Muita coisa mudou nos últimos anos. Hábitos que tínhamos não existem mais. Por outro lado, incluímos muitas coisas em nossa rotina.
Pensando nisso, quais regras de etiqueta vocês veem que acabaram se perdendo ou quais regras novas deveriam ser estabelecidas?
49 comentários
Em geral, sou contra estabelecer regras para etiqueta, até porque acredito que bom senso, além de não se ensinar facilmente, é bem subjetivo dependendo do local, da classe social e de outros fatores culturais ou relacionados à criação, etc.
Considerando tudo isso, eu sempre opto por tentar ignorar, sublimar o que me irritaria caso eu foque demais a minha atenção naquilo… às vezes entender que algumas coisas são o que são e eu não vou conseguir mudar o mundo é bem menos penoso pra minha existência hehe
Mas isso sou eu, entendo que não é fácil pra todo mundo.
ser educado e dar bom dia/tarde/noite e obrigado às pessoas.
Tirar os calçados da rua ao entrar em casa, minha maior inveja dos orientais.
Interessante que aqui onde eu moro (Recife) muita gente tem esse costume de andar descalço dentro de casa (eu incluso), mesmo antes da pandemia. Imagino ser algo cultural, embora não vejo tanto como algo “importado” dos japoneses, por aqui. Não é incomum ver em prédios os sapatos e sandálias na porta do apartamento, do lado de fora. Ou ter uma mini-sapateira no hall. Alguns prédios proíbem, por questão de segurança e organização, então a sapateira fica do lado de dentro (meu caso).
Eu também tenho esse costume. Passo muito tempo de botina ou sapato. É um alívio pisar no chão descalço. 😄
Durante a pandemia era comum deixarmos os sapatos do lado de fora no prédio onde morávamos. Daí em fins de 2021 a nova zeladora disse que a pandemia havia terminado e proibiram a prática na convenção do condomínio… que lástima
aqui em casa, só entra descalço.
Mandei fazer uma sapateira de 2 andares (em inox) e fica na porta de entrada.
Ouvir qualquer coisa no celular – música, vídeos, mensagens do whatsapp e o pior, videochamadas – sem fone no transporte coletivo ou lugares como restaurantes. Desde a pandemia as pessoas só estão piorando neste quesito. Eu, que tenho sensibilidade auditiva, tenho vontade de levantar e jogar o celular longe. Esses dias fui almoçar com meu companheiro e um casal atrás de nós estava assistindo ao jornal em um volume ridículo. Fiquei tão irritada que quase tive dor de estômago.
PS: não chamamos os garçons pra reclamar porque somos clientes frequentes e vemos o tanto de perrengue que eles passam ali. Não queria arrumar mais um.
Sem condições algo assim. Eu tenho mais contato com ônibus de estrada. Gosto deles porque os motoristas são bem firmes nesses casos. Quando acontece em outros ambientes, não sei nem como agir.
Se você não está em fila, sala de espera ou na condução você provavelmente não deveria estar com o celular na mão.
Nossa, o tanto de gente que vejo com celular na mão e andando no meio da rua por aqui, e a primeira coisa que penso é “essa pessoa não tem medo de ser roubada?”…
Exato. Eu moro numa cidade pequena de interior e ando sempre atento. Só mexo na rua em necessidade e se possível com alguém com o mesmo nível de atenção que o meu do lado.
Aqui em SP, principalmente no centro e na região da Av. Paulista, já é de conhecimento geral que o número de furtos e assaltos é bem alto. Mas observando como as pessoas se comportam e ficam distraídas com o celular o tempo todo, eu acho que a quantidade de furtos é até pequena. Oportunidade para o ladrão é o que não falta.
(Não estou dizendo que a culpa é da vítima ou que devemos andar tensos e com medo o tempo todo. Mas é bom lembrar que existe um mundo acontecendo além da sua tela.)
Concordo, mas o ponto não era esse. O ponto que eu queria levantar é que se você está andando, dirigindo, socializando ou sei lá o que, sua atenção deveria estar em outro lugar ao invés da telinha.
Aqui é mais fácil ser atropelado do que roubarem telefone. Passo Fundo, mesmo com 200 mil habitantes, é bem tranquila.
Nao caminhar usando o telefone.
Não visitar sem avisar antes
Ter a capacidade de entender que um “não” não é ofensa, é apenas uma opção.
Baixar o volume de outras mídias se a intenção é manter uma conversa coerente.
cada um pagar o que consumiu, ninguém deveria pagar a mais pelos outros.
eu queria que TODO restaurante tivesse como individualizar a conta. sério, é muito chato quando a pessoa paga a parte dela, vai embora, e o último fica com o prejuízo.
É uma situação complicada. Quando não tem como escapar de encontrar grupos de pessoas em restaurantes de conta única eu faço questão de ser o primeiro a ir embora, exatamente por causa do espertinho que consome R$ 300,00, paga R$ 100,00 e vai-se embora.
Em minha defesa, a parte de andar pelo corredores eu faço, mas ao cruzar por alguém, eu abaixo e cumprimento a pessoa. Vale um meio ponto? 😄
Os demais, assino embaixo!
Mas essa regra de etiqueta sempre existiu. Se alguém não obedece, essa pessoa é sem noção mesmo. Sei que tem pessoas em algumas famílias que fazem isso por sentirem que não precisa avisar, mas ainda assim, são sem noção.
Aqui no Rio de Janeiro, eu sinto falta da cortesia básica quando se cumprimenta um estranho. Dizer um “bom dia, tudo bem?” antes de sair falando o que quer. Não sei se em outros lugares é assim, mas o carioca é mal-educado nesse aspecto, nem diz oi e já sai falando.
Eu acho feio demais isso. Cumprimento todo mundo e ainda corrijo quem está comigo se não fizer o mesmo.
Esses dias foi no mercado, a pessoa que estava comigo viu um repositor abaixado e só perguntou onde ficava tal coisa. Só esperei sair de perto e corrigi. Ela agiu como se nem fosse uma pessoa que estava ali.
Por favor, voltem com esse hábito!
Levar algo para os anfitriões de uma festa ou de um almoço/jantar, e agradecer o convite enviando flores no dia seguinte.
Aquele a quem os outros brindam não brinda a si mesmo.
Devolver com alguma coisa o prato/pote onde a dona da festa montou um kit de docinhos/salgadinhos pra eu levar pra casa.
Perguntar ao interlocutor para quem se liga se a pessoa pode falar naquele momento.
Se for por mensagem, acho válido e também o faço, mas perguntar sobre minha disponibilidade quando já estamos em chamada de voz soa-me contraprodutivo, e me incomoda profunda e amargamente. Posso declinar e solicitar para retornar posteriormente, claro, mas prefiro evitar esse desconforto e seguir com o roteiro — o famoso “já que…”.
Às demais sugestões de etiqueta, não é comum em meu contexto social/familiar. Os convidados levarem algo é percebido rudemente pelos anfitriões, e nos convites sempre reforçam que devemos levar nada à ocasião. Porém, incomoda-me chegar de braços (e estômago) vazios. A sugestão de presenteá-los no dia seguinte parece ser uma ótima alternativa. Obrigado!
Me parece fazer menos sentido ainda. A pessoa responderá quando for possível, não? Deveria.
Nesse sentido, mandar uma mensagem com apenas “oi”, “bom dia” e afins sem logo em seguida já seguir falando do assunto. A saudação é sempre bem-vinda, mas aguardar uma resposta para depois falar sobre o assunto é terrível. Tá aí o site já recomendado aqui no links do dia para corroborar.
Eu, pessoalmente, ignoro.
Por um lado, eu entendo a intenção da pessoa que faz a ligação perguntar por não querer atrapalhar se a outra pessoa está ocupada naquele momento.
Por outro, eu também entendo a pessoa que atende não achar isso educado porque se não pudesse falar, nem atenderia a ligação.
Dessa forma, eu não acho que um ou outro esteja sendo correto e rude, só é mais um conflito de como isso é visto por cada uma das partes 😅 (diferença de gerações, talvez?)
Ótimas dicas!
Essas pequenas gentilezas em geral são esquecidas, mas seriam sempre muito bem-vindas. Muitas vezes nos fazem falta.
Enviar flores no dia seguinte me pareceu muito formal a princípio, mas é uma ideia a se considerar dependendo da estima e do grau de proximidade que se tem pela pessoa.
Recentemente vi jovens comentando que no Brasil não existe cumprimento com dois (ou um, ou três beijinhos) e me surpreendi. De repente percebi que nunca mais observei esse costume entre as pessoas do meu convívio, algo que era muito comum na minha juventude, inclusive ao ser apresentado a alguém. Claro que o costume ainda existe, mas me pergunto o quanto ele ainda é difundido entre as novas gerações.
Eu também notei que teve uma boa redução nesse hábito, principalmente entre os mais jovens. Agora entre gente da minha idade e mais velhos ainda é bem presente, pelo menos aqui na minha cidade.
Eu ia falar que você bastante, especialmente da região que sou natural, mas realmente, entre a geração mais nova não é tão comum.
** que vejo bastante
Ligações, sinto que são bem menos toleradas hoje em dia
Nesse caso, você é a favor de mais ligações ou contra?
Imagino que isso seja fruto do medo de falar não e ofender a outra pessoa, é muito mais cômodo deixar uma mensagem sem resposta do que falar “não” por voz ou pessoalmente.
Some-se a isso a impertinência das ligações SPAM que irritam até os monges.
No mais, eu sou adepto de ligações adepto de ligações esclarecedoras ao invés de ficar preso em uma infinidade de mensagens nebulosas.
Usar celular ao lado de uma pessoa que está ocupada ou concentrada em alguma atividade. Isso é o que mais me incomoda nos “tempos modernos”. E nem digo atrapalhar em algum trabalho ou ocupação produtiva, ou em situações sociais, pode ser até mesmo em momentos de ócio, como jogar videogame ou assistir a um filme ou uma série. Em alguns casos, mesmo o celular no mudo, só a pessoa interagindo nele já incomoda um pouco.
Acho que isso diz mais sobre a capacidade de foco e concentração da pessoa incomodada do que o contrário. Tirando os casos em que o celular está com volume alto (e isso realmete atrapalha), não vejo diferença de ter uma pessoa usando celular ao meu lado a alguém fazendo qualquer outra atividade, como lendo um livro por exemplo.
Eu me refiro a situações específicas, como em um cinema. Assistir TV é bem relativo, se a pessoa não se propôs a assistir contigo o que quer que seja, também não me incomoda.
Celular em cinema, isso é terrível.
Uma cena que eu acho estranha ainda é ir em alguma apresentação e ver as pessoas gravando. O artista dando máximo na apresentação e muito na plateia sem interagir.
Cara, muito legal ter uma ferramenta tão boa pra registrar momentos, mas também acho tão ruim esse excesso de smartphone em shows… É tudo pelas redes sociais, para ser visto, pra ganhar likes…. Deprimente
Quero morrer quando vejo alguém usando o celular na sala de cinema.
Já me habituei ao uso do celular nestes contextos, mas o uso de fones de ouvido em conversas ainda considero extremamente desrespeitoso, mesmo que a música esteja pausada e o fone conte com recurso de transparência. Já fui recepcionado em estabelecimentos com atendentes usando fones de ouvido, e acho extremamente antiético. Não me incomoda ver a equipe usando seus celulares nesse momento de ócio enquanto aguardam o cliente ou o preparo de algo, por exemplo.
Ter cinzeiro em casa.
Lembro que na casa de minha avó tinha um cinzeiro no centro de quase todas as mesas da casa. Mesmo sem fumar ela dizia que era falta de educação não ter cinzeiros para receber visitas em casa.
Lembrei dos carros com cinzeiro embutido
É sério? Não sabia desse costume. Não tenho pessoas que fumam na família, então nem tive contato com esse hábito. Que curioso!
Mas se a pessoa fuma o que tá errado? Ou se na maluquice a pessoa não se importa que fumem?
Minha mãe e irmãos fumam, mas eu não e aqui em casa não tem cinzeiro porque não quero o cheiro de cigarro na casa. Se eles querem fumar descem pra rua.
Já inicio com uma que parece educado, mas não acho que seja e me incomoda: Não se a perta a mão na hora do almoço ou do café de uma pessoa que está comendo. 😄
Concordo. Acho inconveniente interromper a refeição num modo geral. Considero a refeição meio que um momento íntimo; é uma pausa em que pondero sobre várias tarefas do dia, e estou a me organizar sobre o dia até então, enquanto como em meu próprio ritmo e ouço um podcast ou vídeo qualquer. Enfim, estou no meu mundinho ali. Demoro para terminar minhas refeições, então, vir alguém meter a mão no meu ombro acompanhado daquele “Opa, e aí!” me dá uma vontade de arremessar o prato ainda cheio na pessoa.
A minha treta nem chega ser essa. O problema é a pessoa vir com o “mãozão” querendo cumprimentar. 😄
Quando chego nesses momentos, quando a pessoa tá comendo e tenta ser simpática esticando a mão, eu falo algo como “não se preocupa. Fique a vontade. Você tá comendo.” e dou um tapinha no ombro dela. Quando é comigo, vem a pessoa cumprimentar tentando ser educada e eu faço um “opa! ✌️😉” sem pegar na mão. 😄