Quando os serviços da Proton ficaram indisponíveis na madrugada desta quinta (30), algumas pessoas (eu também!) descobriram que o gerenciador de senhas ProtonPass não mantém uma cópia das senhas no dispositivo. Elas existem apenas na nuvem.

O pior é que existe um “modo offline”, porém ela vem desativada por padrão e é exclusivo da versão paga do ProtonPass.

A Deezer comemorou seus dez anos com um punhado de anúncios. Um deles me chamou a atenção: segundo o streaming francês, cerca de 10 mil faixas feitas por inteligência artificial são adicionadas por dia à plataforma, o que representa 10% do total, o que significa que todo dia (repito: todo dia) são 100 mil novas músicas chegando aos streamings. Parafraseando Caetano, quem ouve tanta música? / mobiletime.com.br

Celulares e tablets com até 35% de desconto, Mercado Livre / Mouse HP USB 150 por R$ 22, Amazon / Massageador elétrico portátil por R$ 34, AliExpress / Papel sulfite A4 HP Premium (500 folhas) por R$ 35 / Apoio ergonômico para os pés (MDF) por R$ 45, Amazon / Fritadeira sem óleo MiniFry 3l Midea por R$ 149, Amazon / Microsoft 365 Personal por R$ 169, Magalu / Fones de ouvido Galaxy Buds FE por R$ 289, AliExpress

Patrick criou o “menor jogo do mundo”: uma versão do “Snake”, ou…

Patrick criou o “menor jogo do mundo”: uma versão do Snake, o jogo da cobrinha, usando os subpíxeis da tela. Precisa de um microscópio para enxergar o jogo, mas caso você não tenha um, pode vê-lo em ação (e entender mais da ideia) neste vídeo. / patorjk.com

O Signal para computadores e iPad agora permite importar mensagens e mídias dos últimos 45 dias ao ser conectado ao dispositivo principal (celular com Android ou iOS). Antes disso, não havia sincronia do histórico — opção que permanece disponível.

O trabalho feito para viabilizar essa transferência do histórico ajudará na aguardada migração entre Android e iOS — e vice-versa. O trabalho já começou, segundo o blog do Signal. / signal.org (em inglês)

Estou longe de ser o primeiro ou único a apontar a ironia — até porque, explícita — da OpenAI acusar a DeepSeek de infringir sua propriedade intelectual no treinamento dos seus grandes modelos de linguagem (LLMs). A OpenAI alega que os chineses usaram um método chamado “destilação”, que consiste em usar as respostas de um LLM para treinar um novo. Estão dizendo por aí que o ChatGPT é mais um mandado à fila do desemprego pela IA. / ft.com (em inglês)

Extensão do Marreta ganha versões para Chrome, Firefox para Android e Firefox ESR

Ficou mais fácil usar o Marreta, nosso quebrador de paywalls, com a nova extensão para o Chrome. / chromewebstore.google.com

A exemplo da do Firefox, a extensão para o Chrome também foi desenvolvida pela Clarissa Mendes. Para quem usa o Firefox, aliás, a última atualização (0.4.1) trouxe suporte ao Firefox ESR e ao Firefox para Android. / addons.mozilla.org

Atenção com o Firefox para Android. O caminho para ativar a Marreta é um pouco mais complicado: tem que abrir o menu, ir em Extensões e aí tocar em Abrir com Marreta. Os prints na página da extensão demonstram como fazer.

Esta extensão para o Chrome tira uma foto sua todo dia, em momentos…

Esta extensão para o Chrome tira uma foto sua todo dia, em momentos aleatórios, “captando momentos compartilhados por você e seu computador”. Glance Back é um projeto da artista Maya Man (que tem um site maneiro). / glanceback.info (em inglês), chromewebstore.google.com

Google Maps e o Golfo da América

O Google anunciou que vai trocar o nome do Golfo do México, nos EUA, para Golfo da América no Google Maps, alinhando o aplicativo a uma das grandes ideias do presidente Donald Trump. / theverge.com (em inglês)

Alguém desencavou um post de 2008 do blog de políticas públicas do Google, em que o então diretor global do setor na empresa aborda essa questão — “Como o Google determina os nomes dos corpos d’água no Google Earth”. / publicpolicy.googleblog.com (em inglês)

O Google aplica uma política uniforme que chama de “Primary Local Usage”, ou “uso local primário”:

Sob esta política, o cliente [app] em inglês do Google Earth exibe o(s) nome(s) primário(s) comum(s) local(is) dado(s) a um corpo de água pelas nações soberanas que lhe fazem fronteira. Se todos os países vizinhos concordarem com o nome, o nome único comum será exibido (por exemplo, “Caribbean Sea” em inglês, “Mar Caribe” em espanhol etc.). Mas se diferentes países contestarem o nome próprio de um corpo de água, nossa política é exibir os dois nomes, com cada rótulo colocado mais perto do país ou países que o usam.

Em outros idiomas, adota-se o nome de uso comum na língua em que o Google Maps/Earth estiver sendo exibido, com um botão expansível que informa que o nome não é consenso e os outros também usados.

É aí que o pessoal está pegando no pé do Google, que tem (ou tinha?) em sua política a adoção do critério de nomes ”primários, comuns e locais” para corpos d’água:

[…] Por “comum”, nos referimos a incluir nomes que estão em uso comum em vez de reconhecer de imediato qualquer novo nome dado pelo governo de forma arbitrária. Em outras palavras, se um governante anunciasse que, a partir de agora, o Oceano Pacífico seria rebatizado em homenagem à sua mãe, não usaríamos esse nome [no Google Maps/Earth] a menos e até que ele passasse a ser usado no dia a dia.

No X, a empresa rebateu as críticas dizendo ter “uma prática consolidada de aplicar alterações em nomenclaturas quando elas são atualizadas em fontes governamentais oficiais”. / @NewsFromGoogle/x.com (em inglês)

No caso dos EUA, seria o Geographic Names Information System. Note que as duas alterações — do Golfo do México e Denali — ainda não foram publicadas pelo GNIS e, portanto, o Google Maps ainda mostra os nomes “antigos” por lá. / usgs.gov (em inglês)

Entendo a frustração com decisões arbitrárias e de ofício de um presidente errático, mas essa parece ser uma… “não-tícia”? Se o governo mudar os nomes de corpos d’água, como o estadunidense pretende fazer (a ordem executiva foi publicada por Trump em 20 de janeiro), o Google está certo em refleti-la no Maps. / whitehouse.gov (em inglês)

Enquanto executivos e cientistas-chefes de big techs se engalfinhavam em Davos, na Suíça, a startup chinesa DeepSeek conquistava a liderança em downloads na App Store estadunidense com o seu app, movido pelo DeepSeek-R1, um grande modelo de linguagem mais capaz que o o1 da OpenAI, mais aberto e que custou uma fração do custo e do poder computacional da rival para ser treinado. / ft.com, businessinsider.com (ambos em inglês), g1.globo.com

Entrevista com Aline Cândido, da newsletter O Verbo em mim

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O Verbo em mim.

Fale um pouco de você, Aline.

Tenho 42 anos, casada, mãe de três filhos (sendo que dois são gêmeos). Sou designer gráfica de formação, trabalho com isso há mais 20 anos pela minha própria agência, a 2join Design. Também já trabalhei em paralelo com fotografia durante alguns anos.

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Apps novos e atualizados

Ignition: Um aplicativo para gerenciar scripts e aplicativos que abrem na inicialização do sistema. / Linux / flathub.org

Leader Key: Um novo lançador (estilo Alfred, Raycast, Spotlight) que promete ser o mais rápido de todos, o que consegue com um mapeamento de teclas condicionadas à principal (a tal “leader key”). Mais fácil de entender assistindo ao vídeo. / macOS / github.com/mikker

MOS 3.5: Utilitário que suaviza a rolagem em mouses diferentes do da Apple. Tem um post no blog a respeito dessa atualização, tão satisfeito que fiquei com a correção de uma falha da anterior. / macOS / mos.caldis.me

PDF Arranger: Um pequeno app para separar, juntar, girar, cortar ou reordenar as páginas de arquivos *.pdf. / Linux, Windows / github.com/pdfarranger

Picocrypt: Uma ferramenta de criptografia “muito pequena, muito simples e, ainda assim, muito segura”. / Linux, macOS, Windows / github.com/Picocrypt

Readest: Um novo aplicativo para leitura de livros, com suporte a grifos, anotações e um visual bem bacana. / Linux, macOS, Windows / readest.com

Wine 10: Com +6 mil alterações no código, os destaques são suporte à nova arquitetura ARM64EC e melhorias diversas em telas de altíssima definição. / Linux / gitlab.winehq.org

MOS estende rolagem suave/cinética do macOS a qualquer mouse

Ícone do MOS: um círculo roxo com semi-círculos azuis e um ponto verde, contra fundo escuro.

O maior (único?) problema em usar outro mouse que não o da Apple no macOS é a perda da rolagem suave, também chamada de “rolagem cinética”.

Talvez seja um detalhe bobo, mas um tão agradável que sinto falta quanto não está disponível.

Anos atrás, quando troquei o trackpad do notebook por um mouse barateza, encontrei a solução em um aplicativo esquisito, gratuito e de código aberto, chamado MOS.

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A Words of Type é uma enciclopédia de termos usados em tipografia…

A Words of Type é uma enciclopédia de termos usados em tipografia, com verbetes ilustrados e explicados em vários idiomas. (Não tem o português.) / wiki.wordsoftype.com

Tempo de tela, olhos nos olhos

Passei quase 11 horas do último domingo olhando para telas, sem contar a TV. Entre celular, tablet e computador, terminei o dia da semana tido como de descanso com os olhos cansados, o cérebro frito e um pouco frustrado.

Nem todas aquelas horas — um excesso mesmo para mim, que trabalho olhando para telas — foram de desperdício. Uns bons 40 minutos, por exemplo, passei falando com meus pais, por videochamada. É difícil pensar em usos melhores que esse para as telas que nos cercam.

O problema foram as outras 10 horas, ou a maior parte delas.

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