Eu me formei em história, mas acabei me tornando analista de redes sociais. Eram tempos mais simples. Posso dizer que sinto que tudo é potencialmente instigante, o que faz com que eu tenha um bocado de interesses e atividades que não têm muito a ver entre si. Atualmente estou empenhada em melhorar meu trato com a fermentação natural, desenvolver uma série fotográfica com câmera analógica e terminar a leitura de Guerra e paz do Tolstói.
Conversas por voz no WhatsApp para grupos de todos os tamanhos, WhatsApp. O novo formato de conversas por voz do WhatsApp agora é acionado “puxando” a janela para cima, o que deverá resultar em muitas salas abertas sem querer por senhorzinhos e senhorinhas incautos. (Já aconteceu aqui, em um dos grupos do condomínio.)
Livro Overclocked: An archive of graphics card box art (em inglês). Mais de 300 fotos das artes ~peculiares que estampavam caixas de placas de vídeo dos anos 1990 até o início dos anos 2010. O livro sai na gringa no dia 31 de maio.
Deathwatch do Archive Team (em inglês). Uma wiki que serve de “indicador central de sites e redes que estão fechando e do que aconteceu com sites específicos que fecham rapidamente”. Descobri lendo a respeito do encerramento do Pocket.
Nesta semana, o Manual tem o patrocínio da Hostinger.
Você teve uma ideia brilhante: um app que resolve um problema real para sua empresa ou um grupo específico de pessoas. Pode ser algo simples, como um sistema de controle de estoque, agendamento de consultas ou qualquer outra solução prática.
Só que aí vem a parte complicada: desenvolver esse app parece caro e demorado. Contratar uma equipe de desenvolvedores, designers, gerentes de projeto… só de pensar já dá preguiça (e medo do orçamento).
E se eu te dissesse que você pode criar esse app sozinho, mesmo sem saber programar? Sim, você. Com o Hostinger Horizons, você só precisa descrever para a IA o que quer — e ela cria o sistema pra você. É simples, rápido e o melhor: tem teste gratuito. Experimente agora e veja como sua ideia pode sair do papel sem dor de cabeça.
Ah, e guarde este cupom: MANUALDOUSUARIO. Com ele, você ganha 10% de desconto em qualquer plano (a partir de R$ 58,99) quando seu teste grátis acabar.
Por falar em reconhecimento facial, ouvi com grande interesse o podcast O Assunto desta segunda (19), que trata do… assunto, e terminei a audição um pouco decepcionado.
Gostei da crítica que o Ronaldo Lemos, um dos entrevistados, fez à banalização do uso do rosto como senha. Quando a Natuza pediu dicas de prevenção contra golpes que exploram brechas do reconhecimento facial, a primeira que Ronaldo deu foi evitar expor seu rosto a esse sistema, o que é meio óbvio e, ao mesmo tempo, muito difícil em vários casos — um deles comentado pelo próprio Ronaldo minutos antes, que admitiu que quando precisa entrar em um prédio que exige reconhecimento facial, acaba cedendo.
As dicas de segurança do outro convidado, Álvaro Massad Martins, me pareceram meio anacrônicas, como “criar senhas com pelo menos dez caracteres” (que tal indicar gerenciadores de senhas e não se preocupar com isso?) e VPN para “navegar com segurança em redes públicas”, o que é dispensável com HTTPS onipresente e, de qualquer modo, está longe de ser uma panaceia.
Ao fim do podcast, continuei incomodado com a banalização e sem saber muito bem o que fazer. Dicas?
Unicórnio da IA britânico, Builder.ai fechou as portas (em inglês), Pivot to AI. O título original tem um complemento que tira sarro da sigla em inglês “AGI”, de “inteligência artificial geral”, que o David altera para “A Guy Instead”, algo como “na real, um cara”, em referência a muitas “IAs” que são, na realidade, uma pessoa precarizada de algum lugar do Sul Global se passando por “IA”.
Por que Sam Altman é um dos grandes sobreviventes da tecnologia (em inglês), Financial Times. A matéria resenha dois novos livros a respeito de Altman/da OpenAI. “Por trás de toda a retórica do benfeitor, [a história de Altman] não é diferente da dos ‘booms’ tecnológicos do passado, impulsionados pela busca por poder e riqueza e repletos de arrogância.”
CSV para tabela HTML. Não qualquer tabela: uma pesquisável, filtrável e bonitinha. Para consultas rápidas, melhor que abrir o *.csv num app de planilhas.
Banner Depot 2000 (BD2K). Um repositório com +22 mil banners do final dos anos 1990, início dos anos 2000. O lixo de uma época vira arte no futuro.
Criador de avatar do nornoe. Toda vez que alguém cria um avatar neste site, o do seu criador no Bluesky muda em tempo real. Pena que não dá para baixá-los ☹️
A Mozilla anunciou o encerramento do Pocket, um dos serviços pioneiros do tipo “para ler depois”.
A partir de 8 de julho, o Pocket não permitirá mais salvar, ou seja, ficará em “modo leitura”. Os dados poderão ser exportados até 8 de outubro de 2025. Depois dessa data, eles serão apagados.
Segundo a empresa, “a maneira como as pessoas usam a web evoluiu”, o que justificaria o redirecionamento de recursos para “projetos que combinam mais com os hábitos de navegação e necessidades online”.
Sorocaba (SP) vai disponibilizar um “App da Beleza” à população a partir da próxima segunda (26). Segundo nota no site da prefeitura publicada no final de abril, “o aplicativo vai informar quais são os produtos mais indicados para cada pessoa” com a ajuda de “inteligência artificial”. A pessoa, então, receberá os produtos indicados gratuitamente mediante um cadastro.
A iniciativa, segundo o prefeito Rodrigo Manga (Republicanos), visa “promover o bem-estar e a autoestima à população”. Em entrevista à Gazeta de S.Paulo, Manga disse que o programa é “sem custo para você, sem custo para o município”.
Quem vai pagar essa conta, então?
Ainda segundo o periódico, o “App da Beleza” é uma parceria com a Mais Cosméticos, atacado online do Grupo Ativa Brasil, de Palhoça (SC). O que é um alívio, considerando que o prefeito Manga quer muito, muito mesmo que a Virgínia leve a sua empresa de cosméticos à cidade.
Bill Gates, co-fundador da Microsoft, filantropo e uma das pessoas mais ricas do mundo, lançou uma autobiografia. É mais um passo em sua longeva campanha para distanciar-se da imagem de empresário implacável dos anos 1990, aquele que era tido como símbolo do capitalismo e, por isso, digno de levar tortas na cara.
Código-fonte: Como tudo começou é o primeiro de uma trilogia que Gates promete lançar nos próximos anos. Aborda sua infância em Seattle, passando pelo período escolar e na universidade, até os primeiros anos da Microsoft em Albuquerque, no Novo México, antes do Windows, quando a empresa vivia de vender versões de um interpretador da linguagem Basic para o punhado de arquiteturas de computação que pipocava na época.
A história de Bill Gates, pelo menos como ela é contada pelo próprio neste livro, daria uma série de TV gostosinha, do tipo “coming of age” ambientada num subúrbio estadunidense qualquer classe média nos anos 1980. Tipo um Stranger Things, mas sem a parte sobrenatural…? Ou, numa comparação menos popular, mas mais precisa (até no nome), um Freaks and Geeks mais carregado no “geeks”.
Não se engane, isso é um elogio à narrativa. É um livro bem legal!
O Signal encontrou uma solução genial para blindar seu aplicativo do Recall, o spyware oficial da Microsoft para o Windows 11: classificar o app como protegido por direitos autorais (DRM), tal qual o da Netflix, o que o impede de ser “fotografado”/aparecer em prints — incluindo os do Recall.
Recall, caso tenha se esqueci, é um recurso de “IA” que a Microsoft anunciou em maio de 2024, para computadores Copilot+, que tira prints da tela a cada poucos segundos e cria um arquivo pesquisável. Tipo um spyware. O lançamento foi adiado diante da repercussão, mas voltou a ser testada em abril e deverá chegar a computadores elegíveis em breve.
crushmon.com. Um site para otimizar, redimensionar e converter formatos de imagens, com todo o trabalho feito localmente, ou seja, as imagens nunca deixam seu dispositivo. Jabá: o PC do Manual tem um serviço similar, o Vert. Quanto mais desses, melhor!
Librerama. Coleção de “nanojogos”, ou jogos bem pequenos e super rápidos. Dá para jogar no navegador e tem versões para Android, *BSD, Linux, macOS e Windows. Projeto de código aberto.
SAMECA: Saúde Mental Camarada. Serviço de terapia online que tenta democratizar o acesso à saúde mental. Eles fazem um “match” entre pacientes e psicólogos com base no que a pessoa pode pagar. Parece bem legal! (Não usei; este link não é um endosso nem indicação.)
Bluesky está testando avisos de “lives”, @bsky.app/Bluesky (em inglês). Algumas contas podem vincular links de transmissões ao vivo do YouTube ou Twitch, o que adicionará um rótulo “live” em suas fotos de perfil.
CORP. Band. Site de uma banda feito à imagem do velho Windows 95. O código é aberto e está no Github.
Microsoft lança Edit (em inglês), Microsoft. Parece o nano, só que para Windows. Hmm… ok.
NotebookLM para Android. Saiu o app móvel do serviço de IA do Google que, entre outras coisas, gera aqueles infames podcasts artificiais que soam naturais. A versão do iOS sai nesta terça (20).
Bird Migration Explorer. Um guia visual/interativo das rotas migratórias anuais de mais de 450 espécies de pássaros.
O viewport ideal não existe (em inglês). “Viewport” é o tamanho, em pixels, da janela em que um site é exibido. Web designers usam delimitadores para desenhar páginas para telas grandes e pequenas. Este site demonstra que não existem (ou não deveriam existir) marcadores padrões.
Intimidades sintéticas (podcast), vibes em análise. André e Lucas fazem um bom debate desse assunto, que há mais de um a década interessa a este Manual, à luz da psicanálise.
Tecnofeudalismo. O badalado livro de Yanis Varoufakis saiu no Brasil pela Crítica, selo da editora Planeta, no final de abril. (Só soube agora!)
Entendo que tradição e poder de marcar têm muito peso, o que explica a comoção em torno de qualquer mudança envolvendo o menu Iniciar do Windows.
O que não entendo é a Microsoft escantear uma ferramenta aparentemente tão legal como a Paleta de Comandos, o mais novo integrante dos PowerToys, conjunto de utilitários (de código aberto!) da própria Microsoft para o Windows. Ela foi lançada na versão 0.90, do final de março.
A Paleta de Comandos é um “lançador”, similar ao Spotlight do macOS. Aperte Win + Alt + Barra de espaço para invocá-lo e digite o que deseja. (É possível mudar esse atalho no teclado nas configurações.)
À primeira vista, não é nada muito diferente de apertar a tecla Win e começar a digitar o nome de um aplicativo ou arquivo. A Paleta de Comandos faz isso também. Só que ela faz muito mais:
Executar comandos (usando o comando >).
Alternar entre janelas abertas.
Realizar cálculos.
Acessar sites ou fazer pesquisas na web.
Executar comandos do sistema.
Outra característica legal é que ela é extensível. A própria Paleta de Comandos tem um “criador de extensões” baseado em perguntas de um formulário. Quem tem intimidade com código pode criar com mais precisão. Não manja nada? Dá para pesquisar e instalar extensões.
Aqui do outro lado, no macOS, nunca uso o mais próximo que a Apple oferece do menu Iniciar, o Launchpad. (Ou é a Dock?) Sempre uso o Spotlight mesmo e, salvo raras ocasiões em que me esqueço do nome de um app de uso esporádico, é o modo mais rápido de abrir qualquer app no computador.
Meu comportamento é fora da média? As pessoas realmente abrem o menu Iniciar (ou o Launchpad), encontram o ícone do app que querem e clicam com o mouse?
Enfim, fica a dica para quem usa Windows: Paleta de Comandos. O app é gratuito.
OpenAI apresenta o Codex, “agente de engenharia de software” OpenAI (em inglês). Não é beeeem um assistente “code vibing” com você, mas um LLM que fica em segundo plano rodando tarefas a serem sugeridas. Por ora, apenas para clientes pagantes do ChatGPT.
smolweb (em inglês). Um conceito que promove uma web mais simples e que exija menos recursos dos nossos dispositivos. Acho que dá para classificar o Manual como “smolweb”, né?
smallweb (em inglês). O nome é parecido e o fundamento, também, mas este smallweb “é uma coleção cuidadosamente selecionada de sites independentes legais que recebem menos atenção do que merecem”.
fediverse-icons. Ícones de aplicações do fediverso, em *.svg, em duas versões (preenchido e só o contorno).