É de conhecimento público (ou assim espero) que as bandeiras de cartões (Visa, MasterCard, Elo) mordem um percentual relativamente alto (~3%) de cada transação que fazemos.
Isso, somado aos sistemas de milhas, criam uma situação de redistribuição de renda às avessas: os mais ricos, que têm acesso a cartões melhores e, muitas vezes, com isenção de anuidade, recebem vantagens que a galera sem cartão ou com cartão furreba não tem.
Voltei a pensar no assunto após ver este vídeo do New York Times.
Ele sugere, baseado no mercado norte-americano, o uso de cartão de débito e dinheiro para contrapor o sistema de pontos/milhas que favorece apenas as bandeiras de cartões e os mais abastados. No Brasil, temos outra arma poderosa, o Pix.
Hoje eu pago meio que tudo no cartão de crédito, em grande parte pela comodidade e segurança do Apple Pay: é muito rápido, não preciso levar a carteira e mais seguro que o pagamento por aproximação com o plástico (por causa da biometria e não ter que ficar abrindo o app do banco para pagar por Pix). Só que fiquei balançado agora…
Só eu penso nisso? Se alguém já pensou ou está pensando agora, esse pensamento levou/levará a alguma mudança na forma de pagamento?
50 comentários
Penso que nenhuma mudança de comportamento ocorrerá se não for mexendo no bolso. Logo, se o logista não oferece um preço melhor para o pix/débito, as pessoas seguirão comprando pão no crédito por pura conveniência.
É o mesmo caso das sacolinhas: bastou começar a cobrar, o mínimo que fosse, que o hábito de usar sacolas retornáveis apareceu.
Eu sempre pergunto se me dão desconto no pix. Se não rola, é crédito mesmo.
Sinceramente, no BR não se aplica o que foi colocado no vídeo.
Como Jack, vamos por partes:
Ponto que EU reputo como mais importante: tinha uma LEI que proibía o comerciante de cobrar preços diferentes de acordo com a forma de pagamento. Como o cartão tem taxas que não existem no pagamento em dinheiro, ou perdia margem ou repassava no preço. Todos já sabemos qual a alternativa era escolhida.
Para burlar isso, muitos davam desconto pagando em dinheiro.
Existe a questão da segurança: muitos mercadinhos, lojinhas, comércios de bairro em geral sofriam com assaltos, especialmente mais no final de tarde, porque movimentavam uma quantia interessante de dinheiro. Perto da minha casa aconteceu muito, tiveram que contratar segurança, e (para surpresa de 0 pessoas) isso era repassado no preço.
#OFF TOPIC: em São Paulo houve uma onde de sequestros logo após a implementação do PIX, que foi mitigada por uma inteligente atuação do Secretário de Segurança Pública, da Polícia Militar, e acredito que da Polícia Civil também, não somente na prisão de algumas quadrilhas, mas principalmente porque chamaram as instituições bancárias para conversar e aumentar a segurança impondo, como regra, limitações às transferências em períodos noturnos. Isso diminiu absurdamente esses sequestros.
Aqui de todas as empresas que eu vi, não há diferença entre o nível do cartão do cliente. Se ele comprar com o cartão de crédito mais simples, ou com os nível black, a taxa para o comerciante será a mesma.
Os relatos de inúmeras pessoas aqui nos comentários não nos deixam mentir: muitas pessoas compram no cartão de crédito por não terem dinheiro para comprar naquele momento. Em comércios de bairro, ou em cidades pequenas, era comum isso com as cadernetas de devedores, mas para o comércio também era um problema “vender fiado”, porque eram muitos calotes. Imaginem se essa fosse a regra quando estourou a pandemia.
A empresa que fornece esse crédito cobra uma taxa por esse crédito, e acaba facilitando para que o comerciante venda mais (olhando somente este cenário descrito).
Também como já dito aqui, houve muita inflação das milhas por aqui, por vários fatores. Então quem tem um gasto menor no cartão raramente obterá algum benefício além da segurança de não ficar andando com quantia de dinheiro pra todo lado, não ter que fazer uma compra online, ir no banco no dia seguinte pagar o boleto, esperar compensar, pra depois ter seu pedido realmente efetuado na loja online.
Enfim, são alguns outros pontos ignorados (ou mesmo desconhecidos, porque não) por quem produziu o vídeo, que penso serem relevantes, porque quase sempre ignoramos o reflexo econômico das leis, apesar da importância e dos efeitos práticos do tema.
Numa padaria aqui perto de casa, é cobrado valor adicional de quem paga cigarro no cartão, inclusive são percentuais diferentes para débito e crédito. Logo embaixo do cartaz eles colocaram referência pra alguma lei que permite que isso seja feito. Achei bastante curioso, nunca tinha visto antes…
Sim, agora é permitido e não penso que seja nenhum absurdo.
Comprei um notebook numa viagem, o valor das taxas é “cobrado a parte” de maneira bem curiosa, inclusive: a vendedora colocou os 1.000 do aparelho e quando fui colocar a senha estava 1.020. Não digitei a senha, pedi pra ela refazer a operação, pois havia digitado a mais, ela me explicou sobre a cobrança da taxa diretamente na máquina, acreditei nela, coloquei a senha e no “canhoto” da notinha vinha a descrição.
Concordo, sendo assim temos a possibilidade de escolher o meio de pagamento mais adequado no momento da compra e o comerciante não precisa repassar os custos pra todos…
Cigarro é um produto ruim de trabalhar, não sei os pormenores, mas não vale a pena vender.
Sim, só citei porque foi o único caso assim. Mas os comerciantes dizem que só vendem cigarro pra atrair a clientela, pois a margem é irrisória.
o PERMENOR fundamental nesse item (cigarro) ou outros análogos, é o prazo de pagamento. quando chega o carro do cigarro, tem que pagar a vista. não tem nenhum prazo pra pagamento. entao o comerciante não vai pagar a vista por um produto tabelado, pra receber depois de 40 ou mais atraves de cartão de crédito, ou com uma taxa de desagio enorme que ele tem na maquininha de cartão dele. cigarro é tabelado. ele não tem como embutir o custo de cartão, da maquininha.
Cara, vou no barato. Se a loja me da 3% no pix faço no pix. Se o preço é o mesmo, porque não usar o CC? É mais pratico para min simplesmente centralizar as contas no final do mes.
Um percentual pequeno ganha em milhas? A ideia claro que “se tu ganha e eu não eu tenho de fazer tudo para fazer tu não ganhar também” fala muito das pessoas….
E vou adiante, as lojas geniais fazem o mesmo preço em 10 sem juros? Pego em 10 e adianto tudo em um mes no nubank só para ganhar 5 ou 10 reais de desconto que a loja não me deu.
PS: milhas no .br sofreram uma hyper inflação que acho que menos de 1% dos usuários de cartão de credito aqui, hoje, fazem algo valer em milhas.
Rende mais deixar o dinheiro das parcelas parado num CDB e pagar mês a mês do que adiantá-las pelo Nubank. (Se é para contarmos os centavos, vamos até o fim, haha!)
Justo, boa!
Faço isso. Não adianto parcelas, mas deixo o dinheiro num cdb de liquidez diária a 110% do CDI
Eu pago 90% de minhas despesas com cartão de crédito. Já comprei muita passagem (e panelas) com pontos. Internacionais e nacionais. Acho os 3% um tradeoff justo. Discordo do vídeo – ele joga pro consumidor a culpa. E outra – eu sei que os bancos reportam despesas ao COAF e BACEN, mas me dá um alívio saber que minhas transações financeiras não estão passando no sistema do PIX/BACEN diretamente.
E não te incomoda que seus histórico de compras seja vendido a quem paga mais pela MasterCard (e provavelmente Visa também)?
Também me incomoda. Mas menos do que qualquer governo ter acesso a meus hábitos de consumo.
O Governo sempre é o nosso ultimate databroker, em um mundo ideal boa parte dos nosso dados , inclusive de compras, teria que ser anônimo, o que não acontece. Realmente fico mais preocupado como as empresas de cartões de crédito tratam nossos dados de compras do que o governo( deixando claro que é uma escada de preocupação, ambos são preocupantes).
Sem dúvida. Uma alternativa é ter vários cartões para não entrar no range que obriga a operadora te incluir na DECRED:
As administradoras de cartões de crédito poderão desconsiderar as informações em que o montante global movimentado no mês seja inferior aos seguintes limites:
I - para pessoas físicas, R$ 5.000,00 (cinco mil reais);II - para pessoas jurídicas, R$ 10.000,00 (dez mil reais).
Eu uso cartão de débito no Apple Pay, funciona exatamente como o cartão de crédito.
Sobre alguma ação individual mudar o cenário, infelizmente tenho certeza que não…só imagino algo relevante se virar comum comerciantes colocarem preços diferentes para pagamentos em crédito.
Não vou mentir, dificilmente vou largar a Carteira do Google pra usar o Pix.
Demorei muito a ter cartões de crédito e morro de medo deles, haja visto o tanto de casos de pessoas enroladas com esse diabo moderno ao meu redor.
Mas assim… Abrir meu app de banco na hora da transação? Me sinto muito exposto e é pouco prático. Além disso, o uso do débito tem a desvantagem de que, não usando o limite de crédito, podemos perdê-lo… Aí, em uma emergência…
De todo modo, a análise sobre as bandeiras e o favorecimento aos mais abastados é uma boa análise (o problema havia passado despercebido por mim). Agora, sabendo disso… É preciso saber o que fazer
Hoje pago tudo no cartão de crédito, inclusive contas fixas como energia, água e mensalidades.
Antes da pandemia não conseguia financiar um Celta porque meu score era próximo de 100. Eu tinha uma renda legal, mas pagava tudo no débito e meu cartão de crédito nunca era usado, com limite de 300 reais.
Após a mudança para usar crédito, nos últimos três anos, tenho cartão black com score e rating dos bancos acima da média. As milhas e pontos acumulados me garantem um bom abatimento das faturas. Ou seja, há compras que saem de graça, tudo indexado pela cotação do dólar.
Além de contar benefícios da seguradora do cartão, como garantia estendida, proteção de preço e proteção de compras.
Já tive reembolso em produtos que subiram o preço após um comprar no crédito, automaticamente.
E recentemente fui reembolsado pela proteção de compra, depois que deixei meu smartphone cair e quebrou, enviei a nota fiscal da assistência no portal da visa.
Não quero parecer fodão, ou pau no c* falando assim, mas todos as pessoas que tive oportunidade de conhecer que possuem patrimônio que vão além do nosso limite de compreensão, usam cartão de crédito para tudo, até comprando um tictac em loja de conveniência.
Por outro lado, a maioria dos assalariados que conheço pagam tudo no débito, PIX ou dinheiro.
Vejo que os bancões tradicionais possuem muita força com as Classes A e B, pelo respaldo jurídico e serviços que garantem a proteção do patrimônio.
Já as fintechs e bancos digitais são voltados para classes C e D, com suas simplificações, sem tarifas ou taxas.
É… De novo, mais um problema que ultrapassa o que o indivíduo consegue fazer. O crédito é simplesmente mais vantajoso
Qual é esse cartão que você utiliza?
Atualmente é Santander Unlimited, bandeira Visa.
Mas os benefícios e seguros são da Visa, não do banco.
Tanto Visa e Mastercard possuem seus benefícios e proteções, mas eu prefiro visa por achar mais fácil de usar e acionar quando preciso.
E para cada variante como Visa Platinum, Signature ou Infinite tem seus limites e coberturas.
https://www.visa.com.br/pague-com-visa/cartoes/beneficios.html#2
São ótimos benefícios mas pouca gente usa ou sabe. Inclusive, recentemente a Visa retirou a Proteção de Preços de alguns cartões aqui do BR devido ao número de fraudes começaram a fazer.
você acha que compensa pagar as taxas de pagamento de boleto em troca dos pontos? no caso da conta de luz.
Já fiz essa conta no passado, e no meu caso não valia a pena: as taxinhas pra pagar as contas saíam mais caras que o retorno em pontos (e eu já gastava o suficiente pra ter isenção de anuidade). Mas isso deve variar conforme o caso, e principalmente o cartão (no meu caso era um Visa Platinum).
Milhas por si é algo elitizado. Eu sequer tenho intenção de usar, tanto por realmente não usar quanto pelo meu perfil de baixo consumo.
Pior que eu conheço gente que paga a mais pra receber um cartão melhor, com milhas e sequer usa elas.
Os 3% são bem absurdos mesmo, é um imposto digital muito forte.
Porém, todavia, eu sou milheiro e vou seguir sendo até o fim. Não ser milheiro é deixar dinheiro na mesa, visto que dependendo do cartão dá pra tirar de 1 a 2% de volta. Todo ano tiro uma grana significativa de milhas.
Já uma coisa que não gosto é o maldito cashback, aí já prefiro ter um desconto direto.
A diferença são as ordens de magnitude em valores e a dor de cabeça para resgatar. Resgatar milhas no cartão é automático e vc coleta de tudo. Resgatar cashbacks esporádicos envolve estar preso àquela marca e valores minúsculos.
Por outro lado, todavia, é realmente zoado passar no crédito para o micro-empresário já que 30 ou 40 dias vai ser muito impactante no cashflow dele. Nesse caso passo no débito (por facilidade) ou até mesmo um Pix. Vale lembrar que os 3% aí são, potencialmente, muito mais. Se o empresário quiser adiantar o recebimento aí ele vai pagar uns juros de 8+% a depender do prazo.
isso me lembrou desse texto e desse também, ambos do Eduardo Amuri.
eu hoje pago tudo com aproximação pelo celular, acho pix muito lento, pra pagar tiro o celular do bolso, arrasto o dedo de baixo pra cima (msm com a tela desligada) coloco a digital na tela e aproximo, ou aperto duas vezes um botão no relógio e aproximo, ambos absolutamente rápidos.
no pix é muito mais trabalhoso, então evito, mas seria legal se tivesse um cartão que a bandeira seja do pix, aí ajudaria mais o comerciante
e nos texto linkados acima fala sobre os sistemas de milhas e cashback, particularmente acho muito trabalho, ficar caçando o melhorar cartão, na hora de comprar ficar calculando qual tem a melhor milha, comprar milha, ficar de olho pra não expirar…
Achei o vídeo um pouco de delírio de grandeza. Eles acham que têm essa influência? Que vão promover um levante contra cartões de crédito e o pobre abstrato vai passar a viver melhor?
Francamente, eu acho os 3% aceitáveis: você ganha 40 dias para pagar, evita sair com seu banco, concentra os gastos em um lugar só, tem vários serviços atrelados (veja, por exemplo, o visa platinum, que está longe de ser uma categoria para gente rica), mesmo em cartões sem anuidade. Se já tiver o dinheiro, os 40 dias dão, sei lá, uns 0,8% na renda fixa?
Do lado do negociante, será que as pessoas vão reclamar se o jantar sair por 103 em vez de 100 reais? Acho que não vão nem perceber. Eu sempre fico impressionado que ainda existam estabelecimentos que não aceitem cartão de crédito no Brasil.
É nos juros dos bancos que está a maior transferência dos pobres para os ricos.
Algo no capitalismo que nunca me seduziu é a sensação de melhor oportunidade, de que você está tendo uma vantagem muito grande ao comprar na black friday, ao aproveitar de uma promoção inédita, ao acumular milhas, ao ter o maior cashback.
Nenhuma decisão de compra minha costuma passar por isso, ou costuma ser mais importante do que a própria necessidade — ainda que é claro, pra não dizer ÓBVIO, que, precisando de algo, procuro tentar comprar em oferta pra gastar menos dinheiro.
Mas quando preciso mesmo de algo em maio, não vou esperar até novembro pra comprar. Então vou lá e compro em maio mesmo.
Juntar milhas é algo que pra mim é contraintuitivo por natureza: um benefício cujo custo é ter que enfrentar burocracia de cadastro e de ‘portabilidade’, que te faz começar a prestar atenção num calendário de oportunidades ao longo do ano pra acumular ou multiplicar ainda mais milhas. A verdade é que se milhas fossem mesmo um benefício dado pela aérea, ele seria pra qualquer um que compra uma passagem e viaja com ela, a depender de nada mais além.
Mas nada disso acima é benefício, é vantagem: é o preço que pagamos pra termos apenas essa sensação. O preço das coisas é o preço das coisas, elas custam o que custam conforme a volatilidade do próprio capitalismo.
Na black friday temos a possibilidade coletiva de experenciarmos todos ao mesmo tempo essa sensação de levar vantagem, custe o que custar.
É uma viagem.
Mas você só compra coisas que necessita? Não faz compras supérfluas? Eu aproveito as promoções, principalmente pra comprar coisas que eu desejo, mas não necessariamente preciso. Ou então preciso, mas não com tanta urgência. Esse ano eu peguei a assinatura de um software que eu preciso usar para trabalho, mas que não necessariamente precisaria ser agora, mas aproveitei a black friday. Ano passado eu comprei um tênis que não precisava, mas eu queria por questões estéticas. Apesar de demandar muita análise pra saber se a promoção de black friday é realmente uma promoção, eu acredito que vale a pena, principalmente para coisas supérfluas.
Eu sou um que só compro o que necessito e prefiro guardar dinheiro pra pagar a vista com desconto do que parcelar.
Eu não consigo. Digo mais. Se eu comprasse somente o que preciso, acho que eu iria surtar. Muito do meu lazer e coisas que me deixam feliz são itens que eu não preciso.
Muitos casos o preço parcelado é o mesmo de a vista. Ou ainda o desconto é ínfimo (3 ou 5%). Nesses casos eu prefiro parcelar e deixar o dinheiro rendendo em investimentos de renda fixa.
É isso aí, uma logística grande pra pouco benefício. Eu nunca viajei de avião, não tenho sequer planos de um dia viajar e tá tudo bem. Quando chegar a necessidade e eu dou um jeito, afinal eu tenho dinheiro guardado.
Oi Ghedin,
Muito legal seu post e este vídeo do NYT.
Já havia pensado com relação aos comerciantes e inclusive quando estou em lojas pequenas já cheguei a pagar com Pix para ajudar o dono da loja.
Mas nunca havia pensado que este “esquema” favorecem os que tem acesso à cartões de crédito e desfavorece os menos abastados.
Eu acredito que uma solução que já vi em alguns lugares é o comerciante oferecer desconto para formas de pagamento que são favoráveis a si.
Eu sou super a favor de descontos (obviamente) e se me oferecerem um desconto para pagar em dinheiro, a vista do débito, eu sempre escolho esta opção.
Inclusive acho muito estranho que comerciantes oferecem pagar até 10 vezes no cartão mas não dão desconto se pagar a vista. Até supermercado divide em três vezes no cartão.
Aí depende do negócio. O não dar desconto pode ser uma estratégia de posicionamento de marca, mesmo que a empresa perca um pouco ao parcelar no cartão. É bem comum isso.
Tenho cartões das bandeiras citadas. Nunca cobraram esses 3%, inclusive no furreba (Elo).
Esses 3% eles cobram a quem você fez o pagamento.
Foi o que imaginei. Valeu.
Gosto da possibilidade de ganhar pontos e milhas, me ajudou bastante nos últimos anos e nem sou nenhum abastado. Eu preciso comprar passagens de ida e volta pra São Paulo com frequência. Essas passagens custam mais de 2 mil reais. Se eu contar somente as milhas que comprei com dinheiro mesmo, essas mesmas passagens me custam 850 reais. Fora as passagens que comprei com milhas acumuladas sem custo.
Eu sou contra o mercado informal de compra e venda de milhas, que é proibido mas é feito mesmo assim.
Você compra passagens que custam 2 mil reais com frequência e não se considera abastado? Em relação ao resto da população, me parece, sim.
Não sou. Você supôs de maneira equivocada. Essas passagens saem por 850 usando milhas compradas ou menos que isso usando milhas que acumulei. As passagens não são para mim, é para uma outra pessoa e para fins de trabalho.
Entendi.
Ah mas se é pra outra pessoa é ela que paga…?
É bastante esquisito mesmo…
Acho difícil mudar aqui pois temos um cartão relativamente bom e sem anuidade, a ponto de aproveitarmos algumas dessas vantagens. Além disso, eu e minha esposa pagamos tudo num mesmo cartão de crédito, o que facilita só dividirmos o pagamento da fatura no fim do mês.
Eu já me enrolei bastante com cartão de crédito e hoje pago tudo no débito. Para pagar assinaturas e coisas que precisa ter o cartão de crédito eu uso o cartão do Mercado Pago, que é uma especie de cartão de crédito pré pago. Eu li no livro “Finanças para autônomos” uma dica interessante, que é definir o seu salário semanal a partir dos seus ganhos e gastos, e sacar esse dinheiro toda semana e só usar dinheiro físico mesmo. Ainda não consegui aplicar essa dica, porque tem situações onde ela não é muito prática, mas ela está no meu radar, qualquer hora quero experimentar isso ou algo parecido.
eu amo o conteúdo do Amuri, o acho sensacional!
e faço o mesmo esquema das minhas assinaturas, mudei tudo pro mercado pago, infelizmente ainda uso cartão de crédito, mas a meta é me livrar dele ano que vem.
Eu aplico essa estratégia faz anos e hoje tenho dinheiro pra ficar 1 ano parado. Separo uma parte do salário e tranco em CDB, o resto divido em orçamento semanal.