Bluesky, Mastodon, Telegram e RSS

Viver sem celular

Faz um mês que estou vivendo sem celular. O meu quebrou e não quis comprar um novo. Isso significa ir para lugares sem GPS tendo que me guiar pelas placas. Levar cartão para fazer pagamentos, já que não tenho NFC nem pix (na rua). Em momentos de ócio, ter que curtir o ócio mesmo, sem nada para distrair.

Aproveitei e exclui minhas redes sociais de forma definitiva (exceto whatsapp).

Estou lendo bem mais. Estou terminando o segundo livro nesse período, antes levava mais tempo. Também melhorou minha comunicação com a minha esposa e com as pessoas em geral.

Acesso a internet para trabalhar e durante o dia vejo meus e-mails e vejo também meu whatsapp, que está conectado no PC. Este porém, acesso umas poucas vezes no dia. Não vejo as atualizações de status, só respondo as mensagens mesmo.

Posso dizer que nesse tempo me sinto um ex-drogado em recuperação. E tô achando a vida bem melhor dessa forma.

E você, conseguiria viver sem celular e sem redes sociais?

45 comentários

45 comentários

  1. Sem smartphone eu acho difícil, sem rede social é fácil. Inclusive não instalo apps de rede social no celular, se preciso usar, acesso pelo navegador (firefox para android). Quando desligo a tela do celular, a página web do rede social não fica incomodando ;-)
    Esses dias no trabalho estava conversando com uma colega e mostrando algo no celular e ela disse que o meu smartphone estava com “26% de bateria”, que não ia chegar até o final do dia. Quando cheguei em casa esta com 22%. Detalhe, essa amiga tem tudo que é apps de rede social no celular, desde facebook, instagram, tiktok, que só fazem para drena a bateria e nosso tempo!

  2. Não conseguiria, não só pelo vício em ficar me distraindo com apps de redes sociais, mas também por ser uma ferramenta de prospecção, atendimento e pós-atendimento de clientes. Sem celular, perderia muitos clientes e as contas não fechariam.

  3. Confesso,que esse post,me incentivou a diminuir um pouco as redes sociais,de 4 para uma e usar menos o celular,estava sem foco em nada e ligado em tudo,obviamente,minha ansiedade esta diminuindo,talvez no futuro,deixar de usar Watchs e suas notificações,certamente agora com menos redes sociais,vai diminuir substanciamente as conferidas.

  4. Sim. Já fiquei longos períodos tanto sem celular quanto sem redes sociais.
    Percebi que muito se fala dos benefícios de viver assim e pouco dos malefícios.
    No meu caso, o principal malefício foi na vida social. Foi prejudicial ficar sem contato com as pessoas que eu gostava, e das que eu nem gostava tanto assim. E inevitavelmente isso interferiu em outras áreas da minha vida.
    Hoje em dia, ainda sumo dos dois, mas por breves períodos e consciente do tanto que vou perder/ganhar. Dias sem celular, meses sem redes sociais.

  5. hoje seria impraticável viver sem celular, pois pra acessar a vpn do trampo, preciso do multifator e o celular para ‘liberar’ a entrada.

    já não uso mais redes sociais, a última foi o instagram, invadiram e eu deixei de mão de criar outra.

    quando preciso me distrair, leio aqui os posts, vou no fórum do metal-archives, tabnews, dev.to ou vou ver os shorts do youtube mesmo.

    pra não dizer que aboli completamente as redes sociais, uso o linkedin pontualmente, pra minha área é importante manter atualizado e ativo na rede pra ‘chamar atenção’.

  6. Pensei algumas vezes em como escrever aqui sem parecer que estou torcendo contra ou sendo mala.
    Eu considero muito utópico simplesmente viver sem celular, o que considero importante para avaliar é o bom uso e saber abrir mão desse aparelhinho nos momentos certos.
    Vou dar meu exemplo, no último fim de semana fui pra praia, e na hora de ir para a areia, deixei o celular no apto e fui só com o cartão de débito. Certamente aproveitei muito bem a experiência, mais “focado” na distração/diversão, seja jogando uma bola com meu filho na areia, indo no mar, tomando uma caipirinha … não preciso postar status desse tipo de coisa, não interessa a ninguém isso, só a mim.
    O que falta na maioria das pessoas é querer atingir um “melhor compromisso”, ter o desprendimento e frear o impulso de querer postar qualquer porcaria que faz na vida. Esse é o efeito negativo das redes sociais, muita gente nem percebe o quanto está imersa no vício.

    1. concordo com sua opinião, nem tanto ao mar nem tanto à terra

      é praticamente impossível não ter Whatsapp, porque é a maneira padrão das empresas se comunicarem com os clientes … quem faz consultas ou exames médicos constantes que o diga

      eu uso celular basicamente para 3 coisas: chamar Uber, banco, e contatos com empresas via Whatsapp (principalmente consultas ou exames, como escrevi acima)

      para outras coisas eu uso o computador .. na verdade até mesmo whatsapp e telegram eu uso no computador, pra mim é fácil, estou no computador o dia inteiro … mas e quando eu não estou no computador ? tem que ser celular … e também, não é todo mundo que tem acesso ao computador durante o dia, então tem que ser o celular

      o importante mesmo é saber usar: não ficar preso nos algoritmos do Twitter, Youtube, etc (eu tenho uma irmã que basicamente vive com o celular na mão e o fone no ouvido, no Youtube)

      mesmo Twitter e Youtube, que o pessoal critica muito, quando usados apenas no computador não acho tão viciantes

    2. Concordo, há muita gente que sai publicando frivolidades a rodo e sequer percebe a falta de controle na qual deixou a vida se submeter. Eu já tentei ficar sem smartphone ‘à força’ (não dá certo!); tudo para mim tem que ser levado sob o método da ataraxia — nada forçado nem forjado.

    3. viver sem celular é distopico – pra quem perdeu/foi roubado e/ou nao tem como repor, documentos e etc tmb esta ficando tudo digitalizado. complicado

  7. Que bom ler relatos de que isso tem sempre mais benefícios do que malefícios. Eu venho tentando, no início, me desapegar das redes sociais.
    Já excluí minha conta do Twitter faz um mês. Agora estou tentando usar menos o Instagram, excluí o app do smartphone e uso somente no PC de casa à noite, espero chegar em um ponto em que eu não sinta falta e aí perceba que nada me impeça de excluir a conta. Hoje ainda tenho a sensação de que “estou perdendo algo” se eu excluir a minha conta lá.

  8. Realmente,a qualidade de vida,melhora bastante,existe muita coisa,para distrair o nosso tempo,mas de tudo,a vida financeira,pesa mais para min,a questao de ver,saldo,pagamentos e investimentos,mas de resto,é libertador,ninguem te achar,para encher o saco.

  9. Oi Fernando! Posso dizer que sou bem desplugada. Não uso ZAP, não tenho Instagram e no celular só tem os apps que vieram nele. Pagamentos mesmo são pelo cartão e dinheiro. No note, só o essencial e como escrevo muito, tento fazer pausas (tendinite agradece). Adoro ler impressos, só tenho o básico de ebooks pra ler (3). É possível sim viver bem e melhor administrando a vida online, a questão é a dependência que tornou-se o uso desses dispositivos. Tudo é questão de equilíbrio. Já fiquei seis meses sem Celular e em plena pandemia. Foi tranquilo. Obrigada pelo post e assunto tão reflexivo e pertinente aqui!

  10. Eu quase não uso meu notebook, tento resolver tudo pelo celular, mas as vezes sinto que a mente fica fixada demais neste retângulo preto, aí eu tento alternativas como acessar a web pelo notebook, tablet, leitor digital e é bom pra alternar um pouco e variar, mas no fim o smartphone é o mais versátil e rápido pro meu uso, sempre disponível e pronto pra resolver em segundos as tarefas.
    Hoje tenho um consumo mais consciente pelo menos, e já é um começo, sinto que todo mundo deveria ter uma experiência de detox do smartphone pra pelo menos ter consciência quando está exagerando, porque vejo gente muito pior do que eu por aí.

  11. Estou pensando em instalar uma linha telefônica fixa em minha casa pra ficar “offline” quando estiver lá.

    Desligar o celular e deixar de acessar WhatsApp e redes sociais quando estiver em minha residência.

    1. Uma alternativa mais em conta seria desativar o Wi-Fi e os dados móveis do celular quando estiver em casa. No iPhone/iOS é fácil criar uma automação desse tipo usando o aplicativo Atalhos.

    2. complementando o que o ghedin disse: você também pode desativar a internet em segundo plano dos aplicativos, aí só funcionaria quando os abrisse

    3. Se você instalar uma linha fixa será bombardeado com ligações de telemarketing

  12. Muitos anos atras quebrou-se a tela de um smartphone e passei algumas semanas com um nokia flip…
    Mas desde que trabalho nessa nova industria eu não uso o celular, praticamente fica no armário. Em casa ele fica jogado por ai…
    Não seria dificil viver sem, mas seria pouco pratico em algumas situações. É inegavel que é uma excelente ferramenta sabendo fazer um bom uso, o que estraga é o uso excessivo de redes sociais.

  13. Eu tenho vontade de fazer isso às vezes, Abandonar o celular e viver como antigamente, só não faço isso pois ainda preciso do whatsapp, google maps e os apps de bancos, de resto eu conseguiria viver tranquilamente.

  14. Parabéns, eu realmente admiro essas histórias e acredito que o impacto positivo supera eventuais perrengues.

    Mas nunca conseguir chegar nesse lugar, de romper com o celular. O que tento é diminuir a dependência que criamos dele, usando o notebook para muitas funções que o celular oferece e mantendo boa parte do dia o celular em outro ambiente. Mas tem situações que fico preso nele, ainda. Em relação ao banco, por exemplo, realmente fico sem saída e estando fora de casa, o WhatsApp é relevante para estar em contato com as pessoas importantes da minha vida.

    Esse estudo abaixo sempre me deixou preocupado. A mera presença já prejudica. Então imagino que os benefícios de não ter um celular sejam realmente significativos.

    https://www.journals.uchicago.edu/doi/10.1086/691462

  15. Para mim, qualquer possibilidade de viver sem celular acabou quando instituíram ponto digital no meu trabalho.

    1. Se o celular é pessoal, obrigado você não é. Mas é uma convenção de trabalho acordada, se você aceita usar seu smartphone pra bater o ponto então paciência. Se não aceita, a empresa deveria fornecer o aparelho ou marcação pela web, mas ela também não é obrigada a te manter empregado se você insistir nesse motivo rs.

  16. Se dependesse somente da minha vontade, até viveria sem (mas não sem um player de música / podcasts).

    Sempre detestei celulares e smartphones. O fato é que, hoje, cada vez mais assuntos relacionados à cidadania (burocracia), bancos entre outros nos cercam para usar apps.

    Sempre achei que o celular (até mesmo antes do smartphone) é um tipo de “coleira”. Limita e muito nossa liberdade (em várias acepções da palavra).

  17. Já fiquei quase isso há uns 4 anos atrás, quando a tela do meu estragou, ainda funcionava então mantinha ligado para usar o WhatsApp Web, não senti tanta perda na época. Mas hoje é impossível, trabalho com marketing e design, então preciso muito de comunicação, apps financeiros também, além dos bancos tenho um que controlo todas minhas finanças, porém mantenho bem limpo, vejo quase tudo pelo navegador apenas, tendo instalado só Instagram das redes sociais grandes e Mastodon que comecei a usar agora.

  18. Pelo seu relato, talvez até conseguiria ficar sem celular por um tempo sim, embora tudo ficasse menos prático.

    Isso significa ir para lugares sem GPS tendo que me guiar pelas placas.

    O problema não é tanto se localizar, aqui onde moro eu saio com frequência sem usar o GPS, pois já sei o caminho. A questão do GPS é ajudar a encontrar rotas alternativas em meio ao trânsito, ver possíveis problemas no caminho (ruas interditadas, por exemplo). Isso sem falar em viagens, peguei estrada recentemente e o Waze ajudou bastante em notificar sobre buracos na pista.

    Levar cartão para fazer pagamentos, já que não tenho NFC nem pix (na rua).

    Meu celular atualmente não tem NFC, e não costumo usar Pix, prefiro pagar tudo no cartão. Então não me faria falta também.

    Em momentos de ócio, ter que curtir o ócio mesmo, sem nada para distrair.

    Não julgo essa questão, pois o celular realmente é um sugador de atenção infinita. Mas você comentou depois que passou a ler mais, e melhorou a comunicação com a esposa, então imagino que não foi um “ócio” no sentido literal da palavra (não fazer nada), você só direcionou o tempo pra outros lugares.

    Porém, senti falta de você comentar sobre a função principal do celular: realizar e receber ligações. GPS e videogames portáteis já existiam antes do smartphone virar uma epidemia, e antes disso as pessoas já andavam com celulares por aí. Seja pra avisar que chegou bem em tal lugar, ligar pra alguém que está fora de casa pra pedir algo, ou até pra estar disponível caso alguém precise ligar. Você não sentiu falta dessa parte? Ou você recorreu a um “dumbphone”?

    1. A questão do Waze me faz falta também. Moro no RS e trabalho em Canoas. Semana passada com os alagamentos, o GPS fez falta pra saber que rodovias evitar ou por onde ir. Acabei dando algumas voltas até conseguir pegar o melhor caminho. Essa semana já faz tanta falta, pois estou home office com a situação atual do estado. Talvez essa seja a parte que me faz falta e que torna difícil ter uma solução melhor que o celular (não sei se ainda existem aparelhos GPS dedicado e, se existem, conseguem se conectar a alguma rede para transmitir trânsito em tempo real.

      Quanto ao ócio, me refiro ao ócio mesmo, ficar sem fazer nada, só observando, olhando a paisagem, olhando o teto. Me admirei de ver como fazer isso me ajuda a ser mais criativo e até a iniciar conversas. Sempre achei que me informar pelo celular, seja em sites de notícias ou redes sociais, me faria mais comunicativo, mas aconteceu justamente o oposto.

      Quanto a fazer ligações, zero falta até o momento. Mesmo antes já era difícil eu ligar pra alguém. No caso, se for pra avisar que cheguei bem, ou tento dar um recado por alguém que tem celular, ou fico sem avisar mesmo.

      1. Uma sugestão pro Waze seria comprar uma central multimídia com Android. Tem alguns modelos bem baratos no AliExpress. Claro, ainda vai precisar de internet, mas você pode tentar conectar na wi-fi de casa pra calcular o trajeto quando precisar sair. E é melhor que precisar de um celular somente por causa disso.

        Sobre ligações, creio que isso seja mais cultural mesmo. Conheço famílias cujos pais ficam preocupados se o filho (mesmo sendo de maior de idade) não manda mensagem no Whatsapp (ou ligam) avisando que chegou bem em algum lugar.

    2. Meu marido ficou sem uns 12 anos atrás depois q foi roubado. Era uma época um pouco mais simples kkkk
      Mas o q me irritava nessa época dele estar sem celular (a gente ainda namorava e morava separado) era isso q vc falou no ultimo parágrafo. Não dava pra avisar nada na rua, se ele tá atrasado, se eu tava atrasada, se queria combinar de encontrar em outro lugar depois q saí, perguntar/pedir alguma coisa. Se eu caísse na rua indo pra casa dele e ele já tinha saído pra me encontrar no caminho, eu não ia ter como avisar. E, msm em casa, o processo de usar telefone fixo é chato, pq vc liga, outro parente atende, tem q passar etc.
      Enfim, ele viveu assim uns 6 meses lá pra 2012. Foi possível mas pra namorada dele (eu) foi chato kkkk

  19. Vi alguns comentários de pessoas que mencionaram o banco. Tenho conta na Caixa e uso normalmente pelo PC, não solicita celular para nada. Mas, sei que fintechs torna mandatório ter um celular.

    1. Algumas, sim. Notei que o Bradesco está “forçando” o uso do smartphone. Ao abrir o site principal, aparece no topo uma mensagem “Acesse sua conta pelo Aplicativo Bradesco” (acredito que só exista para smartphone). Para logar na conta, é preciso rolar a página e escolher uma operação qualquer, aí sim o site carrega naquela visão tradicional.

    2. Sinceramente? Tive muitos traumas com aqueles “Módulos de Segurança” do BB, Caixa e outros bancos, que deixavam o PC mais lento que uma carroça. Não raro eu ia ver um computador de um parente que estava bem lento, e bingo: tava lá instalado o tal Módulo de Segurança. Era só desinstalar o programa (haviam relatos disso na internet, bem como tutoriais pra remover) que o PC ficava usável novamente.

      1. Eu também passei por isso e fiquei traumatizado.
        Hoje só tenho o Itaú mas quando preciso instalar de outros bancos por causa de algum parente ou amigo uso máquina virtual.
        O software do Itaú funciona tipo uma sandbox (eu acho) e inicialmente funcionava na máquina virtual, mas do nada parou de funcionar e não deixava autenticar, aí quando instalei no host pegou, muito estranho, de alguma forma o Itaú está detectando a máquina virtual ou exige algum recurso que só o host possui. De qualquer forma não detectei nenhum serviço rodando em segundo plano, o aplicativo aparentemente fica circunscrito na própria sessão quando aberto.

        1. Ah sim, também tenho Itaú e uso o Aplicativo Itaú, é o único que uso atualmente (também porque é onde estão meus gastos principais). Mas o próprio aplicativo parece ser uma sandbox, sem depender de módulos pra funcionar em outros navegadores, como é o caso de outros bancos. Pelo menos funciona sem ficar deixando o PC lento. Mas ainda mantenho o app no celular principalmente por causa do itoken, e também pra ter atendimento mais fácil via chat, sem precisar ficar no PC.

      2. Parei de acessar minha conta (BB) pelo notebook justamente por causa disso! Hoje, só pelo celular mesmo…

  20. Faz alguns anos que sou bastante viciado em celular. Comecei a perceber o problema há uns 2 anos, quando minha noiva (com quem eu vivo) passou a reclamar bastante do meu uso exagerado. Os principais vilões eram Instagram e Twitter, onde eu ficava o dia todo vendo notícias e análises sobre política, futebol, TUDO. Sentia que queria ficar informado de tudo que estivesse acontecendo, de todas as fofocas, de qualquer besteira que tivesse rolando.

    Como consequência do uso exagerado (eram, sei lá, umas 4/5 horas por dia nisso) eu perdia tempo de qualidade com minha noiva, deixava de fazer atividades físicas e prejudicava MUITO meus estudos (estudo para concurso de magistratura, o que exige muitas horas de estudo por dia). Eu me sabotava dizendo que ficava por dentro do mundo dos concursos utilizando as redes sociais (de fato, há grupos de concurseiros e perfis que entregam bastante conteúdo, dicas, etc., mas essa ‘vantagem’ não compensava o tempo gasto).

    O primeiro passo foi excluir as contas das redes sociais e apagar os respectivos aplicativos. No começo, deu resultado, mas logo apareceu outro vilão: o Youtube. Passei a gastar horas e mais horas vendo vídeos no Youtube, e também o Youtube Shorts. Além disso, em alguns momentos importantes (eleições 2022, 8 de janeiro, jogos importantes do meu time de futebol etc.) eu baixava novamente o twitter somente para ver a repercussão das discussões e ficar por dentro, fazendo com que eu entrasse naquela espiral de procrastinação novamente.

    Diante da ausência de auto-controle, a solução que eu encontrei foi baixar o app AppLock, que permite bloquear apps por meio de senhas, e pedi à minha noiva para criar uma senha e não me contar. Bloqueei o Chrome e Youtube (apps que não consigo desinstalar do meu Android) e também a Play Store, me impedindo de baixar novamente os apps.

    Assim, hoje em dia consigo usar meu celular para: WhatsApp (preciso, por causa do meu trabalho), Spotify, iFood, Gmail, Uber, Maps e aplicativos de banco. Minha média de uso por dia não é superior a 1 hora, o que tem me ajudado bastante nos estudos e outras atividades (como leitura, atividade fisica).

    A opção de não ter celular não é viável para mim, pois utilizo apps de banco, uber, ligações, e-mail e whatsapp. Até cogitei comprar aqueles celulares Nokia bem ruins, com teclado físico, mas imagino que a dor de cabeça seria maior. Essa foi minha alternativa para fugir das redes sociais e, ainda assim, conseguir usufruir das funções realmente úteis dos smartphones atuais.

  21. Um aplicativo de monitoramento de pontos do trabalho e o WhatsApp, me obrigam a andar com o celular no dia a dia, antes disso às vezes ia para o trabalho sem de vez em quando.
    A falta de aplicativos como o PIX, e Geolocalização, transporte, clima e notas compartilhadas com a nuvem também me desconfortam de pensar nessa possibilidade, essas praticidades me fazem não ter muita vontade de tentar desapegar.
    O uso da tecnologia por si só não acho prejudicial, não usar redes sociais, desinstalar jogos online e talvez o youtube, seja um passo mais limpo para limpar a mente

    1. Eu não assisto mais tv, meu aparelho nem tem antena, e vejo poucas séries e filmes, mas o YouTube…é o app que mais uso na minha smarttv. “Acho” que nem uso tanto tempo assim a ponto de me deixar preocupado, mas o que mais me incomoda é esse algoritmo deles que tenta empurrar as coisas goela a baixo. Eu luto constantemente pra gerenciar meu histórico e uso bastante aquele botão de “não tenho interesse” ou “não recomendar este canal” mas sempre aparecem coisas aleatórias com aquela pegada mainstream tipo “caras e bocas exageradas” com o claro objetivo de me manter preso e roubar minha atenção. Sinto que existe uma infinidade de pérolas a serem descobertas nesta plataforma mas que são impedidas de vir a tona por causa do algoritmo. Gostaria que existisse um diretório em algum lugar com uma curadoria de canais e vídeos de qualidade do YouTube.

      1. Tem uma extensão chamada Clickbait Remover que tira as thumbs de vídeos do youtube, substitui pelo vídeo em si, como era antigamente

  22. há 10 anos fui assaltado, como consequência fiquei 6 meses sem celular, sei que os tempos eram outros, mas na época o único prejuízo que tive foi não receber mensagem de uma aula que foi cancelada do curso técnico e ir até a unidade a toa (demorava 2h pra chegar lá)

    hoje em dia não me vejo sem, mas sei que poderia diminuir muito o uso.

  23. Eu acho que conseguiria viver bem sem também, meu tempo de tela de celular é baixíssimo se comparado com a média brasileira. Uso o celular entre 1h e 1h30 por dia. O que eu sentiria muita falta é da geolocalização, como só ando de transporte público, é o que eu mais uso no celular, inclusive para checar horários de ônibus, rotas, etc. Enfim, já pegava ônibus antes de existirem esses aplicativos, mas acho que sem o celular eu acabaria demorando muito pra fazer algumas coisas que são simples. Pra chamar um carro de aplicativo em uma emergência, onde estou atrasado, é bem útil também. Agora, o resto também dispenso, inclusive prefiro acessar os mensageiros pelo computador ao invés do celular. Outro problema são os aplicativos de banco. Eu sempre ando com cartão também, eu acho o pagamento com PIX em estabelecimentos uma falsa praticidade, sempre quando tem alguém na frente de mim na fila pagando desse jeito eu já fico irritado porque sei que a pessoa vai demorar, sendo que o cartão é muito mais rápido. Mas eu faço diversas transações todo mês, como pagar academia, servidor, entre outras coisas, e infelizmente os bancos se digitalizaram de tal jeito que você acaba precisando do celular para confirmar as transações, mesmo que elas tenham sido feitas no webapp.
    Por fim, eu ainda acho que um uso minimalista do celular é a solução mais plausível para a maioria das pessoas, mas admiro sim quem vive sem, acho incrível!

    1. Pensava que era só eu que não gostava de pagamentos por Pix em estabelecimentos físicos. Acho muito mais prático cartão por aproximação.

  24. Não mesmo, hehe. O celular tem muitas utilidades práticas para mim (pagamentos, geolocalização, comunicação).

    Excluir apps de redes sociais e o de e-mail, porém, me faz diminuir bastante o uso e elimina aquelas olhadelas em momentos de ócio. Recomendo.