Acostumei-me ao Lembretes da Apple, um app de listas de tarefas e lembretes que parece simples à primeira vista e costuma ser desdenhado, mas é bastante completo.

Na migração para o Android, achei que não teria dificuldades em substitui-lo. “Apps de listas de tarefas” me parece o tipo de categoria que serve à prática da programação — um projeto para desenvolver habilidades e, portanto, com vários títulos disponíveis.

Não há escassez, mas não encontrei um bom app do tipo que seja gratuito e, de preferência, FOSS.

Os mais próximos foram, ironicamente, os das duas big techs vinculadas ao Android: Google Tasks (carece de visualizações por prazo/data) e Samsung Reminder (cópia do da Apple até no nome, sem versões para outros dispositivos/sistemas).

Estou cogitando voltar a usar um arquivo *.txt. Antes disso, aceito recomendações.

Talvez devêssemos parar de chamá-las de *Notificações* e, em vez disso, nos referirmos a elas como *Interrupções*. “Trabalhando em umas coisas, por isso desativei as interrupções por um tempo.” “Tudo bem.”

@praxeology@post.lurk.org (em inglês).

Dustin Brett passou quatro anos criando um sistema operacional dentro…

Dustin Brett passou quatro anos criando um sistema operacional dentro do navegador web. E não é que funciona bem? Até no celular. Ele fez um vídeo de meia hora falando da sua façanha (que ainda não vi). (Obrigado pela dica, Clis!)

Primeiras impressões do Android (e do Galaxy A55)

Meu salto do iPhone para o Android teve um empecilho: passar o eSIM de um para outro. É uma situação peculiar, pois tenho um plano Vivo Easy e, nessa modalidade, a operadora não oferece uma maneira de você mesmo fazer a migração.

Segundo a Aura, a “IA” (chatbot) da Vivo, preciso ir a uma loja física para fazer a troca. Como faziam os sumérios.

O entrave não me impediu de configurar o Galaxy A55. Comento as primeiras impressões em lista:

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Apps novos e atualizados

Apple TV: O aplicativo do streaming da Apple, até então disponível apenas para o Android das TVs, foi liberado para celulares e tablets. Outra novidade é que agora dá para assinar o Apple TV+ pelo Android e pagar a mensalidade pelo Google. / Android

KDE Plasma 6.3: Cheio de pequenos refinamentos e com o slogan promissor “It’s pixel perfect”, a nova atualização do KDE Plasma chegou. / Linux

Kindly RSS Reader: Um novo agregador de feeds “self-hosted” com leiaute otimizado para telas E-Ink, como as do Kindle. / Web

Pano: Um gerenciador de área de transferência “da próxima geração”, esta extensão lembra bastante o Paste do macOS. / Linux (Gnome)

WhatsApp: Tenho a impressão de que quando um site ou app se abre para personalização em excesso, é sinal de que acabaram as ideias e estão apelando para o artifício mais manjado a fim de estimular engajamento. Nessa semana, o WhatsApp ganhou… temas. / Android, iOS

Entrevista com Tay Gregório, da newsletter Perspectivas

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Fale um pouco de você, Tay.

Sou mineira, mas moro no Rio. Minha formação em jornalismo me abriu um leque enorme de atuações profissionais, então atualmente eu sou redatora publicitária, mestranda e também freelancer de social media. Sou sagitariana e estou sempre me movimentando e buscando a próxima aventura, mesmo que ela só exista na minha cabeça.

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Baixe seus e-books do Kindle/Amazon antes de 26 de fevereiro

A Amazon vai bloquear o download de e-books do Kindle no formato de arquivos, pelo site, a partir de 26/2. A única maneira de transferir livros digitais será o envio direto a um dispositivo específico.

Baixar livros pelo método em breve indisponível é chato. Tem que ser um a um: na biblioteca de conteúdo digital, abra o menu “Mais ações” do livro desejado, clique em “Baixar e transferir por USB”, depois marque um dispositivo e, por fim, clique no botão “Baixar”. (É nessa última caixa de diálogo que aparece o aviso do fim dos downloads de arquivos.)

A mudança não deverá afetar muita gente, mas inviabiliza o becape de e-books comprados na Amazon e o acesso a eles em arranjos heterodoxos, como o meu (não vincular o Kindle à Amazon).

O que fazer depois? Reza a lenda que há plugins para o Calibre capazes de quebrar a proteção de direitos autorais (DRM) do Kindle. Este é o mais popular, mas está abandonado e mudanças por parte da Amazon inviabilizaram o funcionamento do plugin.

Confesso que me perdi nas atualizações do Telegram, do que está acontecendo na plataforma desde que ela se voltou à financeirização de NFTs e outras bobagens digitais.

Dito isso, ainda acompanho o canal do Pavel Durov e, sem malícia, tem dias em que por alguns segundos me pergunto por que estou seguindo o canal de um golpista até me dar conta de que é o dele. (Como os posts de hoje.) A linguagem, as promessas, a urgência e os artifícios de venda são indistinguíveis dos de um golpe. Talvez seja um grande golpe mesmo.

O site alto computer reúne um punhado de pequenos aplicativos que…

O site alto computer reúne um punhado de pequenos aplicativos que expandem as funcionalidades de apps nativos da Apple, como Lembretes e Notas. Alguns para iOS, outros para macOS.

O site DistroHub expõe links para baixar (direto ou por torrent) várias…

O site DistroHub expõe links para baixar (direto ou por torrent) várias distros Linux. Quem se enrolou para achar onde baixar o Debian no site oficial vai apreciar esse projetando.

Um plugin para WordPress que exporta posts e páginas do site/blog para um arquivo em Markdown compatível com o Bear Blog — e, provavelmente, geradores de sites estáticos. Se preferir, também dá para baixar o arquivo como becape.

Uma timeline para unir todas as outras

O lançamento do Tapestry, no início de fevereiro, consolidou uma nova categoria de apps: os que tentam criar uma linha do tempo unificada a partir de diferentes fontes que, por padrão, são como água e óleo, não se misturam.

O Tapestry se juntou a alguns outros apps também recentes — Feeeed, novo Reeder e Surf, do Flipboard1 — a fim de atacar o principal problema de plataformas sociais descentralizadas, que é… bem, a própria descentralização.

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O nome diz tudo: o WikiTok exibe verbetes aleatórios da Wikipédia em…

O nome diz tudo: o WikiTok exibe verbetes aleatórios da Wikipédia em uma interface que lembra a do TikTok. Aqui, as curtidas servem para salvar textos para ler depois.

LocalSend é um AirDrop multiplataforma, gratuito e de código aberto

Ícone do LocalSend: círculo verde com contorno pontilhado na mesma cor.

O AirDrop é um dos recursos mais legais da alardeada integração entre dispositivos da Apple. O Android ganhou algo parecido recentemente, o QuickShare, mas que não resolve o problema de quem precisa transferir arquivos entre dispositivos com sistemas diferentes — de um iPhone para um Android, por exemplo.

É aí que entram soluções de terceiros como o LocalSend, com aplicativos para Android, iOS, Linux, macOS e Windows.

Após instalar os clientes (apps), basta deixar os dispositivos na mesma rede para transferir arquivos, diretórios inteiros, textos e até o conteúdo da área de transferência.

As transferências com o LocalSend são criptografadas de ponta a ponta. Os apps são gratuitos, de código aberto e sem anúncios. É daquelas pérolas do FOSS.

Como nada é perfeito, você talvez estranhe a interface em dispositivos diferentes do Android. Isso acontece por ele ser desenvolvido com o Flutter, um SDK do Google que, não sei se por padrão ou por desleixo dos desenvolvedores, resulta em apps que não se adaptam direito aos paradigmas e identidade visual de cada plataforma.

O importante é que o LocalSend cumpre o que promete e pode ser uma salvação em casas, escritórios e empresas em que se usam dispositivos diversificados.

Se preferir algo mais direto, que precisa de internet, mas dispensa a instalação de um aplicativo, vale dar uma olhada no SnapDrop.