21 comentários

  1. Eu gosto de comprar itens usados via Facebook Marketplace, além de OLX. Mas evito alguns eletrônicos: Notebook, placa de vídeo e celulares. Afinal, ainda que estejam baratos, não quero ser conivente com alguma receptação de itens roubados.

    Geralmente eu “me caso” com o que adquiro de tecnologia: uso até o fim da vida útil ou até o poder de processamento ser defasado a ponto de a aba do navegador travar. Portanto, não tem como vender o quê depreciou tanto a ponto de ser útil apenas para laboratório de peças ou sala de aula. Acabo por doar.

    Adquiro geralmente cacarecos do tipo: DVDs e Blu-rays, além de players para “reserva técnica”, afinal sem um tocador de discos os mesmos se tornam frisbees inúteis.

    Há uma “magia” em adquirir itens usados: pelo preço de oportunidade. Livros, uma cama de solteiro, DVDs e Players e até uma Apple TV já adquiri assim. Porém também perde-se muito tempo tanto em anunciar quanto em dialogar com vendedores. Além de que acaba-se gastando mais: Você vende algo por R$ 100, compra outro por R$ 140 e no fim do dia gasta R$ 40. Outro risco é simplesmente o item estragar ou estar tão mal conservado que dure pouco e não compense o valor pago.

    Livros são ótimos pra adquirir usados. São bens duráveis, geralmente a bons preços e podem ser revendidos (ainda que mais baratos do que se pagou).

    Uma pena que os sebos hoje em dia estão ruins de negócio: ao levar um item de interesse ao balcão, checam nos e-commerces o preço do item antes de lhe dizer o preço de venda.

  2. Aqui no RS “fazer rolo” é “fazer brique” ou “fechar um brique”.

    A expressão vem das lojas de móveis usados que eram chamados “Bric a Brac”, uma expressão francesa. “Tá feito o brique!” é “negócio fechado!”.

    Terminada a introdução, sou conhecido pelos meus amigos como um briqueiro de primeira. Compro e vendo muito online. Hoje quase só uso o FB Marketplace (mantenho a conta sem amigos lá só para isso) mas já usei bastante a OLX – que ao menos aqui em minha cidade anda bastante fraca.

    Comprei muitos equipamentos de som e instrumentos antes e no início da pandemia, antes do dólar subir, então fiz muitos bons negócios. Um dos últimos foi um microfone por um MacMini (comprei por 500, o MacMini estava oferecido por 1500). Já comprei mesa de som por 1400 e vendi por 3000.

    Outra compra interessante foi um violão Fender Ressonator (1700). Troquei por um ressonator da Strinberg + 2000. Troquei o Strinberg por violão nylon, mano a mano. Vendi por 1100.

    Um hábito que tive muito tempo é: compra instrumento com case, vende sem case. Depois vende o case. Teve ano de eu passar 5, 6 violões na minha mão até estacionar nos que tenho hoje.

    Além de que compro muitos móveis usados. Cama, guarda-roupas, a escrivaninha onde trabalho…

    Trocas + retorno sem pressa geralmente valorizam o investimento; certas coisas são difíceis de vender. Nem tudo valoriza ou dá lucro. Não interessa o quanto você quer, o que vale é quanto as pessoas estão dispostas a pagar. “Comprei há dois meses” – lamento, ninguém vai comprar usado com só 10% de desconto, prefere comprar novo.

    Outra coisa que aprendi é que sempre tem um bom negócio à frente. Tipo, aqui no sul tem um ditado sobre oportunidade: “cavalo encilhado não passa duas vezes”. Pois eu digo que tem um cavalo ainda mais bonito pra passar. Não se afobe, não se aperte, pechinche. Ok, pedir 50% abaixo é quase ofensa, mas um “menos” pra cobrir o frete tá valendo.

    Também tenho o hábito de ver se a pessoa está desesperada e não pechincho. Acho sacanagem.

    Algumas coisas são complicadas de comprar usado, outras são bem tranquilas. De modo geral, músicos são cuidadosos com seus instrumentos, então é fácil encontrar boas barganhas (pobres músicos também precisam vender o instrumento para cobrir boletos…). Saber testar o equipamento é importante. Aliás, conhecer BEM o que está comprando é importante.

    Estou num momento de desapego – tenho mais do tu que uso. Momento de circular. No fim do ano passado vendi mais de 20mil em equipamentos, que foram pra reforma de casa que financiamos.

    Finalizando: já fiz coisas impensaveis do tipo “tu me envia, eu te envio”. Não faço novamente, o mundo anda estranho.

    1. Sensacional seu relato! Muito boas as dicas. Uma coisa que aprendi recentemente é que se for mandar proposta indecente, mande nas sextas e sábados, pois são os dias que as pessoas querem sair pra gastar dinheiro e estão mais propensas a vender mais barato pra compensar o que irão gastar hahahahaha.

  3. Eu faço muito rolo com instrumentos musicais, comecei uma sequência onde sempre aceitava um instrumento musical como troca mais uma compensação financeira, e lembro que fui fazendo essas trocas: viola caipira mais uma compensação, por um violão mais uma compensação, por um ukulele mais uma compensação e eu lembro que esse ciclo chegou até uma cafeteira. Como eu faço café em casa só pra mim, no mini coador, doei a cafeteira para o grupo de teatro da minha cidade.

  4. Em geral levo a pior porque não sei precificar direito e não tenho paciência de pechinchar. Nunca consegui vender nada de fato, no máximo trocar por outras coisas, em geral eletrônicos. Enfim sou um fracasso nessa seara. Mas já adquiri bons produtos:

    -comprei um notebook hp usado em 2011 que passou na mão de muito parente emprestado, e estava funcionando até um ano atrás quando a alimentação deu problema e cansei de ficar arrumando.
    -comprei um iPhone 3GS minha entrada no ecossistema da Apple em 2011.
    -troquei um iPhone 5s por um ps4 em 2015 (console está vivo até hoje)
    -troquei um iPhone 6s por um Nintendo switch.
    -troquei meu pc gamer por um notebook gamer e me arrependi.
    -troquei o mesmo Nintendo switch + o notebook gamer por um MacBook com volta minha, mal negócio se for precificar tudo.
    -vendi o tal MacBook que eu tinha muito desejo de experimentar porque percebi que não era pra mim. Não tinha utilidade nenhuma pro meu perfil, mas o ecossistema com o iPhone e o fato dele segurar a bateria em stand-by por bastante tempo sempre me surpreendeu (percebi que acabei de me contradizer e que foi a única bugiganga que vendi de fato sem receber outro produto em troca).
    -comprei um Kindle paperwhite em 2016 branco em excelente estado pela metade do preço. Está comigo até hoje e continua lindo.
    -Comprei um Kobo mini muito fofinho e não me adaptei, doei pra uma amiga.
    -comprei um psp go, mas achei a pegada desconfortável, faltava ergonomia, dei pro meu sobrinho que não cuidou direito.
    -comprei outro Nintendo switch, porque senti falta, na mão de uma colega de trabalho, segue em uso ainda.
    -esses dias comprei um Kindle oasis e ainda estou aguardando ser enviado, levei golpe? À saber.
    -uma vez tentei comprar um iPhone no ML e levei golpe, fiquei arrasado e foi a partir dessa má experiência que meu apreço por essas plataformas (e pessoas) diminuiu muito.
    -comprei uma academia completa em 2007 com meus irmãos num leilão e foi sensacional, mas enferrujou tudo ao longo dos anos e hoje não tenho mais nada e a dor nas costas voltou 👴🏼

    1. poxa, que pena por essas experiências ruins. acho que por eu ficar monitorando promoções de coisas que me interesso e participar de grupos de compra e venda (da minha área de trabalho), consigo sempre boas oportunidades.

      1. Ah sim com certeza, se tiver paciência pra filtrar e perseverança consegue muitas coisas boas. Felizmente hoje estou ganhando mais que antes e cheguei a conclusão que não vale a pena certas coisas, principalmente pequenas, não valem meu tempo aí prefiro novo mesmo.
        E o Kindle oasis era golpe mesmo, vendedor enrolou por 10 dias sem enviar, acionei o Olx e devolveram o dinheiro. Olha só…

        1. No meu caso, falando de fotografia, faz diferença, mesmo que você tenha bastante grana. Vou citar exemplos recentes, agora do mês de setembro:
          – Flash Canon 430 EX III RT – Novo R$ 2.600 – Paguei R$ 800 na OLX;
          – Flash Canon EL-5 – Novo R$ 3.600 – Paguei R$ 2.000;
          – Monitor de vídeo Atomos Shinobi + Acessórios – Novo R$ 3.300 – Paguei R$ 1.500

          Paralelo a isso, vendi 2 flashes da marca Godox, que comprei antes da taxa das brusinhas por 800 cada um, por 1.000 reais cada. Usei mais de 2 anos e ainda vendi por mais do que paguei na época.

  5. Eu já desapeguei de muita coisa, a preços baixos mesmo.

    Mas comprar é complicado, por que a maioria das pessoas prefere manter os preços superfaturados.

    1. tem que monitorar, o famoso garimpar e as vezes oferecer alguma proposta indecente. vez ou outra alguém aceita haha

  6. eu gosto de fazer isso com compras “desnecessárias”: sempre que eu quero comprar algo por mero consumismo, eu me condiciono a não gastar dinheiro com essa compra, então todo dinheiro tem que vir de venda de coisas usadas que tenho em casa e coloco pra vender, até chegar no valor daquela coisa que eu atualmente estou querendo.
    não sei se ficou claro, mas pra mim funciona muito bem.

    1. é uma boa tática. a maior parte dos meus equipamentos novos foram todos adquiridos dessa forma.

    2. É uma boa estratégia, conheço gente que mantém a coleção de videogames revendendo itens em sites de comércio eletrônico.

      Mas no caso dele, tinha a esposa que ficava em cima, pra não gastar à toa. Mas ele se divorciou… Aí já viu.

  7. Isso é uma coisa que eu precisava fazer mais, renovar as coisas.
    Um rolo que lembro com orgulho é uma daquelas bicicletas do tipo “Caloi 10” (de rodas fininhas, mas genérica) que comprei em determinado ano da faculdade por cerca de R$100,00 em uma feira de usados, usei muito o ano todo e vendi por R$150 na mesma feira um ano depois.

    1. pow aí foi um negoção.
      eu comprei um Mac Mini M1 8GB 512GB por 3.000 reais, usei por 1 ano e vendi por 4.000. o detalhe é que eu não queria vender, o colega insistiu em comprar ai vendi. mas era uma máquina de backup haha

  8. No meu currículo de vendedor, já coloquei a venda de:
    – 3 botijões de gás (dois deles eram dos grandes);
    – 30 m2 de piso cerâmico (era do meu pai, construiu a casa e sobrou);
    – Cafeteira, purificador de água e prato de vidro pra bolo (eram da minha cunhada);
    – 2 máquinas de costura (uma da minha mãe, ela decidiu q n queria + ficar – outra era da minha esposa, herdou da avó);
    – Câmera digital, ar condicionado do tipo janela (eram da minha esposa);
    – Celular (acho q foram uns 5, inclusive um caindo aos pedaços!);
    – 3 videogames (um Atari 2600, um Ouya e um PS2 slim);
    – Smartwatch (era meu, comprei outro);
    – Muitos HDs usados (falo em 2 ou 3 centenas)…

    Tem mais coisa, mas só por essas e outras eu já passei a ser conhecido como “o mascate da família”.

      1. Que nada, eu só sou um pretenso vendedor, já me dei mal também. Quando comprei uma TV LCD de 14 polegadas num leilão de empresa, e eu descobri que a tela estava quebrada… O pior é que eu fui ao depósito e examinei a peça antes de comprar!

        Também tenho minhas histórias tristes. Mas não desisti, mesmo porque tem itens que são invendáveis, como DVDs, BDs e livros (e eu tenho alguns pra sair).

        Ah, e hardware de desktop. Meu pai veio ontem com uma ideia cretina, de vender o PC dele e comprar outro. E quem vai ter que vender? Eu, que estou com 3 placas mãe paradas em casa…

        Enfim, continuemos tentando!

  9. Rolo do tipo “trocas”? Eu até gosto, mas tem tanto trambiqueiro que tira a vontade. Mas eu passeando pelo cemitério do facebook, onde só sobrevivem as vendas, achei um home theater philips por $250, nem achei que ia conseguir, mas comprei e funciona muito bem.

    1. a gente tem que ser mais esperto que os trambiqueiros. fazer rolo é uma arte e tem que ser malandro kkkk

      1. Pois é, eu mesmo sou um grande apreciador da arte do escambo.
        Ontem mesmo comprei um puta home theater da sony (que pra ser honesto, está faltando 2 caixinhas surround, coisa fácil de resolver). O sistema veio com um belo subwoofer, e me custou 100 reais só. A moça aparentava estar de mudança da cidade e vendendo tudo o mais barato possível pra se desfazer logo. Vou precisar de comprar as caixinhas pra completar o sistema e de comprar um controle remoto, mas mesmo se eu gastar algumas centenas de reais, ainda é uma economia de 500~1000 reais em relação a um sistema similar a esse comprado novo na loja.