”, com algumas caixas representando commits, uma mascote de vestida de folhas verdes, ambos em uma floresta.

Jacob Stopak está criando um jogo, ou melhor, uma “interface gamificada” para ensinar e usar o git. “O objetivo principal é tornar o git e a programação mais acessíveis e intuitivos para pessoas comuns — mesmo que tenham pouca ou nenhuma experiência com código”, escreve ele (em inglês).

Devlands tem uma estética que lembra Minecraft e, apesar do estilo lúdico e leve, integra-se com repositórios reais graças ao uso da biblioteca GitPython. O lançamento está previsto para meados deste ano e os preços começam em US$ 38.

A atualização de março do Windows 11 está removendo o Copilot em alguns dispositivos. Enquanto tenta resolver o problema, a Microsoft orienta os afetados a reinstalarem o app do Copilot pela loja de apps e adicioná-lo à barra de tarefas manualmente.

Melhor atualização do Windows em muito tempo.

Desativar atualizações automáticas = maior duração da bateria?

Usar o iPhone SE, com sua bateria pequenininha e um monte de apps e o próprio iOS mais ineficientes a cada atualização, tornou-me um observador obsessivo, digo, atento ao consumo de energia do celular.

Encare esta observação com um pé atrás, pois absolutamente informal: sinto que desativar as atualizações automáticas do sistema e aplicativos, incluindo os avisos da disponibilidade de novos pacotes, estende um tanto a duração da carga. Em repouso, praticamente não observo gasto energético.

Isso, claro, se soma a outras medidas como limitar atualizações em segundo plano. E entendo o risco de abrir mão dos avisos e atualizações automáticas. Abrir a App Store uma ou duas vezes por mês para ter bateria nos momentos em que precisar vale o esforço. (Como se eu já não fizesse isso antes, com as atualizações automáticas ligadas; a quem eu quero enganar!?)

Pode ser efeito placebo ou outro fator em que não reparei.

A Amazon avisou alguns clientes que, no dia 28/3, removerá a opção de não enviar gravações de voz de conversas com a Alexa à nuvem. O pessoal ficou bravo — vide o texto do Cory Doctorow.

Fiquei intrigado com a mera existência dessa opção. Depois, olhando mais a fundo a documentação de ajuda do serviço, descobri que ela só existe em três dispositivos — Echo de 4ª geração, Echo Show 10 e Echo Show 15 —, para quem vive nos Estados Unidos e conversa com a Alexa em inglês.