Bluesky, Mastodon, Telegram e RSS

Rastreamento cruzado (cross-tracking), cookies e privacidade

Olá pessoal, vamos falar sobre paranóia? :)

Estava utilizando o Firefox com uma estratégia meio maluca e que talvez não faça sentido: além dos bloqueios padrão (cookies de terceiros, fingerprinting, etc), configurei para que todos os cookies fossem excluídos no encerramento da sessão. E quando abria algum site de compras ou que precisasse de login, em seguida eu fechava a sessão e reabria.

Além disso, usava o Google Drive do trabalho em outro navegador (Brave). Minha única rede social é o Bluesky. Tenho pi-hole configurado na rede em um home server e usava o uBlock Origin no Firefox. Como se não bastasse, ainda uso VPN (Proton versão paga), que também tem opção de bloquear rastreamento e scripts.

Mas troquei de computador depois de 12 anos com o mesmo e o Safari está parecendo mais conveniente para o meu fluxo de trabalho. Só que essa estratégia maluca de apagar todos os cookies não rola no Safari. Uso faz algum tempo o 1blocker (principalmente por causa do celular) no ios e macos.

Será que posso ficar tranquilo em navegar no Safari depois de ter feito login na Amazon ou no Google ou melhor voltar pro Firefox apagando os cookies depois de cada login? :)

7 comentários

7 comentários

  1. Concorrendo à melhor frase de abertura de tópico aqui no Órbita, hahaha!

    Mas, falando sério, eu entendo seu interesse em se proteger. Eu era ainda mais extremista bloqueando todos os cookies — quando eventualmente precisava logar em algo, ia pro browser secundário. Mas com os caminhos obscuros do Firefox, acabei optando pelo LibreWolf, e nele curiosamente não tem como fazer isso.

    Mas acredito que o impacto de cookies seria mais o direcionamento de propaganda, o que no seu caso é em grande parte bloqueado pelo resto da sua ‘paranoia’ (da qual compartilho, hehehe).

    Agora, talvez seja ingênuo acreditar que as big techs se valem exclusivamente (ou mesmo majoritariamente) de cookies para monitorar nossos hábitos online, né? Há técnicas muito mais avançadas e obscuras que transcendem nossos adblocks da vida (veja aqui). O YouTube, por exemplo, claramente sabe quem eu sou, mesmo deslogado e com cookie bloqueado. Devem pegar pelo IP, configurações do browser e navegação geral — todo mundo tem seus hábitos online, não é mesmo?

    Pra mim, só de não ver ads em absolutamente nenhum lugar online já é uma grande vitória.

  2. Meus dois centavos que não ajudam com seu problema:

    Eu sou super a favor de controlar a exposição de nossos dados. Acho importante que o controle seja adequado à sua exposição pra não virar paranóia: pessoas públicas ou de alto risco demadam maior rigidez enquanto pessoas normais, como eu, o mínimo já é o suficiente.

    Eu, por exemplo, buscando sair do google estava quase fechando o proton unlimited, mas a iluminação veio e percebi que era um tiro de bazuca em uma formiga, já que eu só recebo newlestters e confirmação de compras online. Assinei outro serviço qualquer que, diferente do google, não vive de vender meus dados e tá tudo certo.

    Equilibrio é tudo.

    1. Legal! Depois conta qual serviço foi esse.

      Tenho essa noção de que o risco em si (para mim) é pequeno. Usei paranóia de brincadeira, não tira meu sono, mas acabo buscando (na medida do posssível) fugir dos grandes esquemas de vendas de dados e tal. O Proton acabou sendo uma solução conveniente (não barata, mas que substituiu gerenciador de senha, VPN, email e até armazenamento virtual). Valeu pelo comentário!

  3. Gosto muito dessa opção do Firefox, de apagar os cookies e outros dados de navegação ao fechá-lo. Infelizmente, não existe nada parecido no Safari.

    Será que posso ficar tranquilo em navegar no Safari depois de ter feito login na Amazon ou no Google ou melhor voltar pro Firefox apagando os cookies depois de cada login? :)

    A menos que o seu perfil tenha algo de especial (pessoa publicamente exposta, por exemplo), sim, tranquilo. Pode reduzir bastante o nível de paranoia aí, hehe.

    1. Valeu! Comentei acima que paranóia era uma brincadeira, só redução de danos e de colaboração com os esquemas. Eu amo o Firefox, mas ele tá virando um elefantão.

  4. Essa trabalheira que cê tinha com o Firefox é o que o Librewolf já vem configurado pra fazer.

    No caso do safari, existe um menu de desenvolvedor que pode ser ativado em Preferências>Avançado. Nele há algumas opções a mais, além da padrão de limpar histórico e cookies, mas essa automação de zerar tudo ao fechar cê teria que fazer manualmente, com alguns atalhos de teclado.

    1. Vou testar o Librewolf, valeu. Complicado da algema de ouro da Apple é que tem umas rotinas bem específicas pra mim que acabaram ficando ultra-convenientes no Safari.

      Por exemplo: eu uso o Reeder Classic como leitor de RSS e “read later”. É uma delícia de aplicativo, a coisa mais bonita e fluida. E o “salvar no Reeder” através de um botãozinho só funciona nele. Ou então: salvar o link de uma página no Notas com o “compartilhar” do Safari. Só ele bota além do link um preview bonitinho na nota também.

      Então além da rotina maluca de cookies, eu também ficava alternando do Firefox para o Safari quando precisava fazer uma dessas coisas.