
Oi, pessoal!
Estou de mudança, saindo de um estado pra outro e visando um valor de mudança mais barato, sntão claro que eu que estou encaixotando tudo, competindo com os catador de papelão nos atacarejo da cidade e pensando profundamente:
Pra que ter tanta coisa?
Na foto, 46 caixas SÓ de livros e quadrinhos que acumulei nos últimos 10 anos
(Sem conta uma modesta coleção de disco de vinil que tb deu 5 caixas 😓)
Conversando com a minha esposa, nós nos cansamos de ter tanta coisa, passou na mente vender/doar tudo…. Mas a gente é do estilo cluttercore.. a gente gosta de uns cacareco e casa estilo vó.
Vejo muitos posts falando sobre termos muitas coisas digitais, apps, fotos, musica, streaming, etc
Mas como vocês balanceiam seus interesses digitais com os físicos? Quando o muito é demais?
E aproveitando, alguém indica algum programa/app bom pra gestão de livros? 😅
Valeu, manualers!
14 comentários
Eu evito comprar e se faz mais de 5 anos que não vejo vendo, se for edição especial eu mantenho. Agora PDF e coisas digitais acumulo rsrsrs
Eu, por exemplo, sou mais minimalista. Gosto de ter coisas que façam sentido para mim—algo com valor sentimental, algo útil, algo que me faz bem. Para evitar excessos, quando sinto que tenho coisas demais (tipo roupas), costumo tirar da vista. Coloco em “quarentena”: separo em uma caixa e guardo em outro canto da casa. Se em seis meses eu não sentir falta de nada, destino para doação. Faço isso há uns cinco anos, e só uma vez precisei pegar algo de volta. Nunca senti falta de nada depois desse tempo.
Se for para gerir ebooks no computador/kindle, sugiro o Calibre. Se estiver falando sobre acompanhar as leituras, como o Goodreads, sugiro o Bookwyrm ou o Open Library
Tenho adotado a rota inversa ultimamente, estou adquirindo livros físicos e formando minha biblioteca. É uma tentativa de reconexão, de reencontrar o meu “eu” perdido da época que era novo, curioso e ativo, da época que me desenvolvi bem no analógico e com coisas reais. Perdi o meu “eu” nesse mundo de tecnologias digitais, de consumo passivo, de letargia e de atrofia mental. Já mudei várias vezes e conheço bem o atormento do processo. Mas, apesar disso, decidi aceitar. Aceitar que vou perder livros e objetos, seja doando ou vendendo abaixo do valor, ou que vou perder financeiramente contratando um carro de mudança. Aceitei a perda futura, em busca de viver mais feliz e realizado no presente. É olhando para o futuro, serei mais feliz possuindo uma biblioteca, uma mini-oficina de marcenaria e uma varanda ou jardim com flores em meu lar, do que possuindo uma sala com coisas digitais.
Para mim, sua casa com estilo de vó, com livros, quadrinhos e uma vitrola tocando música é muito legal. Tem vida, conexão, toque. A sensação é diferente. A música no spotify e no disco até pode ser a mesma. O conteúdo é o mesmo. Mas o formato é diferente. O contexto é diferente. Tirar um tempo, sentar, colocar o disco na vitrola e apreciar a música é uma emoção diferente do spotify. Sentar, puxar um livro, passar as páginas, compenetrar-se apenas na ação de lê-lo é uma relação diferente do que ler em uma tela.
E como as pessoas balanceiam o digital e o físico? Apesar de todo o meu viés, exposto acima, acho que as pessoas erroneamente estão desbalanceando muito essa relação para o lado do digital. O ideal é parar, distanciar-se, e quase em um jejum de auto-reflexão, avaliar como está essa relação.
Não sei posso ajudar pois sou absolutamente acumuladora (dentro do espectro “não é uma doença”), tenho diversos hobbies físicos que ocupam espaço, ~600 livros, algumas caixas de tecido pra costura, mais algumas caixas de linhas pro crochê. Pretendo me mudar em breve e já sei que vai ser um stress mas é o custo de ter hobbies, volta e meia minha reflexão sobre minhas coisas é “eu vou de vdd usar isso num futuro próximo?” se a resposta é não e está em boas condições, eu doou. Fiz esse exercício com a minha estante esses tempos e consegui tirar uns 5o livros, agora estou na fase seguinte do exercício que é evitar comprar mais 50 pra ocupar esse espaço hahaha
Eu e a esposa adotamos o método da Marie Kondo. Tem livro e uma série OK na Netflix.
Pega cada item que você possui e se pergunte: esse objeto gera alegria. Em caso negativo, passe ele adiante. Em caso positivo, ele precisa estar exposto e disponível para você.
Coisas que você gosta não podem estar guardadas em caixas.
Estou passando pelo mesmo processo pela terceira vez em seis anos. Moro num apê minúsculo e tenho pouquíssima coisa, mas é impressionante como, até nessas condições, aparentemente favoráveis, você se pega repensando a necessidade de ter. É muito cansativo tentar passar certas coisas adiante nesse contexto de mudança, especialmente livros. Apesar de hoje minha “biblioteca” já estar bastante reduzida (~120 títulos), eu TENHO que me desfazer de 99% dela nos próximos dias, mas haja pique pra anunciar, negociar… às vezes a pessoa quer um único livro e espera que, além de vender barato, você cruze a cidade pra fazer a entrega. Sem condições, né? Consegui repassar uns 30 exemplares. O restante, vou doar pra bibliotecas e uma livraria do bairro tocada por uma turma muito gente boa e que também tem um sebo. E de agora em diante vou reforçar algo que já vinha praticando: apesar de preferir o livro físico, vou priorizar o Kindle. Se quiser muito ler no papel, o título será passado adiante assim que a leitura for concluída – e vou replicar essa filosofia a outros bens materiais. Minha meta, agora, é fazer a vida caber numa mochila e numa única mala.
Eu me mudei de estado também – de Minas para Sergipe, e antes da mudança oficial me livrei de muito acúmulo, principalmente de quadrinhos e mangás que não mais fazia questão. Vendi quase uns 100 volumes e doei outros para uma amiga.
Agora estou me mudando novamente e me estou me desfazendo de muitas roupas e até alguns móveis. Uma trabalheira só.
Fiz uma experiência, acho que vi naquele doc do minimalismo. Deixa tudo encaixotado e vai tirando apenas o que precisar por alguns meses, 6 meses sei lá. O que não precisar você se livra depois.
Hoje eu tenho uma dúzia de livros físicos, os outros apesar do afeto, estão sendo lidos por aí.
Avalie o que realmente poderia ir contigo nessa mudança. O que não for interessante levar contigo (pode lhe parecer bonito e interessante, mas vocês sentirão que no fundo é só algo a mais que talvez não precisará na nova casa), anuncie no OLX, Facebook Marketplace (se tiver paciência, pois ultimamente tá difícil pelo que tenho notado) ou até mesmo Mercado Livre ou Enjoei. O mal é realmente o tempo e espera. Avalie o valor que pode ser dado ao que quer vender, e dependendo do tempo, ofereça com um bom desconto em relação “a média” ofertada nos sites de usados, pois ajuda a vender rápido.
Tem um relato antigo do Marcelo Soares que ele diz que quando mudou para o exterior, fez uma espécie de “feirinha” entre amigos, vendendo ou doando livros. Dependendo da sua relação com a vizinhança e amigos na região, pode ser uma boa pois aí você pode conseguir um dinheirinho extra. Tipo como se fosse um “chá de mudança”, vamos dizer assim (se for para lançar moda).
Se tiver algum mercado de pulgas perto de ti (como a “Feira do Bixiga” em São Paulo por exemplo) veja como você pode vender nela ou oferecer para alguém que revende. Vinis pode ter alguma raridade que consiga um dinheiro extra e já não te interessa mais. Quem sabe?
Caso deseja doar devido ao tempo, repassar à escolas, bibliotecas ou até mesmo entidades assistenciais pode ser uma boa pedida. No caso de entidades como AACD, André Luiz, Exército da Salvação, alguma igreja ou outros, pode ser que eles revendam para assim ajudar nos custeios de seus serviços assistenciais. Isso ajuda a você a também indiretamente ajudar a gerar recursos a tais entidades.
Caso não vá mudar para muito longe e queira manter isso tudo, avalie alugar uma van pequena (como uma Fiorino) e dirigir você mesmo, caso possua carta e sinta confiança. Compare o valor entre fazer um frete para mudança e alugar um veículo para a mesma tarefa. Só ver valor do aluguel por diária, combustível e quaisquer outro gasto como pedágio e estacionamento.
No mais, boa mudança.
Poxa, você sabe que esse é o estilo de vocês e gostam. Curtam isso aí.
Pode ser que precise se desfazer de uma coisa ou outra, ou até algo tenha parado de te trazer alegria 😁😏, mas curta o estilo de vida que te agrada e quando sentir necessidade de se desfazer de algo específico vai fundo também.🥰
Eu sou da prática do minimalismo e mesmo assim tenho coisas q acho demais e coisas q não consigo me desfazer, acho q vai mto do significado que a gente dá a elas mesmo. Eu tenho um pensamento extremo que é se desse um incêndio, quais três itens vc pegaria? A outra coisa é q se tem coisa parada aí, pode ter gente procurando e aí isso de passar pra frente vale a pena, por exemplo, livros são histórias da gente tb, aí passando pra frente fica essa coisa de interconexão
Rapaz. Será que você não pode conversar com nenhuma escola perto de você? Você poderia doar ou conceder e deixar acordado que pode pegar de volta se quiser.
Pense nisso pra sua próxima cidade.
Um site que indico para gestão de livros é o velha estante
Acho que todo mundo tem algumas coisas acumuladas, deve ser quase natural, apesar disso, eu sempre evitei ter coisas por alguns motivos, entre eles: durante boa parte da minha infância eu me mudei muito, muito mesmo, em 2 anos chegou a ser 6x, então ter poucas coisas era importante, e outro motivo era a renda, para não gastar, eu não comprava.
Na minha infância comecei a colecionar o mangá Rurouni Kenshin, só que duas edições depois desisti pelos motivos acima, pouca grana, mudanças frequentes e pela casa ser pequena, não ter onde guardar, e isso foi um dos motivos de comprar um Kindle há 10 anos, não ocupa espaço e conseguia os livros “de graça”.
Ano passado fui morar com minha esposa, e praticamente só levei da casa dos meus pais umas bolsas com roupas e sapatos, e “cacarecos” da vida cabiam numa sacola grande. Agora tenho mais espaço, mas essas questões da minha infância ainda permeiam a mente e acabo não tendo muitas coisas físicas.
Em relação aos livros, tenho focado em trocá-los, ou simplesmente doá-los, em sebos, especialmente aqueles que não abro pra reler faz muito tempo ou didáticos em geral. Em relação a outros (eletrônicos, por exemplo), busco locais para descarte adequado.
Quanto ao digital, armazeno as minhas fotos geralmente em um pen-drive. Google Drive e One Drive somente para armazenar documentos da faculdade e geralmente excluo-os em final de semestre (guardo aqueles que podem servir pra algum colega em outro semestre, enfim).
Sugestão de programa para organização: Planilha (Excel ou Libreoffice, recomendo este último, de código aberto). Elas me ajudam tanto para ver (ou simplesmente lembrar kkk) coisas que quero comprar e ajuda também na hora de definir o preço de venda.
Também não gosto da ideia de acumular e acumular coisas, e nem da ideia de comprar. Menos está sendo mais, tanto pela questão da economia quanto pelo estado do meio-ambiente. Trazendo uma frase de Eduardo Galeano: “não há natureza que sustente um shopping-center do tamanho do planeta”.