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Suécia traz de volta os livros em papel para as salas de aula rfi.fr

“Andreas, por sua vez, está preocupado com o filho mais velho, de 13 anos: não sabe escrever à mão, rabisca. Ele aprendeu olhando para uma tela e pressionando um teclado. Ele também não consegue ler textos manuscritos muito bem.”

Isso me lembrou o case da Danone, que lançou uma embalagem nova para o Danoninho ao constatar que as crianças não conseguem mais levantar a tampa da embalagem tradicional – a capacidade de realizar o movimento de pinça (aquele mesmo que é usado para agarrar a ponta de uma página e virá-la) está menos desenvolvido.

8 comentários

8 comentários

  1. Mas isso é tão ruim assim? Eu também não sei fazer várias coisas que meus avós consideram imprescindíveis e aposto como isso vai se repetir com meus netos

    1. Sim, é muito ruim. Coordenação motora fina, basicamente, é o que permitiu a evolução humana. E não foi só isso que decaiu: as crianças saem no fundamental com baixos índices de compreensão textual e estão deixando de ler – seja no papel ou no digital. Simplesmente não funcionou.

  2. É um bom debate, mas faz sentido, mais por questões de coordenação motora, fazer as crianças usarem um tipo de escrita que, na prática, não vão usar no dia a dia? Não haveria outras formas de estimular a coordenação motora fina?

    1. Não é só a coordenação motora. Os alunos começaram a ler menos e os níveis de compreensão despencaram.

  3. Nas escolas é muito comum, principalmente nas séries iniciais, ver alunos que só compreendem a letra de forma, não a letra cursiva. Acredito que em boa parte seja reflexo do ensino remoto. Nesse período muitos pais não ajudaram na educação do filho, mesmo ele estando distante da escola, assim, o pouco que O filho aprende vem de textos simples e curtos, mensagens do WhatsApp ou rede sociais.
    Sorte que só sei escrever na lousa com letra de forma.