Cansados, passamos a ver qualquer coisa que não seja útil ou entretenimento como perda de tempo, inclusive as pessoas. Não é de se admirar que nunca nos sentimos tão emocionalmente miseráveis. Desejamos ser resgatados por alguém que nos salve do que a sociedade moderna falhou em oferecer: apoio emocional, afeto e conexão verdadeira que traga um senso de pertencimento.
Esse é o meu segundo artigo sobre o tema das relações amorosas nos tempos de aplicativos de relacionamento. É como uma espécie de continuação do artigo anterior.
Faço uma relação entre o leque virtualmente infinito de pessoas disponíveis online e o conceito do paradoxo das escolhas, proposto pelo Barry Schwartz, ainda em 2004 — portanto antes das redes sociais e smartphones.
Qualquer crítica ou sugestão construtiva é bem-vinda.