
Eu diria que sim, sou aquilo que chamam de ‘low profile’ ou discreto, no bom e lindo português, eu tenho alguns problemas com estímulos, em certo momento eu saturo e desapareço por um tempo ou ativo a opção de temporizador, nativa no meu Samsung, para limitar o uso das redes, porque realmente elas são viciantes, crack digital, e olha que passo no máximo 1h por dia navegando entre Instagram e TikTok, mas em momentos “picados” durante o dia, porém uso muito Youtube, Pinterest e as vezes Tumblr, que são redes onde consigo ter um pouco mais de controle do que quero ver, pelo menos é a sensação que tenho.
Como você aí analisa a qualidade de seu uso das redes sociais? É um ‘hard user’ das redes a ponto de perder horas do dia dentro delas ou é mais um usuário tranquilo que não é pego pelas armadilhas da rolagem infinita?
15 comentários
Oi Rick, muito bom o seu tema, e como dito nos comentários, é preciso entender o que podemos considerar como “saudável”, em especial na atualidade, em que praticamente tudo é fadado a se tornar “tóxico” (e a culpa não é só da tecnologia, é também da gente, diga-se). Acho pertinente é respeitar seus limites como um ser humano, saber de suas escolhas e compreender as consequências. Eu, por exemplo, não uso ZAP, Instagram, Facebook, tiktok, Pinterest, tô praticamente abandonando o x-twitter, e, claro, arco com as consequências por essas decisões. Gosto do Tumblr (o blog que tenho é por lá), uso o YouTube e, acredite, muito os emails. Na outra ponta, devemos ser conscientes que não tem como ficar totalmente sem isso, mas é possível, sim, fazer um bom uso. Ainda tenho a esperança de um dia a gente fazer um post e sair em tudo, sem precisar estar da rede A ou B. Mas saiba que de “social” nenhuma dessas traquitanas que nos são vendidas como “indispensáveis” é. Abraços e obrigada pelo post!
Não.
Por isso saio de todas que consigo. A questão não é o vício, mas a toxicidade. Antes de sair do Twitter, percebi que me engajava (induzido pelo “algoritmo”) em discussões, até com amigos que sempre me dei muito bem pessoalmente.
Algo semelhante ocorria em grupos de WhatsApp e Facebook. Percebo que há um imediatismo: escrever algo que, ao pensar duas vezes, não seria externado. De um lado, coisas que só fazem o interlocutor perder tempo e se trata mais de um “pensar alto”; do outro, alguma coisa mais atravessada que é dita pode iniciar discussões, brigas etc.
Hoje, ainda uso muito o Youtube. Com todos os seus problemas, há bons conteúdos. E até mesmo nos comentários, há situações bacanas, cito uma: no vídeo de um álbum completo muita gente elogiou a qualidade da produção. Eis que aparece o produtor da época, contando sobre os bastidores.
Uma mania que tenho é de ficar ouvindo / assistindo Youtube “de fundo”, antes de dormir, na rotina matinal e durante as refeições. Uma parte pode ser ansiedade / vício. Mas a outra, é por conta da poluição sonora da minha rua: entre ouvir música ou asssistir um vídeo e ficar ouvindo barulho, fico com as primeiras opções.
O problema é definir o que é saudável, não é mesmo? Muita coisa já ficou normalizada, incluindo a própria questão de ter rede social. Imagino que em algum momento no futuro (espero que logo) a gente vai olhar pra essa época de agora da mesma forma que olhamos pra época que se fumava dentro de avião ou quando criança pequena andava no banco da frente do carro sem cinto de segurança.
Penso que não existe uso saudável de nada que contenha uma timeline. A tecnologia é feita com o exclusivo intuito de manipular os usuários e deixá-los o mais tempo possível nessas plataformas, e isso é feito através de recursos extremamente tóxicos e alienantes, sendo basicamente impossível resistir, exceto não acessando nunca. O próprio smartphone, mesmo que não tenha nenhum app de rede social, já mostra o poder da sedução e do vício.
Quem viu o documentário O Dilema Das Redes (The Social Dilemma, 2020) deve lembrar da entrevista com o criador do Pinterest onde ele dizia que de dia desenvolvia a plataforma, e de noite se via viciado nessa mesma tecnologia que estava criando. Ora, se nem o criador consegue escapar das ciladas de sua criação, quem somos nós para nos posicionarmos acima? Não poderíamos nos iludir mais crendo que somos capazes disso, não é mesmo?
E não é culpa nossa, e sim de uma grana infinita nas mãos dessas big techs, que contratam equipes de psicólogos, neurologistas, engenheiros, pessoal de marketing, etc., tudo com o objetivo de explorar as fraquezas de nosso cérebro a fim de nos tornar zumbis passivos com potencial infinito de gerar renda para eles. No final das contas somos o produto.
É interessante notar um progressivo aumento de pessoas que tentam justificar o uso dessas tecnologias ultra viciantes e alienantes. No começo ninguém justificava nada, mas hoje vejo muita gente dizendo que ‘quase não usa’ ou que usa ‘porque preciso pro trabalho’ ou ‘pra falar com amigos distantes’, etc. Parece que aos poucos a coisa está ganhando um estigma e as pessoas tentam se defender que no caso delas é diferente (dica: não é).
Enfatizo que o pior problema do uso dessas tecnologias não é simplesmente o tempo investido, mas a maneira como nossa mente é moldada com seu uso, de tal forma que nosso comportamento se altera para além das redes, atingindo nossas relações da vida real. O dia que tivermos um contato no WhatsApp que seja um bot que possa tocar uma conversa de igual pra igual, será o fim do jogo para as relações humanas — por muito menos já estamos vendo a falência dessas interações da vida real. E isso vai acontecer muito em breve. Preparem-se pois vai ser tão fascinante quanto aterrorizante.
Eu queria não depender tanto do WhatsApp, mas não tem como…
Atualmente só tenho conta no Mastodon, que acesso diariamente. De resto só uso WhatsApp e YouTube (deslogado no navegador ou no NewPipe). Então sim, meu uso é saudável.
Acho que sim. Só frequento com assiduidade o Mastodon, seguido de Bluesky e LinkedIn. Ainda tenho uma conta no Instagram, com ~100 seguidores/seguindo, que visito a cada 3 ou 4 dias no navegador do computador. E… é isso.
Não usa o Reddit, Ghedin?
Uso tanto que esqueci de mencionar 😄
Vez ou outra dou uma passada por lá (uma ou duas vezes por semana). Quando o Apollo existia, visitava diariamente.
Apollo faz falta…
Apesar da empresa merda por trás do Reddit, pra mim é uma boa rede, com boas comunidades.
Teve o período entre 2015-2019 que eu não tinha nenhuma rede social além do YouTube, estou tentando voltar a isso e até tirar o YT da equação.
Ano passado fiquei muito viciado em Twitter, passava horas todos os dias descendo a timeline. Infelizmente preciso da rede pra contatar clientes, o que fiz foi parar de seguir quase todo mundo, assim quando entro vejo uma timeline praticamente vazia e só posto e faço networking.
Só que notei que troquei ele pelo Reddit kk, em 2019 conheci mais afundo a rede e segui muitos subs, tive que fazer a mesma coisa, dedicar algum tempo pra fazer a limpa geral.
TikTok cheguei a tentar em 2022, fiquei uns 2 dias navegando entre os vídeos, vi que não tinha nada de interessante e desinstalei.
Instagram e Facebook nunca me agradaram. Instagram só entro pra postar sobre o trabalho também.
Meu calcanhar de Aquiles foi principalmente o YouTube, da pra dizer que desde 2008 entrava no site diariamente, se tornou uma memória muscular e algo normal como respirar. Seguia mais de 1300 canais. Depois de um post aqui mesmo no Órbita sobre vicio no YouTube decidi cortar. Parei de seguir todo mundo. Como eram muitos canais nem o nome deles eu sabia apesar de gostar dos vídeos, ao menos assim eu não conseguiria lembrar de quem seguia se o vicio voltar.
No que você trabalha, Mateus?
Sim, tenho um relacionamento saudável eu uso o isntagram e youtube
O isnta eu uso somente nos finais de semana e o youtube é mais durante os dia da semana quando tenho tempo livre
Já fiquei sem ter instagram durante um ano mas voltei por motivo de conhecer/flertar com pessoas.
Facebook parei de usar depois que estourou aqueles protestos de junho/13. Um textão mais idiota que o outro, larguei de mão daquilo.
Instagram só pelos Direct mesmo, pra perfis públicos uso alguns front-ends pra visualizar sem ter uma conta (Uso o Picuki)
Twitter/X: Ainda tem uma instância do Nitter que segue funcionando (https://nitter.poast.org). E ainda tu consegue fazer uma busca pelos tweets.
RSS: Já substituiu o feed de notícias para acompanhar as novidades, além de usar o Feedly para os meus sites favoritos.
TikTok: Eu encaro mais como um grande “ZAP da Tia”, com um monte de vídeos bestas, no sentido de dar risada. Claro, as vezes aparece uns absurdos, mas simplesmente ignoro.
Telegram: Com inúmeros recursos que eles tem, além de ser 3rd-party-friendly (Uso o Plus Messenger) sola fácil o WhatsApp. Pena que chegou um pouco tarde quando os smartphones surgiram.
Pinterest: É um “Instagram melhorado”, principalmente pra telas grandes.
Disqus: Não deixa de ser uma rede social, só não fica “tão as vistas”
Mastodon: É uma daquelas ideias que se tivesse surgido no início da década passada, as redes sociais (e a internet) como um todo funcionariam de uma maneira bastante diferente de hoje.
E WhatsApp só tenho por obrigação mesmo.
Abandonei quase que completamente as redes sociais. Excluí o Facebook e Instagram! O Twitter eu só uso para acompanhar notícias do meu time de futebol. Não tenho e não consumo TikTok e nem vídeos nesse formato. Atualmente, ainda sigo buscando utilizar mais o Bluesky, justamente porque acho que ele não vai vingar e, provavelmente, vai se tornar uma rede de nicho. Isso, na minha visão atual, acaba sendo algo bem positivo!
Acho bem saudável o meu não relacionamento com as redes kkkkkk
Tirando meu querido BeReal, onde passo menos de 5 minutos por dia, excluí todos os aplicativos de redes sociais do celular e desativei a conta de quase todas, o que deve se tornar excluir todas em breve.