Pessoal, deixo aqui o apelo para quem apoia a causa. É o último dia de consulta à população para que o projeto possa ser discutido no senado.
É uma PEC bem importante, especialmente para o direito à saúde dessas populações.
Bluesky, Mastodon, Telegram e RSS
Eu tenho um pé atrás com essa ideia legislativa porque me parece impraticável. (Falando da minha leiguice.) [Pelos dados do Censo 2022](https://www.gov.br/povosindigenas/pt-br/assuntos/noticias/2025/10-1/censo-2022-brasil-tem-391-etnias-e-295-linguas-indigenas), o Brasil tem 295 línguas indígenas e o maior grupo, o Tikúna, tem ~74 mil falantes.
Seria possível traduzir tudo que é apontando na ideia legislativa? A saber:
Por outro lado, é importantíssimo preservar e valorizar as línguas indígenas. Questões…
Nós temos alguns exemplos de países que cooficializaram suas línguas indígenas, como o Equador; mas a maioria cooficializa as mais faladas, como é o caso da Bolívia, Paraguai, África do Sul, Nova Zelândia, entre outros.
Eu particularmente acredito que seria mais viável focar nas mais faladas, pelo menos num primeiro momento, mas é uma discussão que teria que ser aprofundada no Senado mesmo, com o auxílio de profissionais da linguística e antropólogos.
Eu acrescentaria que não precisa ou deveria ser só as línguas indígenas, podemos e devemos incluir umas linguas da imigração que ainda são faladas em vários locais e povoados como verdadeiras linguas locais brasileiras. Estou pensando em linguas como Talian, o hunsriqueano rio-grandense, o okinawano ou pomerano (sendo que estes 2 só são falados no Brasil agora, inclusive linguistas japoneses e alemães vem ao brasil para estudá-los), o portunhol da fronteira RGS-Uruguai que é um verdadeiro dialeto nativo, etc. Todo respeito às linguas indígenas, mas se um projeto de linguas locais brasileiras fosse incluir as línguas regionais citadas (muito presentes no Rio grande do sul, no resto do sul, em locais do espirito santo), teria um grau de popularidade muito maior do que uns idiomas falados em regiões distantes do eixo sul-sudeste que é mais hegemonico no imaginário popular.