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Qual o objetivo do Qualcomm X?

Há uns anos atrás, senti um movimento de colocar toda a carga de trabalho em nuvem pra melhorar a adesão dos usuários a novas tecnologias, como streaming de filmes e séries, músicas e jogos, armazenamento principalmente. Tudo seria em nuvem e nossa vida seria melhor com essa facilidade de jogar tudo pra nuvem e usar o tempo economizado pra ‘viver’.

Com toda essa coisa de IA e, principalmente com o recente lançamento dos novos processadores da Qualcomm, sinto um movimento contrário, supondo que tenham visto quão caro é ter uma nuvem e deixar que todas as pessoas simplesmente joguem tudo pra ela e deixem seus aparelhos “livres”.

Na minha visão de leigo, agora querem jogar parte do processamento para o lado dos usuários e diminuir gastos. Talvez esse boom de IA está começando a estabilizar e significando mais gastos do que receitas.

Embora a Microsoft negue em um primeiro momento, acredito sim que dados seguirão sendo coletados, a diferença é que agora serão processados localmente.

Suponho que eu tenha me expressado bem, estou viajando com alguma razão em pensar isso?

7 comentários

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  1. O objetivo é lançar um produto novo e ganhar mercado… Mas windows on ARM nunca vai dar certo enquanto tiver a exclusividade da Qualcomm… A Microsoft não aprendeu nada com o Android e a quebra da Nokia.

  2. Assim, dados coletados por coletados, se você usa Android ou iOS já estão sendo. Uso IA local já é feito HÁ bastante tempo, o seu teclado no celular é um uso disso.

  3. Cara, tudo roda em Chips, quanto mais rápido melhor.

    Imagina vc editar um vídeo 4k na nuvem: são gigabytes para mover para a nuvem e operar lá. A mesma coisa para engenheiros, arquitetos e outros. Acho que para a maioria das profissões nós ainda estamos com carência de performance computacional. Para a massa claro que não importa tanto mas para o lado Enterprise ainda importa.

    Outro viés: Chips mais fortes e mais econômicos significam Notebooks ou mais leves e finos, ou com mais duração de bateria, e ainda possivelmente vc permitir reduzir a bateria para assim aumentar o lucro e/ou repassar a economia ao consumidor e ter um produto mais competitivo.

  4. Acredito que não seja apenas para reduzir custos. Há vantagens tangíveis no processamento local, como menor latência e privacidade. É provável que o futuro próximo seja de soluções híbridas, com demandas menos complexas rodando localmente e o que depender de mais processamento, na nuvem — que tem isso, um poder computacional impensável em dispositivos como celulares, como grande vantagem.

  5. Em uma visão mais micro, existem softwares que usam IA que precisam rodar localmente. Softwares de trabalho, pra arquivos pesados que não dá pra esperar enviar e baixar da nuvem. Eu uso vários. Ter uma máquina que responda a altura sempre vai ser necessário.

  6. Não acho que exista uma grande mudança, muito antes do hype do GPT, todos os fabricantes tem investido e destacado co-processadores dedicados machine learning porque tem muito caso de uso em mobile. O Google justifica o seu SoC (pior) como o melhor jeito de integrar os modelos aos smartphones, a Apple gosta de destacar quando os modelos rodam localmente no smartphone.

    A Qualcomm comprou a Nuvia em 2021 para responder ao M1, não tinha nada a ver com a IA. Mas como ficou pronto em 2024, faz sentido destacar já que a Microsoft está apostando tudo nessa frente. Se fosse 2021, o foco todo seria em 5G mas que hoje ninguém está dando mais bola….apesar de ser bem útil em um laptop e exclusividade da Qualcomm.

  7. Me deram um toque aqui que fez sentido como teoria também: nosso computador/celular é a única área que o aparato de coleta de dados ainda não tem acesso. Podem saber dos nossos passos na internet, mas se a gente não fizer nada na internet, apenas localmente, não adianta muita coisa pra ele.

    É a única área que falta entrar e a Microsoft está trabalhando nisso.