O menino genial
Bill Gates, co-fundador da Microsoft, filantropo e uma das pessoas mais ricas do mundo, lançou uma autobiografia. É mais um passo em sua longeva campanha para distanciar-se da imagem de empresário implacável dos anos 1990, aquele que era tido como símbolo do capitalismo e, por isso, digno de levar tortas na cara.
Código-fonte: Como tudo começou é o primeiro de uma trilogia que Gates promete lançar nos próximos anos. Aborda sua infância em Seattle, passando pelo período escolar e na universidade, até os primeiros anos da Microsoft em Albuquerque, no Novo México, antes do Windows, quando a empresa vivia de vender versões de um interpretador da linguagem Basic para o punhado de arquiteturas de computação que pipocava na época.
A história de Bill Gates, pelo menos como ela é contada pelo próprio neste livro, daria uma série de TV gostosinha, do tipo “coming of age” ambientada num subúrbio estadunidense qualquer classe média nos anos 1980. Tipo um Stranger Things, mas sem a parte sobrenatural…? Ou, numa comparação menos popular, mas mais precisa (até no nome), um Freaks and Geeks mais carregado no “geeks”.
Não se engane, isso é um elogio à narrativa. É um livro bem legal!
