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Reconhecimento facial para marcar ponto. Pode?

Amigos, a empresa em que trabalho está obrigando todos os funcionários a cadastrar biometria facial para marcarção de ponto. Estou bem desconfiado desta medida, ainda mais por ser uma obrigação (e eles ainda escreveram esta palavra em negrito na comunicação interna).

Considero a biometria facial um dado mega sensível para ser disponibilizado num banco de dados que nem sei quem será responsável e qual o verdadeiro uso disso. Quando a gente entra na empresa até assina um termo de proteção de dados, mas sinceramente? LGPD meio que ninguém mais respeita, né…

Como você veem esta questão? Será que questiono a empresa por alternativas ou fico mais tranquilo quanto a isso?

4 comentários

4 comentários

  1. Segundo a LGPD, biometria facial é dado pessoal sensível, requereria consentimento específico da sua parte (talveeez pudessem basear o uso em prevenção de fraude, mas me parece forçado). Não sou advogado, e não sei como seu contrato de trabalho se relacionaria com isso (por exemplo, se poderiam te demitir caso você recusasse a consentir), mas acho que vale tentar falar com alguém da área do direito e/ou sindicato.

  2. ao meu ver, até demorou essa adoção quase massiva da biometria facial, uma vez que o face id taí faz um tempo e o mercado adora imitar a apple – mesmo quando não tem nada a ver com seu ramo de negócio.

    a tendência é, como sempre, só aumentar. dia desses, tentei comprar um calçado no site da reebok e me mandaram um sms com um link pra confirmar a compra através de uma selfie.

    a real é que, por mais que sejamos usuários mais atentos pra tais políticas, no fim, a gente vai se adequar, porque somos uma minoria. mais um exemplo? diversas empresas não aceitam o cadastro do meu e-mail @proton, mas só das big techs “por questões de segurança”, quando eles não têm a menor ideia do que estão falando.

    o jeito é se proteger como der, mas entendendo que é uma batalha perdida.

  3. Olha só: pode-se fazer tudo que a lei não proíbe, então, a princípio pode.
    Qual seria, legalmente, a diferença do rosto e de uma impressão digital, se ambos são dados biométricos?
    Agora, em um espaço público o uso de reconhecimento facial é sim totalmente antiético se não for feito com a anuência e concordância do usuário.
    Se pensar bem, o uso de um crachá com foto não passa de reconhecimento facial.