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Queria comprar um apartamento mas tenho apenas 10% do valor dele. Gostaria de conselhos de maneiras de adquirir esse apartamento

Recomendam financiamento, consórcio, investimentos (ou vender alma pra agiota hahaha)?

Tenho um bom dinheiro livre por mês para pagar o parcelamento desse apartamento de acordo com simulações da Caixa que o corretor me passou, porém não sei se é a melhor alternativa no momento. A partir de certo ponto compensa mais pagar meu próprio imóvel do que continuar pagando aluguel. Alguém aqui viveu ou vive essa situação?

Considerem que eu sou muito leigo em tudo que diz respeito a investimentos e compras dessa magnitude.

37 comentários

37 comentários

  1. Galera, ótimos comentários por aqui, aprendi bastante.
    Gostaria de saber quanto vocês acham que uma pessoa precisa ter de renda pra pagar um aluguel de 1200 por exemplo + alguma parcela de financiamento, ou quanto ela precisaria ter de entrada pra ter maior poder de barganha na compra de um imóvel.

    1. O que vejo de recomendação é que não comprometa mais de 30% da renda com o financiamento.

      Sobre a entrada, dizem que com 50% do valor total é interessante financiar mas creio que fica muito distante da maioria das pessoas…

  2. Vamos lá. A pouco mais de um ano comprei um apto de 100m2 avaliado em R$350k financiado pela Caixa. A idéia era aproveitar o momento profissional meu e da minha esposa e quitar a dívida em poucos anos.

    A entrada foi de R$100k e as parcelas ficaram em R$2.100 pela tabela Price num financiamento de 20 anos. Por que optamos pela Price? Ela mantém um valor mais baixo e fixo na parcela. Se tivesse optado pela SAC as parcelas seriam decrescentes, iniciando em R$3.200.

    No longo prazo você paga mais juros pela Price a menos que possa amortizar parte da dívida. E esse foi o pulo do gato. Ao optar pela Price conseguimos uma “gordura” de R$1.000 em relação à SAC e estamos usando este valor para amortizar diretamente sobre o montante da dívida. Se você reduz a dívida, os juros caem na parcela e ela fica mais barata e sua “gordura” aumenta, podendo amortizar um valor maior a cada mês …

    Se você buscar no Youtube há alguns videos que mostram a diferença no longo e médio prazo.

    1. Exatamente o que fizemos, porém em um AP com metade do tamanho e 160k a menos.

  3. 🙏🏽

    Queria passar pra agradecer todos os comentários da thread. Essa semana está sendo muito corrida, não tive tempo de responder cada um. O Órbita não precisa provar mais nada em relação a ser o melhor espaço-fórum da internet brasileira :)

    Bem, aprofundei meu conhecimento e com as dicas que vocês me deram eu realmente não me sinto seguro pra comprar esse apartamento.

    Ele custa 462k e eu estaria dando 86k de entrada (juntando o meu FGTS e o da minha noiva).

    O problema reside no financiamento pela Caixa ser no sistema PRICE em 360 meses. Dos 326k financiados eu pagaria mais de 1 milhão de reais no total. Estou tentando contato com o Gerente desse banco pra entender se existe outras oportunidades utilizando o sistema SAC, por exemplo.

    O problema reside em uma simples dinâmica: o meu FGTS foi conquistado quando eu era assalariado de carteira assinada. De 2 anos pra cá abri minha empresa e virei PJ. Isso significa dizer que o Pró-Labore que pago a mim mesmo como sócio de minha empresa é deveras mais baixo do que o salário que eu ganhava na época de CLT. Quando vamos preencher as informações para a simulação do financiamento, preciso informar o valor atual do Pró-Labore e não o valor atual da minha renda. Em resumo, o valor considerado como total de renda familiar fica bem mais baixo do que o normal e consequentemente propostas de financiamento ficam bem mais complicadas…

    Eu sei que parece ser uma situação muito específica mas acredito que alguns de vocês aqui já tenham passado por isso. Ontem fiquei tentando estudar se algumas ideias faziam sentido, como pegar um empréstimo sendo pessoa jurídica, ou mudar o valor do meu Pró-Labore (que consequentemente iria aumentar a minha faixa de impostos), ou fazer esse financiamento através da construtora e não da Caixa, etc. Não consegui chegar a nenhuma conclusão.

    1. Olá Wally.

      Eu tenho adiado o uso de PJ exatamente para evitar este problema Recebo do exterior e isso teria um impacto positivo nos impostos – isto deve mudar, enfim, pois não considero correto que o assalariado pague mais imposto que o “dono” de empresa – enfim, outro assunto. Assim uso minha declaração de imposto de renda como comprovação. Ainda bato na trave por outros motivos (Serasa BAD Experience, alô, vai permitir o acesso ao score ou não?)

      Sob qualquer perspectiva, a tabela PRICE é uma péssima opção. A alternativa de um financiamento via construtora é algo possível, é mais fácil aceitarem a renda PJ total (e não apenas pro-labore) como renda. Acredito que seja possível liberar o FGTS com esta finalidade também, com alguma burocracia extra na Caixa.

    2. Wally, evite com todas as forças assinar um financiamento com Price, tente fazer o financiamento com SAC.
      Sei que no SAC rola aquela indignação quando olhamos o quanto da parcela é juros, principalmente nas iniciais, mas sempre há a possibilidade da amortização, seja com eventuais economias a qualquer momento, seja com FGTS a cada 2 anos (caso sua noiva seja CLT).
      O financiamento com a construtora é uma alternativa possível, mas fique atento ao formato do contrato, índices de reajuste, etc. Não tenho experiência com financiamento com a construtora pós entrega das chaves, então não tenho uma dica mais específica neste ponto.

    3. Verifique com o contador ou contadora da possibilidade de gerar o Decore, que também serve como instrumento de comprovação de renda.

    4. Eu adquiri meu imóvel com 50% de entrada e o restante financiado pela Caixa em 30 anos (com planos de quitar em 10 anos que com ganhos extras consegui quitar em 6 anos) pelo sistema SAC. Eu tinha um plano B que era o meu carro para ajudar a pagar o financiamento em caso de demissão ou precisar quitar mais rápido, mas não precisou, usei bastante o FGTS para amortizar as últimas parcelas reduzindo prazo e um pouco das demais parcelas.

      Foi uma época complicada, tinha terminado a faculdade e passei anos juntando dinheiro para chegar nos 50% de entrada, economizei bastante com a vantagem de não pagar aluguel, morava com meus pais.

      Se o valor do imóvel está muito incompatível com a sua renda ao ponto de comprometer mais de 30% da sua renda, talvez seja melhor pesquisar um imóvel em outra localização ou um pouco menor. Fuja de corretoras que propõe esquemas como alguém da sua família transferir dinheiro para sua conta além da sua renda e depois você devolver só para fingir que você tem uma renda extra.

  4. Vou colocar alguns comentários de experiências minhas e também de pessoas próximas.
    Se você for comprar um imóvel na planta, 10% é uma boa entrada. Entre 20 e 30% durante a obra é o mais usual. Ou seja, tirando a entrada, sobrariam mais 10 a 20% para pagar durante a obra.
    Construtoras normalmente flexibilizam os pagamentos durante as obras, se você quiser evitar as parcelas semestrais ou anuais que eles normalmente adicionam durante a obra, é só pedir para distribuir estes valores nas parcelas mensais.
    Antes de assinar, pergunte todos os detalhes do imóvel: chuveiro elétrico ou a gás? terá estrutura para ar condicionado? quais os revestimentos? exija o memorial descritivo antes de assinar o contrato e veja o que está no papel.
    O minha casa minha vida possui financiamentos com taxas menores, caso você se enquadre nas faixas de venda do programa, melhor ainda.
    Um fator que muita gente não pensa: se você for jovem, provavelmente terá uma renda que vai melhorar ao longo do tempo, considere isso nas suas simulações.
    Lembre-se também, em suas simulações, das despesas além do financiamento que você terá após a entrega das chaves: condomínio, IPTU, contas mensais … não é possível ser 100% preciso, mas é possível pelo menos aproximar.
    Uma experiência que passei: há alguns anos a Selic ficou bem baixa por um período e os bancos passaram a competir entre eles com taxas menores. Não vou citar os nomes dos bancos, mas eu tenho um financiamento no, digamos, banco laranja, e o banco vermelho estava com propaganda na TV de taxa a 7% (minha taxa era 9,5%) … eu virei o jogo eterno de exploração dos bancos pedindo uma portabilidade para o vermelho, uma semana depois o laranja entrou em contato comigo com uma proposta para igualar os 7% do vermelho, fiquei no laranja e minha prestação sem esforço nenhum baixou 400 reais. Claro que este cenário foi bem específico, hoje a Selic e as taxas de financiamento estão altas, mas isso é volátil, pode ser que aconteça um novo ciclo de juros baixos e você pode aproveitar isso.

  5. Olha, não tenho dicas. Mas queria registrar que estou vivendo isso nesse exato momento kkk

    Tenho exatamente 10% do valor do imóvel, algum dinheiro livre, e pagando em aluguel o valor que seria o parcelamento do meu apartamento. Ou seja, tudo engatado, mas faltando saber por onde começar.

  6. Cara, financiar sempre. Um dia vc acaba de pagar, o aluguel vc paga a vida inteira.

    Veja se vc financiar em 15 anos, digamos que a prestação seja o dobro do aluguel. Sendo assim em 30 anos alugando vc pagou o mesmo que em 15 anos financiando. Acho que vc pretende viver mais do que 30 anos certo?

    Sei que é conta de padeiro e que existem outras variáveis, mas nada vale a liberdade de derrubar uma parede, trocar o revestimento ou refazer o piso. Depois enche o saco, mas antes de encher é ótimo.

    1. Desde que vc consiga pagar o financiamento e o supermercado. E uma roupinha de vez em quando.

  7. Vou dar um exemplo concreto pra exemplificar porque existe uma lógica por trás do aluguel:

    Eu moro de aluguel, apartamento antigo, mas conservado, tem 100m² com varanda gigante; pago R$ 1.500.
    Minha prima está financiando um que comprou na planta (entregue em 2023), o apartamento tem 45m²(!!!!) e ela paga R$ 2.200.

    Segundo o Zap Imóveis o apartamento dela novinho vale entre R$ 250 e 270 mil. Ela está pagando 0,80% do apartamento! Já o meu apartamento eu chuto que vale, no mínimo, uns R$ 500 mil, ou seja, estou pagando 0,30% do valor (aquela continha do aluguel ser 0,5% é fábula)

    A forma que eu penso é a seguinte, estou usufruindo de um apartamento muito melhor do que eu poderia financiar e *TEORICAMENTE* estou economizando a diferença pra parcela de financiamento.

    Outro exemplo que tenho é que o imóvel que eu era locatário anteriormente eu pagava R$ 1.350 e outro apartamento do meu andar foi anunciado por R$ 470 mil (não sei por quanto foi vendido).

  8. Estou neste momento também, mas enfrentando outras encrencas.

    Como o Gabriel Arruda mencionou, tem bastante “depende”. As taxas de financiamento estão altas (por exemplo, na Caixa, a mais baixa, está em torno de 9.5%, e estavam quase 1% abaixo um ano atrás – o que faz um bom tanto de diferença).

    Fui bancário (BB), quase contador (5 semestres), então conheço bastante as armadilhas. A imagem que temos de financiamento vem da época em que o valor do aluguel e da parcela era praticamente o mesmo, então, evidentemente, era um ótimo negócio (ia gastar do mesmo jeito, mesmo pagando juros, era investimento e não gasto).

    Hoje não é a mesma coisa. Os imóveis estão bem mais caros. Facilmente uma parcela é o dobro do valor do aluguel do mesmo imóvel. O cálculo não é mais tão simples.

    Perguntas importantes:

    – Imóvel para morar ou para investimento?

    Investimento significa: dinheiro que vai gerar dinheiro (aluguel, valorização). O melhor investimento em imóveis é imóvel na planta: mas exige MUITO, MUITO cuidado para não cair em furada. Você compra por 200, na entrega vale 250, 300. Mas é investimento com pouca (ou pouquíssima) liquidez, então não jogue tudo nele.

    Se for para morar, duas opções: é teu imóvel “pra vida” ou ok de sair dele num médio prazo? No primeiro caso pode ser uma opção abraçar o melhor que puder, mas no segundo caso pode ser mais pragmático e pensar num imóvel com mercado para passar adiante. É uma forma de investimento, mas sem o mesmo foco de dinheiro fazer dinheiro (pode mudar de ideia, pode continuar lá indefinidamente). A questão do apego ao pensar num imóvel para a vida toda, ou o “sonho da casa própria” pode nos levar a armadilhas.

    – Financiamento ou consórcio?

    Sou terrivelmente contra consórcios. Armadilha maior ainda cartas de crédito. Vamos por partes.

    Consórcios anunciam que tem juros menores que financiamento. Porém…

    – Parcelas de financiamentos incluem seguro. Se o devedor falecer, o bem será quitado. Consórcios, salvo contratos que desconheço, não. Na sua ausência seus herdeiros terão um bem, não uma dívida.

    – Financiamentos são refinanciáveis e portáveis. Se você tiver um revés financeiro, pode renegociar o prazo. Se os juros baixarem (é uma tendência, apesar de não a curto prazo), pode trocar de banco para um juro menor. Inclusive a Caixa permite que vocês adira UMA VEZ (até onde sei) a uma taxa menor na própra Caixa. Tipo, financiou a 9.5%, e em dois anos baixou para 7.5%. Consórcios não.

    – Cartas de crédito são vendidas com ágio. Funciona assim: alguém ingressa num consórcio e é sorteado em 2 anos (ou deu lance). Aí ele vende a carta de crédito – que permite comprar o bem – cobrando o que pagou mais um ágio. Já recebi propostas dessas, e nenhuma sobrevive à matemática: o valor final pago é praticamente igual ao do financiamento, sem as vantagens desse.

    – Se você financia hoje, o gasto de aluguel é redirecionado para a prestação. Se aguardar o sorteio do consórcio, o valor do aluguel é só gasto.

    – Se você não for dar lance, pode ser que o valor da carta de crédito no momento do sorteio não corresponda mais a um imóvel de hoje (valorização de mercado, inflação, etc).

    – A única situação em que considero consórcio interessante é se: você pode dar um lance robusto; o prazo do consórcio é curto (até 4 anos); você tem uma renda estável. De qualquer forma, FAÇA UM SEGURO DE VIDA para seus herdeiros não ficarem com uma dívida. Leia bem o contrato (bem, isso _sempre_).

    – Financiamento: prazo, forma, etc

    – Utilize a tabela SAC para amortização. O juro é pré-fixado, sem surpresas. O modelo considerando reajuste pela inflação (IPCA, se não me engano) tem parcelas sensivelmente menores, mas sujeito às ondas do mercado. Tipo, durante a pandemia as prestações iriam subir 20, 25% e estacionar aí. É bastante arriscado. Com a SAC, em 5 ou 7 anos, vais estar pagando sensivelmente menos proporcionalmente do que paga hoje (mesmo que haja correção pela TR).

    – Tabela SAC permite antecipação de parcelas ou quitação do saldo devedor. É simples, hoje dá pra fazer pelo aplicativo da Caixa.

    – Vou na contramão do que disse o Henrique, sugiro financiar no maior prazo possível, mantendo a prestação a mais confortável que der. E se organize para quitar antecipadamente. O juro depende do prazo total em que você paga, não do número de prestações em si. Tipo, numa prestação de 2500 pelo sistema SAC você está pagando uma amortização fixa (digamos, 800) e um juro proporcional ao saldo devedor (digamos, 1700 – e sim, a proporção é essa de modo geral). No próximo mês a prestação baixa um pouquinho, e você paga menos juros (1690, como exemplo) Se você pode quitar um valor maior (tipo, 4000) então naquele mês você quita mais o saldo devedor (2300) e abate mais o saldo devedor, e diminui o juro futuro. Opcionalmente, pode apenas quitar as últimas parcelas SEM JUROS, apenas capital. Entendo que isso te dá segurança: se tua renda diminuir, a prestação está confortável, se aumentar, antecipa a quitação, elimina juros.

    – Quanto maior a entrada, melhor. Mas tenha uma reserva. Se der 20% de entrada, em 30 ou 36 anos, é bastante provável que o que você gasta de juros nos 2 primeiros anos seja maior que o você gasta de aluguel. Então, se você consegue economizar além do que gasta de aluguel, pode ser um bom negócio aguardar para dar uma entrada melhor.

    – A cada dois anos, veja as condições de mercado e avalie uma portabilidade para uma taxa menor. Tem pegadinhas (fique atento ao contrato, limitações, prazos de fidelidade, etc), mas é ótimo baixar tipo 1% de juro ao ano no longo prazo. Creio que, com um pouco de sorte, seja possível baixar 2 ou 3% percentuais na taxa (é bem provável que haja incentivo governamental assim que a taxa Selic voltar à racionalidade – em 2025, pois este presidente do BC é um animal irracional).

    Última nota: bancos não fazem caridade. Não pensam no cliente, por melhor que seja o discurso. Em bancos públicos (e eventualmente cooperativas) talvez você tenha um pouco mais de cuidado. A Caixa não faz mais o processo diretamente, mas através de correspondentes bancários, e eles podem ser bastante “agressivos” para fechar o negócio. O mesmo com corretores de imóveis.

    Lembre: você é a peça chave do negócio. Todos – vendedor, corretor, correspondente bancário – dependem da tua decisão. Eles vão te forçar a decidir, a assinar pré-contratos. NÃO CAIA NESSA ARMADILHA. Não existe negócio imperdível. Isto de “oportunidade única”, blah, blah, é conversa psicológica para te convencer a fechar o negócio que interessa a eles. Você está no comando. O tempo é teu. A palavra final é tua. Use e controle para o melhor para ti.

    Sobre corretores: quando encontrar um que te respeite e gere confiança, pegue todos os anúncios de outras corretoras e passe para ele. Eles se viram e você não fica falando com um monte de gavião. Lembre que eles vivem de comissão: por isso tentam te amarrar com contratos o mais cedo possível. Não caia nessa. Não assine nada “pré”.

    Sobre oportunidades: cara, sempre tem um negócio bom, ou até melhor ali na frente. Já nos frustramos com duas casas “perfeitas” que “perdemos” por problemas para liberar financiamento (acredite, ninguém acredita que ainda não conseguimos – agora são encrencas com score, enfim, de quem não tem nenhuma dívida). E, cara, temos duas outras casas ainda melhores em perspectiva, que nos agradaram mais que as anteriores. Tem muito negócio para ser feito e surgindo. Não se afobe.

    1. Uma correção (escrevi de uma vez só e não revisei).

      É possível adquirir um seguro prestamista para consórcios. Mas não encontrei informações claras sobre como isto acontece, ou se é feita venda casada (junto com a prestação do consórcio, o que é ilegal mas acontece).

      A Caixa oferece 3 opções englobando seguro de vida e residencial.

      Ah! Resolvi transformar isso num artigo. Vou atualizando conforme reviso.

      https://blog.rgou.net/notas-para-um-feliz-proprietario-de-um-financiamento-imobiliario/

    2. Ótima dica de colocar um tempo grande que fique uma parcela confortável. Financiei o meu em 30 anos, essa semana fiz uma amortização equivalente a 4 parcelas e diminui o prazo em 5 anos!

    3. Obrigado pela aula. Só fiquei com dúvida nessa parte:
      ”Não caia nessa. Não assine nada “pré” ”. Mas existe outra maneira de garantir o imóvel escolhido sem assinar um pré-contrato? (Digamos que o imóvel está em construção e vai demorar uns 6 meses para entregar). Qual o seu conselho?

      1. Interessante sua pergunta. Eu chamo de “pré-contrato” qualquer contrato que não seja o fechamento da transação de fato, mas que te coloque na obrigação de efetivá-la sob determinadas condições. Como comprador isto parece “segurar” o negócio, mas é você que fica amarrado. Ao assinar você perde o poder de barganha.

        A tua pergunta é um caso que extrapola o assunto: comprar imóveis na planta. Sim, você vai ter que assinar um contrato, que detalha os direitos e deveres de ambas as partes. Sugiro fortemente o acompanhamento de um advogado de sua confiança. Tenho experiência com contratos e mesmo assim peço os olhos de um amigo. O juridiquês é traiçoeiro.

        Comprar na planta é interessante, mas os cuidados com a saúde financeira da construtora são fundamentais. Notícias de pessoas sendo lesadas são cortiqueiras (este mês estourou um caso grande em minha cidade e região).

        Neste caso, o contrato é a chave de tudo. Peça a minuta do contrato (é como rascunho) logo no primeiro encontro. Se enrolarem, seja ainda mais firme. Eles NÃO precisam dos seus dados para lhe informar isso, mas é uma estratégia de venda – já enviar o contrato “pronto”. Peça também certidões negativas de tudo: receita, trabalhistas. Fluxo financeiro da obra. Lista de obras em andamento. Exija que conste em contrato que sua obra não compartilhe receita e despesa com outra. Se for possível, peça últimos 5 balanços.

        Quando rebolarem para não prestar informação, sinal de alerta.

        E sempre vale a cartada de “estou avaliando entre sua oferta e esta outra – lá me repassaram estas informações”.

        Eu sei que um imóvel é muitas vezes uma compra emocional. Este é o ponto fraco que os vendedores exploram. “Então, vamos fechar?”

        Um truque que uso e corretores odeiam: tudo por email. Não atendo telefone, não uso whats. Isto permite que você controle a velocidade da comunicação, e responda com menos pressão.

        “Posso te ligar quando?” – “Não ligue. Não gosto de receber ligações e me sinto importunado. Já deixei de comprar coisas porque o vendedor não respeitou isso”.

        Reforçando o que disse antes: o negócio depende do comprador. Use esse poder.

    4. Que baita explicação! Poderia ser até um post do Manual.
      Não sou especialista mas, de alguma forma, fiz exatamente o que você falou. Fiz um financiamento de 30 anos (tabela SAC) e vou quitá-lo em 8-10 utilizando a amortização do saldo devedor com o FGTS a cada 2 anos.

        1. Rafael, aproveitando o ensejo, qual sua opinião para uma pessoa que recém quitou o AP: melhorar de moraria financiando outro AP maior (e dando de entrada o antigo) ou ficar com o AP quitado e comprar uma casa na praia (financiada também)?

          1. Tem uma piada recorrente sobre comprar um jipe (para trilha) e casa na praia. São dois prazeres: quando compra e quando consegue vender.

            Esta é uma questão muito pessoal. Casa na praia ou uma “chacrinha” acho que caem na mesma categoria de um refúgio. Se você pode e deseja usufruir com frequência (digamos, uma vez ao mês), é perto (tipo 1h de viagem) pode fazer sentido como um adendo para qualidade de vida. Muitas pessoas fogem todo final de semana para seu refúgio a 2h de distância. Com filhos pode ser melhor ou pior, depende da idade.

            O lado ruim de uma casa que você não frequenta sempre é que toda vez que entra tem que cuidar. Você chega limpando. Há o risco de segurança: a casa fica vazia a maior parte do ano. A alternativa seria uma casa em condomínio. Um apartamento numa praia pode ser uma experiência melhor – fecha, na volta está tudo lá (teoricamente!). Eventualmente, pode ser uma fonte de renda via AirBNB (mas precisa da tua atenção).

            Investir numa residência maior para o dia-a-dia pode te trazer um bem estar contínuo (mais espaço, escritório separado, etc).

            Uma outra reflexão é: quando se tem uma casa na praia, que tem custos, a gente se obriga a utilizá-la – e outras praias, viagens, etc, ficam sempre em segundo plano. Digamos que você investe, digamos, 300mil numa casa na praia, mais manutenção anual, IPTU, etc. Quantas viagens de final de semana você pode fazer com esta grana – quantos lugares pode conhecer? 2mil num fim de semana por mês – 24mil por ano, são 13 anos passeando.

            Enfim, o que é legal pra ti? Para mim que sou caseiro e não sou praiero, a resposta parece óbvia, mas para minha esposa a reposta já é diferente!

    5. Caraca, excelente, estou em busca de um apt e salvei o link do seu artigo.

      Se eu puder perguntar, uma dúvida.

      Quanto maior a entrada (guardando uma reserva) é sempre melhor?

      1. Minha resposta genérica é: sim, quanto maior a entrada, melhor. Menos juros, prestação menor, menor pressão no orçamento. Ou você pode ter mais jogo de cintura para um imóvel mais interessante, num valor maior. Vai de sua expectativa.

        Mas, como tudo, depende. Você tem um investimento rentável para seu dinheiro, ou outra oportunidade de negócio? Prevê alguma insegurança? Tem renda variável? É autônomo? Às vezes parece “perder dinheiro”, mas evitar um aperto mantendo uma reserva maior pode ser importante para tua realidade.

        Te dou um exemplo. Durante o governo anterior a Petrobrás estava pagando dividendos altíssimos (uma irresponsabilidade, diga-se de passagem). Algo como quase 40% do valor das ações em um ano e meio. Eu preferiria dar uma entrada menor e manter o dinheiro aplicado durante aquele período. Agora a realidade mudou (há dividendos num percentual racional). Já acho que vale retirar do investimento e dar de entrada (ou esta ser parte da reserva).

        Respondi sem responder, não é? Bem, não sou consultor financeiro, só um palpiteiro com um pouco de informação!

  9. Caso vc escolha pelo financiamento, minha dica seria avaliar o valor das parcelas, tentando fazer pelo menor tempo que vc conseguir. Parece óbvio, mas já vi muitos financiarem por 30 anos automaticamente, sendo que por 15 ou 20 anos a parcela caberia no bolso, e vc pagaria bem menos juros.

  10. eu financiei um na planta com minha noiva, 15% de entrada foi via FGTS, 5% nós parcelamos junto a construtora, os 80% foram via financiamento.

    eu particularmente acho comprar melhor, pois uma hora vc termina de pagar, além do valor ser fixo, se vc paga 1500 de aluguel hoje, não vai pagar esse valor daqui 10 anos, fora que você pode fazer o que quiser na casa, e não fica refém de inquilino querer de volta em momentos aleatórios

  11. Botando o dinheiro no bet ou no tigrinho dá pra multiplicar.
    Mas falando sério, você trabalha de carteira assinada? Se sim, pode utilizar seu saldo de FGTS nessa jogada. Com isso, dependendo do valor, dá pra fechar os 20% (no caso de imóvel zero) ou os 30% (no caso de imóvel usado), para conseguir financiar o resto.
    Se você não quer/pode financiar, tem a opção de consórcio, mas ai o ruim é ter que arcar com aluguel e a mensalidade do consórcio até você conseguir sua carta de crédito com o lance ou o sorteio.

  12. É o tipo de coisa que não tem resposta simples, são vários “dependes” que você vai precisar avaliar. É importante primeiro entender o anseio: é só questão financeira? Quer construir/reformar do seu jeito? É ter a tranquilidade da casa própria? É uma oportunidade única?

    Por exemplo, se você já tem um imóvel específico e ele está a venda, aí provavelmente você vai ter que financiar mesmo para garantir. Se é um objetivo a longo prazo, um consórcio pode fazer sentido para quem tem dificuldade em economizar dinheiro.

    A partir do que você quer, aí faz sentido considerar as opções para chegar lá.

    Inclusive, tem gente que opta viver de aluguel, não necessariamente você perde dinheiro. Suponha que você tenha o dinheiro do apartamento investido, talvez consiga ter um rendimento maior que o aluguel dele.

  13. Até onde eu sei, 10% não vira. 20% vc ainda consegue, mas o normal é 30%.

    Com 20% vc vai receber uma proposta com juros bem altos de financiamento, dada a Selic atual.