O vídeo do link é de um canal voltado para fotógrafos. Talvez – se você não é entusiasta de fotografia – não se identifique tanto com o conteúdo, mas acho muito válida a reflexão que o Alê Rodrigues traz. Eu mesmo me pego nisso. Faço fotografias por lazer e por profissão, mas foram raras as vezes que parei para imprimi-las, seja para consumir ou para presentear. Tenho fotos de anos atrás que sequer fiz uma seleção ou edição do material e que poderiam vir ao mundo. O vídeo foi muito inspirador e, mesmo que não vá comprar uma impressora fine art só para isso, é perfeitamente possível fazer uma seleção mensal das melhores fotos e enviar para revelar em um laboratório de shopping qualquer.
Quis trazer aqui para o Órbita para reflexão e, caso você tenha algum comentário ou experiência com o assunto e queira compartilhar com os demais, seria interessante =)
31 comentários
Tenho uma boa impressora e o papel fotográfico não é tão impeditivo assim. Vale demais para guardas as memórias dos primeiros anos de vida do meu filho, é gostoso sentar e ver fotos, lembrar de onde foram tiradas… Também gosto dos fotolivros, pego o famoso “dump” e transformo em fotolivro.
A impressora é a l3250, o papel já vem no tamanho padrão de fotos, o custo x benefício compensa no meu caso, que imprimo várias fotos e outros papéis também.
Já os fotolivros eu faço no fotoregistro.
Muito legal! Eu quero fazer fotolivros das minhas viagens. Tenho muita foto legal que nunca publiquei na internet e estão “mofando” no Google Fotos.
O meu problema (além da grana) é o número de fotos que eu tiro. Com menos de um mês de vida, meu filho (que vai fazer 4 anos mês que vem), já tinha mais fotos do que eu na vida inteira! A gente até já imprimiu algumas, mas o duro é o tempo para escolher!…
Eu dou consultoria para fotógrafos e esse é o maior calcanhar de Aquiles da maioria. Existem alguns métodos e ferramentas pra otimizar esse processo, mas a melhor dica mesmo é não ficar fazendo fotos repetidas. Faça apenas uma ou duas fotos daquele momento e depois guarde o aparelho. Não adianta fazer 20 fotos esperando que uma saia muito melhor, não vai sair.
Meu pai sempre teve o costume de revelar as fotos, desde os tempos mais primórdios da fotografia, e mesmo com a mudança para o digital, que ele foi adepto mas continuou na câmera e não migrou 100% pro celular, ele manteve esse hábito.
Como ele viajava bastante, a cada ano pelo menos um álbum era revelado lá em casa, com as fotos das viagens.
Constitui minha família, tenho minha casa, e um ano após o falecimento dele eu tomei a atitude de continuar o hábito. Agora a cada ano eu tenho feito uma seleção de 200 a 250 fotos para revelar e botar num álbum aqui na estante de casa.
Uso o https://www.fotoregistro.com.br/ para fazer a revelação, mas vi outro serviço sendo referenciado em outro comentário, que vou dar uma olhada também. Mas gostei da ideia de buscar um serviço local e de qualidade, talvez traga um pouco mais de valor para o ato.
Muito legal esse hábito do seu pai. Infelizmente esse costume se perdeu lá em casa no final dos anos 90. Eu praticamente não tenho nenhuma foto da minha adolescência. É um salto de 8/10 anos para os 20 e poucos.
Raramente imprimo fotos, mas admito que mantenho uma cópia assim como um backup de cada foto que tiro (após uma seleção inicial) em HDs externos.
Também tenho cópia segura digital de tudo. Mas a questão é que não consumimos. Ficam guardadas. Se algo acontecer conosco, dificilmente quem fica vai conseguir acessar. Eu acho um desperdício mantê-las apenas no digital. Consumir a fotografia em um album é uma experiência muito bacana.
Nesse final de semana, por acaso eu revelei algumas fotos que minha esposa e eu queríamos espalhar pela casa há algum tempo. Além da oportunidade de preservar momentos e compartilha-los com a família, nós sentíamos que a falta de fotos nossas como decoração tirava parte da sensação de acolhimento na nossa própria casa. É ruim que não existam tantos lugares para revelação quanto antes, mas acho que vale a pena aproveitar os que ainda existam e montar álbuns ou colocar fotos legais emolduradas junto com pôsteres, pinturas e outras pequenezas na composição visual do lar.
O problema de imprimir fotografias é encontrar locais que fazem impressão de qualidade com um bom custo benefício. Esses locais de shopping por exemplo, muitos usam impressora laser, papel de fotografia comum que quando expostas desbotam.
Por não ter conhecimento, muitas pessoas “imprimem” suas fotos em gráficas, que usam impressoras laser ou até jato de tinta. Não é a melhor forma. O processo correto é o de “revelação” e ele é feito não por gráficas, mas por minilabs. Daí tem que procurar um minilab. geralmente em shoppings tem os dois, gráfica e minilab.
Se tiver algum amigo fotógrafo, basta perguntar onde ele manda revelar pros clientes dele. Aqui em Natal eu conheço pelo menos uns 4 laboratórios, e todos bem localizados.
curioso que eu estou num momento de tirar um pouco a dependência da nuvem e das redes sociais e uma das coisas que fiz foi comprar uma instax. levo ela para alguns passeios, tiro 1 ou 2 fotos, ao chegar em casa escrevo data, local e pessoas na foto e guardo num álbum que adaptei a partir de uma pasta de carta de magic. além disso, baixei minhas fotos do instagram, vou selecionar algumas e mandar imprimir. descobri que de uns tempos pra cá ando tirando bem menos fotos que de costume (tirando as fotos dos meus gatos, essas eu continuo tirando quase todo dia).
Estive de férias no Peru agora em janeiro. No primeiro dia de viagem fui furtada; roubaram meu celular. Por sorte, levei minha Fujifilm Mini 90 e muito filme. Todo o registro da viagem, uma ironia boa e ruim, foi em filme instantâneo. Tirei fotos maravilhosas, voltei pra casa e, pela primeira vez na vida, comprei um álbum de fotos. O roubo me trouxe um grande prejuízo e transtorno, claro, mas a oportunidade de pensar bem as fotos que iria tirar e, ao voltar, ter um registro físico disso, além de montar um álbum de fotos e memórias, foi uma surpresa feliz.
Que legal, Cecília! Fico triste pelo sisnistro, mas até situações ruins trazem algum aprendizado. Que nas próximas viagens você tenha mais sorte, mas também boas memórias.
Klinsmann, embora não seja especialista em fotografia, as reflexões feitas pelo Alê oferecem-me outros recursos que, até então, não eram objeto das minhas impressões.
Certamente, continuarei a realizar essas impressões com mais qualidade!
O Alê é um cara muito inteligente. Eu aprendo muito com ele. Nesse vídeo eu peguei a dica dos plasticos e da luva de algodão, para quando for fazer impressos fineart.
Oi, Klinsmann! Aqui onde moro tem aquelas lojas de revelação e fazia muito isso: ir lá naquelas maquininhas, colocava o pen drive, selecionava as imagens e meia hora depois, saíam umas fotinhos em um álbum simples. Hoje, a gente seleciona e imprime na impressora de casa mesmo. Fica horrível, mas eis que temos algumas memórias para a posteridade.
Meu irmão contratou um studio para o álbum da filha, porque não tinha fotos impressas dela. Já minha mãe comprou um álbum e eu imprimo toscamente as imagens da gente.
A questão é como ser seletiva já no início, ao fotografar. Hoje, temos a mania de praticamente fotografar tudo e no final ficarmos com nada. No meu caso, o que fotografo vai parar no blog que tenho. É também, penso eu, uma forma de criar memórias, mesmo com o risco de a big tech, um dia, fazer a “louca” e excluir os blogs, por exemplo.
Como criar memórias? Eis o questionamento.
Obrigada pelo post, adorei!
Legal isso de ser seletiva sobre o que fotografar. Tenho pensado nessa decisão ultimamente, porque vi uma amiga fotografar com câmera analógica tendo em mente que só pode fazer 30 fotos (com sorte) por filme. Acho que vou experimentar isso no próximo mês, com o celular mesmo, para ver se acumulo menos lixo na galeria. E aí talvez dê vontade de imprimir as fotos.
Eu vi uma dica aqui um tempo atrás de entrar no seu aplicativo de fotos e digitar a data do dia. Por exemplo: hoje é 31/01, coloco essa data no aplicativo Fotos da Apple ou no Google Fotos, ou no OneDrive ou qualquer aplicativo semelhante, e ele vai mostrar todas as fotos desse dia de todos os anos, daí você vai apagando as ruins e deixando somente as que importam. Eu comecei a fazer isso esse ano e, por enquanto, está dando certo. Tem dia que eu faço 2 ou 3 dias de uma vez. Esse mês no dia 20 já tinha terminado janeiro. E se tudo der certo, ao final do ano vou ter uma galeria mais bem selecionada, mais enxuta e melhor de consumir e até escolher as fotos pra revelar.
É ruim que criamos o hábito de fazer 10 fotos iguais do memo momento para ver depois se alguma ficou boa, e na maioria das vezes só se precisava de dois cliques. Aí começamos a acumular e da uma preguiça selecionar depois. Eu procuro sempre fazer apenas 2 fotos do momento, pra facilitar consumir depois. Sobre a revelação, dá uma procurada, sempre tem laboratórios em shoppings e galerias. Caso não tenha por aí, dá pra usar os sites que o pessoal indicou aqui no post, o FotoRegistro é bem famoso.
Assino o phosfato.com.br
Que legal esse serviço. Vou olhar!
Obrigado pela recomendação!
Voltei a imprimir algumas fotos ao longo do ano passado e não conhecia esse serviço, vou experimentar :)
Ravi, grato pela recomendação!
Allan, Vitor e Vinicius, gostei da proposta da plataforma e o preço achei competitivo.
O papel e a tinta são bons? Achei barato. Pena que não da pra mesclar os tamanhos nos planos.
Não conhecia. Bem interessante!
Gosto da ideia mas uma barreira tem sido encontrar um lugar de confiança e com preço bom pra revelar. Queria fazer uma seleção de até 200 fotos por ano.
Procure um fotógrafo da sua região e pergunte onde ele manda revelar. Sempre tem laboratórios de revelação que tem preços interessantes.
Cara. Faz uns meses que tenho pensado nisso. O contraste é que eu sou muito minimalista e estou montando minha (alugada)casa aos poucos. Não tenho espaço nem pra guardar livros então fico meio na dúvida ainda.
Outro ponto é que sou professor, acabam-se acumulando muitas provas e trabalhos dos alunos e por isso tenho fobia de guardar papel kkkkk.
Mas faz tempo que estou muito tentado a passar a imprimir as fotos.
Cara, 200 fotos impressas dão menos volume que um livro grosso.