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Um dos principais especialistas em desiguldade no Brasil escreve sobre a eficiência de programas sociais que distribuem dinheiro aos pobres quatrocincoum.com.br

Título -> Dar dinheiro aos pobres

Linha fina -> Desde 2003 construímos um programa de transferência de renda maciço e bem focalizado, eficiente e não clientelista

7 comentários

7 comentários

  1. eu queria uma renda minima universal, de uns 10k. não teria inflação não , pode confiar.

  2. O problema maior dos programas sociais é que a demonstração de sucesso devia ser em quebrar o ciclo da pobreza e não o aumento de gente que está incluso nos mesmos.

    1. Mas de onde você tirou que existe um aumento das pessoas em programas sociais desse tipo? Ocorreu isso nesse último ciclo político neoliberal (16~22), mas era algo que estava sendo, aos poucos, minimizado. As pessoas que recebem o BsF saem do programa em alguns anos, ao contrário do que o “senso comum” neoliberal prega.

      Um bom artigo sobre isso: https://www.scielo.br/j/rep/a/yTJLwCYQ89PVV77mJgRwGHq/?lang=pt

      1. Aliás, apenas a questão do efeito multiplicador em municipios pobres já vale a pena.

        É a mesma analogia que podemos fazer, com mais tempo, sobre o Home Office/Teletrabalho. Enquanto temos uma deterioração de locais de especulação imobiliária que viviam de construções de escritórios grandes, restaurantes inflacionados pelo movimento de pessoas diário e um impacto gigantesco no trânsito periferia -> centro; temos também uma melhoria no comércio de bairro, principalmente os periféricos, um aumento de diversidade das posições de trabalho, uma dimunição do impacto ambiental e social no dia-a-dia da cidade e dos trabalhadores etc. [Mas isso vai demorar mais tempos pra analisar]

      2. Eu não quis dizer que houve aumento, mas sempre a propaganda governamental em relação ao sucesso de BF e afins é que tem mais gente sendo atendida. A crítica minha é a mesma que parte da esquerda tem e inclusive é citada no texto “No campo da esquerda, destacam-se pelo menos duas: o fato de não ter sido acompanhado por medidas que eliminassem os determinantes da pobreza no país…”

        1. Os determinantes da pobreza não vão ser eliminados, pelo menos não totalmente. A segregação de classes (burguesia x proletários) vai ser sempre o tema de maior atrito e tensão do capitalismo. Não vamos eliminar esses problemas com canetada de nenhum governo. Isso virá, se vier, depois de muita luta e sangue derramado (como foi com a jornada de trabalho de 8h, férias remunaradas, aposentadoria, voto feminino etc). A burguesia não entrega nada de graça, jamais.

          A sua crítica é precisa e válida, mas esses condicionantes que são determinantes para a manutenção da pobreza são apenas os mecanismos do capitalismo para manter-se.
          E os países que elminam esses determinantes, na real apenas exportam a pobreza pra América Latina, Caribe, sul Asiático e África. Sem essa “base” a Europa e os EUA caem na pobreza. Inclusive, os EUA estão com um problema MUITO grande de aumento de pobreza (sem nenhuma rede de sustentação social que não sejam food stamps e programas estaduais) com pessoas morando em carros, barracas e fazendo fila pra conseguir comida (principalmente em cidades como LA e NYC mas também em Dalas, Houston e muitas outras menores).