Bluesky, Mastodon, Telegram e RSS

Tive uma experiência meio Black Mirror

Apesar de dizer que algo é “muito Black Mirror” tenha ficado la em 2018 (ou 17?) ao passar por isso, eu fiquei com a mesma sensação estranha que tenho ao ver a série.

Moro em área rural e aqui é todo aquele blá blá agora romantizado em rede social: as pessoas dao bom dia na rua, quando alguem muda para cá levam uma comida pra ela, se alguem morre todos se juntam na casa de quem esta em luto e faz um chá, café, pão, pão de queijo…
mas nos ultimos 5 anos a regiao de Brasilia aonde moro vem sofrendo a gentrificação, grandes construtoras oferecem grana alta pra comprar lotes e casas só pra expulsar o pobre e poder construir casas quadradas. Nisso, agora tem muitas casas quadradas com cara de clinica e cheias de fita de led nas paredes (pessima idéia, atrai todo tipo de inseto alem de ser cafona, horroroso e um afronte a estética padrão da região) poucas casas simples com muro chapiscado ou até sem muro,(sendo o portão de grades a unica divisoria entre a casa e a rua) restaram. Enfim, fui numa dessas casas quadradas pedir ajuda para uma vizinha, toquei o interfone que ja estranhei por ser super diferente, com tag NFC, camera, LED e touch. Ela me atendeu, eu chamei ela dizendo pra ela vir no portão mas a diva estava FORA DO PAÍS e me atendeu pelo celular dela que é conectado ao interfone, e foi unicamente por ali que falei com ela (DOR E PAVOR) e me tremeu a espinha dorsal quando ela disse que tava fora e só o marido dela tava em casa (pq ele nao foi la então? ele poderia me ajudar também!) estranhei tudo, esse não é um modo de viver que compactuo, zero contato social, e o marido dela tem acesso a conversa por uma tela dentro da casa (ele de olho em tudo e não foi capaz de levantar a bunda preguiçosa dele pra ir falar direto comigo) odiei tudo e estou com medo dessa onda de dublês de ricos que tem se mudado pra ca atras de silencio e paz. Infelizmente ter silencio e paz hoje virou coisa de rico, ter casa no meio do mato é entregue como o mais alto luxo por construtoras daqui. Eu sempre tive isso, araras me acordam às 6 da manha, eu luto com Carcará e Quem-Quem (ambos passaros) pra passar por algumas ruas. (não to querendo pagar de Tarzã) Arde meus olhos essa romantização da natureza pra rico morar, porem a construção destroi todo cerrado, deixa umas 4 arvores que nem dão fruto em pé e vende como o ápice da moradia ecológica. Medo do preço que o comodismo cobra, medo de como estára esse lugar daqui 5 anos. Morre a personalidade e aconchego e nasce um ambiente pasteuriozado cheio de gente que veste camisa social em tons claros e short curto em tons terrosos todos os dias (fui especifico sim!!!) cabelo sempre no gel e seus labios parecem um cd player. aqui jaz!

35 comentários

35 comentários

  1. Esse parece aqueles posts aleatórios de Twitter, enfim… nada mais a dizer. Rs

  2. Spoiler: o marido também não estava em casa. Ela disse que tinha alguém lá dentro para desencorajar aventureiros.

  3. se algum desconhecido chega batendo, eu também não sairia, e usaria da tecnologia (interfone com camera) pra saber quem é e o que quer. pra mim é extremamente inconveniente chegar na casa de alguém sem avisar, ou sem conhecer a pessoa. fora o perigo disso.

    1. acho que foi por isso que ele contextualizou, porque esse é(era) o normal lá onde ele mora.

  4. Conheço bem essas casas com cara de edifício institucional com portas gigantes (meu sogro mora em uma). Eu as chamo de “monstruosidades Denise Zuba” homenagem a arquiteta

  5. Ótimo texto! Gostei dos detalhes das descrições.

    Primeiramente sinto muito pelo que está acontecendo aí na sua cidade, e você não está sozinho: isso é uma epidemia. Também moro em uma cidade média de interior e aqui já estamos na fase 2: depois de transformar alguns bairros inteiros nessa breguice, essa galera está vendendo essas casas em massa para se isolarem ainda mais no novos condomínios fechados longe da “gentalha”.

    Aqui isso se liga com aquele texto do Ghedin sobre o [paradoxo da segurança](https://manualdousuario.net/paradoxo-seguranca/). É uma galera que sobe um degrau na vida e já se vê como uma espécie diferente. Quando o vizinho da frente resolve puxar assunto ou dar bom dia, a pessoa já manda subir mais 1m de muro, colocar cerca elétrica, arame farpado de trincheira de guerra e mais umas 5 câmeras. O bairro começa a ficar com cara de zona de guerra, até que eles resolvem abandonar tudo e ir pro condomínio.

    Aqui moro em uma casa com muro bem baixo no centro, também tenho vizinhos fofoqueiros que não gosto, vira e mexe aparece pedinte, vendedores diversos. Acho que morar em sociedade é isso, conviver com diferenças. Prefiro isso do que a prepotência do povo com boca de cd player.

  6. Aposto um pão de queijo com cafezin que tem uma igreja Church de parede preta perto do seu bairro. Se não tiver, em até 1 ano vão construir uma.

  7. teria muitos comentários a fazer (especialmente a respeito do suposto preconceito contra rico fubango — como se rico fubango não devesse mesmo ser debochado) mas queria apontar apenas pra dois detalhes:

    1. como você bem apontou, não tem NADA de ecológico, sustentável, ambientalista ou pró-natureza esse processo de urbanização dispersa baseado em condomínios fechados e grandes lotes unifamiliares. Ao contrário: isto só tem gerado destruição de habitats naturais e diminuição dos territórios nos quais circulam diversas espécies de animais (o que tem acarretado, inclusive, conflitos bem problemáticos com animais silvestres circulando por áreas recém-urbanizadas). A estética fubanga dessa arquitetura novo-rico pasteurizada que copia projetos de grife é de fato o menor dos problemas (embora ela esteja intrinsecamente ligada a esta nova territorialização): o problema de fato é a fuga das cidades compactas. Quanto mais urbanização dispersa, mais destruído ficará o planeta.

    2. entendo que aqui não seja ambiente acadêmico e que o uso das palavras não precise ser tão rigoroso, mas é preciso ter cuidado com a palavra “gentrificação”. Processos de valorização imobiliária e expulsão de populações de baixa renda são próprios da urbanização capitalista e não configuram necessariamente gentrificação (o que obviamente não significa que eu concorde com essa violência). Gentrificação tem a ver com o retorno de populações de alta renda a áreas centrais desocupadas por elas ao longo de décadas, levando à expulsão da população de baixa renda que se beneficia da centralidade dessas regiões. Falar em “gentrificação” de áreas rurais ou periurbanas me parece estranho.

    enfim, só reiterando: rico fubango tem mais é que ser debochado e atacado mesmo.

    1. Assim que terminei de ler o post principal, já fui buscando a sua resposta ― sabia que você responderia! Obrigado… Esperando outros posts do arquitetura em notas, mas sem pressa.

  8. Tenho muito na cabeça que a “cultura urbana” (ou cultura gentrificada) ela existe pelo fato de que as pessoas preferiram se isolar socialmente em relação a outros que buscam uma cultura mais “comunitária”, mas isso porque também lembremos que em uma sociedade capitalista, ter algo de valor faz a pessoa temer “ser alvo de crime”. Por isso casas quadradas (fáceis de construir, “bonitas” à quem ve e principalemnte, fácil de evitar pontos cegos de segurança), câmeras, e se bobear guardinhas na rua ou condomínio. E também a renegação aos abusos e provocações (ou medo de virar alvo de assalto ou furto) de alguns que vivem uma vida comunitária. No final, as pessoas parecem disputar para quem “é mais virtuoso”, seja o cara da favela, bairro pobre, bairro mais sossegado, condomínio ou bairro de luxo, mas como já dito, cada um que viva sua vida sem incomodar o próximo.

    E eu não diria que é “dublê de rico”. Porque dublê de rico de fato nem atenderia a pessoa, quem iria atender é alguma diarista… E para quem conhece até favela com câmera e interfone via internet que é barato nas lojas virtuais, então tipo, isso tá mais comum e barato até. É surpreendente, mas está mais massificado do que pensa.

    Só achei engraçado não dizer no que pediu ajuda – se fosse uma emergência, o tempo perdido prejudicaria demais. Hoje sinceramente nem peço ajuda para vizinho. Aqui é bairro de município “dormitório”, e já tive problemas sérios com tais vizinhos – mas isso é um problema pessoal e entendo que não vou achar algo similar totalmente ecom outras pessoas.

    Ps: Acho que quem tinha uma escrita similar e tão carregada é o Cardoso do Contraditorium…

    1. > E eu não diria que é “dublê de rico”. Porque dublê de rico de fato nem atenderia a pessoa, quem iria atender é alguma diarista… E para quem conhece até favela com câmera e interfone via internet que é barato nas lojas virtuais, então tipo, isso tá mais comum e barato até. É surpreendente, mas está mais massificado do que pensa.

      No meu tempo a gente chamava essa galera de “novo rico”, que depois evoluiu pra “pobre premium”. Chamar de dublê de rico é novo pra mim.

      > Ps: Acho que quem tinha uma escrita similar e tão carregada é o Cardoso do Contraditorium…

      Eu me senti lendo um texto do Cardoso no comecinho também, mas se fosse escrito por ele, teria elogiado a distopia que o Wanderson viu e ainda tentaria enfiar o Elon Musk no meio.

      1. Acho que o Matias em uns comentários abaixo exemplificou bem alguns pontos, tal como o Ghedin mesmo põe: “Em tempo: quem ganha R$ 50 mil/mês e precisa trabalhar não é rico, ou não é parte deste problema.”

        O conceito de rico ao que noto varia conforme a educação e aredor de cada um: para mim se a pessoa mora em condomínio fechado, tem uma boa renda e é “rica” perante minha escala (eu ganho menos de um salário mínimo por mês), mas tem gente que mora em condomínio tendo uma renda que só paga só “o básico” (o próprio condomínio e seus próprios gastos).

        Rico de fato em um conceito maior é aquele que literalmente ou não trabalha ou vive de uma renda automática (banco, heranças, etc). Quem trabalha de alguma forma não é rico – exceção de quem gera renda de forma ilegal e criminosa, pois o que eles chamariam de “trabalho” nós chamamos de crime, de desvio.

        Me pergunto se tipo o cara estivesse fazendo este mesmo post, mas ao invés de um condomínio ex-sítio em Brasília ele estivesse em um bairro densificado (com casas grudadas umas nas outras e portões que fecham toda a fachada) em um bairro pobre, se os comentários seriam diferentes em relação.

  9. sinto muito por essa galera estar brotando aí, infelizmente uma das características do processo de gentrificação é essa sociabilidade bizarra, lógica de condomínio de cidade grande, onde ninguém se conhece e não há vida comunitária. no rio chamamos de barrenses hehe

    e, sinceramente, fiquei assustado com a audiência desse post aqui, umas opiniões meio racismo reverso, deprimente.

  10. Ao que deu a entender, parece que os donos dessa casa são de origem metropolitana. Se for esse o caso, entenderia perfeitamente não atender o portão pessoalmente.

    Eu moro em São Paulo capital, quando a campainha toca, nosso modo padrão aqui é não atender mesmo. Sem exagero, umas 90% das vezes é: vendedor, pedintes, testemunhas de Jeová, possiveis ladrões ou golpistas e mais vendedores.

    E normal as pessoas levarem essa aversão à campainha quando vão pra uma cidade pequena.

    Mas isso é uma suposição minha, sei la qual seria a verdadeira historia dessas pessoas…

    Eu seria mais compreensivo.

  11. Sua escrita me fez lembrar o estilo dos livros do Nicholas Sparks. Falando das roupas e estilo das pessoas. Nada demais. Só achei curioso. 😄

    Sobre o tema, achei interessante seu texto. Não conhecia a expressão “gentrificação”. Mas infelizmente acontece mesmo.

    A cidade que eu nasci é litorânea e turística. Estávamos acostumados ao grande número de pessoas no verão e feriados, só que chegava um tempo que ela esvaziava e era possível viver bem ali. De 2015 pra cá, o crescimento foi acelerado, muitas pessoas se mudando, fábricas, um grande número de pessoas em situação de rua, o trânsito caótico. Eu saí de lá em 2018 e meus pais 2020. Hoje é difícil até querer visitar, embora seja um lugar muito bonito.

  12. Caraca, que post carregado de preconceito.

    Tirando a parte da gentrificação, um problema real, o resto é apenas preconceituoso, esbone, como se alguém tivesse a obrigação de “levantar a bunda da cadeira”, abrir a tramela da porta e atender um aleatório que te detesta por não ter o lábio ideal.

      1. Alguém ser rico e ter mal gosto não a imuniza contra o preconceito. A gente não sabe a história de vida dessas pessoas. Logo é preconceito.
        Além de preconceito, é prepotência. Tenho isso em mim também e me esforço para não ser, meu estilo de vida não é melhor do que o de qualquer um.

        1. Acho que o ônus de ser rico é estar sujeito à ridicularização. É um ônus ínfimo perto dos muitos benefícios que essa gente tem. A gente diverge aqui, e tudo bem :)

          1. Se pegar pela linha do humor, qualquer um será ridicularizado e o será por ser no “algo contrário” que a pessoa o ridiculariza. O rico rirá do pobre e o pobre do rico. As pessoas mais inteligentes rirão do que elas considerarão “burras”, enquanto que os leigos rirão de quem se acha intelecutal.

            Só digo que o bom do humor é quando a crítica aponta no que realmente incomoda, não (só) no estereótipo ;)

          2. Desculpe se fui áspero, não me pareceu assim qdo escrevi, mas agora que li eu vi 🤦🏾‍♂️ (precisamos da funcionalidade de edição das postagens!!).

            Mas não rejeito o que disse, existe prepotência e condescendência na postagens, algo do tipo “eles não sabem viver”. Sem falar de um pouco de inveja e despeito. Com uma pitada de ressentimento. Resumindo: um psicólogo resolve boa parte dos problemas.

            Não quero parecer virtuoso (porque não sou), mas preconceito e discriminação levam a nada, as pessoas descritas na postagem nem ricos devem ser, são uma classe média alta que performa de rico e, na boa, a maioria aqui se tivesse aí uma renda de $50.000 ia se enfiar em um condomínio para desfrutas das benesses de ser um quase rico.

          3. @juarez

            olha, seu eu tivesse uma renda de 50k por mês a última coisa que eu faria seria me enfiar num condomínio fubango e cafona como esses aí

            eu moraria numa cobertura na avenida paulista ou em copacabana ou algo do tipo (ou me mudaria de vez pra alguma capital europeia pra passar a vida visitando museus todo dia)

            :)

          4. @ Juarez

            Tranquilo, Juarez, não achei seu comentário áspero.

            Esse assunto — guerra de classes — aflora as emoções do pessoal. É que sou (e muitos leitores/comentaristas) contra aquela ideia de “aumentar o bolo para dividi-lo mais”, que se alinha à postura e justifica a existência da riqueza em meio à pobreza generalizada. Nessa linha de raciocínio, a riqueza só é possível com a miséria alheia. O bolo é do mesmo tamanho e quem é rico pega uma fatia que faz falta aos demais. Daí vem o que poderia ser definido como “ressentimento”.

            Em tempo: quem ganha R$ 50 mil/mês e precisa trabalhar não é rico, ou não é parte deste problema.

          1. O que acho engraçado é que você, na minha visão, parece ser um caro rico. Digo pela sua profissão, moradia e cultura expressa na web.

            E não quero que você se ferre, queria apenas que fosse menos chato e ressentido com tudo, dado a vida boa que tem.

          2. @matias

            tenho dois pares de calçado. Apenas meia dúzia de camisas e calças. Moro de aluguel. Dependo da venda da minha força de trabalho pra sobreviver. Se eu parar de trabalhar eu não tenho onde morar e passo fome.

            Pode me dizer COMO eu poderia ser remotamente considerado rico?

          3. @gabriel

            “tenho dois pares de calçado. Apenas meia dúzia de camisas e calças. Moro de aluguel. Dependo da venda da minha força de trabalho pra sobreviver. Se eu parar de trabalhar eu não tenho onde morar e passo fome.”

            Esse é justamente o ponto, amigo Gabriel.

            Também tenho dois pares de calçado, meia dúzia de roupas, e moro em uma casa financiada no interior, no estilo que está sendo zombado por vocês (só não ando “brega”, como vocês dizem rsrsrs)

            Vendo minha força de trabalho para sobreviver e, se for demitido, passarei fome e não terei onde morar também, visto que a casa é do banco e não tenho patrimônio. Só queria um lugar sossegado para morar. Você é arquiteto, não? Eu não tenho nenhuma formação, sou peão da indústria. Minha esposa foi catadora de café, passou fome, e também trabalha na indústria, sem formação.

            Onde eu posso ser considerado rico e merecedor de escárnio por parte de vocês, se tenho que pensar duas vezes antes de comprar um cachorro quente?

            Peço desculpas se passei a imagem de alguém da extrema-direita, defensor de rico. A única coisa que peço é um pouco de tolerância e empatia pois ninguém está no sapato do outro.

      2. Se um post que começa com um meme “agradeço a Deus por meus lábios não serem assim” não for preconceito, não sei mais o que é.

          1. O que tem a ver racismo no meio dessa conversa?

            Só na achei nada educado zombar de características físicas dos outros, pobre ou supostamente rico.

          2. Vou entrar neste ponto aqui só para deixar um ponto sobre a questão de “deboche”.

            A partir do momento que o deboche serve para delimitar estilos sociais, não é diferente de um cara de direita falar mal da favela, muitas vezes com a carga preconeituosa que um Danilo Gentili possui.

            Como coloquei em uma resposta ao Ghedin: *Só digo que o bom do humor é quando a crítica aponta no que realmente incomoda, não (só) no estereótipo. *

            Se você se incomoda com a casa da pessoa, não é nada importante. “ah mas sou arquiteto…” Blz, é sua visão técnica de arquiteto e tu tá dando carteirada que nem juíz corrupto em caso de lavagem de dinheiro dos amigos.

            “ah, mas a pessoa merece ser debochada”. Eis o ponto: debochar per si é uma “anestesia”, que no final com o tempo mais vai fazer ou ser aceite aquela forma e estilo ou gerar um ranço que nada vai mudar uma cultura de acumulo de capital.

            Eu não vou debochar da sua careca ou de seu estilo, não deveria ser do meu feitio. Ao meu ver, estou usando um estereótipo – seja uma careca ou boca sem lábio – para reforçar um preconceito, tal como um racista vai rir de um “blackface” estereotipando o corpo de um negro. E não, não é racismo reverso. É preconceito e pronto. Acho que nesta comunidade sabemos que racismo tem a haver com as origens “de pele” / “costumes” / “país”, e que o racismo em si é também uma forma de preconcieto. Posso implicar com o Sergio Moro devido aos erros dele e não nego que até rio das piadas da “boca pequena” que ele tem. Não serei hipócrita. Mas sei onde estou apontando a arma e no final sei que o deboche sobre a boca não vai fazer o cara mudar o jeito dele (tem gente que terá dó do cara), mas apontar a ele os erros jurídicos dele sim.

            “Rico merece deboche”… Não cara, rico – falo de bilionários com dinheiro de origem duvidosa como herança, tráfico, lavagem de dinheiro, gentrificação e espeCÚlação imobiliária, propina, jogo do bicho e bets, donos de big techs com caráter controverso e políticos ricos donos de partidos – merece ter sua riqueza de alguma forma redirecionada – se houvesse política séria, seriam confiscados.

            Se a pessoa é “fubanga”, isso não é da conta do outro, no final ao que noto vejo como desculpa o uso de preconceitos de estereótipo para não ir para uma “luta” mais séria para parar com o capitalismo e o excesso de riqueza.

            Se notar, os deboches viram audiência, que viram fãs, que viram dinheiro para os “novos ricos” que usam isso para capitalizar. Falem bem ou falem mal, a cada falada é centavos fazendo influencers serem mais ricos. Vide Virginia.

            A sensação é a pessoa veio desabafar no Órbita mas creio que este desbafo caberia mais no Discord ou comunidades onde isso no final iria viralizar de uma forma bem estúpida até. Blusky e sua “maledicência” que o digam.

      3. Com os vizinhos que o OP já julgou pelo tipo de roupa que vestem? O post começou meio como querendo fazer amizades e terminou odiando todo mundo porque o cara não atendeu a campainha. Já cravou que foi por preguiça ou desinteresse sem nem levantar a possibilidade que o vizinho estava ocupado ou algo assim.