Se o Xwitter realmente cair fora do Brasil, para onde você vai migrar?
Koo, BlueSky, Threads ou Mastodon?
Sinceramente, não tenho certeza se alguma delas consegue substituir o Xwitter.
Muito difícil encontrar uma rede em que você se depara com uma foto de uma cobra defecando… insubstituível
Eu sinto que eu odeio o que o twitter se tornou.
Mas infelizmente é onde ainda interajo com boa parte dos meus amigos, amigos distantes principalmente, sem eles na real nenhum serviço faz muito sentido.
Mas se tivesse que escolher usaria o bluesky.
O Bluesky está muito legal, muita gente se não migrando, ao menos abrindo contas por lá. 50% da minha bolha já está por lá.
Mastodon e Threads são minhas rotas de preferência porque se assemelham com a interface do X — faço também o uso do Koo para driblar a inércia de marasmo gerido por users mais nervosinhos, pena que este app esteja caindo no ostracismo dia após dia. Atualmente enfrento um pequeno contratempo com o Bluesky devido a uma falha de comunicação com a equipe de suporte, que não valida a autenticidade da minha conta via e-mail. Sob overall, as duas primeiras redes nas quais cito logo acima são as que melhor me atendem.
Faz um tempo que estou sem Twitter. Acho até que ele nem vai sair do Brasil, ao menos não por decisão judicial.
Mas iria com certeza pro BlueSky, e nem pelos aspectos técnicos, mas pela comunidade. Me sinto bem por lá
Eu penso que qualquer rede social está fadada a sofrer dos mesmos problemas, porque no fundo o problema são as pessoas e não o meio de se conectar pessoas. Aqui mesmo, no Órbita, já tomei voadora de graça. Enquanto as pessoas não reaprenderem a discordar com respeito, a estarem mais abertas a realmente tentar entender as coisas sob a ótica do outro e não sair simplesmente vomitando sua opinião decorada, todas tendem a cair nos mesmos problemas a médio/longo prazo.
The Way Out is Through.
A mano, com um algoritmo que levam as pessoas a se polarizarem cada vez mais para enriquecer meia dúzia de homens brancos tendo a discordar de você.
Eu não gosto dessas soluções individuais, porém concordo que a internet transforma as pessoas em trolls.
Concordo com o Vitor e com o Eduardo. Por um lado, temos nós, os seres humanos usuários que não detemos lá muito autoconhecimento para conseguirmos nos posicionar em todas as divergências de modo consciente. Por outro lado, temos redes sociais e o Google que são sistemas de dominação arquitetados por humanos visando nos predar através de nossas fragilidades emocionais. Assim, minha conclusão é de que o maior problema não está num lado nem no outro, mas no cultivo de uma cultura de dominação transmitida por gerações e retroalimentada pelas instituições e a mídia. E para conseguir mudar esse cenário, mais uma vez voltamos ao indivíduo e sua capacidade de realizar escolhas conscientes. Sendo assim, acredito que enquanto o indivíduo implica-se na sua condição de sujeito, abre espaço para que outros façam o mesmo, culminando numa mudança cultural. (Conclusões feitas a partir do trabalho de Riane Eisler e Dominic Barter.)
Eduardo, a rede social pode ser a mais avançada que for, em termos de recursos, contudo, se a base de usuários do espaço usado for composta por indivíduos sem nenhum preparo cognitivo, aí fica bem “hard” para construir uma comunidade saudável para a disseminação do saber. O Twitter/X é o maior case de todo este centro de dissimulações mentais.
Hoje, 9 de abril, muita gente entrando no Bluesky. Muita gente legal.
Pra mim, quem faz o twitter ser “útil” são os usuários, tanto que eu sigo um bando de zé ninguém com foto de meme postando aleatoriedades sobre assuntos que eu gosto: tech, futebol, cinema. Então, tudo dependeria de encontrar em outro meio esses assuntos.
Por outro lado, rede social faz cada vez menos sentido pra mim. Gosto de postar uma coisa ou outra ali, tem coisas que a integração de vídeo e foto no twitter ajuda muito e ainda uso como o principal meio de acompanhar notícias, apesar de não seguir mais os grandes jornalões e a mídia tradicional em geral.
No fundo, no fundo, acho que se o twitter acabar eu não vou pra lugar algum, capaz que fique só no reddit enquanto ele for utilizável também.
Nenhum, mano. Você não precisa de verdade do Twitter
Eu tou de boa lá. Tinha passado uns anos fora, voltei ano passado, silenciei dezenas de termos, bloqueei milhares de contas e assim é até relativamente usável. Mas é minha última rede social. Nem a pau eu participo de outra, tenha o enfoque que tiver.
Por um tempo estava achando que ia trocar todas as redes pelo Substack. Mas daí teve aquelas coisas de extrema direita.
Acho que já aprendi bastante com o Twitter, mas isso parece cada vez mais remoto. Facebook também, Instagram também. As redes estão deixando de ser um meio de descobrir, conversar, tretar e se tornando aquele monstro de A Viagem de Chihiro que engole todo mundo…
O Órbita tem suprido minha necessidade de descobrir, me surpreender, ler e trocar informações. Obrigada, Rodrigo!
Uma coisa que me irrita em redes sociais é ter que ficar fazendo login para ler. É impressão minha ou antes quando buscávamos algo no Google ele nos dava resultados de dentro das redes sociais e agora não está mais dando?
O curioso é que isso começou ao contrário: o orkut era fechado, só dava pra ver qualquer coisa lá dentro logando, depois os conteúdos de comunidade abertas ficaram disponíveis, qualquer um podia ver, aparecia em busca do google, só não mostrava nome e imagem do perfil que postou.
Assim que vi o post do Ghedin hoje sobre isso, imaginei o tipo de comentário que ia surgir.
Dito e feito.
Sinceramente, queria muito que uma das redes pegasse, porque acho que supre um nicho das pessoas que não são exatamente vídeo e foto. É, pra mim, um pouco do papel que o Twitter tinha.
Não me adaptei muito ao Mastodon ainda. E o Bluesky continua parecendo “só mato”.
Gostei do seu comentário e tb uso o Vivaldi e a instância dele no Mastodon. Mas apareço pouco por lá porque ainda não peguei a manhã do uso.
Quanto o ex-T: o Tweeter era o meu feed diário. Usava muito as listas e seguia muito pouca gente. O Musk esculhambou com tudo. Nem passo mais lá, como o Henrique q comenta logo abaixo.
E também como vc, fiz do MU meu ambiente favorito.
Dia desses fiz uma conta no Bkuesky pra experimentar. Me lembrei do Twitter e o quanto aquilo ali não faz mais sentido nenhum pra mim. Tô fora.
Não me faria qualquer diferença, nunca entendi o motivo da galera usar o xitter. Fiz uma conta lá por 2010,2011 e achei chato pacas.
Pior ainda são portais de notícias que fazem uma publicação toda só para citar um xit que alguém postou. Quem sabe com o fim do xitter no país o pessoal passa a fazer matérias, ou chamadas, com mais do a menção aos 140 caracteres limitados e especulativos.
Rede Social é algo completamente descartável. Tem alguns anos que não usamos aqui em casa e não faz a menor diferença pra minha vida. Falando a verdade até melhorou, pois se perde menos tempo com inutilidades. Com quem eu quero ter contato, tem outras formas muito melhores de fazê-lo.
Twitter mesmo é uma rede para pessoas que acham que tem pensatas sensacionais e que o mundo merece saber disso ou que querem demonstrar virtude sobre algum assunto do momento.
“Twitter mesmo é uma rede para pessoas que acham que tem pensatas sensacionais e que o mundo merece saber disso ou que querem demonstrar virtude sobre algum assunto do momento.”
Isso na verdade tem na maioria das redes sociais. Quando menos se espera, nota-se que está em uma rede social justamente porque se busca “pensatas sensacionais”.
Gostava do Twitter por causa da “pluraridade” e de certa forma da praticidade de isolar assuntos bloqueando-os (seja o próprio assunto ou seja o usuário que gera o assunto). Fora que um mal que assola é que algumas instituições / governos / empresas usam o Twitter como RSS, repassando notícias ou notas em tempo real. O Grupo Arteris (o das rodovias) por exemplo joga toda a informação de rodovias delas lá no Twitter. E dado que para pegar informações recentes precisa ter uma conta (o Twitter só mostra twitts antigos para deslogados), isso gera um problema.
Um ativista político mesmo diz: “O twitter no final é o espaço para pautar discussões políticas”. E nisso, dado o número de pessoas que tem visões discrepantes mas necessárias ao debate político, é alto lá.
Não vejo problemas em acabar com o Twiter, mas o ponto maior é saber onde vai parar justamente algumas das personas que acabaram “exclusivas” daquela rede social ou no caso de situações como o da Arteris, como serão solucionados os problemas.
mosca só está fazendo marola, é o que mais gosta de fazer, depois de fumar umas
se **realmente** ele tirar o twitter do Brasil, povo vai achar uma alternativa, existem muitas
li alguém dizendo (no Twitter claro) que o mesmo é banido na Rússia, na China, e na Índia … em outras palavras, ninguém vai morrer se acabar aqui no Brasil
na China tanto faz eles banirem, ninguém usa mesmo, os sites e aplicativos chineses dominam tudo por lá (WeChat é o mais conhecido por aqui)
na Rússia e na Índia não tenho ideia da situação
Quanto menos você se importa com essas redes melhor qualidade de vida você terá.
A quem não entendeu o contexto, Musk aproveitou-se do “Twitter Files Brasil” para ameaçar tirar o X do país devido a ações do TSE em 2022.
obrigada
Cometa o crime, Elon Monark ou Xandão.
Fecha essa porcaria logo
Só acredito vendo, já são dois anos de histórias do Twitter acabar e até agora nada.
Migrei parcialmente para todos, e nenhum substituiu o Twitter.
Ah, não vai mesmo. Pode ficar tranquilo.
Estou imaginando o seguinte: se o Twitter tem uns 17 milhões de usuários ativos no BR (https://datareportal.com/essential-twitter-stats?ref=definicao.marketing) e fica entre o Kwai e o Pinterest em percentual de uso (https://www.conversion.com.br/blog/redes-sociais/), é uma plataforma de nicho e sua saída não mudará nada para a maioria das pessoas, assim como seria se o Kwai ou o Pinterest terminassem.
Quanto aos usuários ativos, penso que tudo dependerá dos destinos dos conteúdos que cada um aprecia. Os polemistas podem debater no Reddit, nas comunidades do YouTube e do Telegram, no Threads e continuar fornecendo o estrume para as moscas “criarem conteúdo” em outras plataformas. Os demais usuários já conseguem ver os mesmos assuntos e pessoas no Instagram, Youtube, TikTok e Facebook.
O E.M. é tá sendo maroto, fazendo isso nas vésperas do período eleitoral, só para poder continuar ganhando dinheiro para promover as fake news da política. Não tem nada de defesa da liberdade aí, é só dinheiro mesmo, assim como aqueles religiosos que dizem estar protegendo os valores cristãos e a liberdade religiosa (da fé deles), mas só querem fugir do fisco e da polícia.
Mas, retornando à pergunta (rsrs): tenho me arriscado no fediverso, pois o navegador Vivaldi tem uma instância do Mastodon. Serve bem para o meu propósito de complementar os feeds em RSS e até interajo com alguns usuários. Mas confesso que estou achando o Órbita mais interessante, pois me lembra mais da época pré-web 2.0.
Gostei do seu comentário e tb uso o Vivaldi e a instância dele no Mastodon. Mas apareço pouco por lá porque ainda não peguei a manhã do uso.
Quanto o ex-T: o Tweeter era o meu feed diário. Usava muito as listas e seguia muito pouca gente. O Musk esculhambou com tudo. Nem passo mais lá, como o Henrique q comenta logo abaixo.
E também como vc, fiz do MU meu ambiente favorito.
Eu já não uso Twitter, então não preciso imigrar para nenhum lugar. Uso Mastodon, Lemmy, e o reddit, que tem forma muito igual ou proxima. Deviant Art também, para seguir uns artistas.
Dito isso, se o twitter sair do Brasil, quem tem mais chances de deslanchar é o Threads, porque pode aproveitar a omnipresença do instagram no brasil, e o Marquinhos criou um processo de criação de contas muito acessível (só clicar uns botões e voilá). Clonar as contas do instagram, propaganda incessante do threads no instagram facebook e mesmo whatsapp, tem a infraestrutura para receber milhões de novos usuarios de uma vez, etc. Mas acho que este cenário não ocorrerá.
De fato, não acho que nenhuma vai conseguir substituir o Twitter completamente. Pode ser que alguma rede acabe ocupando esse “vácuo” com o tempo, mas tomar o lugar logo após (tipo o Telegrama pro WhatsApp), não acredito. Talvez o Threads? Realmente nao sei.
Sobre pra onde eu iria migrar, o Twitter não é uma rede social que eu ativamente uso (posto), eu acesso mais pra ler os tweets de outras pessoas. Não que eu esteja muito preocupado com isso, já tenho o Instagram e o Reddit que acabo acessando com mais frequência.
O instagram não me chama a atenção, e o reddit, com aquela cara de internet discada…
Não vai existir nenhuma migração unificada pra um único lugar, quem quer que receba vai ser só uma fatia. De um público que já é minúsculo comparado com outras redes sociais.
Abandonei o Twitter já há bastante tempo, fiquei bom tempo sem nada no lugar e depois me instalei no Bluesky
Já saí do Twitter e estou em todas as opções mencionadas(tirando o koo), só espero que os BR escolham uma opção decentralizada, só esquece o koo e vai para qualquer uma das outras.
Essa frase é histórica!!! A língua portuguesa é maravilhosa!
Devo reativar meu bluesky.
Acho que boa parte do povo que frequenta aqui já tá longe do Twitter faz tempo.
Não migro pra nenhum, pois não tenho Twitter, Facebook ou Instagram há muitos anos. Honestamente, não me faz falta nenhuma.
Eu vivo fora do Brasil, as redes são uma maneira de me sentir mais próximo de casa. Mas o Twitter sempre foi meu preferido. Uma pena acabar dessa maneira, nas mãos de um debilóide egocêntrico.
2
Já tenho mais com o que me preocupar do que ficar perdendo tempo nessas porcarias, ficar chorando sobre o fim de uma ou de outra é pior ainda.
Estou torcendo muito pra que saia. Tenho tantos motivos, mas são todos muitos populares então resumindo é, redes sociais famosas são completamente distorcidas e nocivas, aí entra alguns agravantes como o dono, e seu comportamento, etc.
Minha esposa twitteira, tal como muitos, já deixou sua mensagem de “despedida” no Xwitter e foi pro BlueSky ver memes sobre o fim kkkkkkk
Mas né, só acaba quando termina
Eu por outro lado tô fora de rede social há um bom tempo
De todos, achei o BlueSky o menos tóxico, mas, né? Tem pouca gente…
Pois é, acho promissor mas só o tempo dirá como se comporta ao ganhar volume (se ocorrer)
Exatamente. Se crescer, como fica a moderação de conteúdo?
A grande sacada (ou proposta) do Bluesky é que a moderação fica nas mãos dos usuários. Eles chamam isso de “composable moderation”, e achei uma proposta bem inovadora, ainda que tenha chances de não colar.
Pelo contrário, as poucas vezes que usei o BlueSky senti-o tão tóxico quanto o Twiter. Explicando, é como dizem – não é as rede em si, mas as pessoas que fazem a rede.
Nas vezes que tentei usa-lo, o problema maior é não ter um “feed”, você tem que cria-lo ou usar um feed público criado por usuários. Alguns dos feeds públicos já tem os usuários mais ativos da plataforma. E muitas vezes os usuários mais ativos são aqueles que geralmente “geram tretas”, tópicos fúteis demais, nudez não consentida (rola muito por lá também) ou querem posar de virtuosos e no final são mais pecadores que muitos.
Federações tipo Mastodon geralmente tem um feed com ou os posts recentes ou os posts mais reagidos (ou uma soma dos dois). Neste quesito o Mastodon ganha. No entanto o Mastodon perde por causa das confusões das federações: há federações com regras rígidas demais para usuários eventuais, e há federações sem regras que no final amontoa-se discussões inúteis com tanta toxidade. Até achar e pinçar usuários em outras federações, dá uma dor de cabeça.
No caso do Blusky, só é bom se a pessoa cria um feed próprio conversando com outros usuários e se isola. Algumas pessoas que eu acompanhava no Twitter migraram para o Blusky e notei que até tem assuntos mais legais por lá. Fora isso, o Blusky tem sim uma toxidade. É possível contorna-la, mas aí perde-se bastante.
O feed padrão do Bluesky é de posts de quem você segue. Eu uso esse quase o tempo todo e a experiência acaba sendo muito similar à do Mastodon, ou seja, o feed/a experiência é você mesmo que monta.
Todo lugar terá pessoas e comportamentos que não nos agrada. Um totalmente livre de toxicidade é um em que estamos sós.
Digo que quando inicia-se uma experiência seja no Mastodon ou no Blusky, a busca por algum assunto relevante (ou menos tóxico) é bem variável. No Mastodon, como geralmente a escolha já começa pelo servidor de participação (ou pela criação de um próprio servidor), isso já ajuda a evitar algo que não gosta em outros locais, pois escolher um servidor também significa escolher um tema relativo àquele servidor. O que incomoda no Mastodon mesmo é a questão de justamente lidar com outros servidores, pinçando usuários entre federações. Como muitas vezes o que vale entre federações é o filtro do próprio moderador/responsável da comunidade, isso acaba também sendo um empecilho.
No Blusky, você exemplifica que o feed principal é o do usuário, mas existem feeds públicos nas quais o usuário pode seguir e/ou começar a encontrar outros usuários que alimentam o feed principal próprio. No entanto, é muito mais fácil achar sujeira e toxidade no Blusky, é isso que quero dizer. Então falar que “Blusky não é tóxico” ao meu ver é falácia. Não a toa talvez o Blusky ainda não “decolou” como esperado por muitos – dentro dos usuários iniciais de fato existiu muita “toxicidade” (assuntos estúpidos ou usuários que faziam de tudo para outros usuários não participarem seja provocando ou irritando). Quem queria mais interação com assuntos mais “debativeis” (política, cultura, etc) e não queria assuntos tipo “mostra sua chaninha hoje” ou “vamos ver a treta do dia” acabava sem muita interação ou sendo mal visto.
Talvez se agora for uma nova leva de usuários migrando do Twitter para o Blusky, pode ser que engrene melhor e assim tanto o site quanto o protocolo ganhem a atenção devida. Mas o estrago já foi feito ao meu ver – se os usuários no Blusky tivessem recebido melhor os novos visitantes nas primeiras levas de interação (ao invés de ironizarem não saber usar o blusky), talvez o Twitter já teria desidratado e aí só restaria a massa de usuários que realmente não sairiam de lá fácil.
Tirando esse assunto de lado, a minha preocupação maior é onde as @ influentes e necessárias vão parar.
Não estamos mais em 2009/10, onde as pessoas entravam em uma rede social e saiam juntas para alguma outra.
Todo mundo já se cansou de fazer isso. Sair e reconstruir tudo do zero novamente (perfil, posts, seguidores, etc…)
Se essa ideia do Mastodon tivesse surgido nesse período (e não depois que o bonde passou), talvez a história da internet poderia ter sido outra.
Exato, fora que nem mesmo o twitter é mais rede social. Para muitos que lá estão (os que mais movimentam com relevância), é rede para networking e marketing pessoal, quero dizer, a grande maioria não está ali para apenas jogar conversa fora. Então, a menos que haja uma obrigatória migração em massa, a rede não morre, pois não se pode perder o trabalho ali investido. Inclusive, pelo que observei, a impressão é que só migraram para o Bluesky as pessoas que usavam o twitter para ventilar banalidades pessoais inconsequentes.
Muito difícil encontrar uma rede em que você se depara com uma foto de uma cobra defecando… insubstituível
Eu sinto que eu odeio o que o twitter se tornou.
Mas infelizmente é onde ainda interajo com boa parte dos meus amigos, amigos distantes principalmente, sem eles na real nenhum serviço faz muito sentido.
Mas se tivesse que escolher usaria o bluesky.
O Bluesky está muito legal, muita gente se não migrando, ao menos abrindo contas por lá. 50% da minha bolha já está por lá.
Mastodon e Threads são minhas rotas de preferência porque se assemelham com a interface do X — faço também o uso do Koo para driblar a inércia de marasmo gerido por users mais nervosinhos, pena que este app esteja caindo no ostracismo dia após dia. Atualmente enfrento um pequeno contratempo com o Bluesky devido a uma falha de comunicação com a equipe de suporte, que não valida a autenticidade da minha conta via e-mail. Sob overall, as duas primeiras redes nas quais cito logo acima são as que melhor me atendem.
Faz um tempo que estou sem Twitter. Acho até que ele nem vai sair do Brasil, ao menos não por decisão judicial.
Mas iria com certeza pro BlueSky, e nem pelos aspectos técnicos, mas pela comunidade. Me sinto bem por lá
Eu penso que qualquer rede social está fadada a sofrer dos mesmos problemas, porque no fundo o problema são as pessoas e não o meio de se conectar pessoas. Aqui mesmo, no Órbita, já tomei voadora de graça. Enquanto as pessoas não reaprenderem a discordar com respeito, a estarem mais abertas a realmente tentar entender as coisas sob a ótica do outro e não sair simplesmente vomitando sua opinião decorada, todas tendem a cair nos mesmos problemas a médio/longo prazo.
The Way Out is Through.
A mano, com um algoritmo que levam as pessoas a se polarizarem cada vez mais para enriquecer meia dúzia de homens brancos tendo a discordar de você.
Eu não gosto dessas soluções individuais, porém concordo que a internet transforma as pessoas em trolls.
Concordo com o Vitor e com o Eduardo. Por um lado, temos nós, os seres humanos usuários que não detemos lá muito autoconhecimento para conseguirmos nos posicionar em todas as divergências de modo consciente. Por outro lado, temos redes sociais e o Google que são sistemas de dominação arquitetados por humanos visando nos predar através de nossas fragilidades emocionais. Assim, minha conclusão é de que o maior problema não está num lado nem no outro, mas no cultivo de uma cultura de dominação transmitida por gerações e retroalimentada pelas instituições e a mídia. E para conseguir mudar esse cenário, mais uma vez voltamos ao indivíduo e sua capacidade de realizar escolhas conscientes. Sendo assim, acredito que enquanto o indivíduo implica-se na sua condição de sujeito, abre espaço para que outros façam o mesmo, culminando numa mudança cultural. (Conclusões feitas a partir do trabalho de Riane Eisler e Dominic Barter.)
Eduardo, a rede social pode ser a mais avançada que for, em termos de recursos, contudo, se a base de usuários do espaço usado for composta por indivíduos sem nenhum preparo cognitivo, aí fica bem “hard” para construir uma comunidade saudável para a disseminação do saber. O Twitter/X é o maior case de todo este centro de dissimulações mentais.
Hoje, 9 de abril, muita gente entrando no Bluesky. Muita gente legal.
Pra mim, quem faz o twitter ser “útil” são os usuários, tanto que eu sigo um bando de zé ninguém com foto de meme postando aleatoriedades sobre assuntos que eu gosto: tech, futebol, cinema. Então, tudo dependeria de encontrar em outro meio esses assuntos.
Por outro lado, rede social faz cada vez menos sentido pra mim. Gosto de postar uma coisa ou outra ali, tem coisas que a integração de vídeo e foto no twitter ajuda muito e ainda uso como o principal meio de acompanhar notícias, apesar de não seguir mais os grandes jornalões e a mídia tradicional em geral.
No fundo, no fundo, acho que se o twitter acabar eu não vou pra lugar algum, capaz que fique só no reddit enquanto ele for utilizável também.
Nenhum, mano. Você não precisa de verdade do Twitter
Eu tou de boa lá. Tinha passado uns anos fora, voltei ano passado, silenciei dezenas de termos, bloqueei milhares de contas e assim é até relativamente usável. Mas é minha última rede social. Nem a pau eu participo de outra, tenha o enfoque que tiver.
Por um tempo estava achando que ia trocar todas as redes pelo Substack. Mas daí teve aquelas coisas de extrema direita.
Acho que já aprendi bastante com o Twitter, mas isso parece cada vez mais remoto. Facebook também, Instagram também. As redes estão deixando de ser um meio de descobrir, conversar, tretar e se tornando aquele monstro de A Viagem de Chihiro que engole todo mundo…
O Órbita tem suprido minha necessidade de descobrir, me surpreender, ler e trocar informações. Obrigada, Rodrigo!
Uma coisa que me irrita em redes sociais é ter que ficar fazendo login para ler. É impressão minha ou antes quando buscávamos algo no Google ele nos dava resultados de dentro das redes sociais e agora não está mais dando?
O curioso é que isso começou ao contrário: o orkut era fechado, só dava pra ver qualquer coisa lá dentro logando, depois os conteúdos de comunidade abertas ficaram disponíveis, qualquer um podia ver, aparecia em busca do google, só não mostrava nome e imagem do perfil que postou.
Assim que vi o post do Ghedin hoje sobre isso, imaginei o tipo de comentário que ia surgir.
Dito e feito.
Sinceramente, queria muito que uma das redes pegasse, porque acho que supre um nicho das pessoas que não são exatamente vídeo e foto. É, pra mim, um pouco do papel que o Twitter tinha.
Não me adaptei muito ao Mastodon ainda. E o Bluesky continua parecendo “só mato”.
Gostei do seu comentário e tb uso o Vivaldi e a instância dele no Mastodon. Mas apareço pouco por lá porque ainda não peguei a manhã do uso.
Quanto o ex-T: o Tweeter era o meu feed diário. Usava muito as listas e seguia muito pouca gente. O Musk esculhambou com tudo. Nem passo mais lá, como o Henrique q comenta logo abaixo.
E também como vc, fiz do MU meu ambiente favorito.
Dia desses fiz uma conta no Bkuesky pra experimentar. Me lembrei do Twitter e o quanto aquilo ali não faz mais sentido nenhum pra mim. Tô fora.
Não me faria qualquer diferença, nunca entendi o motivo da galera usar o xitter. Fiz uma conta lá por 2010,2011 e achei chato pacas.
Pior ainda são portais de notícias que fazem uma publicação toda só para citar um xit que alguém postou. Quem sabe com o fim do xitter no país o pessoal passa a fazer matérias, ou chamadas, com mais do a menção aos 140 caracteres limitados e especulativos.
Rede Social é algo completamente descartável. Tem alguns anos que não usamos aqui em casa e não faz a menor diferença pra minha vida. Falando a verdade até melhorou, pois se perde menos tempo com inutilidades. Com quem eu quero ter contato, tem outras formas muito melhores de fazê-lo.
Twitter mesmo é uma rede para pessoas que acham que tem pensatas sensacionais e que o mundo merece saber disso ou que querem demonstrar virtude sobre algum assunto do momento.
“Twitter mesmo é uma rede para pessoas que acham que tem pensatas sensacionais e que o mundo merece saber disso ou que querem demonstrar virtude sobre algum assunto do momento.”
Isso na verdade tem na maioria das redes sociais. Quando menos se espera, nota-se que está em uma rede social justamente porque se busca “pensatas sensacionais”.
Gostava do Twitter por causa da “pluraridade” e de certa forma da praticidade de isolar assuntos bloqueando-os (seja o próprio assunto ou seja o usuário que gera o assunto). Fora que um mal que assola é que algumas instituições / governos / empresas usam o Twitter como RSS, repassando notícias ou notas em tempo real. O Grupo Arteris (o das rodovias) por exemplo joga toda a informação de rodovias delas lá no Twitter. E dado que para pegar informações recentes precisa ter uma conta (o Twitter só mostra twitts antigos para deslogados), isso gera um problema.
Um ativista político mesmo diz: “O twitter no final é o espaço para pautar discussões políticas”. E nisso, dado o número de pessoas que tem visões discrepantes mas necessárias ao debate político, é alto lá.
Não vejo problemas em acabar com o Twiter, mas o ponto maior é saber onde vai parar justamente algumas das personas que acabaram “exclusivas” daquela rede social ou no caso de situações como o da Arteris, como serão solucionados os problemas.
mosca só está fazendo marola, é o que mais gosta de fazer, depois de fumar umas
se **realmente** ele tirar o twitter do Brasil, povo vai achar uma alternativa, existem muitas
li alguém dizendo (no Twitter claro) que o mesmo é banido na Rússia, na China, e na Índia … em outras palavras, ninguém vai morrer se acabar aqui no Brasil
na China tanto faz eles banirem, ninguém usa mesmo, os sites e aplicativos chineses dominam tudo por lá (WeChat é o mais conhecido por aqui)
na Rússia e na Índia não tenho ideia da situação
Quanto menos você se importa com essas redes melhor qualidade de vida você terá.
A quem não entendeu o contexto, Musk aproveitou-se do “Twitter Files Brasil” para ameaçar tirar o X do país devido a ações do TSE em 2022.
obrigada
Cometa o crime, Elon Monark ou Xandão.
Fecha essa porcaria logo
Só acredito vendo, já são dois anos de histórias do Twitter acabar e até agora nada.
Migrei parcialmente para todos, e nenhum substituiu o Twitter.
Ah, não vai mesmo. Pode ficar tranquilo.
Estou imaginando o seguinte: se o Twitter tem uns 17 milhões de usuários ativos no BR (https://datareportal.com/essential-twitter-stats?ref=definicao.marketing) e fica entre o Kwai e o Pinterest em percentual de uso (https://www.conversion.com.br/blog/redes-sociais/), é uma plataforma de nicho e sua saída não mudará nada para a maioria das pessoas, assim como seria se o Kwai ou o Pinterest terminassem.
Quanto aos usuários ativos, penso que tudo dependerá dos destinos dos conteúdos que cada um aprecia. Os polemistas podem debater no Reddit, nas comunidades do YouTube e do Telegram, no Threads e continuar fornecendo o estrume para as moscas “criarem conteúdo” em outras plataformas. Os demais usuários já conseguem ver os mesmos assuntos e pessoas no Instagram, Youtube, TikTok e Facebook.
O E.M. é tá sendo maroto, fazendo isso nas vésperas do período eleitoral, só para poder continuar ganhando dinheiro para promover as fake news da política. Não tem nada de defesa da liberdade aí, é só dinheiro mesmo, assim como aqueles religiosos que dizem estar protegendo os valores cristãos e a liberdade religiosa (da fé deles), mas só querem fugir do fisco e da polícia.
Mas, retornando à pergunta (rsrs): tenho me arriscado no fediverso, pois o navegador Vivaldi tem uma instância do Mastodon. Serve bem para o meu propósito de complementar os feeds em RSS e até interajo com alguns usuários. Mas confesso que estou achando o Órbita mais interessante, pois me lembra mais da época pré-web 2.0.
Gostei do seu comentário e tb uso o Vivaldi e a instância dele no Mastodon. Mas apareço pouco por lá porque ainda não peguei a manhã do uso.
Quanto o ex-T: o Tweeter era o meu feed diário. Usava muito as listas e seguia muito pouca gente. O Musk esculhambou com tudo. Nem passo mais lá, como o Henrique q comenta logo abaixo.
E também como vc, fiz do MU meu ambiente favorito.
Eu já não uso Twitter, então não preciso imigrar para nenhum lugar. Uso Mastodon, Lemmy, e o reddit, que tem forma muito igual ou proxima. Deviant Art também, para seguir uns artistas.
Dito isso, se o twitter sair do Brasil, quem tem mais chances de deslanchar é o Threads, porque pode aproveitar a omnipresença do instagram no brasil, e o Marquinhos criou um processo de criação de contas muito acessível (só clicar uns botões e voilá). Clonar as contas do instagram, propaganda incessante do threads no instagram facebook e mesmo whatsapp, tem a infraestrutura para receber milhões de novos usuarios de uma vez, etc. Mas acho que este cenário não ocorrerá.
De fato, não acho que nenhuma vai conseguir substituir o Twitter completamente. Pode ser que alguma rede acabe ocupando esse “vácuo” com o tempo, mas tomar o lugar logo após (tipo o Telegrama pro WhatsApp), não acredito. Talvez o Threads? Realmente nao sei.
Sobre pra onde eu iria migrar, o Twitter não é uma rede social que eu ativamente uso (posto), eu acesso mais pra ler os tweets de outras pessoas. Não que eu esteja muito preocupado com isso, já tenho o Instagram e o Reddit que acabo acessando com mais frequência.
O instagram não me chama a atenção, e o reddit, com aquela cara de internet discada…
Não vai existir nenhuma migração unificada pra um único lugar, quem quer que receba vai ser só uma fatia. De um público que já é minúsculo comparado com outras redes sociais.
Abandonei o Twitter já há bastante tempo, fiquei bom tempo sem nada no lugar e depois me instalei no Bluesky
Já saí do Twitter e estou em todas as opções mencionadas(tirando o koo), só espero que os BR escolham uma opção decentralizada, só esquece o koo e vai para qualquer uma das outras.
Essa frase é histórica!!! A língua portuguesa é maravilhosa!
Devo reativar meu bluesky.
Acho que boa parte do povo que frequenta aqui já tá longe do Twitter faz tempo.
Não migro pra nenhum, pois não tenho Twitter, Facebook ou Instagram há muitos anos. Honestamente, não me faz falta nenhuma.
Eu vivo fora do Brasil, as redes são uma maneira de me sentir mais próximo de casa. Mas o Twitter sempre foi meu preferido. Uma pena acabar dessa maneira, nas mãos de um debilóide egocêntrico.
2
Já tenho mais com o que me preocupar do que ficar perdendo tempo nessas porcarias, ficar chorando sobre o fim de uma ou de outra é pior ainda.
Estou torcendo muito pra que saia. Tenho tantos motivos, mas são todos muitos populares então resumindo é, redes sociais famosas são completamente distorcidas e nocivas, aí entra alguns agravantes como o dono, e seu comportamento, etc.
Minha esposa twitteira, tal como muitos, já deixou sua mensagem de “despedida” no Xwitter e foi pro BlueSky ver memes sobre o fim kkkkkkk
Mas né, só acaba quando termina
Eu por outro lado tô fora de rede social há um bom tempo
De todos, achei o BlueSky o menos tóxico, mas, né? Tem pouca gente…
Pois é, acho promissor mas só o tempo dirá como se comporta ao ganhar volume (se ocorrer)
Exatamente. Se crescer, como fica a moderação de conteúdo?
A grande sacada (ou proposta) do Bluesky é que a moderação fica nas mãos dos usuários. Eles chamam isso de “composable moderation”, e achei uma proposta bem inovadora, ainda que tenha chances de não colar.
Pelo contrário, as poucas vezes que usei o BlueSky senti-o tão tóxico quanto o Twiter. Explicando, é como dizem – não é as rede em si, mas as pessoas que fazem a rede.
Nas vezes que tentei usa-lo, o problema maior é não ter um “feed”, você tem que cria-lo ou usar um feed público criado por usuários. Alguns dos feeds públicos já tem os usuários mais ativos da plataforma. E muitas vezes os usuários mais ativos são aqueles que geralmente “geram tretas”, tópicos fúteis demais, nudez não consentida (rola muito por lá também) ou querem posar de virtuosos e no final são mais pecadores que muitos.
Federações tipo Mastodon geralmente tem um feed com ou os posts recentes ou os posts mais reagidos (ou uma soma dos dois). Neste quesito o Mastodon ganha. No entanto o Mastodon perde por causa das confusões das federações: há federações com regras rígidas demais para usuários eventuais, e há federações sem regras que no final amontoa-se discussões inúteis com tanta toxidade. Até achar e pinçar usuários em outras federações, dá uma dor de cabeça.
No caso do Blusky, só é bom se a pessoa cria um feed próprio conversando com outros usuários e se isola. Algumas pessoas que eu acompanhava no Twitter migraram para o Blusky e notei que até tem assuntos mais legais por lá. Fora isso, o Blusky tem sim uma toxidade. É possível contorna-la, mas aí perde-se bastante.
O feed padrão do Bluesky é de posts de quem você segue. Eu uso esse quase o tempo todo e a experiência acaba sendo muito similar à do Mastodon, ou seja, o feed/a experiência é você mesmo que monta.
Todo lugar terá pessoas e comportamentos que não nos agrada. Um totalmente livre de toxicidade é um em que estamos sós.
Digo que quando inicia-se uma experiência seja no Mastodon ou no Blusky, a busca por algum assunto relevante (ou menos tóxico) é bem variável. No Mastodon, como geralmente a escolha já começa pelo servidor de participação (ou pela criação de um próprio servidor), isso já ajuda a evitar algo que não gosta em outros locais, pois escolher um servidor também significa escolher um tema relativo àquele servidor. O que incomoda no Mastodon mesmo é a questão de justamente lidar com outros servidores, pinçando usuários entre federações. Como muitas vezes o que vale entre federações é o filtro do próprio moderador/responsável da comunidade, isso acaba também sendo um empecilho.
No Blusky, você exemplifica que o feed principal é o do usuário, mas existem feeds públicos nas quais o usuário pode seguir e/ou começar a encontrar outros usuários que alimentam o feed principal próprio. No entanto, é muito mais fácil achar sujeira e toxidade no Blusky, é isso que quero dizer. Então falar que “Blusky não é tóxico” ao meu ver é falácia. Não a toa talvez o Blusky ainda não “decolou” como esperado por muitos – dentro dos usuários iniciais de fato existiu muita “toxicidade” (assuntos estúpidos ou usuários que faziam de tudo para outros usuários não participarem seja provocando ou irritando). Quem queria mais interação com assuntos mais “debativeis” (política, cultura, etc) e não queria assuntos tipo “mostra sua chaninha hoje” ou “vamos ver a treta do dia” acabava sem muita interação ou sendo mal visto.
Talvez se agora for uma nova leva de usuários migrando do Twitter para o Blusky, pode ser que engrene melhor e assim tanto o site quanto o protocolo ganhem a atenção devida. Mas o estrago já foi feito ao meu ver – se os usuários no Blusky tivessem recebido melhor os novos visitantes nas primeiras levas de interação (ao invés de ironizarem não saber usar o blusky), talvez o Twitter já teria desidratado e aí só restaria a massa de usuários que realmente não sairiam de lá fácil.
Tirando esse assunto de lado, a minha preocupação maior é onde as @ influentes e necessárias vão parar.
Não estamos mais em 2009/10, onde as pessoas entravam em uma rede social e saiam juntas para alguma outra.
Todo mundo já se cansou de fazer isso. Sair e reconstruir tudo do zero novamente (perfil, posts, seguidores, etc…)
Se essa ideia do Mastodon tivesse surgido nesse período (e não depois que o bonde passou), talvez a história da internet poderia ter sido outra.
Exato, fora que nem mesmo o twitter é mais rede social. Para muitos que lá estão (os que mais movimentam com relevância), é rede para networking e marketing pessoal, quero dizer, a grande maioria não está ali para apenas jogar conversa fora. Então, a menos que haja uma obrigatória migração em massa, a rede não morre, pois não se pode perder o trabalho ali investido. Inclusive, pelo que observei, a impressão é que só migraram para o Bluesky as pessoas que usavam o twitter para ventilar banalidades pessoais inconsequentes.