O crítico de mídia Mauricio Stycer argumentando porque ele doou uma coleção antigas de livros e cds mas não a de dvds. Vale para reflexão.
15 comentáriosBluesky, Mastodon, Telegram e RSS
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O crítico de mídia Mauricio Stycer argumentando porque ele doou uma coleção antigas de livros e cds mas não a de dvds. Vale para reflexão.
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Mantenho firme e forte minha coleção de DVDs e BDs.
Compro num ritmo menos frequente que antes, é verdade, mas não me vejo migrando 100% para o digital.
Além da questão de preservação e acesso, eu gosto de olhar para as prateleiras cheias de filmes 😊 me lembra um pouco o tempo das locadoras.
eu também acho q vale para cds, e eu faço isso um pouco até com pirataria.
tudo q eu baixei entre 2000 e pouco e o começo do streaming, principalmente música, está nos meus hds de backup. nem é nada importante, mas dps q eu já tive o trabalho de baixar mesmo, vou guardar. vai q um dia as coisas não estão acessiveis mais.
interessante pensar no seguinte: a não ser em caso de edições especiais, limitadas ou raras, dificilmente você será impedido no futuro de ter acesso a um livro do qual você se desfez porque provavelmente encontraremos outras cópias dele em alguma biblioteca pública
por outro lado, apesar de existirem algumas poucas cinematecas, museus da imagem e do som e algumas bibliotecas especializadas em audiovisual, ainda não temos instituições tão bem distribuídas como as bibliotecas públicas para salvaguardar e “emprestar” filmes e outras peças de audiovisual
além disso, tem o problema da própria preservação da mídia física: sabemos que DVDs são péssimos suportes para preservação no longo prazo
Seu segundo e terceiro parágrafos se encontram com a reflexão do texto. Pode soar que no digital há uma popularização das mídias, mas tem produtos de mídia que querendo ou não acabam em “nichos” devido a como foi direcionado a cultura de consumo de mídia. Isso já é um ponto que demonstra como é difícil preservar produtos audiovisuais no Brasil
Só lembrar também o quão com descaso é tratado a cinemateca brasileira (que sempre é tratado em segundo plano pela grande mídia) e os museus (o fatidico incêndio há uns anos atrás, lembrando). Quem dera poder ter mais espaços de preservação no Brasil, mas infelizmente nossa cultura acaba sempre priorizando “a modernização” do que “a preservação”.
A vantagem das preservações individuais se dá pelo fato que a variabilidade da sorte da preservação permite no futuro alguém ter uma cópia necessária que pode ser usada para repor uma mídia ausente. Não deixa de ser um “backup”. A desvantagem é como isso criou um mercado cinza, mas é outra história.
Eu só tenho algumas midias de diversos tipos por recordação mesmo… O aumento de vendas de mídias físicas dá-se mais por colecionismo do que por qualidade ou praticidade.
Half of Vinyl Buyers in the US Don’t Have a Record Player, New Study Shows
https://consequence.net/2023/04/half-vinyl-buyers-record-player-study/
A casa dos meus pais foi afetada pelas enchentes de maio aqui no Rio Grande do Sul.
A gente perdeu quase todas as fotos que tínhamos, em álbuns, avulsas, etc.
Mas muita coisa eu acabei salvando… justamente por conta dos DVDs .
Há quase 15 anos eu tinha começado a digitalizar os negativos e fotos em casa. Tinha backup disso tudo em DVDs. Basicamente só precisei lavar eles e abrir em um PC onde ainda tenho drive de dvd.
Faço a mesma coisa que ele. Nunca me desfiz de nada desde a adolescência (gibis, DVDs, CDs, discos, revistas, etc) para o desespero da minha mãe. Hoje tenho 44 anos e ainda compro tudo isso, mas em uma quantidade muito menor do que antes. No caso específico de DVDs, tem ótimas iniciativas tanto dentro do Brasil (Versátil, FamDVD, Classic Line) quanto fora (Criterion) para manter a venda física e melhorar o “pacote”.
Tem matérias recentes falando sobre a volta da mídia física. E no exterior ainda há empresas que buscam ofertar tanto relançamento de clássicos (até com melhorias da qualidade e busca de remasterização) quanto novas mídias de séries e filmes atuais.
No Brasil, claro que o problema maior sempre foi o alto preço das mídias, que fez o grosso da população apelar para a “pirataria”, seja ela realmente o compartilhamento, seja a compra de produtos piratas.
E detalhe que realmente – algo que já foi tema passado no Manual – temos muitas perdas de séries e filmes que estavam em plataformas e não se acha mais. Muitas vezes gerando até as chamadas “lost medias”, ou seja, nem acha alguma cópia de alguém pois aquilo se perdeu até a base da produção, ou a “master”.
Uma dica é ficar ligado em lugares onde vendem mídias usadas e ficarem atentos aos preços. Atitudes como a do autor do texto também geram o famoso “aquecimento no mercado”. Um dvd usado que tava 5 vai para 10. Se for raro, vira leilão.
Tenho uma pequena coleção aqui também e acredito que muita coisa não esteja disponível nos streamings. Algo que sinto falta nos streamings são os “extras”. Para mim, o maior trunfo de possuir um DVD é ter também uma edição com bons extras, em especial os “making of”.
No único filme que comprei para testar minha Apple TV, No Limite do Amanhã, tem vários extras, exatamente como num DVD / Blu-ray. Mas em streamings de assinaturas mensais, nunca vi nada do tipo. Não assino mais nada, mas se surgisse um serviço assim, me interessaria bastante.
Na Max costuma ter extras das séries majors, acredito que para aproveitar o hype como exemplo de A casa do dragao
A Disney também tem extras em sua plataforma de streaming. Peo menos nas animações blockbuster dos anos 2000 e 2010, os extras estão lá, e alguns documentários e making-ofs mais longos estão até como títulos à parte.
O que nunca vi nas plataformas são as faixas de “comentários em áudio”.
Tem um do filme da Barbie na Max com comentários da Greta Gerwig, porém lançaram como um título a parte do filme.
Mas nada disso se compara quando na era do Home Video do DVD, lembro que considerava um diferencial o número de extras que viriam no DVD. Depois teve tambem a venda de DVDs com Extras (as vezes duplos) e os simples sem extras.
Entendo o racional dele, e acho que vale para música também. Dito isso, um “caminho do meio” seria “ripar” esses DVDs — o melhor dos dois mundos. (Envelheci uns 15 anos escrevendo “ripar”.)
Exatamente hoje em dia tem como fazer copias lossless, onde não vai se perder nada dos DVDs (ou CDs), com a vantagem de poder deixar mais organizado e liberar espaço.
Se falar que ripa com nero burn, envelhece +2 anos….