O #TerSoftware é uma iniciativa do @usuario@instancia.org no fediverso. Toda terça-feira, indicamos apps a partir de um tema sugerido por alguém da comunidade. (Aí eu trago ele aqui para o Manual, fazendo essa ~ponte.)
Nesta semana, o tema é… relacionamentos:
14 comentáriosApps de paquera, de pegação, serviços web, e dizem que até o LinkedIn: quais softwares estão ajudando na busca de um par? Ou um trio? Ou talvez um grande grupo?
Vou comentar anonimamente aqui porque tenho certa vergonha em dizer que já usei aplicativos de relacionamento. Alguns anos atrás os aplicativos proporcionavam conversas boas, medianas, e só uma ou outra era ruim, e mesmo assim não tive muito sucesso em aplicativos. Hoje em dia está muito, muito ruim, talvez efeito dos coaches de relacionamentos cada vez mais machistas. Usei recentemente bumble e happn, e nos dois encontrei homens que não aceitam ouvir negativas e críticas. São abordagens, brincadeiras, comentários muito invasivos. Coloquei na cabeça que nunca mais uso qualquer aplicativo, mesmo que isso signifique morrer solteira.
Não acho que seja exatamente “efeito dos coachs” (só), mas sim parte de um problema cultural. Essa de “não aceitar negativas” é um pouco além, salvo engano deve ter um pé no neopentecostalismo e na cultura do “não diga não ao filho”, que acho que estamos colhendo parte disso agora.
Os aplicativos tiveram essa sempre de regular vieses, e o risco (ao meu ver) de ter mais problemas do que achar alguém legal é bem alto. Até porque depende de nós mesmos filtrarmos o tipo de relação que desejamos, e há pessoas que mentem suas vontades pois apenas querem ser “pegadores” online.
Para apps que no final vale a cara e o curtir ou não, tal como ficar vendo um corredor de produtos, acho que no final estar fora de um app é bonus. Não somos produtos, né?
(E claro, o que falo é uma opinião, posso estar completamente errado a outros olhos e tudo bem).
Ah, que pena saber que está pior hoje… Eu dei sorte, encontrei minha companheira lá uns oito anos (!) atrás e, antes disso, tive experiências legais, conheci gente bacana e tudo mais. Apesar de todas as questões envolvendo privacidade e riscos, apps de relacionamento foram muito importantes para mim.
Eu conheci minha esposa no tinder! Por ser bissexual interagi com homens tb e a maioria foi legal, mas a experiência das minhas amigas heteros não é lá mto boa, mas aí acho que o problema não é do tinder não haha
Acho que a lógica do mandar procurar pessoalmente, nos amigos é a mesma q da de aplicar ao orbita, por exemplo: quer dicas, quer conversar com gente nerd sobre assuntos específicos? Bata na porta do seu vizinho, apareça sem avisar na casa do seu primo!!!!! Ou seja, pode até fazer sentido, mas não é fácil nem garantido e tem opções melhores, como a Internet :)
As pessoas vão performar e se esculpir do melhor jeito para uma boa impressão; a aparência vai contar; passar e deslizar tipo vendo cardápio faz sentido tb… O que impede de pensar e fazer essas coisas, admitir e conversar sobre elas depois, com um match? Em algum momento para se criar conexão vai ser preciso estreitar o relacionamento e mostrar a vulnerabilidade, é uma parada tão difícil, pq não facilitar o começo disso com app, sabe?
Em cidades como Porto Alegre (1,5 milhão de habitantes), os apps de relacionamentos têm muita utilidade.
Lógico que têm vieses e risco de você ser enganado, mas a principal vantagem é “furar a bolha” e permitir que você interaja com pessoas que normalmente não conseguiria/nao chegaria.
Grupo de amigos é legal, mas você acaba ficando quase sempre na mesma bolha, com pessoas que fazem tudo parecido.
Para quem reclama que apps são “cardápio” de pessoas: num primeiro momento sim, mas depois do primeiro contato, cada um precisa mostrar o seu valor.
Ah, e existe um negócio que eu chamo de hierarquia social: quando o app começa a popularizar, as pessoas mais interessantes e bonitas abandonam e vão pra outro que seja mais exclusivo.
Isso não se resume a apps, mas a bares, restaurantes, bandas de música, ou seja, espaços e comportamentos.
Tudo isso para dizer que o Tinder está popularizado (e consequentemente desvalorizado) e vale utilizar outros apps como o Inner Circle, por exemplo.
Esse é o outro problema: se a vida é feita de seletivismo, então os apps não deixam de serem segregadores / preconcietuosos ;)
Espera, mas relacionamentos *são* seletivos por definição. Você não fica com alguém que não lhe chame a atenção em absoluto, seja pela beleza, inteligência, companhia… geralmente por uma combinação de fatores. Não há nada de preconceituoso aí.
Se há um problema no Tinder e cia., é que eles restringem o critério para o primeiro contato somente à aparência. O que, se pensarmos bem, não é muito diferente de uma balada, da academia e de outros lugares convencionais/da “vida real”.
Esse é o ponto que eu queria chegar.
A gente ter a nossa seletividade para escolher um parceiro é uma coisa. Ser baseada em um conceito “coletivo” é outra. Mas só quis provocar um pouco, pois é algo que acho bem complicado de lidar, isso falando de escolher alguém.
Não a toa nos outros comentários pus o fato que a escolha de alguém é mais uma construção do que só ir pelo app e dar curtir ou não. Tem gente que deu sorte de ir pelo app e conseguiu alguém legal. E isso fico feliz.
Só não tive a mesma sorte. E não que outras não terão pq não tive. Só pus em um prisma que não tive esta mesma sorte e talvez alguém que pensa como eu também não terá, então há outros caminhos para relacionamentos. ;)
Só consigo lembrar do Tinder. Mas funciona ainda?
Nunca vi ninguém falando bem.
O q ainda funciona de ctz é o velho método:
Amigos em comum, festas, restaurantes, eventos…
Sinceramente não confio em site ou app de relacionamento.
Primeiro por motivos óbvios: vieses e riscos de golpes. Segudo porque relacionamento não se cria só por uma listinha de “lindos e feios”, mas sim é uma construção social e sempre é melhor indicado do que em uma aposta vazia. Mas isso muitas vezes é individual também.
Tinha um app que se dizia “open source” que fazia papel de Tinder. Tentei ele e soou que lá só tinha golpe no final.
Melhor “software” para relacionamentos? Bons amigos e colegas, bons lugares onde você se sente bem socialmente e principalmente, boas indicações. Não importa com quem, qual gênero ou sexualidade. Mas sim estar bem consigo mesmo e com seu parceiro(a). O resto é consequencia.
Vou aguardar respostas, pois o único que tentei usar novamente (Tinder), foi sem sucesso.. Num passado não tão distante, era muito mais fácil de conseguir conversas por lá. Mas também, eu deveria estar melhor no cardápio nos meus 20 e poucos, do que agora com 30. 🥲
Com 30 é que é o momento! Foco!
Valeu!!!