A distinção é importante: IA é, o nome diz, inteligente. Portanto não existe absolutamente nada demais conversar com uma IA se um dia existir. Talvez nunca venha a existir. Não é o meu ponto.
Nos últimos dias mostraram novos avanços nos GPT atuais, inclusive com esse twitter talvez mais apropriado que o desejado, https://twitter.com/sama/status/1790075827666796666
Você se imagina realmente conversando em um futuro com um computador de forma semelhante ao que conversa com humano? Você o faria?
Para min eu acho que essa armadilha é inevitável.
A vontade biologia de trocar ideias, porém quando todos próximos não possuem interesse/animo/whatever em viajar nos assuntos que me fascinam (e olha eu aqui!!!), eu percebo que tenho tendência de ser o Theodore (o cara do HER) – não claro no ponto de sem noção (ver exageros, final e lembrar que é filme de ficção), mas eu desejo de fato ter uma pessoa virtual que eu possa conversar coisas variadas, até conversar sobre nada!, sem ele se perder em poucos minutos de uma forma ou de outra, e que responda de forma mais “humana”.
Diferente das rede sociais – antro podre, faz mal e blablabla – asd quais evitei sem nenhuma dificuldade nas ultimas décadas, acho que essa possibilidade dos GPT existe e eu sou um dos públicos alvo.
E quando penso que estou errado e tal… espéra. Eu converso com o meu gato! Aomenos a maquina vai entender e responder. Portanto seria errado mesmo? Baseado no que, ideias da vovó, “porque é errado menino!!!”?
10 comentários
eu já conversando basicamente todo dia:
🌿👀🌿
Acho que em tópicos específicos seria muito bom, dependendo do tempo de resposta. Eu, por exemplo, gosto bastante de NBA e sou muito curioso com dados. Vira e mexe estou em sites de estatísticas (baketball-reference, statmuse, etc) seria legal trocar uma ideia rápida sobre algumas curiosidades que eu possa ter e ir desdobrando o assunto (aí dependeria demais do poder de análise qualitativa da AI também)
Seria basicamente como conversar com o PVC sobre futebol.
Eu poderia até experimentar num primeiro momento pra ver o avanço da tecnologia, mas confesso que me dá calafrios saber o que uma big tech pode vir a fazer de posse de IAs obtendo detalhes ainda mais íntimos de seus usuários, sabendo o estrago enorme que já fizeram com as redes sociais. Imagina se não vão vender publicidade sugestiva, tipo, nesses bate-papos com as IAs elas vão te convencer a gostar de certos produtos e marcas de maneira bem sutil, e você nem de longe vai perceber. Fora milhares de outras formas em que engenheiros bem pagos da Meta podem criar pra te viciar no produto… Não fico empolgado, só assustado mesmo. Culpa do Ghedin e do Guilherme Felitti!
Hahaha 😬😬😬
Eu vou relutar muito até ceder, conversar com IA particularmente pra mim é comparável com o Vale da Estranheza, sei que é mais inteligente que os assistentes que estávamos acostumados, mas sei também que não é humano, causa uma sensação bem esquisita no meu âmago por assim dizer que nem eu sei explicar kkkkk
Além de todas as questões envolvendo privacidade que nem vou entrar no mérito. Bizarro pensar que a maioria as pessoas no futuro vão conversar sem nenhum filtro com essas IAs conectadas a internet enviando todo o tipo de dado possível sobre você.
A “solução” seria uma IA que funciona offline, mas até que tentei fazer uns testes com o Llama 3 em minha máquina, que apesar de ser da Meta funciona offline, mesmo assim não me desce e não consigo acostumar. Meu uso acaba sendo o padrão, de só perguntar coisas básicas pra não ter que percorrer muito atrás da informação.
Com certeza, já conversamos com máquinas todo dia. Hoje mesmo fiz um painel para ver um dado de uma maneira mais fácil de ler. Só falta uma interface de voz e esse tipo de coisa vai ficar hiper comum.
Em breve será irrelevante saber se estamos conversando com alguém de carne e osso ou não. Só mesmo ao vivo teremos algum tipo de contato real. Até criarem corpos artificiais idênticos aos naturais, aí acabou mesmo.
Eu uso o chatgpt por preguiça de ficar pesquisando no google, não necessariamente para bater papo, mas esse troço ainda falha demais em coisas bem específicas e obscuras. Por exemplo, hoje eu estava tentando descobrir o que determinada luz no painel do meu carro significava. Parece uma questão simples que se resolveria dando uma olhada no manual, mas na prática não é bem assim, não há menção no manual. É uma luz que nunca vi acesa e fica perto do computador de bordo. Pode ser que seja algum recurso que não tenha vindo habilitado no meu modelo. O copilot não me ajudou por mais que eu explicasse o que estava tentando descobrir. Depois parti para a pesquisa direta no google e também não encontrei nada! Ou seja, há limites ainda.
Se tal IA estivesse sob seu controle, rodando um código que vc entende (pelo menos em linhas gerais), sem ingerência de alguma outra pessoa ou empresa, não vejo problema. O problema é quando vc não tiver o controle e entendimento sobre ela. Mas isso vale para qualquer ferramenta.
comentando sobre isso ontem, um colega de trabalho disse que a esposa assina o ChatGPT4, e conversa com “ele” no celular
no começo vai ser um negócio meio idiota (eu achava meio idiota quando pessoas diziam que conversavam com a Siri), mas vai ser normal, logo, muito proximamente
quanto ao “inteligente” de IA: IA é um termo técnico, então o “inteligente” de IA não é a mesma coisa de quando usamos “inteligente” quando conversamos normalmente
As pessoas já conversam com computadores desde o Eliza, dos anos 1970. No livro Alone Together, da Sherry Turkle, ela gasta a primeira metade das páginas analisando a relação entre seres humanos e máquinas muito mais limitadas que o ChatGPT. (Eu não classificaria o ChatGPT como “inteligente”. Não é porque chamam de “inteligência artificial” que ele é inteligente; fosse assim, eu trocaria meu nome para Einstein.)
Eu entendo por que gente como o Sam Altman fica empolgada com a Samantha de Her: ela nunca retruca, é sempre dócil, compreensiva, atenta, útil, e ainda tem a voz da Scarlett Johansson. É o sonho de todo “nerd”. E é de uma falta de criatividade brutal, o que não surpreende vinde de quem (e de onde) vem.
O final de Her está longe de ser “sem noção”! Pelo contrário, é um bom final: Theodore redescobre sua humanidade no momento em que se sente “traído” pela Samantha. Em Alone Together, a autora escreve em vários momentos que o problema das companhias robóticas é elas serem “boas o bastante”, porque isso nos priva de encararmos nossos fantasmas de frente a fim de encontrar o tipo de companhia e aceitação que, ironicamente, buscamos nesses robôs. Era o caso dele.
Faço coro à Wired: Mais uma vez, peço aos nossos senhores da tecnologia para que assistam ao filme inteiro.