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Servidor doméstico – Backup de fotos

Oi, pessoal! Tudo bem?

Sei que esse assunto já foi discutido por aqui algumas vezes, mas queria trazer um outro ponto de vista:

Qual vocês consideram a opção mais acessível e amigável para montar um servidor, NAS ou solução semelhante para backup de arquivos (principalmente fotos)? Levando em conta tanto hardware quanto software.

Estou pensando em sair do G Suite, mas migrar 200 GB de fotos me preocupa bastante, especialmente pelo risco de perda dessas lembranças.

Além disso, como vocês fazem o backup das fotos do celular? Existe alguma forma automatizada e confiável?

Agradeço desde já pelas dicas!

12 comentários

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  1. Vamos lá. Meu esquema é o seguinte.

    Uso o TrueNAS em casa, num PC não tão novo (i5-9600K, 32 GB DDR4), com a seguinte distribuição de armazenamento:
    – 1 SSD para o sistema/boot
    – 1 SSD para apps (Docker)
    – 2 SSDs em mirror (ou RAID1), com arquivos pessoais (documentos, fotos e vídeos)
    – 2 HDs em mirror (ou RAID1), com música, filmes e séries

    Os apps que uso:
    – Tailscale: é essencial, vai no topo da lista. É a forma mais fácil e intuitiva para se criar uma VPN doméstica, usando o protocolo WireGuard. Tenho acesso ao meu NAS de onde eu estiver, na rua ou no trabalho. E também o uso como exit node.
    – Jellyfin: servidor de mídia mais versátil que já vi. Basicamente um Netflix doméstico.
    – qBittorrent: para, hm…, baixar ISOs de distribuições Linux. 🙊
    – Navidrome: servidor de música. Basicamente um Spotify doméstico.
    – Syncthing: é utilizando ele que sincronizo, em tempo real, as fotos dos celulares com o NAS.
    – Uptime-Kuma: para monitorar o uptime de alguns serviços do trabalho e ser notificado em caso de quedas.
    – Immich: um excelente substituto do Google Photos. A interface é muito parecida. O reconhecimento facial é muito bom também, embora não esteja no mesmo nível do Google Photos.

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    Embora RAID1 não seja backup, gosto de tratá-lo mentalmente como meu 1º backup.

    Também mantenho uma cópia integral dos arquivos pessoais no meu desktop, utilizando o Syncthing. Ou seja, 2º backup.

    Tenho uma conta corporativa no Google Workspace. Todos os arquivos pessoais são copiados, de forma criptografada e mensal, para uma pasta do Google Drive. 3º backup.

    Também realizo backups incrementais em HDs externos, trimestralmente, utilizando o Duplicati. Os HDs ficam no trabalho, fora de casa. 4º backup.

    Com isso, sigo com folgas a famosa estratégia do backup 3-2-1. Acho que isso me deixa mais tranquilo.

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    Agora, em relação ao Immich. O Immich está instalado no SSD. Fotos e vídeos estão nos HDs. O processo inicial é demorado: indexar, gerar cache, capturar metadados, machine learning para reconhecimento facial etc. A dica que dou é essa: deixe o Immich, toda sua configuração e toda sua base de dados num SSD. E deixe a mídia no HD.

    Somente o Immich e seus arquivos de configuração e de base de dados consomem quase 2 GB aqui.

    1. Tenho um setup parecido mas nem tão sofisticado. Só não tenho tantas especificações com discos.
      Em resumo:
      Hardware notebook antigo com 8gb de RAM e dois HD de 2tb (um no lugar do drive de cd). A bateria do note eu troquei e serve como nobreak aguenta mais de 5 horas sem luz evitando precisar religar em caso de falta de luz.
      No software: Open MidiaVault e Casa OS rodando nele para gerenciar os App. Para mídia Jellyfin e Immich.
      Para sincronizar quando estou fora da rede interna uso o Tailscale.
      Backup dos arquivos feito mensalmente em um HD Externo de 8tb.

  2. immich em um raspberry pi ou similar, umas horinhas de pesquisa vc descobre como auto-hospedar o immich com docker compose… com recurso de IA para identificação de rostos e etc… terás de ter um HD extra pra backup em caso de dar ruim

  3. Estou usando o immich e estou bem contente. A curva de aprendizado foi um pouco pesada, mas depois é até divertido. Tenho um Raspiberry pi 4 rodando o servidor e dois HDs (um usb e um de rede) armazenando as fotos.
    Próximo passo e conectar na internet (ainda é meio avançado pra mim).

  4. Talvez a forma mais simples seja investir em um synology ou algo do tipo.
    Se você curtir montar essas coisas, pode fazer como eu e outros fizemos, arrumar um computador mais antigo, instalar linux ou freeBSD e montar seu próprio servidor.
    Eu no meu caso mantenho um servidor de arquivos rodando Debian com ZFS e um rpi4 rodando jellyfin e o immich, acessando os dados neste servidor de arquivos.
    O mais importante é não esquecer de fazer o backup do seu servidor de backup! E testa-los!

  5. Como já foi explicado, foto é uma das coisas mais complicadas e com maior valor sentimental para a maioria das pessoas, porque são irrecuperáveis.

    Se já não tem boa experiência com o assunto, use um NAS (Synology é um dos mais conhecidos, com bom suporte e bons softwares). Compre um de 2 a 4 discos, use-os com redundância. Uma alternativa é montar um DIY, mas você tem que gerenciar toda a parte de software, o que é muito legal pra algumas pessoas (eu adoro), mas não começaria fazendo isso para dados tão relevantes sem ter várias cópias (neste caso, mais do que a regra do backup 3-2-1.

    Vale lembrar sempre que sincronizar não é backup – se você apagar por engano no celular, por exemplo, irá apagar também no servidor com o qual sincroniza. Se pegar um ransoware ou corromperem seus arquivos num dos dois dispositivos, sincronizará com o outro.

    Lembre-se da regra do backup 3-2-1: 3 cópias, em ao menos 2 tipos de mídia diferentes e ao menos 1 offsite (em outro local).
    Há muitas formas de implementar isso, mas vou dar algumas sugestões:

    NAS Synology (com 2 discos de 2TB espelhados): você vai levar pra ele todas as fotos que tem no Google e depois recebe as fotos tiradas com o celular no dia a dia (o mesmo vale pra outros dados). Você tem um script/app que todo dia faz um backup incremental e criptografado (desses novos arquivos) com uma empresa na nuvem (usando amazon S3, backblaze, ou mesmo onedrive, estará criptografado, não faz muita diferença qual serviço, desde que ele seja confiável).
    Além disso, você tem um HDD USB, que inicialmente viocê fez um backup completo de tudo que tem no NAS e agora, todo sábado você faz um backup incremental dos dados. Além disso, nesse mesmo disco você faz 1 backup completo dos dados a cada 1 mês (ou 2). Idealmente esse disco tem umas 4x o tamanho da fonte para possibilitar tudo isso.

    1 cópia no NAS, 1 na nuvem e 1 num HDD que não fica sempre conectado no servidor (NAS). — no celular você não terá todas as fotos.

    Outra opção: você compra um computador mais antigo (como lenovo thinkcentre, dell optiplex, HP elitedesk ou prodesk – todos tamanho SFF para você poder colocar HDD de 3.5″, qeu são bem mais baratos por TB). Neste servidor você instala Proxmox em um SSD (pode ser pequeno, de 120/240gb) e cria uma máquina virtual com linux. Nela você instala docker e immich. Ai você coloca os 2 discos de 2TB cada (por exemplo) com espelhamento conectado nesta máquina virtual e faz o backup pra nuvem e pro HDD externo (da mesma forma que no NAS).

    Uma outra opção é: compra 1 HDD externo USB, leva todas as suas fotos para lá, inclusive do celular. Ai no celular você instala algo como o ente (que vai te dar 5GB grátis para sincronizar fotos) e mantém o mínimo de imagens no seu aparelho. Todo FDS vc conecta do HDD no computador (ou no smartphone diretamente) e passa as imagens para ele (liberando os 5GB que você tem, por exemplo). Ai vai precisar de um outro disco para cópia e/ou cópia criptografada na nuvem.

  6. Muito trabalho.
    Prefiro pagar a nuvem de uma bigtech como iCloud, Google photos ou OneDrive.

    1. Acabei indo pra MS e agora estou no Google pela praticidade, mas ainda faço backup do Google Fotos por garantia.

  7. Comprei um micrinho, core i3 de 3ª geração, para usar como servidor e o immich dá bem conta do recado, funciona bem redondinho. Mas vc perde recursos de edição de fotos e upload fora de casa, aí a coisa começa a complicar para quem não é do ramo.
    Veja que não é tão simples montar um servidor, vc vai arrumar um serviço de administrador de rede.

  8. NAS deve ser mais fácil, porque já vem pronto. Se for montar um servidor doméstico, provavelmente sairá mais barato (em especial se pegar um PC usado), mas você terá mais trabalho e preocupações. Existem algumas opções nesse segundo caso, como o Immich (o mais famosinho no momento), PhotoPrism e o Ente.

    Respondendo a sua pergunta, no momento minhas fotos estão salvas apenas no computador e no iCloud. Fotos e vídeos são um dos maiores desafios de quem quer se livrar das big techs — muitos arquivos insubstituíveis e pouco suporte de empresas e projetos FOSS fora desse pequeno círculo.