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Vocês acreditam que há um limite etário para instruir em questões ambientais e climáticas?

Lembro de ver um educador ambiental que levou esse trabalho para a produção de eventos que ele produz, sendo essa a ocupação principal dele hoje. Disse que seu foco está nas crianças e adolescentes, que a geração dele não tem mais jeito. Ele mal tinha acabado de completar 50 anos apenas.
Juro que queria não pensar nesses termos, mas talvez ele esteja certo. Antes achava que era uma questão de instrução, mas já notei isto em vários níveis educacionais. Já vi empresários de sucesso rindo de questões de CFC, assim como rindo de tomar cuidado para que a poluição urbana não piore.
Tento manter um jardim para meus pais, mas volta e meia arrancam tudo e deixam a terra exposta. Uma arvore já foi derrubada por “sujar muito com suas folhas”.
Vocês também vêem isso no cotidiano?

3 comentários

3 comentários

  1. Difícil dizer que existe um limite. Apesar disso, como educador, posso dizer que trabalhar mudanças de hábitos com pessoas mais velhas é bem desafiador. Meu foco também está nos mais novos.

  2. Não, existe apenas uma limitação de como passar a informação, e isso é apenas por parte de quem quer ensinar.

    Explicando, muitas pessoas na casa dos 20 anos, aparentemente, são extremamente reticentes a aceitar mudar suas compreensões acerca de certos temas, como separação de lixo (ficando na questão ambiental). Aceitar que uma dificuldade inicial em ensiná-las sobre alguma questão implica em uma impossibilidade delas mudarem de visão sobre o mundo, implica em aceitar que o ser humano é incapaz de se adaptar.

    Porém, é normal vermos pessoas mudando completamente as suas vidas em idades diversas, em aspectos importantes, dos 20 aos 80 anos. Elas mudam porque percebem ou são obrigadas a mudar, mas também porque alguém consegue ensinar, ou fazê-las perceber, algo ou alguma noção, utilizando métodos de comunicação eficazes para transmitir e tornar aceitável o ensinamento.

    Por isso acredito ser uma questão relacionada mais à forma de transmitir a informação do que a idade da pessoa. E é fácil jogar a desculpa de “é velho, não adianta”.

  3. Eu vejo em mim. E não é só em educação ambiental. Em tudo.
    Chega uma hora que vida parece a refilmagem de uma série onde só trocam os atores, as histórias são sempre as mesmas, com os mesmo final. Sempre.
    Nesse cenário, aproveitando a analogia, é desmotivante fazer, ou aprender, algo novo, a gente sabe que no final vai dar m….a.
    Eu até que tento adquirir novos hábitos ou ter atitudes diferentes, mas é só para cumprir tabela. Não é feito com convicção. Entendo quem não está nem aí, são anos e mais anos de desapontamentos.